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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: In "Vaticanum" , a RTP ajuda!.... José Rodrigues dos Santos


O mais popular, aquele que factura mais, ou seja, “Le Parisien Libéré” português, que os lusitanos dispensam mais tempo na sua leitura que os gauleses, digo, o “Correio da Manhã”, calcula que o mais distinto e famoso escritor português José Rodrigues dos Santos arrecadou a linda soma de 10,6 milhões de euros , cujo proveito, pode rondar os 7 milhões de euros.
Nada mau, para um jornalista consagrado, que em terras gaulesas quintuplicaria as receitas, fora as despesas.
Com os seus 52 anos de existência, este pecúlio é totalmente merecido, já que a própria "filha  mais nova" desdenha a clausura e silêncio da escrita.
Desde 1990 na RTP, no mais consagrado e público canal da televisão em Portugal, a "difusão colorida" propaga esta publicidade de imagem, que qualquer escritor desejaria; aliás, sem qualquer esforço de marketing.
Foram, somente 9 anos de iniciação jornalística, desde 1981 a 1990, que catapultaram o mais famoso pivô da televisão portuguesa para o "estrelato nacional e internacional".
Se, a França se tornou  terreno fértil para a sua leitura, como escritor, não haja dúvidas que a RTP ajuda, e, ajuda muito (aliás, sem referências brasileiras).
Por isso, uma certa comissão generosa para as ajudas humanitárias da RTP, seria mais que merecida pela publicidade gratuita, da qual o autor usufrui.
Mas, desde já fazemos publicidade à sua editora "Gradiva", e ao novo livro, a "gemer ainda nos prelos" , cujo nome é Vaticanum, e do seu presumível personagem maior - Noronha.

domingo, 18 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Ó Saraiva: "NA CAMA COM OUTRA..." ou "AFINAL, HAVIA OUTRA!..."


Entre Paris e Amesterdão conheci o pai do Sr. Saraiva, mas já lá vamos.
Confesso que a “cantadora e animadora” de uma Passagem de Ano, era Mónica Sintra.
Ainda, muita ingénua, mas com a cantiga “afinal, havia outra....” marcava o rumo de uma “música pimba” de sucesso assegurado, que infelizmente abandonou para desconforto do “inconsciente colectivo”  de “faca e alguidar”.
A deontologia jornalística, também se permite que uma qualquer jornalista, na ambição de sacar informações se infiltre, a nível político, “na cama com outro!...”
Parece que seguindo as mesmas regras "contra-natura" do próprio jornalismo, nem os “entes mais queridos” tenham voz para tanto despeito, a propósito de uma obra “prestes a sair dos prelos”, cujo furor tresanda pelos "media". E, para cúmulo da evidência e da traição, soa-se dizer-se apadrinhada por um exímio social-democrata.
O “tom bafiento” que o pré-naturo exala, (faz-me lembrar resquícios enigmáticos, que “tal pai, tal filho”, "não sei por quê"), se revelem numa faceta desconhecida do presumível autor. Aliás, muito distante do "rigor histórico" com esta presumível "pornográfica estética arquitectoral"!...  A tradição dos “bens culturais familiares” foram atraiçoados pela "ambição de um imediatismo" que causa desconforto nos espíritos mais serenos e sensatos.
Mas, tal como a música “afinal, havia outra!...” despertou uma artista, nestas coisas de “faca e alguidar”, (ou melhor seria, “de faca na liga”), este "proeminente candidato a Nobel" arrisca-se a parar no entulho ou no lixo, que o consumo da “música pimba” desperta no inconsciente colectivo, desde já amaldiçoado pelos espíritos mais seráficos.
Porque, nestas "coisas de alcova", todo o voyeurismo é permitido.


N.B. As "jovens púdicas"de Massamá desobrigaram-se!..."

sábado, 17 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: O Grande Mestre José Rodrigues :“Um filho de Luanda, cuja paleta de cores se transformou em esculturas"



Refugiou-se no Convento Sampaio, que conheci, antes de ser restaurado pelo Mestre, nato em Luanda (1936-2016).
Longe dos homens e perto do céu, ergueu-se a obra e o artista, cujo fragor e fragância se espalhou pela vila (Nova de Cerveira) e pela cidade do Porto (antiga "fábrica social" e sede da Fundação José Rodrigues). Fundador da cooperativa Árvore e da Bienal de Cerveira, os seus dedos brilhavam na arte de fazer arte. Aos críticos confidenciava-me: “com o tempo, passa-lhe”.
À inquietante questão: “Anselmo, para onde vamos quando morremos”, só resta esta tensão entre finito e infinito, cujo sentido se afasta da mortalidade.
O grande artista sonha ser “eterno”, quando o seu espírito se espraia pelo percurso e história da humanidade. Nele reside o seu traço, a sua obra, a sua inquietação, que o tempo não apaga quando a obra transcende o próprio artista.
Este lado transcendental continua vivo, apesar da “morte física” ser um dado da natureza humana, e, a sua mais cabal certeza.
“Para onde vamos...” não sabemos, nem o enigma se encontra resolvido. A resoluta arte permanece com o cunho, a marca, o dedo, e mão da argila, da cor, da forma e do vento que acaricia as suas estátuas.
A nós, que temos presente o olhar, a admiração jorra como espanto dos objectos que se transfiguram em formas artísticas, símbolo de beleza e estética para deleite dos espectadores.
“Vois, le spectacle est beau...” dizia o poeta e fazia-o o artista.
Este dom de arrancar à natureza um espaço de beleza, é um talento que somente os verdadeiros artistas alcançam e cujo fim a morte não arrebata, mas continuamente nos aponta um sentido estético.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Acerca da função e "múnus" da actividade jornalística

                            
Nos tempos em que Macau era "português", o jornal “Le Monde” destacava um jornalista sobre os assuntos da China. A falta de notícias e origem delas, obrigava a dizer que a “única fonte de acesso era Macau”.
Do obscurantismo do regime chinês, até ao pioneirismo da China, como potência económica mundial, medeiam alguns anos.
As escolas de jornalismo propalaram-se pelo País. Do “jornalista de banca” ao ”jornalista de escola” deu-se um passo gigantesco, mais em quantidade do que em qualidade, segundo certas opiniões.
A visibilidade deste impacto pode observar-se pelas várias teses sobre a comunicação social, e a facilidade como são obtidas. Além de que as médias de entrada nestes cursos são bastante baixas.
A afirmação do “novo sistema” contra os “velhos hábitos” demora algum tempo. Aquilo que hoje pode caracterizar muito a função de jornalista de ser “especialista”, neste ou naquele domínio, debate-se com um problema ancestral e estrutural da carência de investigação histórica e científica, precisamente, no próprio domínio da comunicação social portuguesa.
É, sem dúvida, um terreno aberto à “pesquisa e investigação” que na comunicação social  portuguesa importa desbravar.
O “passado” alia-se ao presente, e perspectiva o futuro.
Uma vez, escrevi a José Tengarrinha, pedindo um exemplar sobre a “História da Imprensa”. “O autor só tinha um”.
O domínio das mais recentes técnicas jornalísticas carece de uma fundamentação das suas origens e evolução histórica e técnica; além de, que a formação dos jornalistas implica alicerces deontológicos, que a ”ética jornalística” deve exibir.
A moderna sociedade do “lucro, imagem e dinheiro”, constituem alguns óbices à função e “múnus” jornalístico. A “voragem do tempo” e a rapidez da “imagem e sua exibição” acarreta um sentido efémero, que, por vezes, a ambição e o lucro deslumbra.
A “tradição jornalística portuguesa” deve aliar-se ao seu “modernismo dos media” nos jovens jornalistas, de modo que a pluralidade e inovação se conjuguem. Embora este “espaço anterior seja um pouco obscuro”, a nível histórico; urge que, pouco a pouco, se possa atingir a inovação e pioneirismo, que as camadas mais jovens de jornalistas, nos podem fornecer e consagrar, através do seu labor.
A profissão de jornalista é exigente (grande sentido de observação), digna (em que se pode arriscar a vida, por sua causa); que carece e impõe uma devida “saúde mental”, reforçada por uma “saúde física”.

EUROPOLITIQUE: O “boneco” Rodrigues dos Santos e a ilusão da imagem da televisão

                                                                 
Avista-se o homem do “alto da varanda”, de “lado na Feira do Livro”, de “encontrão ao tabuleiro do hipermercado”, e de “longe no seu Mustang azul”.
Imagine que entra numa discoteca, e, de súbito encara os holofotes brilhantes desse espaço. Demora algum tempo a adaptar a sua visão e o seu olhar ao impacto das luzes da discoteca.
Esta imagem procura traduzir a realidade que a imagem da televisão nos transmite sobre a “real percepção dos factos”.
Quando, sobre um comício ou sessão política, o jornalista nos transmite a ideia que havia um “mar de gente”, quando, apenas,  era uma “rua cheia de gente”; ou, quando um jornalista “imagina” que os seus espectadores prestam muita atenção ao noticiário, acontece, que 48 vezes estavam mais interessados sobre a sua gravata, e, somente um espectador sobre o conteúdo das notícias; isto são relatos que já aconteceram.
A imagem da televisão transmite-nos uma “porção da realidade” sobre um acontecimento ou facto; mas, para isso, compare “in loco” a sua “diferença com a imagem transmitida”. (Normalmente, observa-se um “escasso pedaço da realidade” e depende dos planos dessa imagem transmitida).
Este espaço de ilusão criado no seu sofá, está ainda sujeito à sua interacção com os seus olhos, que são obrigados a recompor e a reconstruir a imagem da televisão. De certo modo, são uma espécie de “desenhos animados” ,que nós, internamente, compomos e recompomos, criando uma imagem da televisão.
Como diz Damásio, o nosso cérebro cria imagens e funciona sobre imagens, antes de darmos um passo.
A construção de imagens faz parte de nós,  aliás, como os outros constróem imagens sobre nós. Funcionámos através de imagens, emoções; por isso, a imagem da televisão nos seduz com a sua ilusão.
A imagem da televisão é esquadrinhada por um espécie de “ponteiro electrónico”, que a decompõe em minúsculos pedaços, fazendo a sua leitura de uma forma rapidíssima, de modo que nós temos a ilusão de ver uma imagem.
Embora se diga que uma “imagem vale mais que mil palavras”, a imagem da televisão é “demasiado pobre” sobre a realidade. A sua “composição e reposição” depende o nosso cérebro, daquilo que vemos, ou, pensamos ver e queremos ver.
No entanto, a imagem da televisão tem um poder extraordinário sobre as pessoas.
Nos USA, diz-se: “quem não passa na televisão, não é ninguém”.
O deputado brasileiro mais votado é um homem da televisão. Aquele que vende mais livros em Portugal é um homem da televisão, ou seja,  o senhor José Rodrigues dos Santos.
“Pobre em conteúdo” - em si mesma, mas rica na forma - impacto nos espectadores, a imagem da televisão cria esta ilusão, à qual facilmente nos habituámos; e, com ela nos iludimos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: A confiança nos "media" pelos portugueses (análise crítica e parcial)


"Quando se faz uma breve análise sobre os media (?):

 - Imprensa (jornais)

 - Radio

 - Televisão".
 
Presumo que a primeira regra é não buscar um “jornalista especialista em televisão” para falar sobre a Rádio. Segundo, esse “especialista em televisão” não emite qualquer opinião sobre este meio de informação.
Cada vez mais, o jornalismo tende para os “jornalistas especialistas” em economia, criminologia, direito, etc..., que não retira o papel essencial de qualquer jornalista de ser investigador, ou seja, de inquirir as “fontes” e de completar a “notícia”.
Embora, se fale no chamado “jornalista de investigação”.
Mas, por vezes, cometem-se certos “erros epistemológicos” que quase passam despercebidos, tal é a confiança que se deposita nos seus emissores.
Indagar sobre o papel, função e características específicas da rádio, a uma “investigadora” ou “especialista em televisão”, apesar do seu crédito e credibilidade jornalística, ou, sua "aura" ou "fama", talvez, não abone muito em seu favor. Certamente, que existem “jornalistas especialistas” em rádio, que compreendem melhor a sua função e sabem distinguir as suas características específicas.
“Falar, analisar e investigar” sobre televisão é diferente de “falar, analisar e investigar” sobre a rádio. Os campos são distintos, a sua função é diferente, e, o público reage de forma diferente.
Esta diferenciação, embora esteja no domínio geral da comunicação social, quando se trata da análise “mais fina” dos “media” implica que os agentes mais próximos destes meios se pronunciem com a sua voz e credibilidade jornalística.
Julgo que é um “erro estratégico” pedir opiniões sobre a rádio a um “especialista em televisão”. Já que está “tão enfarinhado” no assunto que a sua percepção caminha para “simples interpretações ou interpretações vulgares", quase do domínio do “senso comum”; e, não daquilo que se pressupõe com os devidos saberes de um conhecimento mais técnico sobre a rádio.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: O "Jornal Público" e a política do "NO COMMENTS" da RTP




Normalmente as empresas, estações, ou, canais de televisão têm um serviço de “Public Relations”.
Não resisto a relatar que num certo “canal de televisão”, nas reclamações e comentários, neste sector, 48 reacções foram sobre a gravata do “pivot” ou “apresentador do noticiário, e a restante e única foi sobre o “conteúdo do noticiário”.
Como não resisto a contar que um jornalista da rádio, desconhecendo as mais elementares regras de futebol, trocava “fora de jogo” por “faltas”, “penalty” por “korner's”, fazendo a delícia dos espectadores, colados aos seus transitores. Quando começou a compreender melhor o futebol, perdeu a audiência.
A RTP tinha (e tem) um  “Serviço de Relações Públicas”, cuja estratégia era a seguinte: “receber e recolher as críticas, comentários, observações e informações, sem fornecer qualquer tipo de “feed-back”. Ou seja, NO COMMENTS!.
Esta política tem as suas virtudes, que, em princípio, estão correctas. (Porventura, à regra surja alguma excepção).
Parece que o “jornal Público” confunde a “árvore com a floresta”, como pode confundir “pensamento abstracto ou racional” com pensamento “sincrético ou infantil”;  aliás, como pode confundir um “jornalista” com a sua “redacção”, ou, a parte com o todo.
É claro que “os agentes em que o poder foi delegado possuem autoridade sobre o delegante, na forma de conhecimento técnico que acompanha tanto a gestão de um ministério ou agência especializada como um conhecimento local das condições específicas existentes numa determinada região” (Herbert Simon)
(Parece que o “Jornal Público” não conhece o Porto, a sua abrangência territorial, nem certos portuenses que fazem parte do seu distrito. Isso é outro assunto para as “kalendas gregas”).
Embora a “autoridade em qualquer burocracia de grandes dimensões circula não apenas de cima para baixo mas também frequentemente, na direcção oposta”, sugerimos que  a atitude mais correcta do Jornal Público, em vez dos ataques “ad hominem” procurem seguir a política do “NO COMMENTS”.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...