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sábado, 12 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A Lixeira em Luanda


Em Espanha, o "negócio do lixo" rende mais de 4 mil milhões de euros.
A contabilidade em Portugal anda, um pouco escondida, mas em Luanda parece que é caótica.
O "Jornal Expresso" escalpeliza alguns atentados contra este "negócio" na cidade de Luanda.
A criação de empresas carece de uma boa gestão, sobretudo, quando está em causa a saúde pública, e quando podem dar lucro.
A sistemática apologia contra a pobreza carece de valores, que embora tendo a possibilidade de obter lucros, desencadeiam processos que atentam contra o desenvolvimento sadio de uma sociedade.

N.B.

Será que o "jornal de Angola" compreendeu a mensagem?


«Mudança de padrão

Achim Steiner lembrou que as nações precisam de aplicar o princípio dos “3 R”: “reduzir, reutilizar e reciclar”. Uma mudança de atitude pode gerar “reduções drásticas na emissão de gases, criar milhões de empregos e gerar benefícios económicos de biliões de dólares”, afirmou o chefe do PNUMA. 
O relatório oferece exemplos de soluções, como melhorias nos sistemas de localização e separação de lixo, acções de prevenção do desperdício, aumento da reutilização e reciclagem de produtos.»

In Jornal de Angola, 14.09.2015









 

PENSÕES EM PORTUGAL: um escândalo para a Troika, ou, um debate que os socialistas não ousam enfrentar?



Os funcionários da Troika ficaram escandalizados com o sistema de pensões em Portugal.
Face ao escândalo, certas forças partidárias resolveram reagir para acalmar os “nervos” à espada estrangeira, que gosta de afiar o seu gume.
Claro que os sistemas europeus desenvolvem “sistemas complementares de reforma”, que aliviam e são condizentes com o escândalo da Troika. Como se processa esse sistema complementar, por vezes, nem vale a pena salientar.
Todavia, as coisas são sérias e graves. E, por isso, apesar da campanha socialista urge enfrentar o problema com certa urgência. (Não esqueçamos que 4 mil milhões de euros foram sonegados à Segurança Social!...).
Convém salientar que o Estado não poderá arcar com 80% do seu financiamento, (cga) ainda que o Estado, como qualquer empresa, não deposita aquilo que deve em relação aos seus funcionários.
Consta-se que o País, tem muito “experts” nesta matéria, que segundo uma boa orientação política devem fornecer as melhores coordenadas para este problema.
A analogia com os sistemas suecos, franceses ou suíços foi a gota do escândalo da Troika .
Mas, o escândalo será maior com a quebra da CES para o tecto das pensões mais elevadas!....

terça-feira, 8 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Dezenas de hóteis em terras angolanas




Com a desvalorização do real em 54% face ao dólar, num ano, com a desvalorização de 27% do metical, anualmente,  a relação de Portugal com Angola, com a consequente falta de divisas e respectiva desvalorização, atinge preocupações acrescidas para o relacionamento com estes países de língua portuguesa.
São Paulo deixou de ser a capital mundial dos voos de helicópteros, dado que a crise começa a ter repercussões no modelo económico brasileiro.
Além disso, a fuga de capitais angolanos pouco favorece o desenvolvimento do país.
No entanto, face às dificuldades inerentes angolanas, surgem novos projectos para estimular o seu desenvolvimento.
O Consórcio Banco de Poupança e Crédito (BPC) e Angola Business Corporation (ABC) assinou ontem  em Luanda um protocolo de cooperação com a inglesa Golden Peaks Capital Holding para o financiamento da construção de 170 hotéis de duas e três estrelas nas 18 províncias do país em três anos”. Segundo relata o jornal de Angola.
Nada menos, que este  total de investimento atinge a ordem dos 1,2 mil milhões de dólares, para alcançar os 5 milhões de turistas.
Apesar do “negócio de lixo” ser rentável em muitos países, a cidade de Luanda entulha-se em lixeiras.  Por isso, se o turismo quer florescer, é necessário que as flores a as plantas crescem em ambiente saudável.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Pourquoi le déficit de 3%? - Pas de justification économique


Selon le Journal Figaro

«Plus de trente ans. Voilà 34 ans précisément que les gouvernements français, de droite comme de gauche, justifient hausses d'impôts ou baisses de dépenses publiques sur la base d'un critère: celui du déficit public. Il ne doit pas dépasser 3% du PIB. Ce sacro-saint ratio tout rond made in France est même devenu l'un des points cardinaux de la contruction européenne, gravé dans le marbre depuis les critères de Maastricht de 1992. Il est tellement installé dans la conscience collective que l'on oublie de se poser les questions les plus simples: pourquoi 3% (ni plus ni moins)? D'où vient ce chiffre? A-t-il seulement une justification économique?

Pas de justification économique

Pas de calcul savant, donc, ni de justification économique dans cet intouchable «3%». Le «déficit sur PIB» compare des comptes publics (avec des dépenses publiques pour construire des écoles, des hôpitaux, des routes, etc. pour le futur), et le PIB, qui est un indicateur de richesse économique de l'année en cours. Outre la discordance de temps, «on ne peut pas considérer que le déficit public, appréhendé comme un indicateur de bien-être, est le résultat recherché de la croissance», souligne Michel Ruimy, professeur à Sciences Po.

 
«C'est l'Allemagne qui a battu en brèche ce principe en ne le respectant plus dès 2001. Voyant que Berlin n'a pas été sanctionné, la France et d'autres ont suivi l'exemple allemand et fait preuve de laxisme budgétaire, avant de se faire torpiller par la crise mondiale de 2008. En 2002, il n'y avait ‘que' six pays de l'Union (sur 12) ayant un déficit supérieur à 3% du PIB, ils sont 12 pays (sur 18) en 2012», constate Christopher Dembik.»
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: Um lagar de Azeite em Angola






Enquanto que Portugal espera atingir a sua auto suficiência em azeite, no ano de 2016; Angola prepara-se para abrir os seus primeiros lagares do óleo da milinar oliva.
Segundo reza a tradição, nos anos 60,  foram plantados pelos portugueses, nada menos de 500 hectares de oliveiras, na província do Namibe.
A região do Cuando Cubango apresenta-se com as condições mais favoráveis para a implementação e industrialização deste  salutar bem alimentar.
Por isso, tudo aponta para que nesta província surja a instalação de uma "fábrica" de azeite. Similarmente, à Argentina, Brasil e África do Sul,  Angola junta-se ao clube dos novos produtores deste produto alimentar. 
Aliás, segundo rezam certas crónicas, o olival na zona do Namibe tem água a pouco mais de dez metros de profundidade, já que aquela província fica junto à Serra da Leva (num dos extremos do planalto da Huíla), onde existem níveis de precipitação muito elevados, sendo depois as águas das chuvas encaminhadas para o oceano, por via subterrânea. 
“Já no tempo colonial se aproveitava essa água para o olival, em pleno deserto, com canais de rega”, comenta António Manuel Cordeiro, reportando-se aos benefícios que este microclima pode beneficiar certas produções.
Além disso, o grupo Eapa afirma-se como o primeira produtor angolano de vinhos, com uma produção de 60 mil garrafas, já que possui uma área de 16 mil hectares, dos quais 40 hectares  são dedicados à vinha, e,  os restantes 10 hectares dedicados à uva de mesa.
O primeiro vinho de produção nacional, denominado "Serras da Xixila", foi lançado nestefim de semana, na Fazenda Xixila, no Libolo, província do Cuanza Sul, segundo informação do administrador da Sociedade Agro-pecuária de Angola, Carlos Carneiro.
 
Segundo Carlos Carneiro, o projecto Serras da Xixila, avaliado em  16 milhões de dólares, tem já disponível, nesta primeira fase, para o mercado quarenta mil garrafas de 750 ml, prevendo-se que a mesma atinja uma produção anual de oitenta mil garrafas de vinho  tinto e branco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: A Lentidão de Timor Leste


“Nunca pensei que Timor Leste, alcançasse a sua independência”, confidenciava alguém junto de um familiar do bispo Araújo. Mas graças à intervenção de Clinton e do apoio português foi possível que este país se libertasse do jugo indonésio.

Ultimamente estive com uma jovem enfermeira do Porto que cumpriu três meses de voluntariado em Timor Leste. Apesar de muita ajuda portuguesa, Timor Leste continua numa lentidão de progresso assinalável, apesar da riqueza exclusiva e oriunda, única e exclusivamente, do petróleo.
 Segundo a agência Lusa, as exportações timorenses  foram apenas de 5.948 dólares, embora o seu registo seja na ordem dos 6 milhões de dólares, já que se trata de mercadoria reexportada.

A importação de mercadorias de Timor Leste atingiu, no mês de Junho, a cifra de 51,57 milhões de dólares, cujo exponencial anual, “grosso modo”, atinge a soma de 600 milhões de dólares.

Se no período, de 1 de Abril a 30 de Junho, ou seja, em três meses, entraram 294,68 milhões de dólares, graças às “royalties” do Fundo Petrolífero, as receitas previsíveis anuais são da ordem dos 978, 72 milhões de dólares, embora para o seu OGE sejam somente 920 milhões de dólares.

Apesar da quase nulidade de quota exportadora, Timor Leste beneficia de uma “almofada financeira”, graças ao petróleo, na ordem dos 300 milhões de dólares.

Porém, nem o turismo, nem a agricultura fornecem uma ancora de esperança na veia exportadora timorense.
A inversão desta dependência aguarda por novos estímulos, aos quais os empresários portugueses não devem ficar alheios.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

EUROPOLITIQUE: "A equação: 7-20-50 de Angela Merkel ".


Qualquer cidadão europeu, se a sua prerrogativa é legítima, deve estar preocupado com a célebre equação “7-20-50” de Angela Merkel; ou seja, 7% da população mundial, 20% do produto mundial e 50% de despesas sociais.

Todavia, no orçamento espanhol, as despesas com as pensões representam 38,5% do seu P.I.B.

O modelo social europeu, ao contrário do chinês ou americano, caminha para a sua falência.

Por isso, surgiu em Portugal, o ensejo de implementar um “plafoneamento” das pensões ou reformas.

O modelo francês, com as suas 29 instituições de segurança social, é  um sistema, digno de registo, e das maiores aberrações que conheço.

Implantar um sistema de “plafoneamento” que não são mais do que vencimento de juros de qualquer conta bancária é assaz estonteante. Mais estonteante é quando o seu valor é mínimo, e “toma lá que já almoçaste”!...

Qualquer aplicação em juros ou acções é mais consistente que as esperanças de um sistema de “plafoneamento”, porque as empresas deste tipo de capital não dão mais. A construção de um sistema de PPR estatais teria melhor viabilidade, se o Estado se torna um bom gestor!...

No meio deste labirinto ilusório sobressai a modesta instituição portuguesa “ADSE”, que presentemente tem um superavit.
Por isso, já que existem “experts” nesta matéria, aguardaremos pelas suas soluções.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...