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domingo, 31 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: CARTÃO INTERNACIONAL PORTUGUÊS


CLARA FERREIRA ALVES não é nada meiga com Santos Silva:

«O PS ainda não aprendeu a deixar de ser o mais elitista partido português. Está na sua matriz urbana e republicana. Na última semana da campanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos e Silva, depois da trapalhada da embaixada que recusou acolher Tony Carrera condecorado pela França, decidiu gozar com a situação e emitir um silvo que de socialista nada tem. Disse que assistir a um concerto de Tony Carrera era o sonho de um sociólogo como ele. Ou coisa que o valha. Aparentemente, este esquerdista tão preocupado com os graves problemas da justiça, social ou outra, considera um artista amado pelo povo um espécime entomológico. (...que se alimenta de insectos).
Um insecto digno de estudo da sua prodigiosa cabeça. Isto vem de um chefe da diplomacia portuguesa?
Ou de um snob?
Literalmente, sine nobilitate.»     (Revista, Jornal Expresso).
 
 
“Com ou sem nobreza”, Santos Silva, certamente, vai marcar uma nova faceta no “Palácio Cor de Rosa”.
Em primeiro lugar, o “Gabinete da Diáspora”, digno de um “título judaico” vai passar  para Gabinete da Internacionalização.
Certamente, surgirão, outras ideias, projectos e concretizações.
Desde, os períodos de Mário Soares que se alerta, que os “emigrantes não um rebanho de carneiros”, que não merecem consideração e respeito, e, que devem usufruir de direitos e deveres.
Mas este elitismo “soarista" continua nos pergaminhos de uma geração, cujas benesses advém do próprio “Palácio Cor de Rosa”, para a famosa Fundação Mário Soares.
A “representação externa de Portugal”, encontrando-se encravada  nesta “União  Europeia”, beneficiando de entraves e vantagens, devem ser bem analisadas pelos seus dirigentes. Cabe-lhes encontrar os melhores caminhos do seu destino.
Por isso, face ao “Gabinete da Internacionalização” requisita-se que, em breve, seja emitido o Cartão Internacional de Português.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: ANGOLA e a Ideologia Chinesa


 
          Se o lema de Deng Xiaoping: “deixemos que uma parte da população enriqueça, que eles levarão o resto para a prosperidade” foi adoptado  pelo “arquitecto da paz” ou pelos seus “dirigentes”, em Angola, as diferenças entre dois países são diametralmente opostas.
           Sem dúvida que o tempo e a história condicionaram o seu desenvolvimento, já que os pontos de partida são diferentes e opostos.  Os pressupostos angolanos baseiam-se na “acumulação primitiva de capital em Angola”.  Parafraseando o Jornal de Angola de 26/11/2012: “Angola tem direito a ter uma burguesia nacional que seja cada vez mais forte e mais rica”.
          Enquanto o período do tempo seja curto para Angola, já que para a China medeiam três décadas, entre 1985-1915; neste país africano, somente existe uma década, desde 2004- 2015. Portanto, as diferenças são abissais
           Exemplificando: a China detém uma linha de alta velocidade com 350 km por hora,  e, uma linha contínua de 8.000 km; enquanto que os comboios angolanos andam a 60 km por hora e semanalmente.  As ligações internacionais em Angola estão paradas, e, o corredor do Lobito aguarda pelas mercadorias dos seus vizinhos.
           O ponto de partida destes países é muito diferente, longínquo e estrutural; por isso, as comparações são distintas e distantes; no entanto, a Coreia do Sul conseguiu um desenvolvimento através de um “paradigma exemplar”, que brilha até no campo da educação.
           No campo empresarial, Angola conseguiu “um feito”, digno de registo, com a sua empresa de petróleo – a Sonangol. Mas o crescimento, independência e autonomia do resto do “tecido empresarial” secou à sua sombra.
Quando se fala de empresa, fala-se de empresários. Claro que Angola tem alguns empresários, mas tem sobretudo uma nata de super ricos, cuja riqueza se esconde sob diversas capas.
           O modelo chinês gerou uma nata de milionários, que supera os Estados Unidos, como “in extremis”, a Nigéria tenha os seus milionários.
           Embora, 25% da população chinesa detenha somente 1% da sua riqueza, Angola permanece com 65% dos seus habitantes com 2 dólares por dia.
          Mas Angola carece de autênticos quadros dinâmicos e milionários que se afirmem credivelmente no mundo dos negócios.
         A construção de uma “elite empresarial com dinheiro” parece um pressuposto da ideologia angolana, cuja veia inspiradora advém da China, mas um certo falhanço em “tempos de vacas gordas” enfrenta uma maior crise em “tempos de vacas magras” , que, infelizmente, assola Angola.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: SINES recomenda-se....a "Cabinda portuguesa"











“Palco e montra” de embaixadores, “sonho e devaneio” de políticos, com  “bunker” de apoio ao “velho” Marcelo Caetano, na antevisão do “complexo petrolífero, Sines detém duas grandes indústrias relacionadas com o petróleo: a Galp e a Repsol, nos plásticos.
Do grandioso projecto, considerado um “elefante branco” que implicou o Gabinete da Área de Sines (GAS, actualmente extinto) restam parcelas de terreno por regularizar, já que a "nacionalização" culminou num certo fracasso.
Todavia e com certeza, Sines é a capital do petróleo, que alimenta Lisboa directamente. Se, o Irão planeia uma refinaria em Espanha, para Sines ainda há espaço.
A cidade de “Santo André”, projectada para 100.000 habitantes, ficou nos 10% actuais.
À megalomania industrial subjazem duas empresas que facturam a todo o vapor. Este êxito desagua no Porto de Sines, cada vez mais, chamado à sua eficiência internacional, mas que representa somente 20% no impacto nacional.
Com espaços para novas indústrias, recentemente uma empresa espanhola resolveu dedicar-se à refrigeração e “stock” de produtos, já que o engenho português anda longe destas paragens.
Se a implementação da fábrica “Ford” , foi uma utopia, o triângulo de Sines, Sto. André, Santiago do Cacém constitui uma zona geográfica e social que anseia por novos estímulos ao seu desenvolvimento.
Por isso, Sines recomenda-se, não só aos embaixadores que ficam encantados com as suas potencialidades, mas, sem concretização de projectos; como também, a qualquer audaz empresário, que tendo o mar na sua frente, perspective um projecto digno de implementação.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: As contradições chinesas

As palavras de Deng Xiaoping: “deixemos que uma parte da população enriqueça, que eles levarão o resto para a prosperidade”, resultou em que 25% dos chineses que somente tenham 1% da riqueza do país, enquanto que o número de milionários chineses supera o número dos Estados Unidos.
           Nada menos, de 596 multimilionários, se enquadram nos 242 super ricos chineses, enquanto nos Estados Unidos existem 535 milionários.
            Em três décadas, (1985-2015), a mudança de paradigma chinês criou esta elite extraordinária de milionários.
            Ainda que o desaparecimento de alguns milionários de Hong Kong seja um detonador das garras políticas de Pequim, os milionários florescem como cogumelos.
           Ou seja,  99% da riqueza chinesa vagueia em ¾ da sua população, em cuja cúpula abunda esta nata de super chineses.
            Este modelo de criação de riqueza parece que tem o seu “lado de imitação” em Angola. Até que ponto, a  formação de uma elite empresarial e económica trará os devidos frutos para o desenvolvimento social de Angola?
            Conciliar o socialismo com o capitalismo parece dar a hegemonia de enriquecimento a uma pequena elite que navega folgadamente em dinheiro.
            Certos franceses dizem que há muito dinheiro em França, todavia a sua canalização enquadra-se fora da classe trabalhadora, enchendo os bolsos dos mais ricos.

EUROPOLITIQUE: Angola em tempo de "vacas magras"

Três países disputam as exportações para Angola.

 Se Portugal se apresentava como o primeiro país exportador, a China tirou-lhe a primazia, tendo como aliado a Coreia do Sul.

Mas, a França tornou-se no primeiro país importador do “crude” angolano, ultrapassando a China, cuja cota de importações atinge a média de 25% de bens adquiridos, em Angola, valor que se coloca nos 2,4 mil milhões de euros, em 2015, ficando na metade das suas habituais compras.

Se, o orçamento geral do Estado Angolano se situa nos 41 mil milhões de dólares, as importações do “crude angolano” são ainda insuficientes para a sua gestão, já que mais de metade depende das suas receitas , que advém do petróleo.

A “era da abundância” em Angola teve um atraso de dois a três anos  na implementação de medidas de estruturação da sua economia, sobretudo, na actualização, autonomia  e modernização das suas empresas.

Em tempo de “vacas magras”, o tempo perdido no “aggionarmento”, implica uma gestão mais rigorosa, que somente o engenho e a perícia conseguirá desenvolver.

Os alertas deste “blogue” para o sector agrícola e outros foram constantes. A utilização dos meios informáticos para a questão da cidadania são uma urgência.
 
Mas, a "Magnífica" e Miserável", como alguém lhe chama, ainda detém trunfos que lhe permitem almejar as sendas do progresso, do desenvolvimento e da independência, ainda que Luanda seja a capital e o resto  - as províncias, como Lisboa é a capital e o resto  - paisagem, na qual me inscrevo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Pacheco Pereira e Álvaro Cunhal: a fuga de Peniche por 700 contos



“Não há documentos ou testemunhos..."      -   "Olhe, que não; doutor.”

        A polémica fuga de Álvaro Cunhal de Peniche, digna de um filme de “far-west”, custou 700 contos. A tese "científica", económica ou histórica não foge a certo testemunho.

      “O primeiro cheque ou donativo” de angariação de fundos para tão audaz fuga, segundo constam alguns “relatos de viva voz” ou “testemunhos orais”, partiu de terras de Gunderedo. Aliás, o reconhecido engenheiro, já "partiu", com a sua possível "fonte de credibilidade", após desembolsar o equivalente ao seu mês salarial.

      Pacheco Pereira deambula, numa variável contabilidade, que passa por 120 contos,  por 200 contos, por 500 contos, que seriam uma fortuna para a “massa operária”, mas que,  em rigor, segundo fontes credíveis e orais,  atingiu a soma de 700 contos.

      “Não há documentos ou testemunhos....” afirma Pacheco Pereira.

      O confronto destes números com certa "elite intelectual comunista" risca a linha do irrisório, já que o secretismo e a confidencialidade deste partido é demasiado rígida e fechada.
 

      Todavia, o testemunho de um “primeiro cheque”, equivalente ao salário de um engenheiro atesta-se e ressoa nos "seus outeiros" por terras de Gunderedo
       
      À "questão filosófica" de Pacheco Pereira: "como libertar Cunhal?".  Answer = Money.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Santos Silva e o folclore francês


 

 
Nesta “civilização da imagem”, Santos Silva dedica-se à análise sociológica do “music-hall”, comandada por um senhor da comunicação social francesa (ícon e mestre), chamado Michel Drucker, (a quem alguns franceses chamam de “chaparro”).
Tudo isto, vem a propósito de um emigrante de sucesso, de nome Tony Carrera.
Mas, por detrás, de Tony Carrera está outra sociologia, ou seja, a realidade dos emigrantes portugueses em França que ajudaram a reconstruir este País, e, a quem lhe são sonegados os seus direitos.
Ao contrário das exigências do governo espanhol vai ser difícil exigir as certas instituições de segurança social francesa entre 4 a 2 mil milhões de euros, que estão em dívida com Portugal, ao contrário da exemplaridade da Suiça.
A política europeia de França assemelha-se a uma política do “umbigo”. Dizem que cumprem as regras europeias, mas tratam-nas como nacionais. E, a imagem de França, país charneira do processo europeu, começa a fraquejar, porque os pressupostos lógicos da sua possível liderança caminham a par com as suas contradições.
A imagem de Tony Carrera arrasta consigo uma realidade, à qual Santos Silva não fica imune e indirectamente nela já está envolvido.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...