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sábado, 11 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: A ferrovia espanhola na Árabia Saudita


A indústria ferroviária espanhola estende-se pela Árabia Saudita. A Espanha, além de possuir a maior rede de alta velocidade ena Europa, as suas duas principais empresas, especializadas, quer em ferrovia, quer na construção de comboios - Talgo - completam um êxito de exportação.
As duas cidades sagradas do Islão - Meca e Medina - ficarão ligadas por alta velocidade, facilitando o caminho e peregrinação dos seus fiéis.
Além de um certo êxito comercial e turístico, abrem-se as portas ao culto das cidades sagradas do profeta Maomé.
Apesar da modernidade dos comboios de alta velocidade, a separação entre homens e mulheres será apanágio da cultura islâmica.
Com a devida vénia a Expansión, o mapa fornecido é de realçar (é só apontar)

quinta-feira, 9 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: Angola - País exportador de Gás (LNG)


Finalmente surgem notícias de que Angola se torna auto suficiente na produção de gás, não só, para nível interno, como também, para nível externo, como país exportador.
Se, a empresa portuguesa Galp teve “problemas técnicos”, na sua refinaria de Sines; o projecto Angola LNG arrastou-se por anos, que causaram danos à economia angolana.
Com 57 carregamentos previstos augura-se que a sua produção seja positiva economicamente, enquanto que os “gemidos” lamentosos da refinaria do Lobito anseiem por uma libertação.
Os angolanos têm legitimidade para “pensar em grande”, ao “estilo brasileiro”, contrariamente com a “falta de auto estima dos portugueses”, mas colocar a empresa petrolífera Sonangol, quase, com sede em Houston, é uma ambição que só faz pensar no “american dream”.
A legitima pretensão da empresa Sonangol, apesar dos seus créditos e privilégios, bem vincados no seu território, ainda tem de caminhar muito para chegar ao nível da Chevron, cuja sede está no Texas.
Em terras africanas, o pretenso jornalista tentava ridicularizar a sua estadia em Portugal. A única solução possível foi virar-lhe as costas.
Mas, atentos ao movimento das costas angolanas, sem qualquer pretensão “professoral”, assistimos que as suas bases carecem de um ritmo, que não somente pode ser pedido aos intervenientes estrangeiros, como aos próprios actores angolanos, que aparecem implicados no seu processo de desenvolvimento.
- “Time is money”-

domingo, 5 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: "ANGOLA NÃO É A VENEZUELA"


Os artigos do “Jornal de Angola”, por vezes, merecem, sem grande mérito, destaque na RTP, em “horário nobre” lançando certas “achas” para a fogueira.
Claro que, nunca estive em Houston, (mas, em Chicago, já), nem acreditei num possível convite da Chevron, mas, estou quase como o seu director, que não gosta de “ser humilhado”, ou seja, deve ser tratado com respeito, aliás, cujo “respeito” a "nobre televisão" talvez não tenha, apesar de serem notícias.
“Angola não é a Venezuela”, tanto no aspecto político, como, no aspecto económico.
No aspecto político, confundir o seu n.º.2 com o Estado Angolano, é confundir a árvore com a floresta. E que ricas florestas tem Angola!...
No aspecto económico, a subida do barril de petróleo, de 44,2 dólares para os 51 dólares ajuda uma economia que sofreu uma redução de 60% de divisas. Por isso, há que “proteger as reservas públicas liquidas internacionais”, como ”único pilar da estabilização de Angola”.
Se, porventura Angola gasta 3 mil milhões de dólares em produtos alimentares e similares, as suas “ricas florestas” tem potencial suficiente para colmatar este desequilíbrio.
Mas, os artigos de imprensa do Jornal de Angola não merecem o destaque na informação da televisão, já que as relações entre povos, e, sobretudo, as relações entre Estados são mais importantes, que um “simples número”, ou, uma simples ”arvore” na floresta.
O caminho faz-se caminhando, sobretudo, pelas florestas.

sexta-feira, 3 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: O "Tribunal Económico Administrativo" e A.T.


Na sua ânsia de arrecadar dinheiro, o Fisco exerce uma autoridade que se estende a certos feudos de poder, ou seja, à suas várias repartições, com a sua autonomia e jurisprudência. Quer dizer, o contribuinte está de “forma regular” na área da sua jurisdição fiscal, mas está de “forma irregular” noutra repartição de finanças, porque a interpretação legislativa, embora correcta, acarreta possibilidade de divergências, (como “gosta” o fisco de dizer). E, se no plano jurídico, a sede fiscal é que devia mandar, logicamente o contribuinte devia estar de “forma regular”,  (aliás, o Fisco afirma de “repartição competente”) o que não acontece, porque o “exercício do poder” em feudos, a isso conduz.
É que, o Fisco estabelece “relações activas” que pressupõem “relações jurídicas”, mas pouco se interessa em investigar a “situação real” dos contribuintes, se residem dentro ou fora do País, se podem ou não exercer os seus direitos, se contribuem para o ideal do Fisco, ou seja, a  consagrada “justiça fiscal”.
E, fazendo recurso ao exemplo da nossa vizinha Espanha, em que existe um “Tribunal Económico Administrativo”, não sei, se esta instância funciona no País.
Normalmente, os modestos contribuintes fazem apelo às “reclamações graciosas”.  Mas, perante a confusão generalizada que grassa a outros níveis, permanece esta minha inquietude sobre o “Tribunal Económico Administrativo”.

quinta-feira, 2 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: A "GERINGONÇA" DO EURO E DA UNIÃO EUROPEIA


Alguns jornalistas começam a traduzir  a palavra “Geringonça” e tentam aconselhar a seguir o “ método” da Geringonça.
Mas qual é o êxito da Geringonça?  (!...)
Sem excluir o “grande negociador” Costa, susceptível de se candidatar a presidente da União Europeia, analisemos alguns pressupostos genéricos:
A máquina de Trump, com a sua rotativa de dólares, começa a debitar triliões. A “geringonça do euro”, que se "cuide", que "se amanhe" com o superavit e déficit, quer da Alemanha, quer de Portugal. Porque os americanos olham para a “moeda única”, como uma "Geringonça".
A “Geringonça” da União Europeia, “grosso modo” sem “política de defesa”, sem “política externa”, (sem "exército comum") quase sem “união política” ou uma “política comum” começa a inquietar-se que é preciso definir o papel dos respectivos estados e o papel dos cidadãos, ou seja, “países e cidadãos tem de decidir o querem da U.E”, adverte Jean Claude Juncker.
Num tom mais “intimista”, Carlos Moedas diz: "resolver as questões das pessoas".
Se, por acaso, tiver “personalidade jurídica”, num determinado país, (segundo o direito), terá de enfrentar esse país dentro do seu território, já que não se pode defender no “espaço europeu”, porque o seu país não lhe fornece as “ferramentas” para enfrentar as “tais questões das pessoas”.
Ou seja, uma autêntica “geringonça” geral, em que os “cidadãos europeus” têm direitos (que lhes são, por vezes, negados), mas não têm deveres, que a nível do direito não consagram a chamada “personalidade jurídica” (sujeito com direitos e deveres).
“E VÓS, EUROPEUS?” – dizia uma “voz simples” americana, em território dos USA.
É com esta “geringonça europeia” que teremos de negociar com os USA.

EUROPOLITIQUE: Petróleo em Moçambique


Em viagem até Vilanculos era visíveis os tubos de gás que despontavam da floresta. Desde os tempos do “velho regime colonial” que certas labaredas prenunciavam a existência do gás que se volatilizava na natureza.
Essa riqueza natural está sob a exploração dos sul africanos. Ou seja, o “famoso gás” de Pande, e, também de Temane é explorado pelo grupo sul africano Sasol.
Mas, os primeiros poços de petróleo que serão explorados em Moçambique estarão dependentes da Sasol, após 14 furos com um custo estimado em 1400 milhões de dólares. Se, o gás se encaminhava para a indústria sul africana, os moçambicanos terão de esperar pela construção de uma refinaria, que talvez aconteça em Nacala.
A cidade de Maputo que recebe electricidade através das redes sul-africanas, arrisca-se, também, por um abastecimento de gás que ainda não chega por oleoduto à sua capital.
Apesar das boas notícias do petróleo e da riqueza do gás, Moçambique navega numa inflação da moeda que atinge os 40% de desvalorização, e tem imensas dificuldades no sector agrícola, quando dispõe de boas terras.
A “miragem” (uma utopia que se pode tornar realidade) do gás e do petróleo criam uma ilusão, cuja repercussão e efectividade estão longe de animar a actual economia moçambicana.

quarta-feira, 1 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: "Aliança Estratégica" em VNC


A Bienal de Vila nova de Cerveira galvanizou este município para o “mapa sociológico” do País, de tal forma que se tornou na “capital das artes”; e, muitos se renderam ao seu impulso artístico, tornando-se a estética uma referência nacional e internacional. De tal forma que certos artistas tinham dificuldades em aceder ao seu espaço.
A Arte tornou-se numa “imagem de marca” deste Concelho, cujo símbolo se destaca pelo seu “objecto estético” – o veado – embora, as suas origens remontem ao destacado homem de Coimbra na defesa das suas terras, cujo nome é Cerveira.
Com 40 empresas instaladas no seu concelho, que empregam 2.000 pessoas, e, algumas com uma modesta repercussão internacional, surgem notícias de  uma nova “aliança estratégica”, impulsionada pelo seu autarca Fernando Nogueira.
Região de forte emigração, com um distrito do mais carenciados do País, surgem iniciativas para sair de certo marasmo económico, que já é visível.
Em tempos que os impostos do Município se reduziam ao pagamento de sisa e da posse de barcos, já que os outros eram escassos, por causa dos conflitos de “mudança de pastoral” não se implantaram algumas fábricas.
Se a projecção da arte” em Cerveira, se deve ao impulso de autênticos artistas, augura-se também que o “impulso empresarial e comercial” desponte para benefício das suas gentes e das suas terras.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...