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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: SINES recomenda-se....a "Cabinda portuguesa"











“Palco e montra” de embaixadores, “sonho e devaneio” de políticos, com  “bunker” de apoio ao “velho” Marcelo Caetano, na antevisão do “complexo petrolífero, Sines detém duas grandes indústrias relacionadas com o petróleo: a Galp e a Repsol, nos plásticos.
Do grandioso projecto, considerado um “elefante branco” que implicou o Gabinete da Área de Sines (GAS, actualmente extinto) restam parcelas de terreno por regularizar, já que a "nacionalização" culminou num certo fracasso.
Todavia e com certeza, Sines é a capital do petróleo, que alimenta Lisboa directamente. Se, o Irão planeia uma refinaria em Espanha, para Sines ainda há espaço.
A cidade de “Santo André”, projectada para 100.000 habitantes, ficou nos 10% actuais.
À megalomania industrial subjazem duas empresas que facturam a todo o vapor. Este êxito desagua no Porto de Sines, cada vez mais, chamado à sua eficiência internacional, mas que representa somente 20% no impacto nacional.
Com espaços para novas indústrias, recentemente uma empresa espanhola resolveu dedicar-se à refrigeração e “stock” de produtos, já que o engenho português anda longe destas paragens.
Se a implementação da fábrica “Ford” , foi uma utopia, o triângulo de Sines, Sto. André, Santiago do Cacém constitui uma zona geográfica e social que anseia por novos estímulos ao seu desenvolvimento.
Por isso, Sines recomenda-se, não só aos embaixadores que ficam encantados com as suas potencialidades, mas, sem concretização de projectos; como também, a qualquer audaz empresário, que tendo o mar na sua frente, perspective um projecto digno de implementação.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: As contradições chinesas

As palavras de Deng Xiaoping: “deixemos que uma parte da população enriqueça, que eles levarão o resto para a prosperidade”, resultou em que 25% dos chineses que somente tenham 1% da riqueza do país, enquanto que o número de milionários chineses supera o número dos Estados Unidos.
           Nada menos, de 596 multimilionários, se enquadram nos 242 super ricos chineses, enquanto nos Estados Unidos existem 535 milionários.
            Em três décadas, (1985-2015), a mudança de paradigma chinês criou esta elite extraordinária de milionários.
            Ainda que o desaparecimento de alguns milionários de Hong Kong seja um detonador das garras políticas de Pequim, os milionários florescem como cogumelos.
           Ou seja,  99% da riqueza chinesa vagueia em ¾ da sua população, em cuja cúpula abunda esta nata de super chineses.
            Este modelo de criação de riqueza parece que tem o seu “lado de imitação” em Angola. Até que ponto, a  formação de uma elite empresarial e económica trará os devidos frutos para o desenvolvimento social de Angola?
            Conciliar o socialismo com o capitalismo parece dar a hegemonia de enriquecimento a uma pequena elite que navega folgadamente em dinheiro.
            Certos franceses dizem que há muito dinheiro em França, todavia a sua canalização enquadra-se fora da classe trabalhadora, enchendo os bolsos dos mais ricos.

EUROPOLITIQUE: Angola em tempo de "vacas magras"

Três países disputam as exportações para Angola.

 Se Portugal se apresentava como o primeiro país exportador, a China tirou-lhe a primazia, tendo como aliado a Coreia do Sul.

Mas, a França tornou-se no primeiro país importador do “crude” angolano, ultrapassando a China, cuja cota de importações atinge a média de 25% de bens adquiridos, em Angola, valor que se coloca nos 2,4 mil milhões de euros, em 2015, ficando na metade das suas habituais compras.

Se, o orçamento geral do Estado Angolano se situa nos 41 mil milhões de dólares, as importações do “crude angolano” são ainda insuficientes para a sua gestão, já que mais de metade depende das suas receitas , que advém do petróleo.

A “era da abundância” em Angola teve um atraso de dois a três anos  na implementação de medidas de estruturação da sua economia, sobretudo, na actualização, autonomia  e modernização das suas empresas.

Em tempo de “vacas magras”, o tempo perdido no “aggionarmento”, implica uma gestão mais rigorosa, que somente o engenho e a perícia conseguirá desenvolver.

Os alertas deste “blogue” para o sector agrícola e outros foram constantes. A utilização dos meios informáticos para a questão da cidadania são uma urgência.
 
Mas, a "Magnífica" e Miserável", como alguém lhe chama, ainda detém trunfos que lhe permitem almejar as sendas do progresso, do desenvolvimento e da independência, ainda que Luanda seja a capital e o resto  - as províncias, como Lisboa é a capital e o resto  - paisagem, na qual me inscrevo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Pacheco Pereira e Álvaro Cunhal: a fuga de Peniche por 700 contos



“Não há documentos ou testemunhos..."      -   "Olhe, que não; doutor.”

        A polémica fuga de Álvaro Cunhal de Peniche, digna de um filme de “far-west”, custou 700 contos. A tese "científica", económica ou histórica não foge a certo testemunho.

      “O primeiro cheque ou donativo” de angariação de fundos para tão audaz fuga, segundo constam alguns “relatos de viva voz” ou “testemunhos orais”, partiu de terras de Gunderedo. Aliás, o reconhecido engenheiro, já "partiu", com a sua possível "fonte de credibilidade", após desembolsar o equivalente ao seu mês salarial.

      Pacheco Pereira deambula, numa variável contabilidade, que passa por 120 contos,  por 200 contos, por 500 contos, que seriam uma fortuna para a “massa operária”, mas que,  em rigor, segundo fontes credíveis e orais,  atingiu a soma de 700 contos.

      “Não há documentos ou testemunhos....” afirma Pacheco Pereira.

      O confronto destes números com certa "elite intelectual comunista" risca a linha do irrisório, já que o secretismo e a confidencialidade deste partido é demasiado rígida e fechada.
 

      Todavia, o testemunho de um “primeiro cheque”, equivalente ao salário de um engenheiro atesta-se e ressoa nos "seus outeiros" por terras de Gunderedo
       
      À "questão filosófica" de Pacheco Pereira: "como libertar Cunhal?".  Answer = Money.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Santos Silva e o folclore francês


 

 
Nesta “civilização da imagem”, Santos Silva dedica-se à análise sociológica do “music-hall”, comandada por um senhor da comunicação social francesa (ícon e mestre), chamado Michel Drucker, (a quem alguns franceses chamam de “chaparro”).
Tudo isto, vem a propósito de um emigrante de sucesso, de nome Tony Carrera.
Mas, por detrás, de Tony Carrera está outra sociologia, ou seja, a realidade dos emigrantes portugueses em França que ajudaram a reconstruir este País, e, a quem lhe são sonegados os seus direitos.
Ao contrário das exigências do governo espanhol vai ser difícil exigir as certas instituições de segurança social francesa entre 4 a 2 mil milhões de euros, que estão em dívida com Portugal, ao contrário da exemplaridade da Suiça.
A política europeia de França assemelha-se a uma política do “umbigo”. Dizem que cumprem as regras europeias, mas tratam-nas como nacionais. E, a imagem de França, país charneira do processo europeu, começa a fraquejar, porque os pressupostos lógicos da sua possível liderança caminham a par com as suas contradições.
A imagem de Tony Carrera arrasta consigo uma realidade, à qual Santos Silva não fica imune e indirectamente nela já está envolvido.

ANGOLA- GATE : ISABEL DOS SANTOS = Imagem de Marca


A “pretty girl” que um dia me emprestou um casaco para ir a uma festa em Londres, estava longe de acreditar que um dia em primeira página do “Correio da Manhã” , ou, na revista “Expresso”,  aquele belo casaco reluzisse como “imagem de marca”.

Presumo que a "orquestração desta campanha publicitária" tenha menos valor que a compra da casa de Manoel de Oliveira, embora uma ex-deputada a considera a “mulher mais rica de Portugal”, ironia do destino.

A compra da casa de Manoel de Oliveira, projectada por Souto Moura, pretende rivalizar com a emblemática “Casa da Música” do Porto.

Projectar a “gloriosa invicta” é entrar na sua imagem cultural, artística e filosófica, embora F. Nietzsche conceda à música um estatuto superior à arte de artesão.

Como visitante da “Casa da Música” aguardo pelo impacto artístico da nova “coqueluche” que se projecta nesta “guerreira cidade” do Porto.

Certamente, que lá do seu convento de Sampaio, o pintor e escultor José Rodrigues, de origem angolana, manifesta o seu gáudio por tal implementação..
 
Do “lixo ao luxo”, o casaco de Londres espelha alguma generosidade que somente a arte  pode preencher.

domingo, 17 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Allô - TONY CARRERA: "Não interferimos"



O indelicado embaixador português em França, apesar de quatro telefonemas não respondeu, deixando a sua secretária com os “candeeiros de prata" na mão e “punhos de renda” ao telefone, para dar uma resposta ao famoso cantor Tony Carrera.

Melhor seria consultar aquela revista jurídica publicada pelos intelectuais de Pampilhosa da Serra, zona e região do famoso cantor Tony Carrera, aliás, elogiada por Marcelo Rebelo de Sousa; ou, simplesmente dar-lhe esta resposta, advinda e “fresquinha” do Ministério dos Negócios Estrangeiros: “não interferimos”.

Tony Carrera não é “simplesmente um muito humilde emigrante”, que mereça um “passaporte grátis”.

 O célebre, distinto e mestre da comunicação francesa Michel Drucker apadrinhou, com pompa e circunstância, a distinção consagrada ao cantor português.

Tony Carrera protestou pela falta de delicadeza do embaixador e com razão. Uma simples palavra de conforto e elucidação bastaria para acalmar tais pretensões, legítimas na sua opinião, mas ilegítimas ao nível da diplomacia.

        Para a próxima pedirei aos seus conterrâneos da Pampilhosa da Serra para ilustrar tão famoso cantor, como possivelmente se possa enviar uma missiva do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dizendo: “não interferimos”.

P.S. (Santos Silva: "a saga continua"? Sociologia ou política? D.N.).

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...