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domingo, 19 de abril de 2020
EUROPOLITIQUE: COVID - 19....na Teoria da Resistência e na sua Temporalidade.
Se, alguns testes
serológicos ajudam a medir o grau de imunidade de cada pessoa; deste modo, conseguem
determinar o grau de exposição e propagação, que em casos mais ínfimos, se reduz
aos tais 2% na sua irradiação. No caso concreto e exposto da sua propagação; quer dizer, que
cada dia aumenta em dois casos patogénicos, ou, propaga-se por dois casos patogénicos,
em cada dia, na sua irradiação (podendo ser linear ou exponencial).
A “teoria de todos infetados” parece
dar origem a uma teoria da resistência, ou seja, uma luta dos
oprimidos (aqueles que estão dependentes da patogenia) contra os ilesos ou saudáveis (que, neste
caso seriam os “opressores”), que podem gozar da sua liberdade e trabalho. Esta
“minoria de oprimidos” deve estar confinada, limitada e presa nos seus
domicílios para fugir à propagação, ou, (“opressão”), já que não foi alcançada
a imunidade na população.
Esta temporalidade de reclusão, retiro
ou confinamento deve durar até ao Verão, nas melhores das suas hipóteses;
quando muito, até à descoberta de uma vacina. Ora, já que o vírus é de fácil sequência,
ou, de fácil “análise matemática no seu algoritmo”, alvitra-se que o seu
desmantelamento seja encontrado - quer no seu modo de propagação, ou, contaminação,
quer na sua própria essência ou identidade (um parasita que vive à custa de uma
célula).
Ao contrário de John Locke em que a “saúde
é da responsabilidade do sujeito”, cuja tese parece prologar-se nos USA;
é, no Estado que hoje o homem confia na sua “segurança vital”. A capacidade dos
Estados determinarem sobre a “vida e a morte” deve-se, por um lado, ao avanço
científico; e, por outro lado, aos cuidados dispensados pelas comunidades. A
obrigação de cuidar da sua própria saúde é extrema cara, e este “bem físico
pessoal” está dependente dos seus direitos jurídicos. Por isso, a nossa liberdade
está dependente da nossa responsabilidade pessoal e estatal.
domingo, 5 de abril de 2020
EUROPOLITIQUE: O "Castelo Mota" de Jarl Gunderedo (? ) - Na pequena praia fluvial de Gondarém (V.N.C.)
A praia fluvial da Mota encontra-se no fim da encosta mais saliente do monte de Goios, cuja colina se ergue desde a beira-rio até ao seu cume. O cais da Mota é um lugar das “pesqueiras do rio Minho”, outrora fiscalizado, e, ancoradouro dos seus barcos de pesca e recreio. Esburacado por dentro (túnel de via férrea) e por fora (fosso de duas estradas nacionais), somente nos resta ir ao encontro da origem desta palavra aplicada a este lugar, que permanece na memória dos seus habitantes. «Os nomes das localidades são sem dúvida o que reflete melhor a evolução histórica e social de uma população. Eles são, portanto, particularmente preciosos, e o seu estudo é de um interesse considerável. Nos países célticos, os topónimos de origem nórdica, ilustram perfeitamente a chegada dos Escandinavos...» (1)
Os rumores de um acampamento normando em terras do Baixo Minho ecoaram pelas terras do Condado. Rapidamente, em Guimarães, Mumadona Dias manda acelerar a construção do primeiro “castelo condal” para defesa de possíveis ataques normandos, dada a provável chegada destes, na Primavera do ano de 966. «Estes eram os “pagãos do Norte”, cujas incursões, desencadearam bruscamente cerca do ano 800, durante perto de um século e meio, faziam gemer o Ocidente». (2)
- As preces entoadas aos céus
rogavam:
- “Livrai-nos, Senhor, da fúria dos Homens do Norte”;
- “A furore mormannorum libera nos
Domine”;
- Oh Lord, save us from rage of Nordic people”.
- As preces entoadas aos céus rogavam:
Alvitra-se que uma fortificação ou “castelo” deu guarida às forças que compunham a terceira expedição viking, comandada por Jarl Gunderedo, considerado “rei dos normandos”, segundo fontes árabes, (“navegaron haja el mando de su rey Gunderedo...”). Qualquer local elevado que fosse propício a uma construção de madeira ou pedra, com uma torre de vigia, e, cercada por uma paliçada ou estacaria, com ou sem vala, tendo como objetivo a defesa de algum ataque, tinha o cunho e cancela normanda, no século X. A chegada de Gunderedo ocorre na Primavera de 966, na época de D. Sancho, o Gordo, e o seu sucessor foi Ramiro III. A sua permanência situa-se entre os quatro a cinco anos. António Carvalho da Costa, no seu livro de 1706, “Corografias Portuguesa”, relata somente a ocupação das terras galegas por três anos «...quando veyo conquistar a Galiza, & a ocupou três anos en tempo de Dom Ramiro, o terceiro...».
A palavra “mota” era um monte de terra (montículo) em forma cónica, que permitia a construção de qualquer “estrutura fortificada” que, mais tarde, vai dar origem aos futuros castelos. Ela é o embrião das “torres fortificadas e das muralhas”, ou seja, dos castelos em pedra, que surgem a partir do século XI. Ora, o relevo do local, de natureza granítica, ergue-se como um outeiro, apto a qualquer torre de vigilância, cuja panorâmica atinge o estuário do rio. Estes locais tornavam-se propícios, tanto à defesa, como ataque de normandos. Em novembro de 966, D. Sancho I, o Gordo, estava na região de Coimbra, mas uma “seta envenenada” não permitiu a sua passagem nas águas do rio Minho. Esta façanha é tipicamente viking.
É, sobretudo, no século X, que surgem estas fortificações. Ainda não são um “castelo roqueiro”, nem são um “castelo condal”, simplesmente, apresentam-se como uma fortificação de tipo “castelo mota”. De fácil construção, acantonavam quaisquer forças bélicas, cuja permanência era incerta. Os vikings, considerados “o terror dos mares”, eram comerciantes e guerreiros, que desferiam facilmente os seus ataques, quando as condições lhes eram adversas, graças à inovação e destreza dos seus barcos. “Na Primavera do ano de 968, quando Sisnando estava de retiro no Mosteiro do Sobrado surgiu o grande ataque a Compostela, que durou dois anos. António Carvalho da Costa, no seu livro a “Corografias Portuguesa” de 1706 «...quando veyo conquistar a Galiza, & a ocupou três anos en tempo de Dom Ramiro, o terceiro...».
Estas “estruturas castelares” do tipo “mota” são
apanágio dos processos defensivos da Normandia e depois da Grã-Bretanha. A sua
construção inicial era feita de madeira e terra; e, a torre tinha a função de
ponto de observação, sendo, ao mesmo tempo, casa do senhor. É, através da toponímia, talvez, a única
via de acesso à pesquisa do personagem e do seu contingente que podemos traçar
a teia de vestígios que outros documentos não referenciam com o “Cronicón
Iricense”, ou, “Historia Compostelana”, por razões óbvias. Todavia, em 1896, no
“Arquivo Distrital de Viana do Castelo, acerca de arrematação de “ervagens
produzidas em terreno do Estado” faz referência ao “lugar denominado
Roqueiro ou Mota, na freguesia de Gondarém, concelho de Vila Nova de Cerveira”.
Cf. (Arq. Distrital de V.C. em 01.01.1896). A utilização simultânea de “mota e “roqueiro”
faz relembrar os antigos castelos de defesa.
Tanto o monte como a paliçada formavam uma espécie de “ ilha”, ou seja, uma
fortificação isolada pelas águas do rio, quase como um fosso, o que conduz ao
famigerado “castelo” com o nome de Boega, segundo o cronista Al Idrisi. O
famoso geógrafo árabe Al Idrisi relata que existia um “castelo de difícil
acesso”, chamado de Boega. (Al Idrisi – Descripción de España). Melhor abrigo,
ou, ponte de ataque não existia que não fosse uma ilha que se confundia com um
castelo, segundo Al Idrisi.
Embora os vestígios arqueológicos sejam, por agora, inexistentes, Gunderedo tinha todas as condições ideais para permanecer neste local, e, construir um “castelo meda”, que deu origem à palavra “mota”. Ao contrário dos “castelos condais”, que utilizam a pedra, o “castelo meda” aproveitava-se de um morro existente, ou, qualquer colina escarpada. Por isso, a sua construção era meramente defensiva, de rápida construção, temporária, de fácil degradação, exposta ao fogo devido ao uso da madeira, já que o “barco” era uma mulher para o normando.
Após o acordo de paz com o rei Lotário (Reino dos Francos), entre junho ou julho do ano de 965, acerca da autoridade de Ricardo I, como duque da Normandia; e, após o conflito com a estadia das forças de Gunderedo, na Primavera seguinte deu-se a partida deste contingente. Gunderedo, além de chefe militar, era um hábil negociador em conflitos. A sua diplomacia, certamente, foi determinante para a sua permanência neste local, já que não consta qualquer ataque à cidade de Tui. Num território extremamente disputado entre os vários senhores galegos e portucalenses, a sua habilidade política prolongou-se no domínio de Santiago de Compostela, pelo menos, durante dois anos.
A estadia das forças bélicas de Gunderedo (mais navais que guerreiras)
beneficiou de algum pacto com as gentes de Tui, já que se desconhece qualquer
ataque à sede episcopal. Criada, precisamente por São Martinho de Dume, no
segundo concílio de Braga, em 572. Ainda que, por volta do ano de 856,
quase um século antes da chegada de Gunderedo, a cidade de Tui, sob a regência
de Ordonho I (850-866), fosse dotada de muralhas e torres, ainda detinha um
fraco sistema defensivo. E, certo relato de “Portugal Renascido”, pg. 367,
diz: «não acho de que na Galiza, que hoje pertence a Portugal, houvesse
algum movimento».
- (1) RÉNAUD, Jean – Les
Vikings et les Celtes, pg. 219, Éditions Ouest France 2003, trad. autor
- (2) BLOCH, Marc – A Sociedade Feudal, pg 31, Edições 70,
Lisboa 1987.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
EUROPOLITQUE: Em demanda do património da Quinta do Mirante, antiga Quinta do Seixo e outra
A casa apresenta-se com um traço retilíneo, sóbrio e quadricular, em que uma varanda panorâmica sobressai sob a escadaria granítica, que dá acesso ao piso superior. As molduras de alvenaria das suas janelas são simples e rudes. Na fachada principal que é lateral à rua, destaca-se um "portal senhorial" que não se enquadra com o sentido viário. Atravessado lateralmente, permanece um espaço vazio em frente ao portal, como "obra inacabada", qual adro de uma capela.
Ora, em 25.10. 1737 existe um “registo de papéis para a fabrica da capela de São José, que de novo quer erigir Maria da Silva, viúva na sua quinta de Seixo, da freguesia se São Pedro de Gondarém , termo de VNC, da Comarca de Valença”. (Arq. Distrital de Braga).
Este pedido alia-se ao "registo de provisão para se benzer com a invocação de Jesus, Maria e José", feito em 14.07.1738; e, `"licença para um confessionário na sua capela", efetuado em 13.12.1738, (Cf. Arq. Distrital de Braga).
A autorização da capela obedecia a certos critérios entre os quais se destaca o seu elemento semipúblico: com uma porta aberta para a rua, com um culto de acordo com a paróquia, e suscetível da visita de qualquer eclesiástico. Estas eram algumas das condições do arcebispo de Braga que não se verificam no local.
Este pedido de construção vai de encontro às “referências mais antigas que se conhecem dizem-nos, que no seu conjunto, esta é a quinta do Seixo” (Diário do Minho, 2015). Os vestígios do caminho do Seixo, como da sua quinta, são um pouco vagos; tal como, a edificação circular, posto de observação, na extremidade do solar da Loureira, cujo nome era mirante.
A data da sua construção entre o século XVI e XVIII também é incerta, mas o património permanece visível com os seus vestígios.
A mesma situação não acontece, em frente desta propriedade, ou seja, a antiga quinta da Sobrosa. Infelizmente, o seu portal desapareceu, por alargamento da mesma rua; e, as pequenas estátuas, colocadas no espigueiro, foram vendidas. Normalmente, os portais romanos tinham pequenas esculturas que embelezam a entrada. Nos seus dois espaços retangulares vazios, o antigo “portal de estilo românico” fazia lembrar as construções que, a partir do século XI ao século XIII, foram erigidas na rota dos Caminhos de Santiago, pelos pedreiros oriundos da Normandia, os mesmos que destruíram e construíram os portais de Compostela.
A reportagem do jornal “Diário do Minho”, 1 de Março de 2015, deixa muitas lacunas sobre a origem da “Quinta do Mirante”. Mas, na nossa memória permanece o enigma sobre a antiga quinta da Sobrosa, a cujo nome estão associados os seus descendentes. Existiria uma segunda rota dos Caminhos de Santiago, ou, existiu uma “olaria” de cujos tornos, se cunharam os “tornilhos”, antigos “Sobrosa”?
Todavia,
há quem defenda que «a casa do Mirante é a casa mais antiga da Quinta da
Loureira, anterior ao Solar da Loureira séc. XVI».
segunda-feira, 30 de março de 2020
EUROPOLITIQUE: Ao encontro da ilha dos Amores, no Noroeste Peninsular
AO ENCONTRO DA LENDA DA ILHA DOS AMORES
Os encontros secretos ou escondidos de D. Afonso Henriques não se
quedaram somente pelos "beijos roubados", nesta encantadora ínsua do rio Minho,
que apelidam de “Ilha dos Amores”.
Se
“não era fogo que arde sem se ver”, (Camões estava distante) era labareda, faísca, calor e ardor, “intensa chama” ou paixão;
já que a beleza despontava naturalmente na encantadora Chamôa, ou, melhor dizendo, naquela chama, ou, " Flâmula", fazendo jus ao seu nome.
Em frente da “Ilha dos Amores”, no Condado de Toronho vivia a jovem dos seus sonhos: Chamôa Gomes. Apesar de se apaixonar por D. Afonso Henriques, foi obrigada a casar-se com um dos mais importantes nobres portucalenses, cujo nome era Paio Soares. Casada, muito jovem, deste casamento resultaram três filhos. Acresce-se, ainda, outro filho, cuja origem se deve a um breve romance com o seu primo Mem Rodrigues de Touges, quando estava debaixo das grades de um convento.
Desde os seus dezanove anos, que no coração do "futuro rei" fervilhavam estes “amores proibidos”, apesar da oposição e rivalidade da família galega dos Trava. E, desde o ano de 1138, que estes amantes mantinham uma forte atração, aliás: «foi muito mais do que isso: D. Afonso Henriques - no auge da sua pujança pessoal e da sua trajetória militar e política - conhece uma mulher, de quem se enamora intensamente, e que será a grande paixão da sua vida (...) é uma rapariga da melhor nobreza galega, jovem e bonita por certo, de seu nome Flâmula Gomes...». Conforme descreve: (Prof. Dr. Freitas do Amaral, na biografia sobre D.Afonso Henriques).
D. Afonso, já com 31 anos, na sua intensa vida amorosa com Chamôa Gomes, gerou dois filhos, considerados bastardos; fruto desta relação amorosa.
Por duas vezes, D. Afonso Henriques perdeu o Condado de Toronho, e com ele os seus dois barcos, junto ao Mosteiro de Santa Maria de Óia. Mas, nunca esqueceu a sua amada Chamôa, que acabaria por entrar num convento de Grijó, já que era dezoito anos mais nova que o rei.
Aos trinta e sete anos, D. Afonso Henriques casou com a rainha Mafalda, por conveniências políticas, e por causa das suas ambições territoriais. Mas, do lado esquerdo do Rio Minho, reza a lenda que dois amantes se encontravam nesta "Ilha dos Amores". A lenda, ou, história fabulosa, conta que um português e uma espanhola, por desavença parental, se enamoraram eterna e apaixonadamente nesta "Ilha". E, se a frondosa ilha se reveste de verde manto natural, nela se embeleza uma história de amor, cheia de encanto e ardor. A paixão que enobrece certos corações faz parte das suas ilusões. Ainda que o castelo de Celmes, no Sul da Galiza, esteja distante e na zona de Xinzo de Límia, a passagem sobre as águas para o Condado de Toronho abria-se como "porta e porto natural" do encontro destes enamorados, através desta ilha. O enlace destes enamorados na "Ilha dos Amores" permanece um mistério, em cujo enigma se esconde ou reanima uma lenda, e, em cuja história, dois barcos atestam as suas rotas através das brumas do mar, no Noroeste Peninsular.
domingo, 22 de março de 2020
EUROPOLITIQUE: Anda à solta este COVID-19
Em sentido geral, o "COVID-19" consiste, no ataque geral, ao nosso sistema imunitário. A tosse começa pela inflamação dos pulmões, que não podendo exercer a sua função respiratória, estende os seus efeitos nefastos ao resto do corpo, destruindo o nosso sistema imunitário. Ainda que os seres humanos tenham um sistema de defesa na sua “programação genética”, ela pode ser insuficiente para se proteger destes invasores.
O "COVID-19" possui um “programa genético” que o mantém teimosamente na sua “química replicativa”. Reproduz-se fácil e rapidamente. Por agora, ainda é uma “caixa negra” porque não se sabe o que se passa no seu interior, ou, na sua composição química e orgânica, que parece evolutiva e diferente em várias regiões.
A sua “programação genética”, que se alastra, mundialmente, ainda não foi "descodificada", ou, ainda não se conhece a sua identificação. Os seus “algoritmos genéticos” evoluem de forma espantosa, e, deste modo ainda não surgiu um "código" (vacina) para fazer a sua contenção ou "desprogramação". Por isso, estes “algoritmos genéticos evolutivos”, que se mantêm na sua “caixa negra”, na sua opacidade, constituem uma incógnita e uma ameaça para a humanidade.
A esperança reside em qualquer "processo de computação"aplicado à biologia, que obtenha a “decifração” dos seus “algoritmos evolutivos”, encontre o respectivo antídoto, aplicado ao seu desenvolvimento e limitacão de propagação.
Portanto, enquanto estes “algoritmos evolutivos” do "COVID-19" permanecerem no seu sentido imprevisível e contínuo, é necessário evitar as suas formas de contágio e propagação.
Qual é a resposta imunológica?
A sua, a nossa e a de todos, mas, sobretudo, a indústria farmacêutica terá um papel essencial em descobrir fármacos ou vacinas para a respetiva cura.
OBS.
Os 13 principais sintomas :
sexta-feira, 20 de março de 2020
EUROPOLITIQUE:" Nem tudo o que reluz é oiro", mas o seu brilho é glamour - nos Almeida Braga (family)
Bafejados pelo rio, onde outrora corria “ouro e cobre”, os “Almeida Braga”, continuam a espalhar o seu “dedo de Midas” naquilo que tocam, por terras brasileiras, segundo dizem certos cronistas das revistas cor-de-rosa. Não será o perfume das rubras camélias ou brancas da quinta do Outeiral, que inebriam o seu frenesim pelo vil metal, mas a “arte e engenho” que os seus dedos tecem nas teias das malhas que tocam.
«Há quem procure e não encontre.
Há quem ache e não guarde.
Há quem guarde e não desperdice».
Saber "guardar e não desperdiçar", se não for avareza, pressupõe “alma para o negócio”. Ora, este espírito de negociante (não de "merceeiro") é uma técnica que se aprende, ou, até pode ser congénita. Quando ela percorre várias gerações é sinal de eficiência, de brilho, de glamour, que se adapta a cada momento e a cada situação. Porque nos tempos modernos não se respeitam linhagens ou castas, embora o seu conservadorismo teime a conservá-lo.
Saber “achar e guardar” é o instinto, a intuição para o negócio, ao qual certo “farejar” está implícito. Encontrar o rastro de um negócio, é encontrar um trilho, que se abre como caminho e se transforma em estrada, para nela caminhar. "O caminho faz-se caminhando".
Saber “procurar e encontrar” é o primeiro passo para saber andar no mundo dos negócios. “Quem tem dinheiro, faz dinheiro”, se souber procurar o negócio, e, se encontrou o negócio certo. O incerto não faz parte do negócio, porque a certeza faz parte de uma certa esperteza. A "esperteza" é o filão inicial do desenvolvimento da capacidade e habilidade do negócio. Uma dose de esperteza liga-se a esta capacidade de saber negociar. Saber tocar. Saber tanger os bois, porque o gado é símbolo de pecúnia.
segunda-feira, 16 de março de 2020
(5) Pelos caminhos da Boega - Etimologia de BOEGA HOTEL - (Quinta do Outeiral)
Século e meio separam a chegada ao Baixo Minho da terceira invasão viking, comandada por Gunderedo (ano de 966), quando luzia no Noroeste Peninsular, o "luzeiro" de Santiago (ano de 813). Cristãos, árabes e normandos lutavam pela posse do território. Nesta encruzilhada de povos encontra-se a "quinta do Outeiral" sofrendo as suas vicissitudes históricas, entre uma Galiza do Norte e o Condado Portucalense. Metaforicamente, sem Gunderedo não existia a "Boega".
É, em
pleno século X, que o nome desta freguesia começa a fixar-se e a radicar-se na
palavra – Gundarem ou Gondarém – fazendo jus à chegada de “jarl” Gunderedo, na
Primavera do ano de 966. A sua permanência nestas terras dura entre dois a três
anos, mas cuja fama o perseguia desde o Ducado da Normandia. Os cronistas árabes
descrevem-no como “Rey Gunderedo” («navegaron
bajo el mando de su rey Gunderedo»),
conforme relata a “Primera Crónica General de Afonso X, el Sabio", (ed. Ramón
Menéndez Pidal, Madrid 1906).
Após a
expedição de Décimo Júnio Bruto (128 A. C.) ao rio Minho, que no Noroeste
Peninsular não tinha ecoado tão alto, este nome de origem hispânica –
Gunderedo. As suas façanhas remetem-no para os célebres ataques a Santiago de
Compostela, partindo do Baixo Minho, mas a sua fama remonta às terras francas. O seu famigerado “castelo” confunde-se com
o nome de “Boega” – ou seja, a maior ilha do rio Minho, em face à Quinta do
Outeiral. Estes relatos devem-se ao famoso geógrafo Al Idrisi (cronista árabe),
no seu livro “Descripción de España”. Aliás, o cronista Al Idrisi relata que
existia um “castelo de difícil acesso”.
Para estes
“homens do Norte”, o rio era uma estrada, graças à tecnologia dos seus barcos.
Mas o rio Minho já não era a “estrada do ouro e do estanho”, segundo Plínio,
mas uma “porta de entrada” nas riquezas do Apóstolo de Santiago. Melhor abrigo,
ou, ponte de ataque não existia que não fosse uma ilha que se confundia com um
castelo, segundo Al Idrisi. Não consta que Gunderedo tenha atacado Tuy - a
“civitas tudensis.” Por isso, certamente que beneficiou dos conflitos e rixas
entre senhores galegos e portucalenses. O atraso na indústria e técnica naval
da Galiza facilitou o êxito inicial de Gunderedo que dominou a Galiza durante
dois anos. A fama de Gunderedo ficou célebre nos seus ataques a Santiago de
Compostela, pelos anos de 970, correndo a “ferro e fogo” a Galiza do Norte.
A etimologia
da Boega é indissociável das façanhas de Gunderedo. Seja a quinta do “Mosteiro
de Santa Maria de Oia”, seja a quinta dos “Pereira”, seja a quinta do “Cónego da
Sé de Braga”, seja a quinta do” Lima”, ou, finalmente seja a quinta dos “Almeida
Braga”, a radicação e reivindicação de “Boega Hotel” remete-nos para os primórdios
das suas origens, quer como “couto”, quer como estadia de Viking Gunderedo.
EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez
Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...
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Introdução A quinta ou solar da Loureira revela várias fases de construção e várias gerações de ocupação, através dos seus tempos e...
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Hollywood West and António José Rocha - Período colonial espanhol No ano de 1815, com 25 anos de idade, António José Rocha ...
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Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...





