Seguidores

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Pacheco Pereira e Álvaro Cunhal: a fuga de Peniche por 700 contos



“Não há documentos ou testemunhos..."      -   "Olhe, que não; doutor.”

        A polémica fuga de Álvaro Cunhal de Peniche, digna de um filme de “far-west”, custou 700 contos. A tese "científica", económica ou histórica não foge a certo testemunho.

      “O primeiro cheque ou donativo” de angariação de fundos para tão audaz fuga, segundo constam alguns “relatos de viva voz” ou “testemunhos orais”, partiu de terras de Gunderedo. Aliás, o reconhecido engenheiro, já "partiu", com a sua possível "fonte de credibilidade", após desembolsar o equivalente ao seu mês salarial.

      Pacheco Pereira deambula, numa variável contabilidade, que passa por 120 contos,  por 200 contos, por 500 contos, que seriam uma fortuna para a “massa operária”, mas que,  em rigor, segundo fontes credíveis e orais,  atingiu a soma de 700 contos.

      “Não há documentos ou testemunhos....” afirma Pacheco Pereira.

      O confronto destes números com certa "elite intelectual comunista" risca a linha do irrisório, já que o secretismo e a confidencialidade deste partido é demasiado rígida e fechada.
 

      Todavia, o testemunho de um “primeiro cheque”, equivalente ao salário de um engenheiro atesta-se e ressoa nos "seus outeiros" por terras de Gunderedo
       
      À "questão filosófica" de Pacheco Pereira: "como libertar Cunhal?".  Answer = Money.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Santos Silva e o folclore francês


 

 
Nesta “civilização da imagem”, Santos Silva dedica-se à análise sociológica do “music-hall”, comandada por um senhor da comunicação social francesa (ícon e mestre), chamado Michel Drucker, (a quem alguns franceses chamam de “chaparro”).
Tudo isto, vem a propósito de um emigrante de sucesso, de nome Tony Carrera.
Mas, por detrás, de Tony Carrera está outra sociologia, ou seja, a realidade dos emigrantes portugueses em França que ajudaram a reconstruir este País, e, a quem lhe são sonegados os seus direitos.
Ao contrário das exigências do governo espanhol vai ser difícil exigir as certas instituições de segurança social francesa entre 4 a 2 mil milhões de euros, que estão em dívida com Portugal, ao contrário da exemplaridade da Suiça.
A política europeia de França assemelha-se a uma política do “umbigo”. Dizem que cumprem as regras europeias, mas tratam-nas como nacionais. E, a imagem de França, país charneira do processo europeu, começa a fraquejar, porque os pressupostos lógicos da sua possível liderança caminham a par com as suas contradições.
A imagem de Tony Carrera arrasta consigo uma realidade, à qual Santos Silva não fica imune e indirectamente nela já está envolvido.

ANGOLA- GATE : ISABEL DOS SANTOS = Imagem de Marca


A “pretty girl” que um dia me emprestou um casaco para ir a uma festa em Londres, estava longe de acreditar que um dia em primeira página do “Correio da Manhã” , ou, na revista “Expresso”,  aquele belo casaco reluzisse como “imagem de marca”.

Presumo que a "orquestração desta campanha publicitária" tenha menos valor que a compra da casa de Manoel de Oliveira, embora uma ex-deputada a considera a “mulher mais rica de Portugal”, ironia do destino.

A compra da casa de Manoel de Oliveira, projectada por Souto Moura, pretende rivalizar com a emblemática “Casa da Música” do Porto.

Projectar a “gloriosa invicta” é entrar na sua imagem cultural, artística e filosófica, embora F. Nietzsche conceda à música um estatuto superior à arte de artesão.

Como visitante da “Casa da Música” aguardo pelo impacto artístico da nova “coqueluche” que se projecta nesta “guerreira cidade” do Porto.

Certamente, que lá do seu convento de Sampaio, o pintor e escultor José Rodrigues, de origem angolana, manifesta o seu gáudio por tal implementação..
 
Do “lixo ao luxo”, o casaco de Londres espelha alguma generosidade que somente a arte  pode preencher.

domingo, 17 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Allô - TONY CARRERA: "Não interferimos"



O indelicado embaixador português em França, apesar de quatro telefonemas não respondeu, deixando a sua secretária com os “candeeiros de prata" na mão e “punhos de renda” ao telefone, para dar uma resposta ao famoso cantor Tony Carrera.

Melhor seria consultar aquela revista jurídica publicada pelos intelectuais de Pampilhosa da Serra, zona e região do famoso cantor Tony Carrera, aliás, elogiada por Marcelo Rebelo de Sousa; ou, simplesmente dar-lhe esta resposta, advinda e “fresquinha” do Ministério dos Negócios Estrangeiros: “não interferimos”.

Tony Carrera não é “simplesmente um muito humilde emigrante”, que mereça um “passaporte grátis”.

 O célebre, distinto e mestre da comunicação francesa Michel Drucker apadrinhou, com pompa e circunstância, a distinção consagrada ao cantor português.

Tony Carrera protestou pela falta de delicadeza do embaixador e com razão. Uma simples palavra de conforto e elucidação bastaria para acalmar tais pretensões, legítimas na sua opinião, mas ilegítimas ao nível da diplomacia.

        Para a próxima pedirei aos seus conterrâneos da Pampilhosa da Serra para ilustrar tão famoso cantor, como possivelmente se possa enviar uma missiva do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dizendo: “não interferimos”.

P.S. (Santos Silva: "a saga continua"? Sociologia ou política? D.N.).

sábado, 16 de janeiro de 2016

ANGOLA - GATE: "Do lixo ao super luxo" Isabel dos Santos e Expresso


 
Com a “certeza” de L .Wittgenstein, que ajudou a construir a casa da sua irmã, ainda se “pensou” que os dois “Porsche Panamera”, encomendados em Faro, se desviassem pela rota  da costa vicentina, ou, que a gorjeta do “chefe dos almeidas” parasse em qualquer algibeira de um casaco, que em Londres foi emprestado a uma amiga por Isabel dos Santos.
           O “Jornal Expresso” procura descrever Isabel dos Santos como empresária, como “menina do papá”, como a mulher mais rica de África (que, por acaso, não o é, ou seja, esquece-se da Nigéria), mas, a descrição artística e filosófica ascende, neste mundo material, do “lixo ao luxo”, como descende do “luxo ao lixo”, aplicando a  filosofia de Plotino. “Quem tem olho é rei”, e no país de cegos só não aproveita, quem não é parvo. Educada em Londres, de “parva não tem nada”.
          O ponto fundamental da ascensão desta empresária é o “negócio do lixo”; por isso, consultou-se o “chefe dos almeidas.” (Nisto, o Expresso acertou em cheio).
O chefe dos “almeidas” –  homem dedicado ao lixo, amigo de “codornizes” e do “bafond lisboeta” rapidamente procurou desfazer-se destes insanos objectos, para relançar-se nesses “objectos eternos” que são os diamantes. Farto de ver os camiões brasileiros, que vindo do porto de mar de Luanda, caíam nas curvas, despejando ainda mais lixo, engendrou que os “objectos eternos” – diamantes - mereciam melhor aconchego nas “malas diplomáticas”, mas logo do terceiro andar avistou "one gang" nos jardins do “Palácio Cor de Rosa”.
Estas certezas ao estilo de Wittgenstein esbarram com as diatribes entre o Dr. Jaime Gama e os angolanos (aliás, os 90 000 000 000 de escudos foram pagos com petróleo), porque os negócios em Paris desdenharam aquela representação condigna, que na Sorbonne exibia documentários contra o império colonial.
Ficámos por aqui – Jornal Expresso.

N.B. Alguém disse: "Para estes angolanos poderosos, os estrangeiros são igualmente valiosos enquanto gestores dos seus interesses pessoais, pois por detrás de cada magnata angolano está, muitas vezes, uma equipa empresarial composta maioritariamente por gestores estrangeiros, sobretudo portugueses".





 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: A Ciência Portuguesa na Imprensa Estrangeira


         Longe vão os tempos em que somente duas pequenas linhas surgiam na imprensa francesa sobre Portugal. Se Otelo de Saraiva pontificava no despontar de Abril com a “revolução dos cravos” e seus movimentos, e, se por acaso se evocava negativamente Egas Moniz em alguma universidade, eis que uma empresa farmacêutica se ergue no patamar científico da crítica francesa.
O “Jornal Figaro” destaca que a Bial, empresa farmacêutica portuguesa, (após 108 ensaios clínicos), apresenta um “cannabinoide” nocivo que causou a hospitalização de seis pessoas, das quais uma em estado de morte cerebral.
A notícia, embora negativa, demonstra que o patamar científico luso desponta no campo da saúde, apesar das centenas de artigos científicos da comunidade universitária portuguesa.
 
           Falar da ciência, falar do desenvolvimento tecnológico português, é dimensionar a nossa pequenez na universalidade de uma dimensão que somente pode orgulhar a Lusitânia.  

EUPOLITIQUE: Poema na costa vicentina


 

Eram dezassete
vinte e quatro limões no ar
 enfrentando a brisa do mar
“Virgíneas tetas imitando”
que de pequenas em tamanho
reluziam doces e tenras ao par.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Sem ilha no horizonte do mar
Sem embalo, gemido ou espanto
E sem gestos ou jeitos de pranto
Erguiam-se hirtas ao par.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões sem par
Horas, minutos em relembrar
Segundos, instantes de existência
Puro gozo na sua essência
Sedução juvenil no olhar.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Não tem conta no seu olhar
Frente ao mar e luz do sol
Enguias, peixe sem anzol
Brilhando no doce preia-mar.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Horas do dia e noite de sonhar
De “virgíneas tetas imitando”
Versos e sílabas cantando
Alegria juvenil a sonhar.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...