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quarta-feira, 9 de outubro de 2019
terça-feira, 8 de outubro de 2019
EUROPOLITIQUE: "Sans papiers, pas de Droits" - Bens Jurídicos - sua ignorância e seu comodismo.
A ignorância
“consciente ou inconsciente” sobre factos relacionados com “bens jurídicos”, aliás,
que competem juridicamente aos seus devidos titulares, (aos quais foi concedida
a respetiva “personalidade jurídica” através de instituições legais) deixa,
por vezes, a certos "arautos externos" a sua manipulação numa interpretação ajustada aos
seus interesses, ferindo o legítimo sentido dos direitos e deveres. Ora,
normalmente, o que as pessoas querem são as suas prerrogativas, ou, aquilo que
o direito lhes concede, descurando a sua respetiva correlação com os seus
deveres. Aliás, somente, aos “direitos dos animais” não lhes estão inerentes os
seus deveres. Esta concessão humana não é válida no relacionamento interpares.
Mas, o egoísmo, a ganância e certa esperteza desenvolvem astúcias afins de
razão.
A ignorância,
ou, o seu comodismo do “não sei, não quero saber, e, tenho raiva a quem sabe” conduz
à simples atitude de “levantar o braço” que se torna num ato de autêntica demissão
face, por vezes, a propostas que lhe são apresentadas. A "fina e subtil astúcia
de terceiros" que se apresenta como ilustradora destes incautos titulares
contribui para o dolo dos seus direitos, já que reconfortados como os “animais”
nos seus direitos, não reconhecem a sociedade que os envolve. Um lobo não vive
sozinho, mas em manada ou alcateia, de forma que conduzidos pela ferocidade de
um astuto animal desenvolvem as suas garras de ganância. Já Aristóteles dizia: “quem
não sabe viver em sociedade, ou, é um deus, ou, é uma besta". Claro que as relações de "bens jurídicos" implicam "responsabilidade civil".
EUROMARROQUINO: De ALFAMA até MARRQUEXE
Por vezes, enganam-nos as perspectivas das ruas marroquinas, quando debaixo do nosso olhar se abrem as ruelas de Alfama. Parece que saímos de um cruzeiro de origem estrangeira. Como "nacionais" não valorizamos a nossa antiguidade e a nossa história. Por lá passamos, várias vezes, lamentando a sujidade das suas ruas e o desconforto da sua vizinhança. Mas, hoje, o cheiro a rosmaninho e a fado, a turismo e a "goesas" casquilharias ultrapassam a velharias de outrora, onde as ruas nos conduziam somente à Sé e à "Feira da Ladra". Por isso, em nós ainda soa e ressona a mítica cidade vermelha do deserto. Lá longe no deserto, acorda do seu sonho do monte Atlas, Marraquexe. Com o vermelho pintado no solo, nas casas e no jovem peito, Marraquexe, (em que o verde desbotoa nos verdes campos que se afloram na nova agricultura), presta homenagem no seu "brilhante azul" a Yves Saint Laurent. Por isso, o seu verde jardim rebenta de pujança, de luxúria e abundância tal como a sua moda e a sua dança de vestidos vaporosos e transparentes. Junta-se a criação e o seu criador. Soltam-se os lamentos e os murmúrios de califas encantados com serpentes e damas abastadas em festins. Já que Marraquexe não chora por mim, mas, por ti - Yves L. - lamento-te sem fim.
EUROBASÓFIAS. 311
Enquanto se espera por uma Nova Geringonça, ou, qualquer artefacto de natureza político-partidária, emparelha-se o rumo da barca lusitana nas águas calmas da lusitana Pátria adiada. O cansaço e o tedio mergulham na abstenção. A pólis fraqueja na sua cidadania numa angústia de comiseração. E, a sua representação de 20% da Nação destoa daquilo que qualquer partido apregoa. Deixai os comboios deslizar na sua lenta agonia, e longe dos carris marroquinos, porque é a lentidão dos camelos que assusta o seu andar e penar, até às terras hispânicas, onde digamos, que não se almeja qualquer lucro turístico ou populacional. Do pântano da ambição das empresas de Guterres até à fraqueza dos bancos com a dita crise, tudo se amontoa à toa, sem luz, nem esperança numa "vida boa".
Navegar à vista, com a técnica romana é o caminho mais seguro.
Equilibrar as contas é segurança nacional, de forma que nenhum modernismo se atravesse no caminho, já que o investimento público não conduz a qualquer rentabilidade.
Abeiram-se quatro anos de tranquila estagnação para bom serviço da Nação.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
EUROPOLITIQUE: A Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira: Distinção e Prémios
Faz uma semana, que o museu da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, mais precisamente em 25.05.2019, foi distinguido com o prémio da APOM (Associação Portuguesa de Museologia).
Esta entidade cultural, criada em 1965, atribui anualmente, desde 1997, diversos prémios que contemplam as boas práticas estéticas, desde a exposição e museus, até projectos profissionais e actividades dedicadas à cultura.
O “Prémio Museu do Ano” inscreve-se em várias categorias que abrangem o melhor catálogo, a melhor exposição, a melhor intervenção, ou, ainda o projecto museográfico e mecenato.
De salientar que “a distinção deste ano, do museu da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, pela APOM, visa a entidade responsável pela organização e gestão do acervo de obras de arte criado ao longo do decurso do certame dedicado à arte contemporânea, que se realiza há mais de 40 anos, em Vila Nova de Cerveira”, segundo relata o Jornal Observador.
O acervo de obras de arte da Bienal de Vila Nova de Cerveira carece de um edifício que legitime a grande e profícua qualidade de trabalhos artísticos que ao longo do tempo tem enriquecido o seu património. A sua visibilidade e demonstração estética requer um autêntico museu que contemple aquilo que foi angariado ao longo de décadas.
Certamente que a “praça forte” de Vila Nova de Cerveira, com os seus ilustres governantes, (cientes do seu património estético), na guisa de um Mecenas, (ainda que de costado brasileiro), e de algum voluntarioso arquitecto, encontrem uma saída airosa e esteticamente válida, para um “forte abandonado”, que pouco dista desta comarca, e, que reúne as condições de um marco cultural desta vila nortenha.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
EUROPOLITIQUE: Caminha-se caminhando na Vila de Caminha
A linha demarcava o espaço na floresta ou savana, que não sendo africana, era alentejana, cuja alvura não era alva, cuja cor não era brancura, mas era pura.
A imagem do sentimento não era quadro de pintor famoso que demarcasse a preto e branco a rotura entre a vida e a morte. A descolorida cor, sem preto nem branco, somente como margem fixa de um rio que avança, onde a foz é onda da bonança.
Era mais uma linha de sina e sorte que separava a vida da morte.
Este espaço aberto, branco e tranquilo, que ao longe era percorrido por lancinantes viaturas que cortavam os arbustos e que se levantavam do seu silêncio, emergia sem palavras de encontro à natureza. A quietude do espaço é o lugar do seu silêncio, se o acordo nasce entre o corpo e a natureza.
Distante dessa natureza normal que circunda o homem. Essa natureza barulhenta e pestilenta, cheirosa e ensurdecedora que rodopia sempre na sua frente, sem a qual este ser parece ausente, dizendo-se são e não doente.
Quando se sente nas veias a margem de um rio que corre ao nosso redor, não temos medo, não temos dor, somente temos gotas de suor.
Este húmido suor quente, leve e transparente, que nos deixa a pairar levemente, a voar no ar, como ave sem destino à espera do momento de saltar da vítrea natureza para o mundo da cor e da beleza.
terça-feira, 21 de maio de 2019
EUROPOLITIQUE: A claridade opaca de um "doente institucional".
Acordo com uma imagem que me persegue durante a manhã inteira sem sequer conseguir desligar-me da sua infância.
Parece que ela despertou como sinal de qualquer coisa indesejável, mas de forma presente e atuante; como um longo pecado oculto de qualquer furtiva ação, desferida numa manhã inocente, envolta numa mancha de nódoa sobre uma toalha límpida e reluzente.
Desativada do meu cérebro durante anos, senão é sono é chama viva, cuja reminiscência aflora com novos dados e desconhecidos, que escondem qualquer mensagem oculta, não decifrada no tempo da sua existência.
E, toda esta situação díspar e absurda acontece com toda a sua doçura, em plena alva da madrugada, em que o sol desperta na suave e límpida aurora. A tonalidade da sua luz é de um branco alvo e reluzente, plastificado e brilhante, algo parado, que no seu movimento reaparece e destoa da sua normalidade.
O quarto de um “doente institucional e dependente” refresca a tonalidade da luz do raio da manhã dizendo que a vida se abre perante o seu horizonte, como um vazio a preencher suavemente com a candura da luz que dura e perdura na sua intermitência.
A luz do quarto do “doente institucional”, cuja condenação emerge do trato e contrato com a vida, ilumina-se noutra esfera de brancura, cuja alvura não é alva, mas é pura, de um destino que perdura, enquanto a cor de um nada estético se confronta na sua simples e bela doçura.
A telúrica e vítrea imagem refulge na sua plasticidade, inocência crua e nua, em que o único matiz alvo da sua cor é a esperança na cura da dor, que se move incolor.
Com efeito, o cérebro um viciado na criação de mapas o que o leva a mapear o seu próprio funcionamento –e, de certa forma, falar consigo próprio. António Damásio, "O Livro da Consciência", (pag. 236).
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