Seguidores

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Algoritmo do Kadafi.72. A Revolução do "Jasmim"?

Contrariamente às reacções de Mouammar Kadhafi, que lamenta a queda do presidente Ben Ali, afirmando que “será sempre o presidente legal da Tunísia”, a dita revolução do “jasmim” (o apelido não é consensual!...), começa a despontar na velha cidade de Cartago!...


Também chamada de “revolução popular ou da Tunísia” , a evocação de Kadafi parece ressoar a um “requiem” ou “canto fúnebre” dada a sua esperança de que “ele fique, não só até 2014, mas também toda a vida”.

Não paira, ainda o efeito dominó, dado o silêncio da Liga árabe, e, dada uma certa letargia europeia.

As estruturas diplomáticas europeias continuam à espera de um autêntico Representante para a Política Estrangeira.

Apesar das 79 mortes, espera-se que os ventos democráticos afastem o terror de revoltas sem sentido.

«Que viva a Tunísia livre e democrática” -  como afirma Ségolène Royal.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Staff presidencial.91 - Expresso - Na praia da Coelha e do Tamariz

Na praia da Coelha




Por vezes, alucinadamente, confundo a “praia da Coelha” com a “praia do Tamariz”.

Embora a praia do Tamariz fique pela zona rica do Estoril anunciava-se, “in illo tempore” (com viagem na agenda de Paris, saboreando os voos da "Air France") que o presidente seria um tal general Eanes, que desconhecia (off record).

Naquela época, a presidência não usufruía de qualquer orçamento, que agora atinge os 16 milhões de euros, que prontamente se argumentava que Macau poderia ser “a árvore das patacas”, como veio a acontecer.

Confesso que desconheço efectivamente a praia da Coelha, e pouco me interessa as interpretações de um tal Coelho. Habituado a pisar os pés em Albufeira, nunca saltei qualquer barranco para a nova ou velha vivenda “Mariani”.

Acho tão natural que um cidadão médio, neste país, tenha uma casa de habitação e de campo, que qualquer comentário não merece estas linhas.

Aquilo que me interessa é que existindo um orçamento, uma instituição a funcionar, que os seus elementos demonstrem, efectivamente, os valores em causa.

Este orçamento não sei se chega para pagar uma "elite", uma "classe de mérito profissional" ou "clube de amizades".

Queixar-se que não existe orçamento é dizer-lhes: “tens Macau”

Presentemente se existe “uma árvore das patacas” é necessário, simplesmente dizer-lhes: “queremos ver-lhes os frutos”.

A bela economia.10 - Política de classes - Economia

A política de classes




Aqueles que não beneficiaram com o crescimento económico continuarão no estado em que estavam, aqueles que enriqueceram com o crescimento económico, continuarão com os seus privilégios.

Entre a “classe dos pobres” e a “classe dos ricos”, quem paga, duplamente, a crise é a “chamada classe média”.

Pagar duplamente, quer dizer, durante e depois da austeridade.

Acresce-se ainda que, além disso, a globalização concedeu aos países emergentes uma saudável recuperação que interfere com os chamados cidadãos dos ditos países ricos, e , que os cidadãos europeus terão alguns dos seus privilégios condicionados.

A fractura da “classe média” obriga a que alguns passem para a classe dos pobres; e, outros consigam manter o seu “status”.

O empolamento de dois triliões de dólares, em 2008, no sistema financeiro mundial, nada tem a ver com o caso especifico de um banco português, ou, é precisamente, um caso exemplar, de compreensão desta situação?

Se um país, praticamente, nunca teve uma classe média, quais são os resultados deste processo de austeridade.

Continuará a eterna marginalização de uma classe média com uma certa élite a aproximar-se da classe rica.

A classe média é a classe mais presa do sistema político e financeiro. Não quer entrar na violência, nem na marginalidade, depende do Estado. Além disso está dependente e amarrada ao sistema financeiro. Como os bancos não querem perder, quem perde é a classe média.

E, que dizer de um país, sem classe média?

E, que dizer que dos países, mais débeis, em relação aos mais ricos?

sábado, 15 de janeiro de 2011

ARMADA AGUALUSA. 8 - VISTOS


“Confundir a empresa petrolífera “Chevron” (com vistos, a partir do Soyo) com a democracia dos USA , é verdadeiramente arriscar-se às leis do frigorífico”.


Que haja cidadãos portugueses a contribuir para instituições de solidariedade social angolana, quando milhões de dólares esvoaçam “sem lei, nem roque” por terras lusas é algo que causa revolta à boa vontade de qualquer benemérito.

Isto não quer dizer que não estejamos habituados às contradições dos sistema políticos, e, que todas as sociedades reservam as suas fraquezas e virtudes, e, que as sociedades são constituídas por indivíduos.

Certamente que a democracia americana defende outro tipo de valores que uma simples companhia petrolífera, e que a diplomacia angolana compreende que estas diferenças são de real valor, sem a vã razão de conflitos diplomáticos.

De forma idêntica compreendemos o esvoaçar “sem lei nem roque” de alguns milhões, lamentando que as riquezas de um povo não sejam aplicadas em seu benefício.

Se os USA tem capacidade de efectuar congelamentos de contas bancárias não quer dizer que Portugal, país pequeno, não tenha de respeitar regras comunitárias, já que pertence à Comunidade Europeia.

As relações entre Estados pressupõem regras e normas que não devem ser ultrapassadas por simples desejos individuais que não respeitam uma certa legalidade, ainda que os americanos partam do Soyo, com visto na mão, e, em Portugal, somente, ao fim de cinco meses se possa obter um “visto”.

Felizmente que há cidadãos portugueses que mereciam um "Visto Chevron".

ARMADA AGUALUSA. 7 - RAFALE - "Quai d'Orsay"


A ”diplomacia do silêncio” está habituada a passar os corredores dos palácios franceses na capital lisboeta, escutando as pausas musicais de não intervenção, dada que os conflitos se escondem debaixo dos tapetes diplomáticos.


Pouco interessa interferir nas “coutadas” diplomáticas, já que a “reserva de caça” está reservada aos seus caçadores, ainda que ultrapasse os  limites dos famosos “direitos humanos”.

Quer dizer, pouco nos interessa se os trabalhadores consulares tenham os seus direitos garantidos, já que a famosa democracia, das Luzes e dos Pensadores, nada tem a ver com questiúnculas de ínfima relevância. Além disso, existem organismos para manterem tais direitos, mas que passados pelos “crivos franceses” relevam o silêncio.

Os mais altos políticos, diplomatas e empresários franceses estão mais interessados em vender a “coqueluche da aviação” ao Brasil.

Ainda que “a diplomacia do silêncio” se veja confusa nas suas “ideias claras e distintas” de René Descartes, ou, indo “do simples ao complexo, e , vice-versa” aludindo ao seu método, augura-se no seu espírito qualquer ideia semelhante, de tipo racional.

Não seria possível exigir ao “Quai d’Orsay”, um exemplar idêntico àquele que querem vender ao Brasil.

Dirão, logo: “se comprares”.

E, se a “diplomacia do silêncio” descobrir fundos suficientes para arrancar com a “coqueluche da aviação” francesa.

Até lá, esperaremos!...

Será que existe, penso, capacidade de rafar um “Rafale”.

Recordem-se da frase:“Olhe que não!...  Olhe que não!..."

ARMADA AGUALUSA. 6 - "A diplomacia do silêncio" - Quai d'Orsay

A diplomacia do silêncio – Quai d’Orsay




Felizmente temos cidadãos portugueses com passaporte “Chevron”. Quer dizer, não têm, efectivamente, necessidade de ir para lá. Posso, concretizar, em Malange.

Embora, pessoalmente, me sinta muito honrado de chegar aos USA, de passaporte português, com carimbo francês.

Certa arrogância francesa dizia que nada temos a ver com Angola. Precisamente, na cidade de Faro, exibindo as credenciais do marketing de François Miterrand, ao qual se retorquiu: “empresta-me os teus Mirages”.

É claro que esta “diplomacia do silêncio” atravessa os bancos do colégio, as bandeiras da Sorbonne e a constituição de uma “Task Force”, cujo contributo não desprezamos.

Nunca atravessámos os corredores do “Quai d’Orsay”, embora outros fizessem o seu percurso que, felizmente ou infelizmente, a “diplomacia do silêncio” lhe tenha gizado.

É evidente que a “diplomacia do silêncio” está ligada a instituições de cariz humanitário, totalmente, desligada das querelas políticas ou diplomáticas.

Mas convém saber que a deportação camuflada da arrogância francesa não é com a sua exibição de Mirages que atinge determinados objectivos diplomáticos.

O espaço lusófono não desapareceu com o dito colonialismo. A língua une-nos nas nossas ansiedades, lutas, desejos e sonhos.

Tanto vamos para o nosso País, como vamos para a pátria da nossa língua.

Qualquer dia, a “arrogância francesa” tanto olhará para Angola, como olha para o Brasil.

Até lá, estamos simplesmente em pré-aviso e na “Armada Agualusa”

Staff presidencial.91 - Expresso - "Le Bleu du Portugal"

“Aníbal Cavaco Silva, actual e futuro Presidente da República deste país, deve ser dos políticos por quem os portugueses têm menos admiração e menos empatia”


”Sob um céu cinzento”, Expresso, 15 de Janeiro de 2011, by Miguel Sousa Tavares.



Caro escritor:

Esta frase lapidar atravessa um percurso político de insofismável memória!..

“Escavaca este país”, soou pelas ondas hertzianas como grito de angústia, revolta e reposição do lamaçal político, em que a ”ditosa Pátria amada” estava ensombrada.

Todavia, “um céu cinzento” mantém-se impermeável e impenetrável nas profundezas económicas, cujo eco e ressalto ressoa nas nossas margas algibeiras.

O famoso “sonho do Brasil” relançado pelo “eterno animal político” da cena portuguesa refulgiu em terras brasileiras pelas mãos de um simples mecânico dos trabalhadores.

Os arautos da economia não conseguem consertar a engrenagem da máquina monetária e fiscal que devora, continuamente, a classe trabalhadora.

Por vezes, sonha-se com o “Bleu du Portugal”, mas o azul de Portugal está transformado em cinzento. O cinzento é a mistura de todas as cores. As cores não existem no mundo da natureza. Os seres humanos, o nosso cérebro ou mente, transformam o mundo sem cor, num mundo colorido e bonito.

Portanto, nada mais nos resta, de que, com pouco ou muito dinheiro, transformar o cinzento nas mais variadas cores, e que cada um encontre um pouco de felicidade no mundo colorido da sua mente.

Apesar de pairar sobre nós este “céu cinzento”, mantemos sempre um sonho do “Bleu du Portugal”.

Já que, com pouco ou muito dinheiro, a felicidade não se compra, mas que o dinheiro ajuda, isso é verdade.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...