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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

EWUROPOLITIQUE: O Fisco e as Organizações Internacionais


O Fisco, esta “entidade divina”, com poderes de religião, ou seja, a “inquisição estabelecida” que ameaça com a fogueira , como diz o povo: ”aos pequenos fazem aquilo que eles querem”, e, quando se levanta um problema, dizem “vá para tribunal”,  somente se interessa em arrecadar dinheiro.
Mas há situações em que não se trata somente de “pessoas singulares”. E, como “pessoa singular” não quero problemas com o Fisco.
Quando se trata de um “conjunto de pessoas singulares”, o Fisco não quer saber de nada. Quer que lhe paguem. Mas, apesar de lhe pagarem não fica satisfeito!...
Se, o Fisco só “ataca” os pequenos, eu pretendo que o Fisco lute contra os grandes.
Quem são os grandes?
Por exemplo, que lute com o “fisco francês”, exigindo-lhe um “número fiscal” para todos os que estão vinculados à França.
Que lutem com outras organizações internacionais, que também conheço, pela clarificação dos rendimentos de cidadãos com dupla nacionalidade.
É que, as instituições internacionais informam-se em "primeira mão", não sei se têm "espiões" sobre dadas situações, e nesta matéria talvez o Fisco Português já esteja a perder!...
Como não quero que o Fisco perca, é preciso ir à luta.
“A priori” a capacidade de reivindicação internacional das instituições portuguesas é o “deixar andar...”
Mas, já que o Fisco que só ameaça os “pequenos” e procura “bodes expiatórios”, já que os grandes são grandes, que lutem não só contra os “tubarões”, mas também contra toda uma série de instituições internacionais.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: Ò Fisco: o dinheiro na Europa tem de ter um número fiscal

O fisco, esta “entidade divina” que não deixa rastos na sua “base de dados” não respeita o “direito à privacidade”, nem o “direito à propriedade privada”.
Invade com intrusos, através, da sua base de dados, e, quando o proprietário se dá conta, “afinal havia outra”, por acaso era em Sintra,  e, havia alguém a morar lá.
E, candidamente, respondem: "era a sua mãe". (A uma mãe tudo se perdoa, mas ao Fisco!...)
Mas, a minha mãe que residia na sua casa, e, que felizmente não precisava de mim, não tinha direito à sua casa,  porque o Fisco somente lhe queria atribuir um sítio qualquer, possivelmente para pagar impostos, (conforme indaguei), e, o mais possível era encontrar um “bode expiatório”, melhor que ninguém -  o seu filho, em caso de urgência monetária para o Fisco.
Esta “doença fiscal”, de um entidade tributária e cobradora, porque não se lembra de pedir um “número fiscal” às suas congéneres europeias?
Ou seja, a ganância do Fisco português e dos outros fiscos estrangeiros (sem quaisquer ódio aos Estados), porque não se harmonizam, sempre que há dinheiro, criando a obrigação de um “número fiscal”?
Mais, porque é que os seus congéneres europeus não querem atribuir um “número fiscal” para que os fiscos se interliguem entre si?
Será que os fiscos europeus estão pouco preocupados com os cidadãos, e, somente, em caso de urgência irão à procura de “bodes expiatórios”?
“Afinal havia outra”, é que o dinheiro na Europa e dos "cidadãos europeus", que não têm "ódio ao Estado", tem de ter um número fiscal.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

EUROPOLITIQUE: De Luanda até ao "objecto artístico" - veado de Vila Nova de Cerveira pelo escultor José Rodrigues

Revisão de texto
O famoso Fídias tinha o hábito de se colocar por trás de um reposteiro, para apreciar as críticas em relação às suas obras.
Um dia, um sapateiro criticou as sandálias de uma escultura; e, o famoso escultor grego admitiu para consigo mesmo, que realmente havia um pequeno defeito. Por isso retocou as sandálias, facto que não escapou ao sapateiro. Cheio de presunção e orgulhoso da sua observação, o sapateiro que tinha criticado Fídias “desatinou” a colocar defeitos “aqui e acolá “.
Perante tanta arrogância, o escultor Fídias saiu do reposteiro ou cortina, com tanta veemência e disse:
    - "Ó sapateiro, de sapatos e sandálias, "percebes - tu"; mas de estátuas e de arte  "percebo - eu”. A multidão da cidade de Olímpia, onde estava o seu "atelier",  ("cujos pés também pisámos"), delirou com o Mestre Fídias.

     Um dia, um famoso crítico de arte da "Lusa Atenas" andava descontente com o percurso artístico do “Mestre José Rodrigues”, de modo que a melhor forma de obter um certo “ónus da prova" era confrontar a crítica com a sapiência do Mestre.
Cândidamente, na sua sabedoria e voz amiga, José Rodrigues retorquiu:
   -  “Com o tempo, aquilo passa-lhe”.
Evidentemente que não vestimos o hábito de monge, nem nos encaixamos em qualquer convento, ou, deixámos passar a "culpa solteira", porque não há "nenhuma prova de ónus”.
A única prova de “ónus” é que o tempo marca a obra, revela o artista e desperta o espectador.
      Nesta trilogia emerge a obra artística do Grande Mestre José Rodrigues. O tempo histórico é a marca da profundeza da sua criação artística. Com o tempo e com a obra, convivemos numa salutar harmonia ou divergência, sabendo que cada marco, cada traço ou cada cor nos transforma e perfura como um estilete na cera da nossa ignorância.
      Postumamente, é carinhoso recordar: “O Grande Mestre”.

EUROPOLITIQUE: "Hasta Madrid"!... Caixa Geral de Depósitos


«Temos vindo a trabalhar muito intensamente com o Banco de Portugal para termos uma solução sistémica. Relativamente à Caixa Geral de Depósitos, o Estado assumiu no programa de recapitalização a resolução desse problema, mas era bom que pudéssemos ter uma solução sistémica compatível com as regras da concorrência».
Afirmações de António Costa, Primeiro Ministro, ao jornal Público.
O Estado, como único accionista da CGD, tem a obrigação de saber o que faz, já que a confiança de muitos portugueses neste banco ainda não esmoreceu, mas também, se questionam: “até quando?”.
Para além dos negócios com Angola, com as empresas espanholas, com os empreendimentos turísticos, aquilo que intriga alguns comentadores é a expansão da CGD para Espanha, que começou na sua zona fronteiriça e se alargou “hasta Madrid”.
Como, habitante da “raia”, ou, seja da “zona fronteiriça”, naquela época, desconhecia que o Sr. Rui Vilar (Banco de Portugal), e, Aníbal Cavaco Silva (Primeiro Ministro) tinham apadrinhado este projecto, já que nestas regiões navegava bastante dinheiro, fruto da emigração.
E, se o projecto, à partida, era razoável e prometia dar frutos, os comentadores questionam a sua expansão e desenvolvimento, implicando seus presumíveis responsáveis, que nas “competências do Estado”, por vezes,  se diluem na “esteira” do “deixa andar”.
Felizmente, a Espanha, no seu todo e no crédito imobiliário, está a dar a volta por cima, excepção à falência das ditas empresas espanholas que a CGD suporta.
Se, a economia pertence aos economistas e financeiros, que o seu principal accionista encontre e devolva o crédito que os portugueses merecem.

EUROPOLITIQUE: O Fisco e as "heranças indivisas"


Pessoalmente, compreendo a “preguiça e desleixo” do Fisco e das Repartições de Finanças, no exercício de fiscalidade, sobre os herdeiros nas heranças indivisas.
Nada menos de 600.000 heranças, que presumivelmente existam no País,  darão muito que fazer aos funcionários das Finanças, à sua fiscalização, que em tempos “mais mortos” do seu labor, teriam espaço e tempo para a regularização da “igualdade de direitos”, sobretudo, taxando cada herdeiro pela sua respectiva quota. Por isso, a chamada “justiça fiscal” evitaria muitas contendas por falta do rigor do cumprimento e pagamento de impostos, em situação de igualdade, dos seus direitos adjacentes, e, da “consciência cívica e tributária”, que compete a cada contribuinte.
“Os verdadeiramente ricos têm meios para escapar à pressão fiscal. São uma espécie de senhores feudais, com coutada privada. Quem paga impostos é cada vez mais a classe média, que não pode transferir negócios, património e rendimentos para offshores, nem pode fazer manobras contabilísticas”, afirma Armando Esteves Pereira, no Jornal Correio da Manhã de 03.10.2016.
Claro que certa classe rica tem meios para manobrar as “leis fiscais”, manipular as “complexas leis fiscais” , e, obter de forma ilegal uma fuga aos impostos.
Mas estes “feudos” das heranças indivisas, que o Fisco, em geral, deve ter noção da sua realidade, nesta sociedade portuguesa, é terreno fértil de "jagunços e coronéis".  São autênticas “coutadas” que envolvem “ricos falidos”, pessoas singulares, (cuja vida não resulta de rendimentos do trabalho), e, que suscita a avidez e ganância de “enriquecimento ilícito”; e, em que a “igualdade de direitos” dos seus contribuintes (dentro ou fora da lei fiscal)  é manobrada, por terceiros, nas suas “leis fiscais”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: “A imprensa amarela” inaugurada pelo arquitecto-jornalista José Saraiva


 

 
José Saraiva afirma, acerca do pai: “quem está no espaço público está sempre sujeito a que digam coisas sobre ele”.
Como não se estava no “espaço público”, estamos sujeitos a “juízos positivos” ou “juízos negativos” paternais ou sociais, tal como ele afirma que a “determinada altura, eu já era casado, e ele chama-me «infantil”. (Entrevista ao "Jornal Sol", pg.6, de 24.09.2016).
Claro que para um homem casado é ofensivo, mas seria isso que estava em causa!...
Escreveu-se  que “a tradição dos «bens culturais familiares» foram atraiçoados pela «ambição de um imediatismo» que causa desconforto nos espíritos mais serenos e sensatos”.
Este desconforto sentido e escrito, talvez, se encaixae na linha familiar de “alguém que era muito sério e circunspecto” – seu pai.
Se, o autor procura criar um tufo de “liberdade”, inaugurar um “tempo novo”, alcantilar-se a um “clássico da literatura política”, neste País que somente é grande no Alentejo, como dizia Agualusa, então que este "arquitecto do jornalismo" se inscreva nesta simples determinação da “imprensa amarela” , segundo Mário Lhosa, para gáudio dos seus leitores portugueses e estrangeiros.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Os quatro tipos de Imprensa (branca, negra, cor de rosa e amarela)


No ano de 1884, em que foi inventado o telégrafo, Soren Kierkegaard  publicou o seu livro “Conceito de Angústia”. Se as notícias passaram a circular muito mais rapidamente, com a Internet ainda mais. Mas à infinitude de notícias da imprensa escrita e audiovisual, e, também das “redes sociais”, que a Internet possibilita, juntou-se uma panóplia de angústias que preenche o ser humano:
Se Johannes Gutenberg marcou a imprensa escrita, por volta do ano 1439, Alexander Bell com a invenção do telégrafo eléctrico, em 1884, é o percursor da suprema mudança que é Internet.
Todavia, a esta pretensa ubiquidade, facilidade e rapidez de informação e comunicação, reaparece um espaço de angústia, que inunda, por vezes, o ser humano. Subitamente, irrompem as imagens em profusão:
A tela angústia .......A tela política......................A tela da violência
A tela horror .........A tela da opinião.......................A tela educativa
A tela musical.........A tela demagógica...................A tela medicinal
A tela estética..............A tela democrática............A tela informativa
A tela erótica.................A tela falaciosa.......................A tela lúdica
A tela pornográfica.......A tela do exibicionismo....A tela subliminar
A tela desportiva.........A tela publicitária....................A tela do ócio
A tela infantil........A tela do divertimento.............A tela da emoção
A tela do encontro.......A tela da passividade..........   A tela do sono
A tela do aborrecimento ......A tela do zapping........A tela do sonho.
 
Um conjunto de paletas coloridas, negras, alegres e tristes que inundam os ouvintes ou espectadores, no mundo da informação e comunicação.
Longe desta panóplia de factos e acontecimentos estava o filósofo dinamarquês, lutador e iniciador do existencialismo, no qual muitas existências navegam à procuram de um rumo, de um sentido, de uma existência, de um sonho, de um Deus, de um infinito dentro da sua finitude.
Juntamente com a imagem, a escrita, os factos, as notícias e os acontecimentos reaparecem quatro tipos de imprensa, para relembrar Gutenberg:
A imprensa “branca”, embora escrita com letra preta, pretende relatar a realidade dos factos com credibilidade, profissionalismo, exactidão e verdade. Que, sem “imprimatur” luta pela sua credibilidade e se afirma como quarto poder.
Nela se procuram afirmar os “jornais de marca”, ao profissionais do jornalismo e os escritores, e, os homens de bom senso. .
A imprensa “negra”, baseada na chamada “crónica negra”, que explora as profundezas da criminalidade difusa, oculta ou manifesta, despertando uma certa morbidez e encanto nos seus leitores.Nela mergulham os ávidos do crime, da injúria e da miséria do ser humano, que se alastra com uma espécie de “lei da vida”.
A imprensa “cor de rosa””, a chamada imprensa frívola que pretende relatar a chamada “socioality”, do glâmour,  com mérito ou  ambição de serem “famosos”, (com ou sem posses), repleta de fofoquices, onde se enredam certos e pretensos “Vip’s  e determinadas “flores!...”, que despertam o sonho e a utopia nos seus leitores.
A imprensa  “amarela”, cuja especialidade demanda os escândalos, a malícia, a alcovitice, e, a  frivolidade; e, que se apoia, sobretudo, na violação da privacidade alheia. Resvala e aponta o voyeurismo; ou, como, muito bem diz Umberto Eco : as “máquinas de lavar”.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...