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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

EUROPOLITIQUE: A China e a CPLP

Entre os oito países da CPLP, o Brasil exportou para a China, até ao mês de Outubro, nada menos de 74, 26 mil milhões de dólares e importou 29, 21 mil milhões de dólares, obtendo um superavit de 45, 05 mil milhões de dólares. Campeão da exportação, com uma economia diversificada, é seguido por Angola com exportações, quase exclusivas de petróleo, no valor de 30, 12 mil milhões de dólares e importações de 3, 15 mil milhões de dólares, obtendo um lucro de 26,97 mil milhões de dólares. Bem mais modesto, o novato país do petróleo, Moçambique situa-se num patamar deficitário em que as exportações chinesas são da ordem dos mil milhões de dólares e as exportações de 349 milhões. Portanto, existe um déficit favorável à China da ordem dos 651 milhões de dólares, aliás, um pouco inferior ao déficit português da ordem dos 850 milhões de dólares, cujo intercâmbio comercial se distancia do caso brasileiro e angolano, como dizem os franceses: “la petite économie portugaise”. Brasil e Angola somam um superavit na ordem dos 72,02 mil milhões de dólares, no qual as matérias primas são o seu expoente máximo. Se o petróleo angolano é a bandeira das suas exportações, o Brasil, além de certas matérias primas, acrescenta a produção de bens alimentares e outros produtos.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Europolitique: O Rio e o seu Redentor

“Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade.” Papa Francisco ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ A toalha voava do areal e o casal japonês queixava-se de roubo. Na esplanada, saboreando uma “água de coco”, era interpelado por um jovem “cabeludo”, rogando “pelo teu Deus” de qualquer óbolo. Em plena Copacabana, em que os grandes hotéis bordejam a baía, sobressai nas suas montanhas as imagens do “ghetto”, da periferia, tão perto. Qualquer “garota de Ipanema” ficaria assustada com estes factos ou pasquim. Ou seja, da tranquila praia dos “intelectuais brasileiros” surgiu a arrogância da riqueza que se espraia no seu cosmopolitismo. Mas suas contradições ressurgem como uma onda de violência. Da pacatez do negócio da comunidade portuguesa reacende-se o negócio brasileiro, com as sirenes da polícia em aviso de atalaia. O Rio é lindo, e mais lindo estando lá. Mas, a violência espreita a cada esquina. A explosão da cidade atraiu e marginalizou muita gente. A margem de oportunidades explode com o número daqueles que lutam pela sua realização. O Brasil é rico, tem melhorado muito, mas ainda há muitos que lutam pela igualdade de oportunidades.

sábado, 30 de novembro de 2013

EUROPOLITIQUE: "Great Francisco"

"Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência desta situação, grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenómeno de exploração e opressão, mas duma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são «explorados», mas resíduos, «sobras»." n Quando leio este texto, relembrando-me de Herbert Marcuse, falando inglês com o seu sotaque de alemão, na cidade das luzes, Paris. O “homem unidimensional” que ele caracterizava incrusta-se bem neste texto. Ou, outros como Habermas.... n Longe estamos do “Lebenwelt”, que ele apregoava. n A tão apregoada metodologia metódica do trabalho japonês que gerou uma geração de velhos extremamente pesada para o erário público nipónico, como a emergente classe moçambicana que exibe uma motorização, tão criticada por Marcuse, são extremos de um desenvolvimento social que se fundamenta na apregoada eficácia do capitalismo. n A globalização indiferenciada que descarta empresas e trabalhadores. n Os mercados de capital, cujo fim último e exclusivo é o lucros. n Os fundos soberanos de muitas nações ricas, caso da Noruega, que se exibem nos 5% de lucros. n A falta de ética económica e política. n A “descartável” antropologia............ n O resto fica para os seus comentários!............(Infelizmente a maior pesquisa recai na "tabela de preços"!....

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

EUROPOLITIQUE: O petróleo brasileiro e angolano

Com um total de 240 blocos petrolíferos em venda, o Brasil rentabilizou 72 com receitas de 52 milhões de euros, na nova exploração de petróleo que envolve o gás de xisto. A indústria francesa do petróleo continua em alta, a nível da exploração, não só no Brasil, como também em Angola. A companhia francesa GDZ Suez entrou no negócio, conjuntamente com a colombiana Petrominerais, a pamanema Trajectória Gaz e Petróleo, e finalmente, a Geopark das Ilhas Bermudas. A Petrobrás conseguiu 49 blocos. Desconhece-se se a Galp entra no negócio. Em Angola, a empresa francesa Total é a maior companhia produtora de petróleo. Nada menos de 600 mil barris/diários, nos seus seis blocos petrolíferos, apesar de cinco ainda não estarem operacionais. A sua indústria petrolífera detém avanços tecnológicos que suscitam admiração de outros concorrentes, e, o caso exemplar acontece em Angola. Face a esta conivência entre Angola e Brasil, não só no aspecto petrolífero e suas riquezas, como na afirmação da sua tecnologia, as relações com Portugal tem de encontrar novos patamares de colaboração.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

EUROPOLITIQUE: Caminhando por Moçambique

O resultado das eleições autárquicas em Moçambique ainda não é totalmente claro e evidente. Enquanto que a Renamo se entrincheira na floresta, o partido político MDM reaparece no plano democrático, com uma votação expressiva. Infelizmente para a Renamo, que apesar dos seus 50 deputados, parece definhar como a “morte de um cisne”. Claro que a Frelimo, com a sua campanha agressiva, fornecendo “camisolas, almoços e dinheiro” (claro que, não eram as notas de cem francos de Marcel Daussault, patrão dos Mirages, mas uns modestos 100 meticais!...) às camadas mais desprotegidas e carentes, conseguiu dar uma reviravolta a um possível descalabro. A acção governativa continua no seu espaço como é normal. O estado das coisas não é famoso, mas, como dizem alguns europeus, Estado é Estado, e a Renamo devia considerar estas questões. A onda de violência que assola o país, em nada contribui para a sua estabilidade económica. Apesar disso, a estrada entre a Beira, (com o seu porto marítimo), e o Zimbabwe caminham para a sua concretização com o beneplácito da China. Nada menos de 416 milhões de dólares serão investidos, graças aos de juros de 1% e com uma maturidade de 20 anos. Com recursos naturais extraordinários augura-se que Moçambique conseguia trilhar na senda do progresso.

domingo, 10 de novembro de 2013

EUROPOLITIQUE: "O Conceito Estratégico": Angola, Portugal e outros.(Adriano Moreira)

Numa pequena vila nortenha, fiquei perplexo pela vitalidade de Adriano Moreira em plena campanha política. “Eterno dinossauro” da política externa, ainda hoje as suas reflexões merecem um aplauso. A entrevista de Adriano Moreira ao DN (jornal, em 10.11.2013) salienta a necessidade e urgência de um “conceito estratégico”, não só para Portugal, como também para os países da CPLP: relembro de memória, “se não formos ao mar, o mar vem até nós”. Abordando, também, a questão angolana sugere uma resposta presidencial. A lógica de poderes em Angola e Portugal é diferente. Por isso, dado que Portugal não tem um “regime semi-presidencialista”, somente resta “uma mãozinha de detrás do arbusto”, como já salientamos anteriormente. Por isso, o “direito de resposta” pertence à gestão política, ou seja, ao governo. A noção de “conceito estratégico” paira na mente de muitas pessoas: quer de estrategas, quer de políticos, cuja evidência nem sempre será bom exibi-la, por certas e determinadas razões. No entanto, se esse “conceito" se tornar explícito e aceite pelos vários países, nem é preciso “frota” de exibicionismo, (citando Adriano). No mundo da globalização há países, cujos objectivos são meramente económicos. Contrariamente, Portugal mantém relações humanitárias, afectivas e sociais, que ultrapassam única e exclusivamente este segmento económico. Digo, por acaso, o relevante papel da saúde em relação aos países da CPLP, além de muitos outros, que certamente muitos europeus desconhecem. Aliás, a Europa devia reconhecer o papel exercido por Portugal. Por isso, a “entrevista” alerta para esta Europa, um pouco à deriva, e sem grandes conceitos estratégicos. Aliás, parecem gizar-se, segundo a “entrevistas”, outras mundividências para as quais os actores políticos deveriam estar mais atentos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EUROPOLITIQUE: Para além do turismo em Angola

Na teia pardacenta das relações luso-angolanas que os “media” debitam com frequência, surge a notícia do investimento do Grupo Pestana em Luanda. Confesso que andava ávido de informações acerca deste investimento. Longe dos objectivos de “marketing” e “exploração hoteleira”, apraz-me saber que desde 2009 até 2013, a planificação emerge dos seus calabouços, para finalmente, no espaço de quatro anos, se erguer com a sua sumptuosidade. Por isso, após o “terreno livre”, que no ano de 2017, a obra se concretize, como um marco histórico da indústria hoteleira. Aliás, o anúncio desta obra parece quebrar um “certo gelo” que se instaurou num certo tipo de imprensa, que nada noticiou acerca da sua implementação. Os casos mais “sórdidos” fazem a delícia do seu público na chamada “crónica negra”. Este empreendimento é uma “chama viva” de que as relações luso-angolanas caminham numa certa normalidade, apesar dos medos e temores que ensombram, hipoteticamente, o seu relacionamento. O espaço geo-estratégico dos países de língua portuguesa é extremamente importante para que seja deixado a outros protagonistas, ávidos da sua ocupação. O triângulo atlântico de língua portuguesa deve ser preservado com “unhas e dentes” pelos seus actores, no qual os angolanos detêm uma quota parte bastante importante, dada a sua pujança económica, conjuntamente com o Brasil. Se o conjunto destes países carece, por vezes, de uma certa base tecnológica, não quer dizer que não assumam os seus compromissos, melhor dizendo, os seus direitos e deveres. Costuma-se dizer que a “união faz a força”, e, é nesse movimento que os países de língua portuguesa se devem concentrar. As questiúnculas de pormenor devem ser superadas por certos ideais que comandam a vida. O “Grupo Pestana” é um símbolo de culturas, de turismo, de intercâmbio que irmana os povos e fortalece os pontos de vistas de uma melhor percepção do mundo, que certamente honrará os interesses turísticos angolanos.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...