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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: O Fisco e as "heranças indivisas"


Pessoalmente, compreendo a “preguiça e desleixo” do Fisco e das Repartições de Finanças, no exercício de fiscalidade, sobre os herdeiros nas heranças indivisas.
Nada menos de 600.000 heranças, que presumivelmente existam no País,  darão muito que fazer aos funcionários das Finanças, à sua fiscalização, que em tempos “mais mortos” do seu labor, teriam espaço e tempo para a regularização da “igualdade de direitos”, sobretudo, taxando cada herdeiro pela sua respectiva quota. Por isso, a chamada “justiça fiscal” evitaria muitas contendas por falta do rigor do cumprimento e pagamento de impostos, em situação de igualdade, dos seus direitos adjacentes, e, da “consciência cívica e tributária”, que compete a cada contribuinte.
“Os verdadeiramente ricos têm meios para escapar à pressão fiscal. São uma espécie de senhores feudais, com coutada privada. Quem paga impostos é cada vez mais a classe média, que não pode transferir negócios, património e rendimentos para offshores, nem pode fazer manobras contabilísticas”, afirma Armando Esteves Pereira, no Jornal Correio da Manhã de 03.10.2016.
Claro que certa classe rica tem meios para manobrar as “leis fiscais”, manipular as “complexas leis fiscais” , e, obter de forma ilegal uma fuga aos impostos.
Mas estes “feudos” das heranças indivisas, que o Fisco, em geral, deve ter noção da sua realidade, nesta sociedade portuguesa, é terreno fértil de "jagunços e coronéis".  São autênticas “coutadas” que envolvem “ricos falidos”, pessoas singulares, (cuja vida não resulta de rendimentos do trabalho), e, que suscita a avidez e ganância de “enriquecimento ilícito”; e, em que a “igualdade de direitos” dos seus contribuintes (dentro ou fora da lei fiscal)  é manobrada, por terceiros, nas suas “leis fiscais”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: “A imprensa amarela” inaugurada pelo arquitecto-jornalista José Saraiva


 

 
José Saraiva afirma, acerca do pai: “quem está no espaço público está sempre sujeito a que digam coisas sobre ele”.
Como não se estava no “espaço público”, estamos sujeitos a “juízos positivos” ou “juízos negativos” paternais ou sociais, tal como ele afirma que a “determinada altura, eu já era casado, e ele chama-me «infantil”. (Entrevista ao "Jornal Sol", pg.6, de 24.09.2016).
Claro que para um homem casado é ofensivo, mas seria isso que estava em causa!...
Escreveu-se  que “a tradição dos «bens culturais familiares» foram atraiçoados pela «ambição de um imediatismo» que causa desconforto nos espíritos mais serenos e sensatos”.
Este desconforto sentido e escrito, talvez, se encaixae na linha familiar de “alguém que era muito sério e circunspecto” – seu pai.
Se, o autor procura criar um tufo de “liberdade”, inaugurar um “tempo novo”, alcantilar-se a um “clássico da literatura política”, neste País que somente é grande no Alentejo, como dizia Agualusa, então que este "arquitecto do jornalismo" se inscreva nesta simples determinação da “imprensa amarela” , segundo Mário Lhosa, para gáudio dos seus leitores portugueses e estrangeiros.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Os quatro tipos de Imprensa (branca, negra, cor de rosa e amarela)


No ano de 1884, em que foi inventado o telégrafo, Soren Kierkegaard  publicou o seu livro “Conceito de Angústia”. Se as notícias passaram a circular muito mais rapidamente, com a Internet ainda mais. Mas à infinitude de notícias da imprensa escrita e audiovisual, e, também das “redes sociais”, que a Internet possibilita, juntou-se uma panóplia de angústias que preenche o ser humano:
Se Johannes Gutenberg marcou a imprensa escrita, por volta do ano 1439, Alexander Bell com a invenção do telégrafo eléctrico, em 1884, é o percursor da suprema mudança que é Internet.
Todavia, a esta pretensa ubiquidade, facilidade e rapidez de informação e comunicação, reaparece um espaço de angústia, que inunda, por vezes, o ser humano. Subitamente, irrompem as imagens em profusão:
A tela angústia .......A tela política......................A tela da violência
A tela horror .........A tela da opinião.......................A tela educativa
A tela musical.........A tela demagógica...................A tela medicinal
A tela estética..............A tela democrática............A tela informativa
A tela erótica.................A tela falaciosa.......................A tela lúdica
A tela pornográfica.......A tela do exibicionismo....A tela subliminar
A tela desportiva.........A tela publicitária....................A tela do ócio
A tela infantil........A tela do divertimento.............A tela da emoção
A tela do encontro.......A tela da passividade..........   A tela do sono
A tela do aborrecimento ......A tela do zapping........A tela do sonho.
 
Um conjunto de paletas coloridas, negras, alegres e tristes que inundam os ouvintes ou espectadores, no mundo da informação e comunicação.
Longe desta panóplia de factos e acontecimentos estava o filósofo dinamarquês, lutador e iniciador do existencialismo, no qual muitas existências navegam à procuram de um rumo, de um sentido, de uma existência, de um sonho, de um Deus, de um infinito dentro da sua finitude.
Juntamente com a imagem, a escrita, os factos, as notícias e os acontecimentos reaparecem quatro tipos de imprensa, para relembrar Gutenberg:
A imprensa “branca”, embora escrita com letra preta, pretende relatar a realidade dos factos com credibilidade, profissionalismo, exactidão e verdade. Que, sem “imprimatur” luta pela sua credibilidade e se afirma como quarto poder.
Nela se procuram afirmar os “jornais de marca”, ao profissionais do jornalismo e os escritores, e, os homens de bom senso. .
A imprensa “negra”, baseada na chamada “crónica negra”, que explora as profundezas da criminalidade difusa, oculta ou manifesta, despertando uma certa morbidez e encanto nos seus leitores.Nela mergulham os ávidos do crime, da injúria e da miséria do ser humano, que se alastra com uma espécie de “lei da vida”.
A imprensa “cor de rosa””, a chamada imprensa frívola que pretende relatar a chamada “socioality”, do glâmour,  com mérito ou  ambição de serem “famosos”, (com ou sem posses), repleta de fofoquices, onde se enredam certos e pretensos “Vip’s  e determinadas “flores!...”, que despertam o sonho e a utopia nos seus leitores.
A imprensa  “amarela”, cuja especialidade demanda os escândalos, a malícia, a alcovitice, e, a  frivolidade; e, que se apoia, sobretudo, na violação da privacidade alheia. Resvala e aponta o voyeurismo; ou, como, muito bem diz Umberto Eco : as “máquinas de lavar”.

domingo, 25 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: O "Flash" informativo da Rádio e a "Notícia" em Televisão

Segundo certa afirmação de que “em Portugal confia-se tanto na rádio como na televisão”, segundo uma jornalista do Jornal Público (Maria Lopes), algo de contraditório surge nesta questão. Esta contradicção pode surgir , quer do "media" analisado, quer da sua interacção, ou seja, do público com o próprio "media". O "flash" informativo da rádio é diferente da "notícia" (imagem) em televisão.
«Do mesmo modo como os romanos e os etruscos dividiram os céus com linhas matemáticas fixas e, como num templo, confinaram um deus em cada um dos espaços assim delimitados, assim também cada povo tem sobre si um firmamento de conceitos dividido matematicamente e sabe, tal como a Verdade o exige, que cada deus‑conceito deve ser procurado apenas dentro da sua esfera.”
Esta citação de um especialista em semiótica, Roland Barthes, procura reforçar o papel da rádio na esfera da chamada "logosfera". Ao atingir esta zona cerebral, são os conceitos que funcionam, obrigando o ouvinte a um esforço cerebral que o torna mais activo, mais lúcido e mais consciente.
A rádio tem características específicas entre as quais salientámos:
«Devido à sua autonomia, a rádio deixou de ser um meio de recepção colectiva e tornou-se individualizado. Esta característica permite ao emissor falar para toda a sua audiência como se falasse para cada ouvinte em particular. Com a actividade de ouvir podem desenvolver-se outras tarefas e, por isso, a rádio torna-se um "pano de fundo" em qualquer ambiente, despertando a atenção do ouvinte quando a mensagem é do seu interesse. Com a rádio podemos ouvir as notícias ao mesmo tempo que efectuamos outros trabalhos, o mesmo já não acontece com o telejornal televisivo se pretendermos associar a notícia à sua respectiva imagem», segundo  Catarina Amaral (Características da Rádio).
A televisão conduz a uma certa passividade, à preguiça mental, enquanto que a rádio desperta o ouvinte e obriga-o a um certo esforço cerebral (relacionamento conceitual).
Portanto, colocar a informação da televisão no mesmo patamar da informação da rádio parece demonstrar um público, que ouve mal a rádio, ou, "adormece" com a televisão.
Além disso, na rádio destaca-se " linguagem oral, a mobilidade, o baixo custo, o imediatismo e a instantaneidade, a sensorialidade, a autonomia e a penetração ".
Por isso, numa simples escala informativa, a rádio deve estar antes da televisão.

EUROPOLITIQUE: “As redes sociais são um mundo de fofoquice e de entretenimento malicioso e vulgar” (Mário Vargas Lhosa) - (Mas, + 50% acredita)


 

 
Ninguém é profeta na sua terrra
                 
Desde os escritores mais credenciados, desde Humberto Eco até Mário Lhosas, (a dita elite de escritores e ensaístas), até aos mais consagrados jornalistas, (da “praça pública portuguesa”) chovem  críticas torrencias e catastróficas sobre as “redes sociais”, apoiadas com nítida desconfiança  na ordem dos 35% graus de negatividade, observada em 2015, nos “media europeus”. "Queiram ou não queiram" mais de 50% acredita, "queiram ou não queiram" o "Correio da Manha" é o jornal que mais factura. Será uma "triste realidade", mas ela existe!...
Ora, se existe 35% de negatividade, os restantes 65% reservam alguma credibilidade, ainda que, pessoalmente, concorde com esta "falta de confiança", que também deposito no "Correio da Manhã".
Mas, se Humberto Eco e Mário Lhosas desacreditam totalmente as ditas “redes sociais”, a sua margem de credibilidade navega, ainda, nestes 65% de possível credibilidade, o que demonstra alguma ineficácia de crédito.
“Ninguém gosta de ler” – dizia-me um livreiro em Montréal, Canadá. O que não é totalmente verdade. A credibilidade de um “Blog” pode demonstrar-se, ou,  referenciar-se sobre a sua possível leitura ou aceitação, ao gosto do possível leitor.
Claro que Mouammar Kadhafi não acreditava nada nestes "redes, sociais, mas foi vítima delas. Claro que dentro destas “redes sociais”, existiu um “blog” luso que deu brado, e que falar na “praça pública portuguesa”.
Confesso, que raramente leio  os “Blogs” de outros; e, a mesma regra se pode aplicar a este.
Todavia, a extensão das “redes sociais” é infinitamente grande, como é infinito o seu público. (O finito e infinito, faz-me lembrar Kierkegaard - todavia, "existo").
Será, que aquilo que acontece nas "redes socias" será uma luta pela "existência"?
Por isso, em toda esta extensa quantidade, quase infinita, há lugar para tudo; sobretudo, para esta falta de credibilidade, que não é facilmente mensurável, dada a sua infinitude.
A facilidade de exposição do “ego” e sua possível “imagem”, ou, a camuflada origem do seu conteúdo desacredita qualquer tipo de informação ou comunicação, todavia ela existe.
Mas, aqui existe um simples ditado português. “A verdade é como o azeite” e virá sempre ao de cima.
Por isso, nesta floresta amazónica, rica de toda a espécie de fauna e flora, a lei do mais “fraco será sempre uma luta contra o mais forte”. Como, os “mais fortes tentarão impor a sua lei contra os mais fracos”.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: In "Vaticanum" , a RTP ajuda!.... José Rodrigues dos Santos


O mais popular, aquele que factura mais, ou seja, “Le Parisien Libéré” português, que os lusitanos dispensam mais tempo na sua leitura que os gauleses, digo, o “Correio da Manhã”, calcula que o mais distinto e famoso escritor português José Rodrigues dos Santos arrecadou a linda soma de 10,6 milhões de euros , cujo proveito, pode rondar os 7 milhões de euros.
Nada mau, para um jornalista consagrado, que em terras gaulesas quintuplicaria as receitas, fora as despesas.
Com os seus 52 anos de existência, este pecúlio é totalmente merecido, já que a própria "filha  mais nova" desdenha a clausura e silêncio da escrita.
Desde 1990 na RTP, no mais consagrado e público canal da televisão em Portugal, a "difusão colorida" propaga esta publicidade de imagem, que qualquer escritor desejaria; aliás, sem qualquer esforço de marketing.
Foram, somente 9 anos de iniciação jornalística, desde 1981 a 1990, que catapultaram o mais famoso pivô da televisão portuguesa para o "estrelato nacional e internacional".
Se, a França se tornou  terreno fértil para a sua leitura, como escritor, não haja dúvidas que a RTP ajuda, e, ajuda muito (aliás, sem referências brasileiras).
Por isso, uma certa comissão generosa para as ajudas humanitárias da RTP, seria mais que merecida pela publicidade gratuita, da qual o autor usufrui.
Mas, desde já fazemos publicidade à sua editora "Gradiva", e ao novo livro, a "gemer ainda nos prelos" , cujo nome é Vaticanum, e do seu presumível personagem maior - Noronha.

domingo, 18 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Ó Saraiva: "NA CAMA COM OUTRA..." ou "AFINAL, HAVIA OUTRA!..."


Entre Paris e Amesterdão conheci o pai do Sr. Saraiva, mas já lá vamos.
Confesso que a “cantadora e animadora” de uma Passagem de Ano, era Mónica Sintra.
Ainda, muita ingénua, mas com a cantiga “afinal, havia outra....” marcava o rumo de uma “música pimba” de sucesso assegurado, que infelizmente abandonou para desconforto do “inconsciente colectivo”  de “faca e alguidar”.
A deontologia jornalística, também se permite que uma qualquer jornalista, na ambição de sacar informações se infiltre, a nível político, “na cama com outro!...”
Parece que seguindo as mesmas regras "contra-natura" do próprio jornalismo, nem os “entes mais queridos” tenham voz para tanto despeito, a propósito de uma obra “prestes a sair dos prelos”, cujo furor tresanda pelos "media". E, para cúmulo da evidência e da traição, soa-se dizer-se apadrinhada por um exímio social-democrata.
O “tom bafiento” que o pré-naturo exala, (faz-me lembrar resquícios enigmáticos, que “tal pai, tal filho”, "não sei por quê"), se revelem numa faceta desconhecida do presumível autor. Aliás, muito distante do "rigor histórico" com esta presumível "pornográfica estética arquitectoral"!...  A tradição dos “bens culturais familiares” foram atraiçoados pela "ambição de um imediatismo" que causa desconforto nos espíritos mais serenos e sensatos.
Mas, tal como a música “afinal, havia outra!...” despertou uma artista, nestas coisas de “faca e alguidar”, (ou melhor seria, “de faca na liga”), este "proeminente candidato a Nobel" arrisca-se a parar no entulho ou no lixo, que o consumo da “música pimba” desperta no inconsciente colectivo, desde já amaldiçoado pelos espíritos mais seráficos.
Porque, nestas "coisas de alcova", todo o voyeurismo é permitido.


N.B. As "jovens púdicas"de Massamá desobrigaram-se!..."

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...