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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: O aviso à navegação: o martelo do deus Thor- as marteladas de Trump - e, o Jornal Público






No dia 1 de Novembro de 2016, publicamos um “aviso à navegação” com o título de "Donald J..Trump e as “marteladas “ de Thor".
É, evidente que nada temos com a credibilidade jornalística do estimado “Jornal Público”, cujo mérito só nos enobrece:
Miguel Esteves Cardoso escreve: «e os media? Que vamos fazer? Continuar em campanha? Continuar a enganarmo-nos e a enganar quem nos lê?
David Dinis continua: Trump ganhou, os deploráveis vingaram-se e a América está em cacos”
Aliás, já anteriormente afirmámos àcerca deste fenómeno de nome: «Trump – qual deus Thor – como seu “martelo” bate forte no dormente país americano, sacudindo e exorcizando os fantasmas que ensombram o seu projecto de grandeza “divina”». O recurso à mitologia viking ousava despertar que certos fenómenos não são tão imprevisíveis, porque eles estão presentes, mesmo face a nós. É pena que certa imprensa e as sondagens fossem ultrapassadas.
Como refere David Dinis: “Os jornais nos Estados Unidos passaram as últimas horas de cabeça perdida por causa disto. Se todos eram anti-Trump, como é que Trump acabou eleito? Se todos fizeram "fact checking" explicando que ele mentia, como é que tantos americanos votaram nele? Será que, na era da tecnologia, não conhecemos os nossos leitores? Terá sido a nossa influência ultrapassada pela das redes sociais? Ou os americanos deixaram de dar importância à verdade, assumindo que os políticos são todos igualmente mentirosos?”
Será que esta guerrilha com o Jornal Público” é semelhante a esta referência de José Pedro Teixeira Fernandes.
O melting pot explodiu e a América está em crise de identidade. O que é ser norte-americano? Nos últimos tempos as divisões e fracturas internas tornaram-se claramente visíveis para o mundo exterior. Mas o fenómeno não é novo. Pelo menos desde os anos 1990 a sociedade norte-americana é atravessada por aquilo que é designado como “guerras de cultura”?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Denominador comum: o problema da Classe Média nos USA e na Europa


Nas sociedades europeias, o “Estado Social”, ou, estado previdência, (aquilo que na Idade Média se pedia a Deus, agora pede-se ou exige-se ao Estado), que procura o bem-estar da população, com sistemas de saúde e educação universais, e, com sistemas de reforma e aposentação, protecção à velhice, que procura implementar sistemas fiscais equilibrados, tendo como meta o pleno emprego das pessoas (na medida do possível), não consegue satisfazer as suas exigências sociais.
Embora, as pessoas se achem com direitos sociais neste "Estado Social", os deveres implícitos à sua função e garantia não podem ser satisfeitos por causa do funcionamento da economia.
Até quando, a função deste "Estado Social" tem capacidade de resistir à crescente crise da “classe média” é uma incógnita, sendo ela o motor do desenvolvimento?
Como bem diz, o embaixador americano em Lisboa, as condições da “classe média” de há 20 anos desapareceram. Agora, a nível familiar, trabalhando duas pessoas não conseguem pagar a casa, assumir os seus encargos económicos, educar os filhos universitários e poupar para a sua velhice ou reforma, após os 65 anos.
A ideologia do “self made man”, projectada no “american dream” em que a iniciativa privada prevalece em função do Estado, (onde se inclui a indústria de armamento), a filantropia (doações dos super ricos para causas humanitárias e estatais), a caridade (apoio a associações e hospitais, grupos religiosos e sociais) mecenato, (patrocinadores e benfeitores sociais e universitários) e, finalmente, um  sistema fiscal, que, por vezes, procura taxar os mais ricos para distribuir riqueza pelos mais pobres (aliás, a nata da elite mundial mais abastada), encontra-se numa encruzilhada em que a “famosa iniciativa privada” não se coaduna com os seus objectivos sociais. O caso mais flagrante nos USA é o seu sistema de saúde, ao contrário do sistema europeu, ou, do “Estado Social”.
Enquanto que a classe super rica americana prospera, a classe média americana definha.
O valor e direito ao trabalho são incertos, as condições sociais de economia doméstica são abaladas no seu rendimento, quer  pelo peso dos impostos, ou, quer pelo  impacto da globalização.
Dois sistemas políticos e sociais, um pouco diferentes, mas que têm um denominador comum: o problema da classe média.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Acordo secreto? - mais - "La France c'est la France"


Alguns políticos portugueses começam a descobrir esta duplicidade de critérios inerentes à Comunidade Europeia, seja através de “acordos secretos”, seja por implementação de “regras comunitárias” que penalizam os países mais fracos, ou, da periferia.
Em primeiro lugar, esta obrigatoriedade dos 3% do déficit, que surgiu como “conversa de café” consagrou-se num “dictat” ou “ditame exclusivo” para os países mais fracos da União Europeia, já que os grandes senhores da Europa regulamentam a seu favor as “linhas vermelhas” do seu cumprimento caso da França, ou mesmo, da Alemanha.
Aliás, a Alemanha não cumpre as regras de "superavit excessivo", que podia reverter numa compensação aos países menos economicamente desenvolvidos.
Por isso, a imprensa destaca um certo “acordo secreto” a favor da França, quando os objectivos não são atingidos, ou seja, os tais 3% de déficit orçamental e anual.
Todavia,  o problema não fica somente pelos orçamentos económicos, mas determinado conjunto de regras comunitárias que inferiorizam aqueles países que mais precisam de apoio económico. Em linhas gerais, a "lei" tem como objectivo proteger o “fraco” do “forte” (citação de origem francesa); se o direito comunitário fosse bem aplicado.
A legislação social europeia, bem trabalhada pelos franceses, permite-lhes dizer que cumprem as regras comunitárias, quando impõem uma “legislação europeia afrancesada”, ou seja, impondo os seus critérios.
Se Portugal e a França têm uma “massa operária”, melhor dito, um “conjunto de trabalhadores com direitos e deveres”, em ambos os países, somente a aplicação correcta de “regras comunitárias” permite a salvaguarda destes direitos.
Para elucidação, deste grande problema que afecta milhares de emigrantes, citemos um pequeno “item”.
A maioria dos emigrantes descontou para o “Ramo Vida”, mensalmente. Onde estão estes descontos que afectam milhares de emigrantes, que residem internamente?

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Os altos juros de 25,1% (ao ano) sobre Moçambique

Segundo relata o “Jornal Público”, Moçambique atinge “os mais altos juros do mundo”; ou seja, 25,1% ao ano, ultrapassando a complicada Venezuela.
Apesar das grandes convulsões sociais e económicas na Venezuela, o petróleo a jorrar contradiz o “sonho moçambicano” das imensas reservas de gaz, em Moçambique, que ainda não começou a despontar. Mas apesar de ainda não ter jorrado, as "possíveis hipotecas" já são assinaladas como fruto ainda não amadurecido. Hipotecar o futuro parece uma premissa condenada pela estrutura governativa moçambicana.
A passagem de um “modelo socialista” para a chamada "economia de mercado" carece de mudanças por implementar, começando pelo simples uso e propriedade da terra.
Por isso, na senda das “empresas nacionais” reaparecem casos, como, o da “Ematum”.
Sem fábrica de processamento do atum, sem ocupação total dos barcos, que somente podem pescar atum durante 180 dias, a empresa moçambicana “Ematum”, que encomendou 28 barcos "poliester" a um preço de 380 milhões de dólares, pagando 6oo milhões de dólares, arriscou  a sua falência. Ou seja, os 500 milhões de dólares concedidos pelo Crédit Suisse consumiram-se no seu pagamento inicial.
Ainda, com o objectivo de pescar 200.000 toneladas deste pescado, por ano, somente conseguiu obter 6.000 toneladas em 2013, e, 3.500 toneladas em 2015, segundo dados do Ministério do Mar.
A conversão destes barcos em embarcações destinadas à pesca do marisco, convertê-la-ia na segunda maior empresa marisqueira, a seguir a Pescamar, detida pela empresa espanhola Pescanova, se certas condições fossem cumpridas.
Aliás, o primeiro erro de gestão desta empresa começa pela compra, o segundo continua pela produção; e, por todo um conjunto de empresas, muito hábeis na sua contabilidade.
Desbaratar 800 milhões de dólares, num país carente de divisas, a situação complica-se, quando se trata de milhões. Os moçambicanos depositam pouca esperança nestas aplicações económicas, que não trazem qualquer lucro social. Como ainda não há lucros em relação ao gaz, hipotecar a sua fonte é talvez secar a sua origem.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: DONALD J. TRUMP e as "marteladas" de Thor

                                                                
A cândida e singela elite intelectual europeia, ainda não se habituou às subtis “marteladas” do deus Thor que invade as suas fronteiras e desperta  nas profundezas do seu âmago, seja, através da vaga de emigrantes, seja, através dos diversos fenómenos nacionalistas e separatistas, que despontam como cogumelos, no seu interior.
TRUMP - qual deus Thor  - com o seu “martelo” bate forte no dormente país americano, sacudindo e exorcizando os fantasmas que ensombram o seu projecto de grandeza “divina”.
O candidato “anti-sistema” não tem mais do que brandir o seu martelo – Mjöllnir - contra a manutenção de um sistema político, que muitos americanos não concedem grande confiança na sua continuidade.
Os seus filhos – os tornilhos – encaixam-se como clavículas nos eixos do seu andamento de grandeza, reivindicando ao “rei da pedra” (do cimento e ferro armado - expresso em hotéis), a prosperidade e o “glamour” que alimenta o eterno sonho americano. A globalização alterou estas linhas de demarcação.
Mais que as “linhas de força” do seu projecto político, e, a sua influência sobre o eleitorado americano e seus prosélitos, os “media” reproduzem até à exaustão as caricaturas e trejeitos de Trump, tornando a sua imagem num “desenho animado”.
A complexidade do sistema eleitoral americano não permite, aos olhos dos europeus, obter uma clarificação política sobre o seu impacto, influência e resultado.
Por isso, a imagem de um deus Thor desferindo as suas marteladas na “mesa americana” faz prever que alguns “cacos” não serão tão inofensivos; e , que a possível “candidata do sistema” seja obrigada a rever as estratégias da sua política.
Por enquanto, o “agitador” Trump desfere as suas marteladas, qual Mjöllnir do deus Thor, brandindo o seu "martelo de pedra".

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: HALLOWEEN and "SWEET HOME"


Os vikings faziam as suas viagens, no início da Primavera, sinal de bom tempo, boas marés e suave vento. Em contacto com os “celtas”, e, com a sua civilização, rapidamente se adaptaram aos seus druidas ou sacerdotes celtas, descobrindo a festa do “Halloween”, que marca o início do novo ano no seu calendário, precisamente no dia 1 de Novembro.
O fim de Outubro ditava a passagem do "ano das colheitas e do sol" - símbolo da abundância, para o "ano da escuridão e das trevas" - símbolo da escassez; por isso, recolhia-se à “sweet home"
Lá fora ficavam "forças ocultas" que era necessário afastar.
Para esconjurar os “maus espíritos”, que se escondiam na escuridão ou trevas, procediam à queima de certos artefactos através de fogueiras, com o intuito de afastar todos os presságios, demónios ou forças malignas, que ousassem entrar em casa.
O exorcismo, que a “festa da bruxa” revela, como antídoto e símbolo de “mau olhado”, ou, “mau presságio”, escondido nas sombras ou  escuridão, já que a noite predominava em relação ao dia, tem como objectivo preservar a intimidade caseira, o “doce lar”, a “sweet home”.
Os americanos incarnaram este espírito de “intimidade caseira” que a festa do “Halloween” revela, em que, por oposição ao seu sentido demoníaco, se esconde e preserva a candura e doçura do “sweet home”.
Nada menos de 3 milhões de dólares são gastos nesta festividade do “Halloween”, festa pagã num mundo tecnocrata de supremacia mundial.
E, nada mais revelador que uma “vela” acesa em qualquer artefacto simboliza este “doce lar”, ou, a “sweet home”, que os irlandeses encontraram na América, e que os americanos celebram como festa nacional.
HALLOWEEN!...

domingo, 30 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: Arriba Espanha, Spain, Espagne, España!....


Dava-me graça, entrar num café, na “terra dos mil lagos”, não muito longe de “Duluth – terra natal de Bob Dylan”; e, ser tratado por hispânico, acompanhados de amigos espanhóis.
Confesso, que somente comecei a perceber este estigma quando li o letreiro afixado junto à esquadra de polícia. E, longe de mim estava o estigma a que estão votados todos aqueles que se reclamam da língua espanhola, incluindo os Mexicanos.
Mais admirado ficava por muitos americanos falarem ou perceberem a língua espanhola; aliás. idioma muito temido nos USA pela sua influência e possível hegemonia.
Vem isto a propósito pela amizade hispânica que nutro pela vizinha Espanha,  e pelo interesse de “nuestros hermanos”, que apesar de 315 dias, sem governo oficial, decidiram formar uma cúpula para governar Espanha.
Mas, aquilo que mais admiração me causa é o seu crescimento económico, na ordem do 3%, apesar das peripécias de governação, objectivo ou meta que Portugal não consegue atingir.
Esta décima terceira economia mundial arrasta consigo uma influência, que não se reduz ao mapa ibérico. E, tal como os americanos desdenham e menosprezam a sua influência e hegemonia no continente americano, que vindo do sul atravessa o centro e chega ao norte, ao âmago da super potência, somente com uma Espanha unida e centralizada, o seu valor potencial reaparece na cena mundial.
Os interesses provinciais e autonômicos devem reflectir uma visão mais alargada, que a própria língua hispânica confere na sua expressão e expansão mundial.
E, se Espanha cresce economicamente, por arrastamento indirecto, Portugal detém uma bengala, onde se pode amparar.
Tal, como me amparava aos meus amigos espanhóis -  “nuestros hermanos”- já que não sendo hispânico, pertenço à Península Ibérica, que este “possível casamento” nos conduza àquele tratado canadiano que tinha esquecido este pequeno rectângulo, tal como aquele americano confundia a Língua de Camões com a língua de Cervantes na unidimensionalidade da língua inglesa, que, por acaso, não é americana.

 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...