Angola fica
localizado na Costa Sudoeste do Continente Africano, com uma superfície de
cerca de 12. 46700 km, fazendo fronteira a Norte com a República Democrática do
Congo e com a República do Congo, a Leste com Zâmbia e ao Sul com Namíbia. A
Oeste é banhada pelo Oceano Atlântico.
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Os primeiros passos do turismo em Angola
domingo, 22 de julho de 2012
O Cavalo de Tróia: Angola
“Afinal, o comércio entre Angola
e Alemanha cresceu para 1,1 mil milhões de dólares em 2011, ou seja, registou
uma taxa de crescimento de 226,6% em relação a 2010”. (Expresso, Economia,
21-02-2012).
Cavaco Silva tem razões para a
sua chamada de atenção em relação aos 300 mil portugueses residentes na África
do Sul, já que as forças do Governo não tem dado muita atenção ao forte
contingente de origem portuguesa. Nesta comunidade estão instalados alguns
empresários de sucesso que podem dar continuidade ao esforço português em
relação a Angola.
Se, por um lado, temos a imagem
institucional, representativa e promocional, por outro lado existe outra imagem
daqueles que labutam diariamente por terras angolanas; e, que se escondem e
demarcam das figuras oficiais. Este afastamento de imagem, visível da promoção
de Paulo Portas em Luanda na Feira da Filda, pretende não misturar negócios com
política, ou, a política nem sempre anda de braço dado com os negócios.
Além de um certo pioneirismo, certamente
que existem outras facetas típicas deste contingente de empresários.
Numa Europa em crise, parece que
os portugueses continuam a fazer prosperar outros países, como, por exemplo, a
Alemanha, detentora de grande tecnologia. Por isso, quando se fala de
solidariedade dos “países ricos” em relação “países pobres” é necessário olhar
ao esforço nacional e internacional que conduz à riqueza desses países.
Mas as contradições continuam, sem
medo das “primaveras árabes”, já que 82% de votação no partido da maioria não abonam uma saudável democracia!...
Apenas 11% da população angolana (cerca de 1.980.000 de
habitantes), num universo de 18 milhões de habitantes, utiliza o sistema
bancário para as suas operações.
Os dados referem – se ao ano de 2010, onde apenas 11% da população
angolana (cerca de 1.980.000 de habitantes), num universo de 18 milhões de
habitantes, utiliza o sistema bancário para as suas operações.sábado, 21 de julho de 2012
As Futuras eleições em Angola
A primeira palavra que se impõe
nestas eleições é a sua transparência.
A isenção e liberdade de voto
devem marcar toda a acção política.
Por isso, é inconcebível que “200
mil militares e polícias” votam em mesas instaladas nos quartéis ou esquadras
de polícia. É sinal de um discriminação negativa face à sociedade civil. Um
Estado de Direito deve garantir as mesmas oportunidades de igualdade para todos
os cidadãos; e, neste caso concreto, salta à evidência uma possível manipulação
e controlo de voto.
Se “nas eleições de 2008, o MPLA
obteve 82% dos votos e a UNITA apenas 10%” nada justifica que a isenção e
transparência se imponham como garantia da livre expressão do voto popular.
A uma possível lógica do partido
único, Angola deve abrir-se a um pluralismo político, para que as diversas
vozes dos seus cidadãos ecoam na futura assembleia legislativa.
Muito se espera de Angola e do
seu futuro.
As diversas organizações mundiais
redobram os seus sentidos pela emancipação política que deve exibir não só os
diversos partidos, como também a incipiente sociedade civil.
Uma sociedade mais pluralista,
mais aberta nas suas instituições e nos seus cargos políticos devem ser apanágio
de uma nação mais moderna, não só no aspecto material, mas também no aspecto
social e humano.
O direito à diferença no convívio
harmonioso de uma sociedade plural serão o melhor cartão de visita de uma
Angola moderna.
Por isso, isenção e transparência são um imperativo necessário para um
certo desígnio nacional. Mais que um país, um governo, um executivo que Angola
se transforme numa Nação. sexta-feira, 20 de julho de 2012
Episódios da Raia. 33 - O Zé do Telhado de Agualusa
“A primeira vez que li, num
jornal angolano, a expressão «traidor à pátria», seguida do meu nome, senti o
coração apertar-se” (Agualusa, Milagrário Pessoal, pg.149).
A primeira vez que vi a palavra
“refractário” em letras garrafais a vermelho, antecedida do meu nome, senti um
grande alívio, porque os problemas da independência em Angola ainda
continuavam.
Todavia, esta ousadia de ser refractário, por causa de
Angola, originou uma demarcação feroz nas fronteiras portuguesas.
Gosto de ler Agualusa. Gosto de ler
as descrições do “Zé do Telhado”, aliás o «Velho Teixeira», em que: “Assassinos
transformam-se depois de mortos em santos pertinazes” (pg.140).
Por vezes, esta magia africana
enfeitiça-nos com personagens tão perto e tão longe das nossas memórias, que nos
levam junto do emblemático título de Gunderedo.
Em sonhos primaveris, em plenas
águas do encantado rio Minho, aquele que se tornaria no primeiro rei da
Noruega, apelidado de grande assassino se transformou ainda em vida em Santo
Olaf.
Valha-nos a memória que nunca
atacou a Sé de Tui e nos deu os laços que nos unem a este país irmão.
“Vou levar-te comigo...irmão”.Episódios da Raia. 30 - Longe da macro economia
Os cidadãos portugueses vivem
atónitos com a “macro-economia”.
A grande economia é para os
“experts” que a conduzem e que deviam zelar pelo seu bom caminho, ilustrando os
infortunados desta ciência, (embora não exacta e de cariz humana), nos seus
modelos mais exequíveis.
Alguns responsáveis da “Troika”
esforçam-se por conhecer a história económica deste país, as suas divergências
e falhas industriais, no progresso natural de um povo, segundo relata a Revista
do Expresso.
"Esta aldeia podia ter um unidade fabril, mas isso implicava uma mudança pastoral". O analfabetismo associado ao poder originou um desenvolvimento industrial longe dos padrões europeus.
(Num colóquio paroquial, uma famoso líder de um partido político sabia muito bem que tal negócio gerava dinheiro na sua implementação, mas nada fez pela sua realização. Hoje, certamente teria dinheiro para gerir o seu partido e tinha dado um exemplo concreto da emancipação da economia em relação ao Estado, que tanto se critica!...)
"Esta aldeia podia ter um unidade fabril, mas isso implicava uma mudança pastoral". O analfabetismo associado ao poder originou um desenvolvimento industrial longe dos padrões europeus.
(Num colóquio paroquial, uma famoso líder de um partido político sabia muito bem que tal negócio gerava dinheiro na sua implementação, mas nada fez pela sua realização. Hoje, certamente teria dinheiro para gerir o seu partido e tinha dado um exemplo concreto da emancipação da economia em relação ao Estado, que tanto se critica!...)
A máquina do Estado tem servido
para alimentar uma clientela que se apoderou desta “vaca mangedoura”,
sugando-lhe o seu tutano. Por isso, se diz têm-nos faltado “homens de Estado”,
possíveis líderes de uma condução política, por cima do espartilho das pequenas
ambições partidárias.
A noção mais liberal da sociedade
civil criou esta imagem de oposição ao Estado, como reino da ineficiência e da
sua intervenção. Por isso, toda a acção que limita a noção da liberdade
individual tem de ser afastada. Mas, cada vez mais, o papel do Estado tenta
limitar este espaço de emancipação individual.
Aliás, cada vez é mais premente,
esta ideia de “Estado-Providência”, em lugar do Deus da Idade Média.
O contributo dos cidadãos em relação ao Estado, cada vez mais dependente
da sua função, tem de ter uma correlação de exigência e clareza em relação ao
seu papel, não só nas instituições políticas, como também nos seus homens políticos. Episódios da Raia 31 - "Seven for Day"
O contributo da emigração
portuguesa cifra-se no envio de 7 milhões de euros por dia.
Se a expansão da CGD, por terras espanholas, se deve ao
volume de remessas de emigrantes pelas raias da vizinha Espanha (será bom
relembrar que na zona de Monção e Melgaço vagueavam 9 milhões de contos,
naquela altura) urge criar mecanismos de poupança que englobem este fluxo
monetário.
Em tempos beneficiou-se a compra
de casas com financiamentos a 50% do seu valor, ou, introduziram-se esquemas de
aforro através dos mecanismos consulares, que criaram alguns imbróglios de
rendimento ou poupança.
Mas, sem dúvida, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que nunca ousou criar um “Banco da
Exportação”, nem talvez seja a sua missão, deve estar atento aos possíveis
incentivos que o volume de remessas pode gerar, em vez deste dinheiro ficar
imóvel, congelado a simples economias de reserva ou de “economia fechada ou de
subsistência”.
Já que a "bürgerliche gessellschaftt" , ou melhor dito, a "sociedade civil" com as suas associações e comunidades se encontra refém deste papel normativo e sociológico da relação indivíduo/Estado , ausente de um espaço historicamente concreto da interacção social entre pessoas, que sejam as possíveis contestações a dar um grito de esperança neste sistema agonizante.
Já que a "bürgerliche gessellschaftt" , ou melhor dito, a "sociedade civil" com as suas associações e comunidades se encontra refém deste papel normativo e sociológico da relação indivíduo/Estado , ausente de um espaço historicamente concreto da interacção social entre pessoas, que sejam as possíveis contestações a dar um grito de esperança neste sistema agonizante.
Certamente que os bancos não
desenvolvem mecanismos de incentivo às remessas de emigrantes, nem ilustram os
seus aforradores de possíveis mais valias.
Portanto, caberá à função Estado delinear formas de fazer com que o
dinheiro corra no progresso das empresas e do País.
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