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terça-feira, 31 de julho de 2012

Os primeiros passos do turismo em Angola

Angola fica localizado na Costa Sudoeste do Continente Africano, com uma superfície de cerca de 12. 46700 km, fazendo fronteira a Norte com a República Democrática do Congo e com a República do Congo, a Leste com Zâmbia e ao Sul com Namíbia. A Oeste é banhada pelo Oceano Atlântico.




Com uma linha costeira de 1.650 km, que se estende para o interior, numa área de 4.837 km, o território angolano tem como pontos mais altos o Monte Moco (2.620m) e o Monte Meco (2.538m), seguida de uma zona planáltica, e densa em vegetação e fauna, que dota o país de uma enorme biodiversidade e riqueza natural. 



Consulte www.viajar.sapo.ao




domingo, 22 de julho de 2012


O Cavalo de Tróia: Angola


“Afinal, o comércio entre Angola e Alemanha cresceu para 1,1 mil milhões de dólares em 2011, ou seja, registou uma taxa de crescimento de 226,6% em relação a 2010”. (Expresso, Economia, 21-02-2012).
Cavaco Silva tem razões para a sua chamada de atenção em relação aos 300 mil portugueses residentes na África do Sul, já que as forças do Governo não tem dado muita atenção ao forte contingente de origem portuguesa. Nesta comunidade estão instalados alguns empresários de sucesso que podem dar continuidade ao esforço português em relação a Angola.
Se, por um lado, temos a imagem institucional, representativa e promocional, por outro lado existe outra imagem daqueles que labutam diariamente por terras angolanas; e, que se escondem e demarcam das figuras oficiais. Este afastamento de imagem, visível da promoção de Paulo Portas em Luanda na Feira da Filda, pretende não misturar negócios com política, ou, a política nem sempre anda de braço dado com os negócios.
Além de um certo pioneirismo, certamente que existem outras facetas típicas deste contingente de empresários.
Numa Europa em crise, parece que os portugueses continuam a fazer prosperar outros países, como, por exemplo, a Alemanha, detentora de grande tecnologia. Por isso, quando se fala de solidariedade dos “países ricos” em relação “países pobres” é necessário olhar ao esforço nacional e internacional que conduz à riqueza desses países.
Mas as contradições continuam, sem medo das “primaveras árabes”, já que 82% de votação no partido da maioria não abonam uma saudável democracia!... 
Apenas 11% da população angolana (cerca de 1.980.000 de habitantes), num universo de 18 milhões de habitantes, utiliza o sistema bancário para as suas operações.
Os dados referem – se ao ano de 2010, onde apenas 11% da população angolana (cerca de 1.980.000 de habitantes), num universo de 18 milhões de habitantes, utiliza o sistema bancário para as suas operações.

sábado, 21 de julho de 2012

As Futuras eleições em Angola



A primeira palavra que se impõe nestas eleições é a sua transparência.
A isenção e liberdade de voto devem marcar toda a acção política.
Por isso, é inconcebível que “200 mil militares e polícias” votam em mesas instaladas nos quartéis ou esquadras de polícia. É sinal de um discriminação negativa face à sociedade civil. Um Estado de Direito deve garantir as mesmas oportunidades de igualdade para todos os cidadãos; e, neste caso concreto, salta à evidência uma possível manipulação e controlo de voto.
Se “nas eleições de 2008, o MPLA obteve 82% dos votos e a UNITA apenas 10%” nada justifica que a isenção e transparência se imponham como garantia da livre expressão do voto popular.
A uma possível lógica do partido único, Angola deve abrir-se a um pluralismo político, para que as diversas vozes dos seus cidadãos ecoam na futura assembleia legislativa.
Muito se espera de Angola e do seu futuro.
As diversas organizações mundiais redobram os seus sentidos pela emancipação política que deve exibir não só os diversos partidos, como também a incipiente sociedade civil.
Uma sociedade mais pluralista, mais aberta nas suas instituições e nos seus cargos políticos devem ser apanágio de uma nação mais moderna, não só no aspecto material, mas também no aspecto social e humano.
O direito à diferença no convívio harmonioso de uma sociedade plural serão o melhor cartão de visita de uma Angola moderna.
Por isso, isenção e transparência são um imperativo necessário para um certo desígnio nacional. Mais que um país, um governo, um executivo que Angola se transforme numa Nação. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Episódios da Raia. 33 - O Zé do Telhado de Agualusa


“A primeira vez que li, num jornal angolano, a expressão «traidor à pátria», seguida do meu nome, senti o coração apertar-se” (Agualusa, Milagrário Pessoal, pg.149).
A primeira vez que vi a palavra “refractário” em letras garrafais a vermelho, antecedida do meu nome, senti um grande alívio, porque os problemas da independência em Angola ainda continuavam.
Todavia, esta ousadia de ser refractário, por causa de Angola, originou uma demarcação feroz nas fronteiras portuguesas.
Gosto de ler Agualusa. Gosto de ler as descrições do “Zé do Telhado”, aliás o «Velho Teixeira», em que: “Assassinos transformam-se depois de mortos em santos pertinazes” (pg.140).
Por vezes, esta magia africana enfeitiça-nos com personagens tão perto e tão longe das nossas memórias, que nos levam junto do emblemático título de Gunderedo.
Em sonhos primaveris, em plenas águas do encantado rio Minho, aquele que se tornaria no primeiro rei da Noruega, apelidado de grande assassino se transformou ainda em vida em Santo Olaf.
Valha-nos a memória que nunca atacou a Sé de Tui e nos deu os laços que nos unem a este país irmão.
“Vou levar-te comigo...irmão”.

Episódios da Raia. 30 - Longe da macro economia


Os cidadãos portugueses vivem atónitos com a “macro-economia”.
A grande economia é para os “experts” que a conduzem e que deviam zelar pelo seu bom caminho, ilustrando os infortunados desta ciência, (embora não exacta e de cariz humana), nos seus modelos mais exequíveis.
Alguns responsáveis da “Troika” esforçam-se por conhecer a história económica deste país, as suas divergências e falhas industriais, no progresso natural de um povo, segundo relata a Revista do Expresso.
"Esta aldeia podia ter um unidade fabril, mas isso implicava uma mudança pastoral". O analfabetismo associado ao poder  originou um desenvolvimento industrial longe dos padrões europeus.
(Num colóquio paroquial, uma famoso líder de um partido político sabia muito bem que tal negócio gerava dinheiro na sua implementação, mas nada fez pela sua realização. Hoje, certamente teria dinheiro para gerir o seu partido e tinha dado um exemplo concreto da emancipação da economia em relação ao Estado, que tanto se critica!...)
A máquina do Estado tem servido para alimentar uma clientela que se apoderou desta “vaca mangedoura”, sugando-lhe o seu tutano. Por isso, se diz têm-nos faltado “homens de Estado”, possíveis líderes de uma condução política, por cima do espartilho das pequenas ambições partidárias.
A noção mais liberal da sociedade civil criou esta imagem de oposição ao Estado, como reino da ineficiência e da sua intervenção. Por isso, toda a acção que limita a noção da liberdade individual tem de ser afastada. Mas, cada vez mais, o papel do Estado tenta limitar este espaço de emancipação individual.
Aliás, cada vez é mais premente, esta ideia de “Estado-Providência”, em lugar do Deus da Idade Média.
O contributo dos cidadãos em relação ao Estado, cada vez mais dependente da sua função, tem de ter uma correlação de exigência e clareza em relação ao seu papel, não só nas instituições políticas, como também nos seus homens políticos. 

Episódios da Raia 31 - "Seven for Day"



O contributo da emigração portuguesa cifra-se no envio de 7 milhões de euros por dia.
Se a expansão da CGD, por terras espanholas, se deve ao volume de remessas de emigrantes pelas raias da vizinha Espanha (será bom relembrar que na zona de Monção e Melgaço vagueavam 9 milhões de contos, naquela altura) urge criar mecanismos de poupança que englobem este fluxo monetário.
Em tempos beneficiou-se a compra de casas com financiamentos a 50% do seu valor, ou, introduziram-se esquemas de aforro através dos mecanismos consulares, que criaram alguns imbróglios de rendimento ou poupança.
Mas, sem dúvida, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que nunca ousou criar um “Banco da Exportação”, nem talvez seja a sua missão, deve estar atento aos possíveis incentivos que o volume de remessas pode gerar, em vez deste dinheiro ficar imóvel, congelado a simples economias de reserva ou de “economia fechada ou de subsistência”.
Já que a "bürgerliche gessellschaftt" , ou melhor dito, a "sociedade civil" com as suas associações e comunidades se encontra refém deste papel normativo e sociológico da relação indivíduo/Estado , ausente de um espaço historicamente concreto da interacção social entre pessoas, que sejam as possíveis contestações a dar um grito de esperança neste sistema agonizante.
Certamente que os bancos não desenvolvem mecanismos de incentivo às remessas de emigrantes, nem ilustram os seus aforradores de possíveis mais valias.
Portanto, caberá à função Estado delinear formas de fazer com que o dinheiro corra no progresso das empresas e do País.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...