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terça-feira, 11 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: « O funil português»






Ainda, ontem, falava com uma belga que se exprimia em português, cujo bilhete de identidade estava relegado para as “kalendas gregas”, coadjuvada por outra pessoa, cuja nacionalidade era sueca. Claro que qualquer pessoa de origem portuguesa está sujeita às leis portuguesas, residindo em território nacional, embora possam evocar outro tipo de nacionalidade.
Na breve semana de praia estava rodeado de portugueses, que labutam em França, e que se queixam alguns dos pesados impostos que chegam até aos 6.000 euros (I.M.I.). Ao redor dos portuguese de além Pátria, surgia a língua de Cervantes.
Esta amálgama de portugueses, alguns defraudados nas suas poupanças do BES, directa ou indirectamente, estão ligados ao turismo.
Se, o turismo em Portugal regista um certo êxito, a técnica de funil dos comentadores nacionais aplica a “técnica do umbigo”. As perspectivas de análise nunca revertem numa análise dos contextos internacionais.
A Espanha ambiciona tornar-se no segundo destino mundial: nada menos de 68 milhões de turistas, ocupado pelo seu vizinho françês.
Se, a Espanha prossegue este record, é evidente que o seu vizinho beneficia com esta avalanche turística, aliás, o número de espanhóis é evidente nas costas portuguesas.
Esquecer, sistematicamente, a realidade espanhola que nos rodeia, maIs a sua longínqua vizinha que é a França, tornou-se num erro crasso de muitas analises que são feitas pelos eruditos comentadores portugueses.
Por isso, é constrangedor ouvir e aceitar uma “técnica do umbigo”, afunilada no comezinho comentário nacional, pelos "80 intrusos" de Belém.

Só acordam, quando Gréxit estoirar!...

 

 

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Do "comércio informal ao "comércio formal"




  O velho “carrocha” parou na “Maputo Down City”, quando rapidamente três    pequenos cestos com        maços de tabaco se desfilaram na frente dos compradores.
       -         “Anda cá, animal” – gritou alguém, o com mais tímido vendedor.
       -         “ -  Dá cá três maços de tabaco”.
O comprador que não era o condutor, virou-se para o "gritante anunciador" e perguntou:
       -         “Por que é que chamaste aquele vendedor?”
       -         “Quando precisar de um cigarro, ele dá-mo”.
O velho “carrocha” desenfiou pela rua adiante e num instante se encontrava numa rua pejada de pilhas de bebidas e de todos os artefactos da mais bela variedade. Rua enfeitada e colorida de montes de bebidas, roupas, mobílias, etc..
       -         “Isto é que é comércio!....
       -         “Comércio informal que não paga taxas e onde todos querem ganhar algum!...”
Esta cena, típica dos países africanos, reflecte a panóplia de comércio informal que grassa por todas as ruas de África.

       Por isso, o Governo Angolano, criou uma força especial para disciplinar o comércio ambulante. Passar        do “comércio informal” para o “comércio formal” não é tarefa fácil na tradição africana. Mas a chegada        dos “centros comerciais”, a necessidade de criar “ordem no comércio” e a “cobrança de receitas”                implicam a organização comercial. Além das “medidas de higiene dos produtos”, a disciplina do                    comércio implica que os comerciantes se insiram na modernização da sociedade, e no seu contributo            para a sua inserção social. Deste modo, os pequenos passos da corrupção desaparecerão. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Mais 3 anos de crise em Angola?



Para o equilíbrio do seu orçamento anual, Angola carece do preço de barril de petróleo na ordem dos 95 dólares, enquanto, actualmente, este permanece na ordem dos 50 dólares. (No entanto, esta fasquia é o valor mínimo estabelecido pela Sonangol nas suas extrapolações).
Ainda que a China cobra 50% do seu orçamento anual, com nada menos de 38 mil milhões de dólares, nos próximos 3 anos, Angola debate-se com graves problemas orçamentais.
Embora a China tenha aumentado a sua quota de importação de crude angolano, as perspectivas angolanas não são muito animadoras.
Dado que, a Arábia Saudita produz nada menos de um milhão de barris a mais, conjuntamente com os 400.000 barris de excesso dos USA, a crise de petróleo está para durar.
Com uma previsão anual de maior investimento na agricultura foram descritos alguns objectivos neste blogue.
Com uma antecipação do funcionamento da “bolsa de valores” de Luanda, foram prognosticados alguns problemas.
Apesar de tudo, semanalmente, empresas portuguesas investem em Angola.
Se, a Coreia do Sul, no espaço de uma década ultrapassou vários problemas, a lentidão angolana carece de maior estímulo na implementação de medidas atempadas para a resolução e solução de alguns crónicos processos de emancipação económica e cultural.
Com os meios estatísticos e informáticos, disponíveis no seu sistema de contabilidade e institutos, nada impede que os saltos qualitativos estabeleçam a metas que devem ser alcançadas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

EUROPOLITIQUE: LUANDA nos próximos 15 anos: 2030.


“Conforme noticiou o PÚBLICO, há 9440 empresas em Portugal que exportam os seus produtos para Angola, e, destas, mais de metade não vende para nenhum outro mercado externo. Em 2014, 5256 empresas dependiam a 100% de Angola para realizar as suas vendas para fora do país. Em valor, representaram 1234 milhões de euros, o que equivale a 41% do montante arrecadado com as exportações para Angola durante o ano passado.”
Com uma população, em que mais de 62% das suas gentes  procura a vida citadina, com a “propriedade privada” ainda dependente da “era marxista”, Luanda torna-se um caso ”parodoxal” relativamente à sua economia e à dependência com as empresas portuguesas.
Até 2030 (ou seja, nos próximos 15 anos), Luanda atingirá os 13 milhões de habitantes.
Com mais de  seis milhões de habitantes e uma área de mais de 13 mil quilómetros quadrados, a província de Luanda apresenta-se com 80% da sua população, vivendo em musseques.
O risco de se tonar numa nova cidade como o Rio de Janeiro é iminente.
Por isso, Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda prevê construir 13 novos hospitais, 1.500 escolas, 1,4 milhões de casas, e ainda um sistema de comboio suburbano com 210 quilómetros, 142 quilómetros de corredor para trânsito exclusivo de transportes, conjuntamente com 446 quilómetros de estradas primárias e 676 quilómetros de vias secundárias públicas.
A crónica deficiência de electricidade terá uma prioridade no plano de desenvolvimento para Luanda, que define a necessidade de garantir uma potência de 5.600 MegaWatts (MW), contra os atuais disponíveis 1.700 MW.
 Portanto, com tantas necessidades por satisfazer e realizar, a contribuição das empresas portuguesas continuará a ser essencial para a nova metrópole de Luanda (2030).

terça-feira, 28 de julho de 2015

EUROPOLITIQUE: Propriedade e Habitação em Angola e Moçambique



Se a "distribuição de terras" na África do Sul não alcançou os "objectivos políticos desejados", já que nas mãos de 80% dos antigos proprietários brancos se encontra a sua posse; Angola e Moçambique na bela “tradição marxista” nacionalizaram a terra: “a terra pertence ao Estado”.
Um sistema híbrido de noção de “propriedade privada”, cujas garantias dependem da benesse do Estado. Ou seja, a passagem do “modelo marxista” para o “modelo liberal”, apesar das instâncias internacionais o exigirem, continua bloqueado na omnipotência estatal.
Até que ponto o direito à terra das “gentes do campo” é garantido resta numa incógnita. 
Até que ponto a transição dos “usos e costumes da posse efectiva da terra” é determinado depende do sistema legislativo, se por acaso, ele é aplicado.
O país do “arco-íris” não atingiu a dita “revolução económica”, mas o “statu quo” do modelo marxista, em países de Angola e Moçambique,  deixa muito a desejar!...
Claro que os investimentos da Portucel em Moçambique, em zonas florestais, são muito diferentes
do acesso à propriedade em Moçambique. Mas, o débil poder autártico, a consagração dos
"direitos à terra" dos camponeses carece de efectiva legislação.
Efectivamente a transição destes países para o “modelo de economia de mercado”, e para a concretização da “efectiva propriedade privada” carece de ajustamentos e determinação.
Os jovens moçambicanos, com taxas de 30% de empréstimo bancário para a aquisição de habitação própria, pouca esperança alcançam neste ensejo.
Se Angola, através da construção chinesa,  resolveu algumas lacunas do seu problema habitacional, os nacionais de Moçambique desesperam com o preço exorbitante da habitação.

EUROPOLITIQUE: "A Avidez das Pensões" em Angola e Moçambique




Enquanto que os países europeus se debatem com graves problemas económicos e financeiros nos seus “sistemas de pensões e segurança social”, alguns países do Sudoeste Africano, sobretudo, incluindo Angola e Moçambique, graças ao contingente de população jovem no mundo do trabalho, desfrutam de bolsas positivas para compensarem os gastos nestas rubricas.
A passagem de um “sistema marxista” para o “sistema liberal económico” implicou que estes países construíssem modelos de “segurança social”, a nível das pensões, por “imposição dos modelos internacionais”, que se traduz num superavit, segundo certas fontes confidenciais.
Por isso, a tentativa de “lançar mão” destes recursos, tornou-se numa certa avidez de alguns arautos da política.
Além da falta da aplicação de um sistema informático e informativo dos direitos dos seus cidadãos, que vivem sem a esperança de beneficiar deste esforço financeiro, a distribuição de alguns mínimos de assistência social esbarra contra a vontade burocrática que sonega qualquer benesse.
Sem esperança de “pensões” e sem uma justa distribuição de alguns subsídios, assim se caminha neste tecido social e cultural.
“Ser proprietário” de qualquer bem, seja, por exemplo, uma “simples casa”, é sinónimo de exclusão de qualquer benefício ou subsídio.
 Por outro lado, a consciencialização de alguns cidadãos destes países sobre a construção destes sistemas  passa pelo desconhecimento, falta de informação, desleixo. A noção de “direitos e deveres” no “sistema de pensões e segurança social”, (que passa pela actualização informática), é quase mínima, substituindo-se pela “técnica do desenrasca”, do “chico-espertismo”, do momento que foge e desaparece.
Quer no topo da pirâmide, quer na sua base, somente a emergência de uma “sociedade civil”, mais esclarecida e exigente pode salvaguardar os benefícios da jovem população moçambicana e angolana na construção de um futuro mais promissor. 

domingo, 12 de julho de 2015

EUROPOLITIQE: Infelizmente não sou «cidadão europeu».


 
Claro que o “euro” – moeda única -  não foi criado numa população europeia que representa 7% da população mundial, 25% do comercio livre mundial, e que gasta 50% dos seus rendimentos sociais que o resta da humanidade não faz.

Simplesmente o “euro” foi criado para simplificar as trocas de mercadorias, e não para suster este “bem estar social e comum” que os países deficitários em exportações não conseguem acompanhar com os países mais evoluídos.

Daí os “déficits crónicos”, que surgem, quando esses países mal apetrechados recaem nos 70% de importações, o que leva alguém a dizer que é “uma guilhotina em cima das suas cabeças”.

Mas se a economia é uma ciência, que utiliza a matemática, e o número é a medida da coisa, conforme diz Aristóteles, e, por isso, “a coisa grega” não se reduz somente ao número, já que a dívida grega com os Estados Europeus não significa que cada cidadão deve uma certa quantidade de euros!...

Todavia à engenharia financeira e à economia dos números “mais concretos” deixemos a palavra aos “experts”.

Aquilo que me conduz a uma certa raiva é que “não sou cidadão europeu”.

Não, pelo facto, de não ter uma “política externa europeia” ou uma “força militar europeia”, mas pela simples contradição que embora por direito me seja garantida uma certa “cidadania  europeia”, que me concede “direitos e não deveres”, na própria essência dos direitos me usurparem da efectiva concretização desses direitos.

Em termos simples, quero dizer que o direito das minhas contribuições, suspenso no tempo por um país, tal país se arvore num campeão das regras comunitárias, quando não as cumpre.

Teoricamente, reconheço-me bem na dialéctica hegeliana de "indivíduo- estado", mas infelizmente
na "prética" não me reconheço nesta "cidadinia europeia".

 Sarcàsticamente, longe de mim o gosto de vender “110 Mirages” e cortar a “cabeça” ao seu vendedor, mas a diplomacia tem estas contradições, para infortúnio desse povo do Norte de África!...

A minha revolta, nesta Europa, que eu escolhi por formação, remete-me à condição de cidadão menor, que embrulhado numa moeda única, me trata como uma simples mercadoria de reduzido preço.
 
Se “os estados não podem garantir o bem-estar que as populações anseiam”, urge encontrar outros modelos, para os quais a “criação da moeda única” – o euro – não foi talhado.

"Infelizmente não sou cidadão europeu" quando podia reunir todas as condições necessárias e suficiente para sê-lo, sem ser pretencioso.
Esta contradição hegeliana, que me rói na minha essência, é o símbolo da questão que um cidadão americano me dirigia: "e, vós europeus"? 
"To be or not to be is the question"?.............

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...