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sábado, 22 de fevereiro de 2020
EUROPOLITIQUE: BRISA - Um negócio da China nas barbas do Estado Português
Até dói ver os ferros enferrujados da estrada de
Beja a Grândola, por falta da conclusão das suas obras.
Mas, ainda dói mais, quando se anuncia a venda da
Brisa a um grupo chinês.
Ora, vejamos:
Ora, vejamos:
A Brisa
assegura ou tem uma “rede viária” de mais de 1 600 km, em Portugal, que inclui
17 autoestradas», ou seja, em território que pertence aos portugueses; e, em
que qualquer pequeno acionista, certamente que não quer vender a sua pequena
quota de ações.
Segundo é
anunciado um grupo chinês, liderado pela China State Construction Engineering ( CSCEC ), talvez, a maior empresa de construção do mundo, estará interessada
na compra da Brisa, conforme fontes citadas pela Bloomberg.
Qual é a razão deste interesse económico?
«Entre abril de 2013, mês em que saiu da bolsa, e abril de 2019, a Brisa entregou aos acionistas mais de 2,5 mil milhões de euros, segundo “Jornal de Negócios”».
Quer dizer que os chineses estão dispostos a comprar por 3 mil milhões de euros uma empresa, que em 6 anos atinge 2,5 mil milhões de lucros?
Entre 7 a 10 anos, os chineses recuperam e ficam donos em território nacional de uma empresa que dá lucros.
É mesmo um negócio da China.
Pena é que não invista das estradas que estão
delineadas, que estão a apodrecer !...
Será que o Estado Português se deixa encantar pelas inocentes notícias do maior negócio da Europa.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
EUROPOLITIQUE: na ideia de uma CAPICUA: 20.02
Hoje, quando acordei pensei na capicua, relembrando
das « 20 horas e 02 minutos do dia 20 de fevereiro do
ano 2002 ,
ou, da possível marcação digital: 20:02. 20/02. 2002» que não corresponde
ao dia de hoje de 20.02 de 2020. Ou seja, a minha progressão geométrica
destoava de um feliz crescimento linear que me permitiu chegar até este dia.
Este dia de sol titubeante, de vento volante e de
terna temperatura viandante, que anima qualquer caminhante, desfazendo-se da
numeração que o cerca de algoritmos, aliás que se escondem nas mais esconsas
profundezas da natureza.
Caminhar ainda é um dom salutar que preenche o sabor
da vida, quando atravessamos o parque em que os patos e pombos se debatem por
uma grama de erva a cada instante, em que o instinto de sobrevivência supera
qualquer cadência geométrica, que o nosso relógio da vida contém.
As gotas do orvalho já se esgotaram da minha memória
em que o manto de verdura bordejava com o cantar da fria água nas suas térreas caleiras,
cujos cristalinos regos serpenteavam pelos doces raios de sol cadente, como
borboletas ondulantes.
A cidade e a moeda que o dinheiro encharca desfizeram
a brancura do sorriso do vento dos canaviais, da limpidez da água dos ribeiros,
da simplicidade das fogueiras que trepidavam ao sabor do frio do inverno.
A era capicua
da progressão geométrica salta de 2 a 4, de 4 a 8, deixando à partida este dois
mundos em que campo e cidade, trabalho e dinheiro, férias e descanso se erguem
juntos como um manto, que somente se ergue como pranto. Adeus, capicua.
domingo, 16 de fevereiro de 2020
EUROPLOTIQUE: Somente 30 a 40% de privilegiados nas questões de saúde, após os 65 anos de existência
Olhei para o senhor, atrás de mim, na fila do pequeno supermercado, e casualmente surgiu a pergunta sobre a idade: 86 anos. “A couve e a chouriça de porco preto” faziam parte da anunciada e suculenta sopa, cujo lamento somente surgia ensombrado pela ausência da mulher. A minha admiração não estava instalada na possível insana dieta, mas na contemplação da sua conservada e airosa idade, cujos poros resplandeciam no seu rosto.
Qualquer um de nós, chegando aos 65 anos, a sua probabilidade de “gozar a vidinha” ronda a fasquia de mais 20,4 anos, neste jardim à beira mar plantado, quer dizer, para a maioria dos portugueses. Ora, o meu espanto não tinha nada de anormal, já que entrava nas estatísticas portuguesas.
No entanto, este espaço de dádiva natural depende da moléstia das doenças ou infortúnios, ou seja, somente 39% deste espaço para os homens, e, somente 33%para as mulheres, serão provavelmente saudáveis. Quer dizer que, quase 60% dos homens serão atingidos por qualquer doença, ou, infortúnio. Portanto, se for dos 40% dos privilegiados sem qualquer doença, pode dar-se por “felizardo”, mas as probabilidades são escassas, porque os infortúnios também acontecem.
Se Portugal caminha para o terceiro lugar dos países mais envelhecidos, a seguir ao Japão e à Espanha, os cuidados de prevenção das doenças e os sistemas de apoio de bem-estar e saúde devem ser desenvolvidos através de organismos e instituições, que criem condições para este desenvolvimento. Além disso, os sistemas de poupança na doença e na velhice têm de ser melhorados na vida social portuguesa, quer através de sistemas fiscais, quer através de formas de investimento, que rentabilizem as escassas economias das pessoas mais idosas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
EUROPOLITIQUE: O problema técnico da nossa existência sem qualquer metafísica
O problema da minha vida, em cuja incógnita não fui admitido nem consultado para a sua primeira existência, mas do qual não posso furtar me a pensá-lo, tornou-se um "problema técnico".
Tal como um automóvel precisa de peças para a sua rodagem, fora as circunstâncias do seu normal consumo, também o meu corpo carece de peças sobressalentes para a sua manutenção. Esta dualidade de corpo e mente parece despertar a extensão mecânica da física cartesiana, da qual não partilho totalmente da sua conceção.
De forma que, desde as próteses dentárias até às próteses de locomoção, comuns à maioria dos seres humanos, em que se situa este” homo erectus” de 2 milhões de anos de existência, embora me ouse admitir na etapa do “homo sapiens”, com quase 5 mil anos de cultura, (que, para isso, vos comunico sem qualquer papiro) que o problema da minha existência, duplicou num século, sem que eu decifrasse qualquer segredo da sua biologia.
Tendo somente algum cuidado na minha dieta e o pouco de exercício físico, deixei aos responsáveis da minha existência que são os médicos, engenheiros e cientistas que construíssem aparelhos e artefactos que me permitam prolongar o "problema da minha vida". E, cada vez, que olho para esta Terra com uma rotação de 465 metros por segundo, a uma velocidade horária de 1.674 km, e, com uma existência de 4 mil milhões anos, somente me resta a esperança de não cair no seu movimento, como um pequeno calhau aglutinado num grão de areia perdido no universo.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
As fortunas e o crescimento exponencial (100.000 vezes)
No crescimento linear andamos entre vinte a trinta anos, ou seja, na sequência de um, dois, três, quatro, cinco anos para comprarmos um andar ou piso, uma casa ou uma vivenda, segundo as posses e encargos que podemos suportar, grosso modo, salários e rendimentos, e, também segundo os créditos, taxas e juros que conseguimos obter para atingir o supremo objetivo de um teto. Havendo um teto, temos o reconforto do “doce lar”, ou seja, o nosso sonho realizado e garantido de “my sweet home”.
O crescimento linear tem um ritmo lento, suave ou agudo, nas suas prestações bancárias, todavia constante, que se prolonga através dos anos da nossa penosa vida de trabalho, sacrifício e de poupança, e, que muito depende do funcionamento da economia e das suas condições, da sua tabela de juros, mas que nos conduz ao conforto tranquilo e repousante de um lar.
O crescimento exponencial tem um andamento progressivo dentro de uma sequência de um, dois, quatro, oito, dezasseis, trinta e dois em que se situa o papel do milionário ou capitalista, que somente pensa em fazer progredir o seu dinheiro. Ou seja, enquanto o “aforrador caseiro” deu cinco passos e atinge linearmente o sexto, já o capitalista progressivo, nos mesmos cinco passos, atingiu a fasquia de 32. A progressão não é linear e ao dar o primeiro passo, quando passa para o segundo passo, já duplicou a fasquia do primeiro e ao terceiro já duplicou a fasquia do segundo e assim sucessivamente. (Claro, que esta curvatura em forma de S, terá as suas contradições...) Torna-se óbvio que este crescimento exponencial requer um ponto de partida com alguma mercadoria, com credibilidade e defesa do sistema bancário ou financeiro (ou seja, implica astúcia e argúcia na utilização das fracas economias dos pobres, da cativação das poupança de contas bancárias da classe média e dos fundos institucionais ou milionários).
Mais que nunca, aqui tempo é dinheiro. E, enquanto uma vida de trabalho se pode resumir à aquisição de um teto na constituição de uma família normal, repleta de valores e boa consciência, em que construiu uma vida pagando os seus impostos, se fez sacrifícios e se realizaram as devidas poupança e contribuiu-se para o bem-estar dos outros, aquele que grimpou no “crescimento exponencial” atingiu o seu auge em tempo idêntico àquele em que se situa o cidadão normal. Claro que o negócio ou a vida empresarial permitem que estes crescimentos exponenciais possam acontecer. Mais difícil de esclarecer são aqueles exemplos africanos. Por exemplo:
1996 – 30.000 dólares (venda de carro).
1998 – Empresa de limpeza de Luanda e Restaurante/Bar.
2000 – Unitel. (27 anos). Empresa de telecomunicações. Salto para os bancos.
2005 – B.I.C. de Angola
2006 – GALP – Sines/Matosinhos. Retorno a vários bancos em Angola.
2010 – ZON – NOS. Financiamento pelos bancos para fábrica de cerveja, cimentos, etc...
2015 – EFACEC – CANDANDO (Angola). Presumível crise do petróleo em Angola.
Fortuna de 3 mil milhões de dólares - (vikipedia) - (cujo inicio foi de 30 mil dólares – venda de carro, um valor de 0,001%, já que cresceu 100.000 vezes).
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
EUROPOLITIQUE: O ideal do coração aos 150 anos de idade
A média de esperança de vida da maioria dos portugueses ronda os 83/84 anos. Ainda não chegámos aos problemas sociais da sociedade japonesa em relação à velhice, mas lentamente caminhámos para esses patamares, que grandes problemas criam à segurança social. Se, a pirâmide social está invertida não se vislumbram soluções razoáveis para colmatar este problema.
Entre o envelhecimento com “qualidade de vida”, (o que para alguns passa pelos meios económicos), ou, a redução da senescência, que o nosso código genético acarreta, aspira-se a um rejuvenescimento das células, quer através da sua estrutura física interna, quer através da substituição dessas por artefactos que fazem a sua função.
Perguntar ao cérebro pela sua função imunológica é retratar o papel das suas próprias “imagens internas” que ele cria de si mesmo, exercendo uma função de vigilância própria, através de uma atitude natural de limpeza do sistema operativo que ele consegue exercer.
Existe um enigma da longevidade oculto na vida das pessoas. O nosso médico pode fornecer-nos a estima de mais dez anos de vida, segundo as circunstâncias vitais apresentadas. Mas, em relação ao futuro de vida não há prognósticos, ou, melhor dito não há certezas. Dieta e exercício físico são condicionantes prováveis de maior longevidade. E, uma certa estimulação profunda do cérebro garante-nos alguma capacidade de melhor sobrevivência. Mas estamos sempre condenados às várias condicionantes da biologia (estilo de vida e alimentação) e da evolução da nossa própria mente (por ex: alteração de memória). Aliás, uma alimentação pouco calórica, ou, simplesmente “comer menos”, nem sempre é do agrado de “saborear ou gozar” a velhice, ou, os poucos anos do resto da nossa vida. A gula é um pecado quando os outros faltam!..
Apesar dos avanços científicos, o motor do sistema circulatório sanguíneo - o coração - atinge facilmente o seu prolongamento até aos 150 anos. Ora, se o motor tem esta potência, as peças que o compõem revelam-se frágeis, já que fazem parte da sua própria composição. Quer dizer, que as células que alimentam a sua própria rotatividade, desgastam-se mais depressa do que a sua estrutura. Por isso, atingir saudavelmente a média dos portugueses é uma benesse e uma dádiva, digna de agradecimento.
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