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terça-feira, 28 de julho de 2015

EUROPOLITIQUE: Propriedade e Habitação em Angola e Moçambique



Se a "distribuição de terras" na África do Sul não alcançou os "objectivos políticos desejados", já que nas mãos de 80% dos antigos proprietários brancos se encontra a sua posse; Angola e Moçambique na bela “tradição marxista” nacionalizaram a terra: “a terra pertence ao Estado”.
Um sistema híbrido de noção de “propriedade privada”, cujas garantias dependem da benesse do Estado. Ou seja, a passagem do “modelo marxista” para o “modelo liberal”, apesar das instâncias internacionais o exigirem, continua bloqueado na omnipotência estatal.
Até que ponto o direito à terra das “gentes do campo” é garantido resta numa incógnita. 
Até que ponto a transição dos “usos e costumes da posse efectiva da terra” é determinado depende do sistema legislativo, se por acaso, ele é aplicado.
O país do “arco-íris” não atingiu a dita “revolução económica”, mas o “statu quo” do modelo marxista, em países de Angola e Moçambique,  deixa muito a desejar!...
Claro que os investimentos da Portucel em Moçambique, em zonas florestais, são muito diferentes
do acesso à propriedade em Moçambique. Mas, o débil poder autártico, a consagração dos
"direitos à terra" dos camponeses carece de efectiva legislação.
Efectivamente a transição destes países para o “modelo de economia de mercado”, e para a concretização da “efectiva propriedade privada” carece de ajustamentos e determinação.
Os jovens moçambicanos, com taxas de 30% de empréstimo bancário para a aquisição de habitação própria, pouca esperança alcançam neste ensejo.
Se Angola, através da construção chinesa,  resolveu algumas lacunas do seu problema habitacional, os nacionais de Moçambique desesperam com o preço exorbitante da habitação.

EUROPOLITIQUE: "A Avidez das Pensões" em Angola e Moçambique




Enquanto que os países europeus se debatem com graves problemas económicos e financeiros nos seus “sistemas de pensões e segurança social”, alguns países do Sudoeste Africano, sobretudo, incluindo Angola e Moçambique, graças ao contingente de população jovem no mundo do trabalho, desfrutam de bolsas positivas para compensarem os gastos nestas rubricas.
A passagem de um “sistema marxista” para o “sistema liberal económico” implicou que estes países construíssem modelos de “segurança social”, a nível das pensões, por “imposição dos modelos internacionais”, que se traduz num superavit, segundo certas fontes confidenciais.
Por isso, a tentativa de “lançar mão” destes recursos, tornou-se numa certa avidez de alguns arautos da política.
Além da falta da aplicação de um sistema informático e informativo dos direitos dos seus cidadãos, que vivem sem a esperança de beneficiar deste esforço financeiro, a distribuição de alguns mínimos de assistência social esbarra contra a vontade burocrática que sonega qualquer benesse.
Sem esperança de “pensões” e sem uma justa distribuição de alguns subsídios, assim se caminha neste tecido social e cultural.
“Ser proprietário” de qualquer bem, seja, por exemplo, uma “simples casa”, é sinónimo de exclusão de qualquer benefício ou subsídio.
 Por outro lado, a consciencialização de alguns cidadãos destes países sobre a construção destes sistemas  passa pelo desconhecimento, falta de informação, desleixo. A noção de “direitos e deveres” no “sistema de pensões e segurança social”, (que passa pela actualização informática), é quase mínima, substituindo-se pela “técnica do desenrasca”, do “chico-espertismo”, do momento que foge e desaparece.
Quer no topo da pirâmide, quer na sua base, somente a emergência de uma “sociedade civil”, mais esclarecida e exigente pode salvaguardar os benefícios da jovem população moçambicana e angolana na construção de um futuro mais promissor. 

domingo, 12 de julho de 2015

EUROPOLITIQE: Infelizmente não sou «cidadão europeu».


 
Claro que o “euro” – moeda única -  não foi criado numa população europeia que representa 7% da população mundial, 25% do comercio livre mundial, e que gasta 50% dos seus rendimentos sociais que o resta da humanidade não faz.

Simplesmente o “euro” foi criado para simplificar as trocas de mercadorias, e não para suster este “bem estar social e comum” que os países deficitários em exportações não conseguem acompanhar com os países mais evoluídos.

Daí os “déficits crónicos”, que surgem, quando esses países mal apetrechados recaem nos 70% de importações, o que leva alguém a dizer que é “uma guilhotina em cima das suas cabeças”.

Mas se a economia é uma ciência, que utiliza a matemática, e o número é a medida da coisa, conforme diz Aristóteles, e, por isso, “a coisa grega” não se reduz somente ao número, já que a dívida grega com os Estados Europeus não significa que cada cidadão deve uma certa quantidade de euros!...

Todavia à engenharia financeira e à economia dos números “mais concretos” deixemos a palavra aos “experts”.

Aquilo que me conduz a uma certa raiva é que “não sou cidadão europeu”.

Não, pelo facto, de não ter uma “política externa europeia” ou uma “força militar europeia”, mas pela simples contradição que embora por direito me seja garantida uma certa “cidadania  europeia”, que me concede “direitos e não deveres”, na própria essência dos direitos me usurparem da efectiva concretização desses direitos.

Em termos simples, quero dizer que o direito das minhas contribuições, suspenso no tempo por um país, tal país se arvore num campeão das regras comunitárias, quando não as cumpre.

Teoricamente, reconheço-me bem na dialéctica hegeliana de "indivíduo- estado", mas infelizmente
na "prética" não me reconheço nesta "cidadinia europeia".

 Sarcàsticamente, longe de mim o gosto de vender “110 Mirages” e cortar a “cabeça” ao seu vendedor, mas a diplomacia tem estas contradições, para infortúnio desse povo do Norte de África!...

A minha revolta, nesta Europa, que eu escolhi por formação, remete-me à condição de cidadão menor, que embrulhado numa moeda única, me trata como uma simples mercadoria de reduzido preço.
 
Se “os estados não podem garantir o bem-estar que as populações anseiam”, urge encontrar outros modelos, para os quais a “criação da moeda única” – o euro – não foi talhado.

"Infelizmente não sou cidadão europeu" quando podia reunir todas as condições necessárias e suficiente para sê-lo, sem ser pretencioso.
Esta contradição hegeliana, que me rói na minha essência, é o símbolo da questão que um cidadão americano me dirigia: "e, vós europeus"? 
"To be or not to be is the question"?.............

sexta-feira, 10 de julho de 2015

EUROPOLITIQUE: La Politique do TWICE - GREXIT


Quem pagou o maior tributo da Dívida Grega?


País singular, bondoso na atribuição de 500 euros aos mais desfavorecidos na entrada do euro, navega nos off-shores da sua e maior marinha mercante mundial, como país apeticível a nível imobiliário.
(Se não vendem as ilhas, que vendam as casas!...dixit Germany)
País singular, bondoso nas suas reformas e generoso na colecta de impostos, desenvolve uma política de contenção na emigração e nos processos geo-estratégicos, em seu redor.
(Se o problema espanhol, não é o problema português, os gregos não têm direito à diferença!...)
País singular e próprio que somente com 2% do PIB Europeu faz tremer todo o sistema de mercados
financeiros que alimentam a estrutura da CEE.
(Se 80 comentadores políticos portugueses fazem parte do "número", a começar pelo "um", por que não olham para a realidade espanhola!...)
Portugal paga metade da dívida do crédito imobiliário com a compra de automóveis. Mas o pagamento de carros é dinheiro emprestadoo pelos credores. Quer dizer, a factura duplica, já que
o dinheiro é emprestado para a compra e para a compra do juro: paga-se duas vezes ou duplamente.
(Ao fim de 10 anos, o carro dseaparece, mas a casa fica, com impostos!...)
Claro que este sistema político interessa aos países ricos que duplicam a sua fortuna. ("politique du TWICE").
(Com 13% do PIB europeu, a Espanda "dixit", o problema é com os bancos. Em Portugal
e com a "troika", o problema é com os bancos e a economia, mas a Hispania cresce 3% ao ano).
Aos audazes que resistem à fortuna, inverso do ditado romano, resta a continuidade da austeridade.
Se a transferência da indústria não se expande, se as possibilidades de desenvolvimento da economia não acontecem, o paradoxo continua nas suas contradições.
Portanto, não basta que os técnicos franceses abordem a economia grega, mas que os ensinem a pescar nas águas turvas e cinzentas do labirinto grego.
"O número é a medida da coisa", dizia Aristóles, mas a "coisa grega" é mais que número.

"La Politique do twice" , duplicidade de cálculos e fórmulas, atinge também as cifras espanholas (primeira) e as cifras francesas (segunda, por exemplo) . (Aliás, se o problema
não é com os bancos, que seja com os Estados!...)

 Estatística espanhola: (milhares de euros)

Alemanha....................72.720

França..........................55.209

Itália.............................48.380

Espanha........................32.744......(13% do PIB europeu)

Holanda........................15.507

Bélgica......................... 9.470

Áustria .........................9.470

PORTUGAL.................2.676.........(1% do PIB europeu)

Eslováquia....................2.200

Irlanda............................1.395

Eslovénia.......................1.272

Luxemburgo...................704

Estónia............................564

Letónia...............................255
 
Chipre...............................247

Malata...............................247   

 ............................................................................................

Eurozona...........................60%

FMI...................................10%

B.C.E..................................6%

Bancos gregos....................3%

Banco da Grécia.................1%

Bancos estrangeiros............1%

Outros accionistas.............15%

Prestamistas........................3%               
.......................................................................................
 
Estatística francesa:  (milhares de euros)
  
Malta……....................................0,40
 
Chipre...     ……………………0,50
 
Estónia……...................................0,80

Eslovénia....................................1,50
 
Irlândia..................................    2,80
 
Eslováquia..................................3,20
 
Grécia.......................................4,30......(2% do PIB europeu)
 
PORTUGAL..................................4,80......(1% do PIB europeu)
 
Finelândia……………………………………………6,40
 
Aústria…………………………………………………10,10
 
Bélgica………………………………………………..12,40
 
Holanda………………………………………......20,40
 
Espanha…..................................43,60.....(13% do Pib europeu)
 
Itália.............………………………………….63,30
 
França……………………………………………….72,40

Alemanha.....................94,60
 
 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

EUROPOLITIQUE: A cidade de Vigo com TGV à porta!...


 

Na vizinha Galiza acaba de inaugurar-se  a linha de alta velocidade  entre Vigo, Compostela e Corunha, com pompa e circunstância.

Os meios de informação em Portugal, tanto escritos como televisivos, fizeram “tábua rasa” deste acontecimento, nas margens de um País completamente mergulhado em si mesmo, parece que “orgulhoso de si mesmo” , cujas janelas não permitem admirar a paisagem alheia, nas recônditas “rias baixas”.

 Por isso, os políticos espanhóis alertam que enquanto outros países estão parados, como é o caso mencionado de Portugal, a Espanha avança com o seu plano ferroviário de alta velocidade, que neste momento é o maior de toda a Europa.

Além do desenvolvimento da indústria interna a nível ferroviário, a Espanha é um País exportador destes bens.

Uma agência americana tece louvores ao desenvolvimento ferroviário, apoiando os esforços franceses que gastam 180 euros por habitante e, por ano, na modernização dos serviços ferroviários.

No seu desenvolvimento turístico e ferroviário, a Suiça pontifica com 500 euros por habitante e por ano.

Modestamente, Portugal e a Polónia dispensam nada menos de 100 euros por habitante e por ano.
A linha de mercadorias/expresso de Sines-Badajoz e a linha de alta velocidade entre Lisboa-Badajoz mergulham numa penumbra que faz lembrar a “morrinha”, talvez saudade, das encantadoras “rías bajas”.

domingo, 26 de abril de 2015

EUROPOLITIQUE: 30 anos para vender a TAP?


A engenharia financeira parece passar longe dos problemas da TAP.

Se, em França o Estado apoia empresas de automóveis, em Portugal lança-se às “feras e ao liberalismo económico” a emblemática empresa.

Claro que dirão que as leis europeias favorecem os países poderosos, enquanto que os países mais pequenos tem de acolher e sujeitar-se às leis do mercado.

Mas, vejamos o caso da EDP.

Com uma dívida de mais de 15 mil milhões de euros continua a reembolsar os seus accionistas; e, alegremente se afirma no mundo do capital, navegando com firmeza e mestria.

Qualquer leitor se sente cansado de tanta notícia sobre a “venda da TAP”. Há mais de 10 anos se prolonga esta agonia do diz-se que “vende... que se vende...”.

Mas, se colocarmos o problema da EDP com o problema da TAP, onde estão as diferenças?

Certamente que os economistas encontrarão as suas razões. Simplesmente diremos:  “uma tem accionistas e capital, outra tem recursos e prejuízos”.

Será que não existe qualquer tipo de “engenharia financeira” que encontre uma resposta, uma solução para o problema?

A história da TAP faz-me lembrar os estaleiros navais de Viana do Castelo.

“Trinta anos passados ao telefone a apregoar a sua venda”. Longe estávamos do custo da hora de trabalho comparado com a Coreia do Sul, bem distantes estávamos de qualquer tipo de sindicalismo, somente “cientes” que o negócio do Estado não iria durar!...

 É, com grande pena que o último porto de Portugal, a nível económico, se encontra naquela zona, encostada ao Condado de Toronho, que D. Afonso Henriques tanto amava. E, que de outro lado da ria de Vigo floresça um porto com cruzeiros da última geração. Bem razão, tinha Afonso Henriques de reconstruir o País a partir da ria de Vigo, que por amores e por guerras perdeu por causa de Ourique.
Claro que 30 anos é muito tempo. Será que é preciso tanto tempo para vender ou fazer render a TAP?

EUROPOLITIQUE: Portugal: onde buscar 45 mil milhões de euros?


 
Qual leitor fica feliz pelas equipas de economistas exibidas pelos dois principais partidos. Desde a sua formação em Chicago até à nata da economia portuguesa, todos brilham nos seus pergaminhos intelectuais, no destrinçar da “petite économie portugaise” , como dizem os franceses.

Os europeus dizem que deram aos portugueses 100 mil milhões de euros.

Apesar desta dádiva estamos na “bancarrota”, apesar de o país ter melhorado em muitos aspectos.

Todavia, nunca acreditei nesta generosidade europeia, sabendo que qualquer dia iríamos pagar de “qualquer forma ou jeito”, o que, “grosso modo”, está acontecer.

A “nata de economistas” chafurda na “contas comezinhas nacionais”, com cálculos e previsões, que o povo pouco quer entender ou saber, sonhando com uma vida melhor para os seus filhos e para si.

Portanto, qualquer plano ou projecto arrojado tem de ser criado para tirar do marasmo a economia nacional, à beira mar plantada.

Por isso, uma proposta surgiu de repente.

Se há 600.000 heranças no País, por resolver, por solucionar e por “evitar vítimas e mortes”, aliás, fruto de muita criminalidade, por que não taxar em 50% estes ingredientes que atraiçoam a igualdade entre cidadãos?.
Por isso, o Estado tem onde buscar nada menos de 45 mil milhões de euros.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...