MUXIMA, MAMA MUXIMA!..
O grito sonoro timbrava nas mãos erguidas no "néon" citadino, prolongando-se nas suas brumas das águas do Tejo.
- Muxima!....Muxima!...
O eco estremecia como cântico interior em oração, enternecido pelas tágidas musas camonianas
- Muxima!...Muxima!...
Lá, longe destas águas ribeirinhas encontrava-se outro rio, irmanado pelo mar salgado que refluía em sobressalto!...
- Muxima!...Muxima!...
Revejo-te na calma e doçura da tua paisagem, como miragem. Ícon que se reconstrói no reflexo do eco, em abraço de perfeito amplexo.
- Muxima!...Muxima!...
E o teu cantor sofria em actor
- Muxima!...Muxima!...
O "Valdemar", envolvido, no teu mar
dizia-me a sussurrar
uma vez, lançado ao ar
é só dizer um "Ah!... Ai!...Ah!...Ai!..."
Vai!...Vai!...Vai!....
Muxima!...MUXIMA!...
espalhar a concórdia
no amor de filho e pai.
Muxima!....
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Angola.2
"Palancas negras"
Enfatuados à parisiense, os "palancas negras" exibem o sorriso de modelos africanos.
O brilho do Ocidente contrasta com o azeviche encaracolado.
O "leader" anuncia que o esforço ferroviário, é aquele que mantém o combóio nos trilhos. E a máquina carece do óleo que desenferruga os músculos. Nem o joelho de Mantorras deve ser um óbice ao desempenho desportivo. O treino é o hábito do trabalho e da "performance". Mantorras, ou seja, mãos torradas na queima do trabalho tornam-se o lema do "manager".
Ao brilho do azeviche acresce-se o fulgor do "11 de Novembro", recém recinto do espectáculo. O sorriso contido do jogador "Edu" acalentava a esperança de um dia ver luzir a "palanca".
"Avança, avança" - veloz como uma lança, como uma seta na ponta esquerda, aquele que escondia de Angola um enigma da sua pujança!...
Aliando o dueto do brilho, na tese e na antítese, aguarda-se com fulgor a síntese, do "avança, avança", com a tua força e a tua pujança!...
Avante, "palancas negras", com recordação
de um futuro cheio de esperança!....
P.S. Os pinheiros bordegavam o campo pelado do trio angolano na "riva-gauche" do Douro, antes do tapete do verdejante campo universitario lisbonense.
O enigma angolano manifestava-se pesaroso!...
O orgulho angolano escondia a máscara do colonialismo!...
E o silêncio acalentava suavemente a voz do tempo!...
"L'important c'est la rose!... L'important...!..
Enfatuados à parisiense, os "palancas negras" exibem o sorriso de modelos africanos.
O brilho do Ocidente contrasta com o azeviche encaracolado.
O "leader" anuncia que o esforço ferroviário, é aquele que mantém o combóio nos trilhos. E a máquina carece do óleo que desenferruga os músculos. Nem o joelho de Mantorras deve ser um óbice ao desempenho desportivo. O treino é o hábito do trabalho e da "performance". Mantorras, ou seja, mãos torradas na queima do trabalho tornam-se o lema do "manager".
Ao brilho do azeviche acresce-se o fulgor do "11 de Novembro", recém recinto do espectáculo. O sorriso contido do jogador "Edu" acalentava a esperança de um dia ver luzir a "palanca".
"Avança, avança" - veloz como uma lança, como uma seta na ponta esquerda, aquele que escondia de Angola um enigma da sua pujança!...
Aliando o dueto do brilho, na tese e na antítese, aguarda-se com fulgor a síntese, do "avança, avança", com a tua força e a tua pujança!...
Avante, "palancas negras", com recordação
de um futuro cheio de esperança!....
P.S. Os pinheiros bordegavam o campo pelado do trio angolano na "riva-gauche" do Douro, antes do tapete do verdejante campo universitario lisbonense.
O enigma angolano manifestava-se pesaroso!...
O orgulho angolano escondia a máscara do colonialismo!...
E o silêncio acalentava suavemente a voz do tempo!...
"L'important c'est la rose!... L'important...!..
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