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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: A diplomacia de "Barcara Augusta" no Eixo Atlântico


         A famosa diocese “Barcara Augusta” foi ultrapassada pela descoberta do túmulo de Santiago. Todos os caminhos seguiam a “luz” do apóstolo que ergueu um dos “tesouros” mais cobiçados pelos vikings nas suas incursões pelo “Reino da Galiza”.
           A perda de influência de “Barcara Augusta” , apesar dos seus apóstolos S. Martinho de Dume e Frutuoso, que espalharam conventos e monges trabalhadores pela Galiza, modernamente, encontraram nos “bons ofícios” do Presidente da Câmara de Braga, o “diplomara ideal” para dirimir o conflito entre Rui Moreira e o Alcaide de Vigo.
          O chefe do Condado de Toronho, onde Vigo se insere, não está disposto a reconhecer os “bons ofícios” do seu congénere de Braga para os magnos assuntos do Eixo Atlântico.
          Longe vão os tempos da emancipação dos condados de Portucale e Coimbra, contra os magnates da Galiza do Norte, que deram origem à emancipação do Condado Portucalense, de um rei e de uma nação.
         Fiel aos seus pergaminhos de chefe do Condado de Toronho, o alcaide de Vigo permanece irredutível em aceitar, diplomaticamente, que estes “arrufos de namorados” se ergam em suaves desculpas de desentendimento, segundo relata “Voz da Galiza”.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

EUROPOLITQUE: "OS MAUS NASCIDOS NO PORTO" - Última página 21.02.2016 in DIÁRIO DE NOTÍCIAS


 Se Badajoz era referência para Lisboa, Vigo é uma referência para o Porto, e consciente disto está Rui Moreira, ao afirmar que: “o  drama da Galiza é que está à frente do Norte de Portugal em tudo, menos nos aeroportos”.
Por isso o “discurso lisboeta” em defesa de Rui Moreira faz lembrar a célebre frase de Felipe González Márquez (1982-1996) – “os maus nascidos em Espanha”, com repercussões e consequências no Norte de Portugal. Além disso, o jornalista ou articulista do Diário de Notícias não consultou a sondagem do jornal Faro de Vigo, com 82% de pedido de desculpas.
Se, Rui Moreira acrescenta  «Têm três (aeroportos), e não se entendem entre eles»; sabe bem que estas localidades estão ligadas por um combóio de alta velocidade, que nem o Porto terá tão cedo.
Mas, para além da guerrilha entre “nuestros hermanos da Galiza”, o sentido de irmandade prevalecerá, apesar dos “arrufos de namorados”.
Todavia o “escrutínio democrático” sobre Rui Moreira, propalado pelo jornal Faro de Vigo, está longe das regras deontológicas jornalísticas, e, somente se justifica com certos "esconsos antecedentes" que fazem lembrar a “Peseta Connection”, as investigações de Alfonso Guerra sobre certo império empresarial, e, o mais escondido e abortado “golpe militar” em Madrid, com "camuflados antecedentes" por terras junto à Galiza.
A história entre Vigo e Porto é demasiado complexa para uma leitura simplista da capital lisboeta.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Crónica Galega - A semântica do "INSULTO INTOLERABLE" galego


El alcalde rompe relaciones con el regidor de Oporto por su "insulto intolerable" hacia Vigo, (segundo relata o jornal Faro de Vigo).

        Como dizem os franceses, se o “discurso é sempre uma traição do discurso”,  o “insulto intolerable” do “alcade de Vigo” remete para uma análise da própria linguagem, ainda mais quando a “língua galega” reclama uma aproximação à língua portuguesa, sendo ela mesma uma língua de origem latina.
          Na linguagem, a trilogia de sintaxe, semântica e pragmática denuda-se nesta “mania” sobranceira galega do “uso e abuso da linguagem”, cujo léxico está presente nas relações de fronteira.
          A palavra “alcaide” está semanticamente ligada a fortaleza, forte, fortificação, com as suas muralhas e ameias, tal como antigamente Santiago de Compostela estava defendida por causa dos seus tesouros; modernamente, o "alcaide" do antigo Condado de Toronho defende a sua região com belos cruzeiros enfeitados. E, neste pretenso estatuto, o seu “alcaide” quer defender os “seus tesouros”,  estando  nos seus direitos.
         A nossa linguagem republicana não incarna qualquer tipo de realeza que implique o conceito de "reger" (regidor), nem o apelo à palavra "rex".
         Por isso, ao tratar Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto por "regidor" está a colocá-lo ao nível de qualquer “regedor”. Ora, o regedor era o antigo Presidente da Junta, em qualquer freguesia do País.
         Qualquer leitor de Cervantes, descortina este tipo de linguagem que “nuestros hermanos” exibem com galhardia.
        "Em si" o insulto é tão “desqualificável”, como a linguagem inscrita no próprio “insulto” é inadmissível.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Crónica Galega: RUI MOREIRA em destaque no jornal FARO DE VIGO e seu alcaide. (Corte de relações? - "Brincadeira de crianças"!...)

 


 
Ora, se D. Afonso Henriques tinha duas embarcações em Santa Maria de Oya, o filho de Rui Moreira tem um barco em Bayona, segundo o jornal Faro de Vigo.
        Mas, este jornal galego declara guerra acesa entre o alcaide de Vigo, Abel Caballero e o Presidente da Câmara do Porto -  Rui Moreira, pela pretensa desvalorização do aeroporto deste antigo Condado de Toronho.
        D. Afonso Henriques, apoiado por Geraldes "Sem Pavor",  perdeu o Condado de Toronho na batalha de Badajoz,  pelo qual pelejou e se enamorou da filha do seu conde. E, por imposição do monarca espanhol Fernando perdeu também as duas embarcações em Santa Maria de Oya. De forma que, o filho de Rui Moreira deve zarpar com o seu pequeno barco, senão arrisca-se a perdê-lo, como 30.000 litros de leite foram despejados na rua, em terras galegas.
       Esta luta pela promoção das cidades está ao rubro, de tal forma que “nuestros hermanos” galegos não se querem sentar à mesa, em nenhum fórum, com os seus compatriotas portuenses.
       O aeroporto de Peinador desencadeou relações “impróprias de um alcaide de uma cidade amiga”, segundo relata Faro de Vigo.
      Sem recurso a qualquer diplomata viking, nem discípulo de Gunderedo, faz-se votos que a convivência entre fronteiras não crie barreiras à «saudade» portuense, nem à «murrinha» galega, já que não se trata somente de "brincadeiras de crianças".

EUROPOLITIQUE: Texto publicado no correio de leitores do Jornal Cerveira Nova

Homenagem ao Mestre José Rodrigues




Esteticamente embelezada, a encosta da Senhora da Encarnação, exibe um “objecto artístico”, da autoria do escultor José Rodrigues, refulgindo no seu horizonte a figura de um “cervo”.
      O veado tornou-se o símbolo de Vila Nova de Cerveira, fazendo jus à terra de “corsas e veados”, que noutros tempos encheriam os seus espaços agrícolas, como, aliás, o monte de Santa Luzia mantinha um “reserva de veados” para admiração de turistas.
      Como expressão simbólica, a “figura do veado” remete para o objecto em si, para o espectador e para a sua interpretação.                      
     Logicamente, o objecto de representação impregna o espectador na riqueza do seu território – nas suas verdes pastagens. A conclusão simples e lógica, para além do valor do “objecto estético”, reside nesta simples triangulação:  objecto, sujeito e interpretação.
      Todavia, historicamente, a interpretação  de Cerveira advém de um descendente de Coimbra que foi encarregado de defender estes territórios, na orla do Rio Minho. O Condado de Coimbra, na sua luta com o mundo árabe, originou bravos e destemidos homens, habituados aos combates da época. Este “sangue novo”, corajoso e destemido, foi destacado para uma zona enfraquecida pelas lutas e guerrilhas com “os magnates” da Galiza do Norte.
     A imponente muralha de Valença é a demarcação mais consistente e posterior em relação ao poder da Sé de Tui, por duas vezes, capital da Galiza.
      Por isso, ao reivindicar o “símbolo de veado” para Vila Nova de Cerveira, os seus habitantes  não devem esquecer essa figura e personagem deste coimbrão, cujo nome é Cerveira.

EUROPOLITIQUE: Essa "CIDADE INVICTA" - OPORTO

Se fizermos jus ao ditado popular, “vox populi, vox Dei”, de que “o Porto é uma Nação”, iremos entroncar historicamente no começo da nação portuguesa, na sua luta contra o “El Andaluz”, na conquista de “Lissabone”; e, no papel notável dos vikings contra Santiago de Compostela, cujo líder Gunderedo afundou, por algum tempo, o poderio do “Reino da Galiza”, permitindo a emergência dos senhores portucalenses.
A emancipação dos condes de Portucale e de Coimbra, apoiada pelo diocese de “Barcara Augusta” fundamentam este núcleo de autonomia do Condado Portucalense.
O eixo da Corunha, Santiago de Compostela e Vigo (antigo condado de Toronho, por quem D. Afonso Henrique se enamorou e pelejou), constituem um trio que a zona portuense tem de enfrentar com as suas armas, como outrora, soube resistir à sua influência.
As quatro províncias da Galiza constituem uma força económica e industrial que se refunda no velho estado do “Reino da Galiza”, e, que ousadamente zela e vela pelos seus interesses, com a respectiva “gana” espanhola.
O rombo de Portugal em 2008, com um resgate de 78 mil milhões de euros, deixou a zona norte do País à deriva, enquanto que a Galiza lentamente continuou nos seus investimentos, e, no desenvolvimento das suas infra estruturas.
Se, a Espanha com 80 mil milhões de euros de desfalque remeteu esse buraco para os bancos, o “navio português” sofreu um choque contra o “rochedo”, que estalou pelas zonas graníticas do Porto.
Ainda que a cidade do Porto e suas gentes tenham perdido entre a 10% a 15% da sua riqueza, a “cidade invicta” soube “fazer das tripas – coração”, de tal forma que criou o célebre prato, como símbolo da luta e da resistência contra os adversários, aliás, cujo espírito (volksgeist) e  cuja força se espera na sua continuidade.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

EUROPOLITIQUE: IN MOTION - "OPORTO" and VIGO


 
No “mapa global”, as cidades desempenham um importante papel de destaque na economia global, ultrapassando a velha temática de países.
“O Porto é uma nação” é um “slogan popular” que cada vez ganha mais relevância, na competição com a cidade de Vigo, cujas estruturas manifestam uma dinâmica empresarial e política na sua promoção.
Se, o “el alcalde de Oporto” não favorece a “promoção” de Vigo, à custa da sua metrópole, não tem de ser invectivado por desejar qualquer “hub”, ou, por ver diminuída a sua urbe em detrimento de Lisboa.
Os interesses escondidos dos chineses, conjuntamente com a força dinâmica da economia galega nas pescas, na indústria naval e automobilística, são “pesos pesados” que convém equacionar nesta luta, confronto e afirmação por determinada hegemonia.
Apesar do gabinete “Invest Porto”, com a temática de “Business Friendly”, já ter em carteira 40 investimentos, com a cifra de 50% internacional, e, com a promessa de criação de 5.000 postos de trabalho, ainda são escassos os seus trunfos nesta competição.
Além disso, a cidade do Porto tem de estar atenta ao poderio galego, defendido pelas suas autoridades, com TGV às suas portas, com mais dois aeroportos ao seu lado, e, sobretudo, com uma economia naval, automobilística e pesqueira.
Se, Sines deseja afirmar-se como a “capital do petróleo”, ou seja, considerada a “Nova Cabinda Portuguesa”, ainda que somente com 38% do gás, oriundo da Nigéria e do Qatar; a cidade do Porto tem de se tornar num marco do Norte do País, fazendo jus ao “slogan popular” – “O PORTO É UMA NAÇÃO”. 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...