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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Um lagar de Azeite em Angola






Enquanto que Portugal espera atingir a sua auto suficiência em azeite, no ano de 2016; Angola prepara-se para abrir os seus primeiros lagares do óleo da milinar oliva.
Segundo reza a tradição, nos anos 60,  foram plantados pelos portugueses, nada menos de 500 hectares de oliveiras, na província do Namibe.
A região do Cuando Cubango apresenta-se com as condições mais favoráveis para a implementação e industrialização deste  salutar bem alimentar.
Por isso, tudo aponta para que nesta província surja a instalação de uma "fábrica" de azeite. Similarmente, à Argentina, Brasil e África do Sul,  Angola junta-se ao clube dos novos produtores deste produto alimentar. 
Aliás, segundo rezam certas crónicas, o olival na zona do Namibe tem água a pouco mais de dez metros de profundidade, já que aquela província fica junto à Serra da Leva (num dos extremos do planalto da Huíla), onde existem níveis de precipitação muito elevados, sendo depois as águas das chuvas encaminhadas para o oceano, por via subterrânea. 
“Já no tempo colonial se aproveitava essa água para o olival, em pleno deserto, com canais de rega”, comenta António Manuel Cordeiro, reportando-se aos benefícios que este microclima pode beneficiar certas produções.
Além disso, o grupo Eapa afirma-se como o primeira produtor angolano de vinhos, com uma produção de 60 mil garrafas, já que possui uma área de 16 mil hectares, dos quais 40 hectares  são dedicados à vinha, e,  os restantes 10 hectares dedicados à uva de mesa.
O primeiro vinho de produção nacional, denominado "Serras da Xixila", foi lançado nestefim de semana, na Fazenda Xixila, no Libolo, província do Cuanza Sul, segundo informação do administrador da Sociedade Agro-pecuária de Angola, Carlos Carneiro.
 
Segundo Carlos Carneiro, o projecto Serras da Xixila, avaliado em  16 milhões de dólares, tem já disponível, nesta primeira fase, para o mercado quarenta mil garrafas de 750 ml, prevendo-se que a mesma atinja uma produção anual de oitenta mil garrafas de vinho  tinto e branco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: A Lentidão de Timor Leste


“Nunca pensei que Timor Leste, alcançasse a sua independência”, confidenciava alguém junto de um familiar do bispo Araújo. Mas graças à intervenção de Clinton e do apoio português foi possível que este país se libertasse do jugo indonésio.

Ultimamente estive com uma jovem enfermeira do Porto que cumpriu três meses de voluntariado em Timor Leste. Apesar de muita ajuda portuguesa, Timor Leste continua numa lentidão de progresso assinalável, apesar da riqueza exclusiva e oriunda, única e exclusivamente, do petróleo.
 Segundo a agência Lusa, as exportações timorenses  foram apenas de 5.948 dólares, embora o seu registo seja na ordem dos 6 milhões de dólares, já que se trata de mercadoria reexportada.

A importação de mercadorias de Timor Leste atingiu, no mês de Junho, a cifra de 51,57 milhões de dólares, cujo exponencial anual, “grosso modo”, atinge a soma de 600 milhões de dólares.

Se no período, de 1 de Abril a 30 de Junho, ou seja, em três meses, entraram 294,68 milhões de dólares, graças às “royalties” do Fundo Petrolífero, as receitas previsíveis anuais são da ordem dos 978, 72 milhões de dólares, embora para o seu OGE sejam somente 920 milhões de dólares.

Apesar da quase nulidade de quota exportadora, Timor Leste beneficia de uma “almofada financeira”, graças ao petróleo, na ordem dos 300 milhões de dólares.

Porém, nem o turismo, nem a agricultura fornecem uma ancora de esperança na veia exportadora timorense.
A inversão desta dependência aguarda por novos estímulos, aos quais os empresários portugueses não devem ficar alheios.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: "A equação: 7-20-50 de Angela Merkel ".


Qualquer cidadão europeu, se a sua prerrogativa é legítima, deve estar preocupado com a célebre equação “7-20-50” de Angela Merkel; ou seja, 7% da população mundial, 20% do produto mundial e 50% de despesas sociais.

Todavia, no orçamento espanhol, as despesas com as pensões representam 38,5% do seu P.I.B.

O modelo social europeu, ao contrário do chinês ou americano, caminha para a sua falência.

Por isso, surgiu em Portugal, o ensejo de implementar um “plafoneamento” das pensões ou reformas.

O modelo francês, com as suas 29 instituições de segurança social, é  um sistema, digno de registo, e das maiores aberrações que conheço.

Implantar um sistema de “plafoneamento” que não são mais do que vencimento de juros de qualquer conta bancária é assaz estonteante. Mais estonteante é quando o seu valor é mínimo, e “toma lá que já almoçaste”!...

Qualquer aplicação em juros ou acções é mais consistente que as esperanças de um sistema de “plafoneamento”, porque as empresas deste tipo de capital não dão mais. A construção de um sistema de PPR estatais teria melhor viabilidade, se o Estado se torna um bom gestor!...

No meio deste labirinto ilusório sobressai a modesta instituição portuguesa “ADSE”, que presentemente tem um superavit.
Por isso, já que existem “experts” nesta matéria, aguardaremos pelas suas soluções.

EUROPOLITIQUE: « O funil português»






Ainda, ontem, falava com uma belga que se exprimia em português, cujo bilhete de identidade estava relegado para as “kalendas gregas”, coadjuvada por outra pessoa, cuja nacionalidade era sueca. Claro que qualquer pessoa de origem portuguesa está sujeita às leis portuguesas, residindo em território nacional, embora possam evocar outro tipo de nacionalidade.
Na breve semana de praia estava rodeado de portugueses, que labutam em França, e que se queixam alguns dos pesados impostos que chegam até aos 6.000 euros (I.M.I.). Ao redor dos portuguese de além Pátria, surgia a língua de Cervantes.
Esta amálgama de portugueses, alguns defraudados nas suas poupanças do BES, directa ou indirectamente, estão ligados ao turismo.
Se, o turismo em Portugal regista um certo êxito, a técnica de funil dos comentadores nacionais aplica a “técnica do umbigo”. As perspectivas de análise nunca revertem numa análise dos contextos internacionais.
A Espanha ambiciona tornar-se no segundo destino mundial: nada menos de 68 milhões de turistas, ocupado pelo seu vizinho françês.
Se, a Espanha prossegue este record, é evidente que o seu vizinho beneficia com esta avalanche turística, aliás, o número de espanhóis é evidente nas costas portuguesas.
Esquecer, sistematicamente, a realidade espanhola que nos rodeia, maIs a sua longínqua vizinha que é a França, tornou-se num erro crasso de muitas analises que são feitas pelos eruditos comentadores portugueses.
Por isso, é constrangedor ouvir e aceitar uma “técnica do umbigo”, afunilada no comezinho comentário nacional, pelos "80 intrusos" de Belém.

Só acordam, quando Gréxit estoirar!...

 

 

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Do "comércio informal ao "comércio formal"




  O velho “carrocha” parou na “Maputo Down City”, quando rapidamente três    pequenos cestos com        maços de tabaco se desfilaram na frente dos compradores.
       -         “Anda cá, animal” – gritou alguém, o com mais tímido vendedor.
       -         “ -  Dá cá três maços de tabaco”.
O comprador que não era o condutor, virou-se para o "gritante anunciador" e perguntou:
       -         “Por que é que chamaste aquele vendedor?”
       -         “Quando precisar de um cigarro, ele dá-mo”.
O velho “carrocha” desenfiou pela rua adiante e num instante se encontrava numa rua pejada de pilhas de bebidas e de todos os artefactos da mais bela variedade. Rua enfeitada e colorida de montes de bebidas, roupas, mobílias, etc..
       -         “Isto é que é comércio!....
       -         “Comércio informal que não paga taxas e onde todos querem ganhar algum!...”
Esta cena, típica dos países africanos, reflecte a panóplia de comércio informal que grassa por todas as ruas de África.

       Por isso, o Governo Angolano, criou uma força especial para disciplinar o comércio ambulante. Passar        do “comércio informal” para o “comércio formal” não é tarefa fácil na tradição africana. Mas a chegada        dos “centros comerciais”, a necessidade de criar “ordem no comércio” e a “cobrança de receitas”                implicam a organização comercial. Além das “medidas de higiene dos produtos”, a disciplina do                    comércio implica que os comerciantes se insiram na modernização da sociedade, e no seu contributo            para a sua inserção social. Deste modo, os pequenos passos da corrupção desaparecerão. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Mais 3 anos de crise em Angola?



Para o equilíbrio do seu orçamento anual, Angola carece do preço de barril de petróleo na ordem dos 95 dólares, enquanto, actualmente, este permanece na ordem dos 50 dólares. (No entanto, esta fasquia é o valor mínimo estabelecido pela Sonangol nas suas extrapolações).
Ainda que a China cobra 50% do seu orçamento anual, com nada menos de 38 mil milhões de dólares, nos próximos 3 anos, Angola debate-se com graves problemas orçamentais.
Embora a China tenha aumentado a sua quota de importação de crude angolano, as perspectivas angolanas não são muito animadoras.
Dado que, a Arábia Saudita produz nada menos de um milhão de barris a mais, conjuntamente com os 400.000 barris de excesso dos USA, a crise de petróleo está para durar.
Com uma previsão anual de maior investimento na agricultura foram descritos alguns objectivos neste blogue.
Com uma antecipação do funcionamento da “bolsa de valores” de Luanda, foram prognosticados alguns problemas.
Apesar de tudo, semanalmente, empresas portuguesas investem em Angola.
Se, a Coreia do Sul, no espaço de uma década ultrapassou vários problemas, a lentidão angolana carece de maior estímulo na implementação de medidas atempadas para a resolução e solução de alguns crónicos processos de emancipação económica e cultural.
Com os meios estatísticos e informáticos, disponíveis no seu sistema de contabilidade e institutos, nada impede que os saltos qualitativos estabeleçam a metas que devem ser alcançadas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

EUROPOLITIQUE: LUANDA nos próximos 15 anos: 2030.


“Conforme noticiou o PÚBLICO, há 9440 empresas em Portugal que exportam os seus produtos para Angola, e, destas, mais de metade não vende para nenhum outro mercado externo. Em 2014, 5256 empresas dependiam a 100% de Angola para realizar as suas vendas para fora do país. Em valor, representaram 1234 milhões de euros, o que equivale a 41% do montante arrecadado com as exportações para Angola durante o ano passado.”
Com uma população, em que mais de 62% das suas gentes  procura a vida citadina, com a “propriedade privada” ainda dependente da “era marxista”, Luanda torna-se um caso ”parodoxal” relativamente à sua economia e à dependência com as empresas portuguesas.
Até 2030 (ou seja, nos próximos 15 anos), Luanda atingirá os 13 milhões de habitantes.
Com mais de  seis milhões de habitantes e uma área de mais de 13 mil quilómetros quadrados, a província de Luanda apresenta-se com 80% da sua população, vivendo em musseques.
O risco de se tonar numa nova cidade como o Rio de Janeiro é iminente.
Por isso, Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda prevê construir 13 novos hospitais, 1.500 escolas, 1,4 milhões de casas, e ainda um sistema de comboio suburbano com 210 quilómetros, 142 quilómetros de corredor para trânsito exclusivo de transportes, conjuntamente com 446 quilómetros de estradas primárias e 676 quilómetros de vias secundárias públicas.
A crónica deficiência de electricidade terá uma prioridade no plano de desenvolvimento para Luanda, que define a necessidade de garantir uma potência de 5.600 MegaWatts (MW), contra os atuais disponíveis 1.700 MW.
 Portanto, com tantas necessidades por satisfazer e realizar, a contribuição das empresas portuguesas continuará a ser essencial para a nova metrópole de Luanda (2030).

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...