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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ANGOLA- GATE : ISABEL DOS SANTOS = Imagem de Marca


A “pretty girl” que um dia me emprestou um casaco para ir a uma festa em Londres, estava longe de acreditar que um dia em primeira página do “Correio da Manhã” , ou, na revista “Expresso”,  aquele belo casaco reluzisse como “imagem de marca”.

Presumo que a "orquestração desta campanha publicitária" tenha menos valor que a compra da casa de Manoel de Oliveira, embora uma ex-deputada a considera a “mulher mais rica de Portugal”, ironia do destino.

A compra da casa de Manoel de Oliveira, projectada por Souto Moura, pretende rivalizar com a emblemática “Casa da Música” do Porto.

Projectar a “gloriosa invicta” é entrar na sua imagem cultural, artística e filosófica, embora F. Nietzsche conceda à música um estatuto superior à arte de artesão.

Como visitante da “Casa da Música” aguardo pelo impacto artístico da nova “coqueluche” que se projecta nesta “guerreira cidade” do Porto.

Certamente, que lá do seu convento de Sampaio, o pintor e escultor José Rodrigues, de origem angolana, manifesta o seu gáudio por tal implementação..
 
Do “lixo ao luxo”, o casaco de Londres espelha alguma generosidade que somente a arte  pode preencher.

domingo, 17 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Allô - TONY CARRERA: "Não interferimos"



O indelicado embaixador português em França, apesar de quatro telefonemas não respondeu, deixando a sua secretária com os “candeeiros de prata" na mão e “punhos de renda” ao telefone, para dar uma resposta ao famoso cantor Tony Carrera.

Melhor seria consultar aquela revista jurídica publicada pelos intelectuais de Pampilhosa da Serra, zona e região do famoso cantor Tony Carrera, aliás, elogiada por Marcelo Rebelo de Sousa; ou, simplesmente dar-lhe esta resposta, advinda e “fresquinha” do Ministério dos Negócios Estrangeiros: “não interferimos”.

Tony Carrera não é “simplesmente um muito humilde emigrante”, que mereça um “passaporte grátis”.

 O célebre, distinto e mestre da comunicação francesa Michel Drucker apadrinhou, com pompa e circunstância, a distinção consagrada ao cantor português.

Tony Carrera protestou pela falta de delicadeza do embaixador e com razão. Uma simples palavra de conforto e elucidação bastaria para acalmar tais pretensões, legítimas na sua opinião, mas ilegítimas ao nível da diplomacia.

        Para a próxima pedirei aos seus conterrâneos da Pampilhosa da Serra para ilustrar tão famoso cantor, como possivelmente se possa enviar uma missiva do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dizendo: “não interferimos”.

P.S. (Santos Silva: "a saga continua"? Sociologia ou política? D.N.).

sábado, 16 de janeiro de 2016

ANGOLA - GATE: "Do lixo ao super luxo" Isabel dos Santos e Expresso


 
Com a “certeza” de L .Wittgenstein, que ajudou a construir a casa da sua irmã, ainda se “pensou” que os dois “Porsche Panamera”, encomendados em Faro, se desviassem pela rota  da costa vicentina, ou, que a gorjeta do “chefe dos almeidas” parasse em qualquer algibeira de um casaco, que em Londres foi emprestado a uma amiga por Isabel dos Santos.
           O “Jornal Expresso” procura descrever Isabel dos Santos como empresária, como “menina do papá”, como a mulher mais rica de África (que, por acaso, não o é, ou seja, esquece-se da Nigéria), mas, a descrição artística e filosófica ascende, neste mundo material, do “lixo ao luxo”, como descende do “luxo ao lixo”, aplicando a  filosofia de Plotino. “Quem tem olho é rei”, e no país de cegos só não aproveita, quem não é parvo. Educada em Londres, de “parva não tem nada”.
          O ponto fundamental da ascensão desta empresária é o “negócio do lixo”; por isso, consultou-se o “chefe dos almeidas.” (Nisto, o Expresso acertou em cheio).
O chefe dos “almeidas” –  homem dedicado ao lixo, amigo de “codornizes” e do “bafond lisboeta” rapidamente procurou desfazer-se destes insanos objectos, para relançar-se nesses “objectos eternos” que são os diamantes. Farto de ver os camiões brasileiros, que vindo do porto de mar de Luanda, caíam nas curvas, despejando ainda mais lixo, engendrou que os “objectos eternos” – diamantes - mereciam melhor aconchego nas “malas diplomáticas”, mas logo do terceiro andar avistou "one gang" nos jardins do “Palácio Cor de Rosa”.
Estas certezas ao estilo de Wittgenstein esbarram com as diatribes entre o Dr. Jaime Gama e os angolanos (aliás, os 90 000 000 000 de escudos foram pagos com petróleo), porque os negócios em Paris desdenharam aquela representação condigna, que na Sorbonne exibia documentários contra o império colonial.
Ficámos por aqui – Jornal Expresso.

N.B. Alguém disse: "Para estes angolanos poderosos, os estrangeiros são igualmente valiosos enquanto gestores dos seus interesses pessoais, pois por detrás de cada magnata angolano está, muitas vezes, uma equipa empresarial composta maioritariamente por gestores estrangeiros, sobretudo portugueses".





 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: A Ciência Portuguesa na Imprensa Estrangeira


         Longe vão os tempos em que somente duas pequenas linhas surgiam na imprensa francesa sobre Portugal. Se Otelo de Saraiva pontificava no despontar de Abril com a “revolução dos cravos” e seus movimentos, e, se por acaso se evocava negativamente Egas Moniz em alguma universidade, eis que uma empresa farmacêutica se ergue no patamar científico da crítica francesa.
O “Jornal Figaro” destaca que a Bial, empresa farmacêutica portuguesa, (após 108 ensaios clínicos), apresenta um “cannabinoide” nocivo que causou a hospitalização de seis pessoas, das quais uma em estado de morte cerebral.
A notícia, embora negativa, demonstra que o patamar científico luso desponta no campo da saúde, apesar das centenas de artigos científicos da comunidade universitária portuguesa.
 
           Falar da ciência, falar do desenvolvimento tecnológico português, é dimensionar a nossa pequenez na universalidade de uma dimensão que somente pode orgulhar a Lusitânia.  

EUPOLITIQUE: Poema na costa vicentina


 

Eram dezassete
vinte e quatro limões no ar
 enfrentando a brisa do mar
“Virgíneas tetas imitando”
que de pequenas em tamanho
reluziam doces e tenras ao par.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Sem ilha no horizonte do mar
Sem embalo, gemido ou espanto
E sem gestos ou jeitos de pranto
Erguiam-se hirtas ao par.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões sem par
Horas, minutos em relembrar
Segundos, instantes de existência
Puro gozo na sua essência
Sedução juvenil no olhar.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Não tem conta no seu olhar
Frente ao mar e luz do sol
Enguias, peixe sem anzol
Brilhando no doce preia-mar.

 

Eram dezassete
Vinte e quatro limões no ar
Horas do dia e noite de sonhar
De “virgíneas tetas imitando”
Versos e sílabas cantando
Alegria juvenil a sonhar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Angola e a Província dos 0,05% de licenciados



O jornal de Angola tece uma vaga imagem sobre a realidade do ensino na Província Cuando Cubango, a região considerada  “terras do fim do mundo”, para muitos nostálgicos, salientado o abandono de “professores colaboradores” por causa do reduzido valor de remunerações e pelo atraso do salário.
Nesta abordagem escolar, nem a grelha salarial é mencionada, nem o sistema de pagamentos e índices de remuneração,  nem é feita qualquer análise dos diversos graus de ensino, do tipo de escolas ( por exemplo, rurais, urbanas ou mistas), nem aparece qualquer tipo de mapa  ou rede escolar, nem surge que qualquer tipologia de cursos ministrados (profissionais, humanísticos ou técnicos). Ou seja,, fora do sistema escolar circulam 16 mil crianças.
        Todavia, “o director Provincial da Educação realçou que a Escola de Formação de Professores do Futuro da ADPP tem contribuído para o aumento do número de docentes com boa formação técnico-científica e pedagógica e para a melhoria da cobertura escolar nas comunidades rurais”. Este citação lapidar revela que a ruralidade requer as mais altas competências para tão alto cargo exemplar!.
Com uma média de 46 alunos por professor, e com uma média de 2,65 de pessoal auxiliar e técnico por escola, ou seja, 0,38% , está bem longe dos recursos humanos para a gestão de escolas, cuja  caracterização de urbanas ou rurais não se encontra mencionada. Mas, certamente os recursos humanos de gestão, apoio educativo e até segurança  são insuficientes para tal realidade de 200 mil alunos.
A província apresenta, genericamente,  272 escolas, com 1.400 salas de aula, em que leccionam 4.300 professores e colaboradores de professor, em que urge contratar 2.000 docentes.
Mas, a realidade escolar revela-se, citando  Miguel Kanhime. "As instituições mais afectadas pela falta de docentes são o Instituto Médio Agrário do Missombo, a Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Menongue e a do segundo ciclo do ensino secundário do Cuchi, que desde a inauguração nunca receberam professores com base em concursos públicos”
Todavia o  aproveitamento escolar é da ordem dos 75%.
            Neste panorama escolar somente existem 0,05 % de licenciados.

domingo, 3 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Paris-Dakar em Angola

     



     
     Segundo o “Jornal Notícias” revela-se que Lavigne, director do Paris-Dakar, já encetou negociações com o governo angolano para colocar esta prova mítica e automobilística no lado ocidental do Sudoeste Africano.


    A nível informativo e de adesão do público mundial, de certo modo, o Paris Dakar tem perdido o seu entusiasmo de massas desde que rumou à América do Sul; e, por isso, pretende regressar às suas origens africanas, embora tenha de deixar as áreas desérticas do Norte de África, por razões de segurança.
     Todavia, as condições naturais do Sul de Angola, conjuntamente com a Namíbia e outros países associados, reúnem as condições ideais para esta mítica prova automobilística.
     Angola dispõe de uma oportunidade única de projecção a nível mundial na concretização e efectivação deste novo Paris-Dakar, em terras africanas.
     Se o projecto turístico do Okavango-Zambeze, com os seus 87 mil quilómetros quadrados carece de projecção mundial, a realização desta prova irá projectar os vários empreendimentos em causa que envolvem Angola, Zâmbia, Botswana e Zimbabwe e Namíbia. 
      Além disso, a província de Benguela reúne condições óptimas, equivalentes ao deserto do Norte de África, através das regiões desérticas da  Baía Farte e Namibe, que fazem lembrar, para os nostálgicos,  a “terra do degredo” e  do antigo deserto de Moçamedes.
     Apesar das contingências económicas que grassam em território angolano, o seu solo somente carece de despertar para que este sonho se concretize, com as maiores valias de projecção turística a nível mundial, que esta prova mítica acarreta nos meios de comunicação.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...