O problema da habitação em Luanda começa a
ter novas apostas de resolução. Embora certa imprensa estrangeira, sobretudo,
francesa, que relata casos de “cidades fantasmas”, a empresa chinesa Megapolis, em parceria
com o empresário angolano Melo Xavier, acaba de abrir uma central de vendas de
infra-estruturas imobiliárias, como apartamentos, vivendas e escritórios. O
preço destas habitações é de nível europeu para um país africano, mas dadas as
contradições de uma capital das mais caras do mundo, porventura os seus preços
se ajustem a alguma procura. A junção com a empresa chinesa do empresário
angolano, sem dúvida, que visa proporcionar algum lucro a este
investimento. Desde 2013, que se
desenvolve este projecto habitacional, denominado Royal Park, nas suas três fases
de evolução. A sua conclusão está prevista para 2017. O projecto está avaliado
em 900 milhões de dólares. Os preços das habitações que vão dos 200 mil a um
milhão de dólares, situam-se numa fasquia europeia, que para a população
angolana, com as dificuldades de financiamento, não favorece muito o seu êxito, embora a escassez de habitação seja uma constante. Certamente que a procura estrangeira estará em consonância com o nível elevado destas habitações. Dado que existe uma empresa chinesa, fornecedora de mão de obra acessível, oxalá, este projecto se esconjure das demoninadas "cidades fantasmas", tão do agrado françês.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
EUROPOLITIQUE: O problemas das pensões alimentares na Europa
Eram três os possíveis
candidatos à paternidade da criança.
O juiz, qual Salomão na sua
sentença, dirige-se aos candidatos presentes, e pergunta:
-
“Quem é o pai da criança”?
-
Um dos candidatos levanta-se e assume a
paternidade.
Decisão tomada, com a
obrigatoriedade de pagamento de uma pensão, que o candidato habilmente escondia
da sua camuflada folha de vencimento.
A TV Record transmitia, em
directo, um programa da “casa dos segredos”, quando a polícia invadiu a
pretensa quinta, alegando e detendo um indivíduo que não pagava a pensão
alimentar dos seus filhos. Detido o indivíduo para interrogatório, foi-lhe
concedida autorização para continuar no devido programa de televisão.
Enquanto que no Brasil, a
acção da polícia é eficaz na exigência do pagamento das pensões alimentares, o
sistema europeu permanece quase na Idade Média que, em nada condiz com os valores
do dito mundo ocidental. Mas,
olhemos para a situação francesa: «environ 40 % des pensions alimentaires
ne sont pas payées,ou seulement partiellement, mettant de nombreux parents sur
la corde raide pour élever leurs enfants. Une situation que vit Karine,
infirmière de 33 ans, qui ne perçoit jamais les 400 euros fixés par le juge aux
affaires familiales pour élever seule ses deux enfants, en région parisienne.
La loi ne s'applique pas, les poursuites contre son ex-mari sont autant
dissuasives dans les délais que dans le coût d'un avocat» (Figaro, 02-10-2014).
Se a habilidade portuguesa
contrasta com a estatística, os 40% da realidade francesa demonstra que as « pensões
alimentares”
são objecto
de uma criminalidade que urge combater. EUROPOLITIQUE: "Uma idealizada cidadania europeia que ninguém pratica"
Desbarata a função e o papel, o recente parlamentar
europeu Marinho, dado que a respectiva instituição não tem iniciativa
legislativa, nem o salário é compatível com tal função. Mero corredor
parlamentar das directrizes do seu presidente, nada justifica a função de deputado
que se resume às mordomias de um salário, e, que ofende a dura realidade dos
portugueses. Longe das pretensas ambições dos funcionários do “Palácio Cor de
Rosa” que sonhavam com tais regalias. Como pretenso político, as “considerações
de Marinho” (antena 1) estão longe da humilde tarefa de antigos deputados
europeus/portugueses que disputavam um lugar de catre, ou, de uma dormida
saudável, na ambição das suas pretensas poupanças ou economias. (Aliás, o salário de Marinho triplicou face à sua fase inicial).
Todavia os “considerandos de Marinho” (entrevista, antena
1) estão longe da ambicionada “cidadania europeia”. Se, a nível dos “direitos”
aparecem consagradas algumas directrizes, a nível dos “deveres” nada surge como
obrigação.
A consciencialização da “cidadania europeia” está a milhas
de distância da “consciência americana” na sua noção de cidadão. Por isso, esta
grave contradição não só vai de acordo com os “considerandos de Marinho”, como
na prática, a negação dos direitos de “cidadania europeia” é uma realidade
atroz. Exemplo concreto e exaustivo é aquilo que acontece com os acordos de
segurança social. Habilmente, os estados mais poderosos descartam-se dos
direitos e obrigações com os ditos “cidadãos europeus”.
A frase de M. M. Carrilho: “uma idealizada cidadania
europeia que ninguém pratica” (D. N. 02-10-2014), sintetiza magistralmente a
triste realidade europeia naquilo que constitui o cerne da Europa.
Se, a “cidadania europeia” é meramente uma “figura de estilo”, que nada
diz à consciência dos “ditos cidadãos europeus”, e, legalmente lhes é negada (não cumprimento das regras comunitárias), existe
um vazio que somente a “força”, por vezes, preenche quando o medo da guerra
invade o seu espaço. Efectivamente existe um espaço físico, ou seja, um território,
que não é preenchido pelo seu espírito guerreiro. “Tudo vale a pena, quando a
alma é pequena”, diz o poeta. Onde está
a “alma”, ou, o espírito que deve alimentar esta cidadania?quarta-feira, 1 de outubro de 2014
EUROPOLITIQUE: A criação do poder autárquico em Angola
O processo
democrático angolano, visto do exterior, caminha para a sua implementação através
da criação do poder autárquico. Por isso, o processo encontra-se “em aberto” à
classe política, como também, à sociedade civil.
“As autarquias locais precisam de ser institucionalizadas na base de um conjunto de condições que devem ser organizadas, consolidadas para poder corresponder às exigências de um poder autárquico”, disse o líder da bancada parlamentar do MPLA, defendendo que as eleições autárquicas não são apenas responsabilidade do Executivo e da Assembleia Nacional, mas de todo o país”.
“As autarquias locais precisam de ser institucionalizadas na base de um conjunto de condições que devem ser organizadas, consolidadas para poder corresponder às exigências de um poder autárquico”, disse o líder da bancada parlamentar do MPLA, defendendo que as eleições autárquicas não são apenas responsabilidade do Executivo e da Assembleia Nacional, mas de todo o país”.
A modernização das
estruturas sociais e políticas implica roturas com as autoridades tradicionais,
com a devida planificação de terras e solos, e, com as competências sociais
inerentes às autarquias, embora permanecem os municípios e as províncias, como
acontece presentemente.
O acesso à habitação e as condições do
seu financiamento, somente através da emancipação de cidadãos comprometidos com
o tecido social pode dar os seus frutos. Por isso, o novo decreto está em
consonância com certos objectivos de ordem social:
“José Tchatuvela esclareceu
ontem que se pretende que quatro mil dos seis mil apartamentos da nova
centralidade do município do Cuito, localizada no bairro Chissindo, sejam para
candidatos da função pública e os restantes para cidadãos singulares que se
candidatarem.Para tal, o Governo emitiu uma circular enviada às várias direcções provinciais, para que o processo de aquisição dos apartamentos da referida centralidade, assim como dos outros projectos habitacionais nos demais municípios, se destinem, prioritariamente, aos funcionários públicos.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
EUROPOLITIQUE: O papel ecológico de Angola
Conciliar o desenvolvimento económico com as exigências ecológicas não é tarefa fácil num país que demove vastas energias no "combate à pobreza", e, na sua inserção social.
Mas, por vezes, esta conciliação pode criar vantagens ao nível do turismo e e da defesa das reservas ecológicas, desenvolvendo "novos postos de trabalho" e colmatando a eficiciência no "combate à pobreza". E, quando se junta esta "consciência ecológica" ao apoio acrescido de outras entidades internacionais, reúnem-se as condições para que um país tão extenso e carente de expansão dos seus habitantes, caminhe na senda de futuro com modernidade e progresso ecológico.
Aliás, Angola é, sem dúvida, um dos países mais ricos por causa das suas bacias hidrográficas. A riqueza do petróleo pode tornar-se um narcótico face à riqueza interna da sua rica natureza.
Os avisos e alertas do "living planet" fazem com que as reservas ecológicas em Angola se tornem mais que necessárias para colmatar o decréscimo de animais na zona subtropical de África.
Os planos turísticos devem conjugar o "amor à natureza" com a procura normal do "lazer humano".
Como elucidação da constante degradação da existência dos animais face à espécie humana, deixámos a seguinte infografia.
EUROPOLITIQUE: Vistos e Técnicos com urgência para Luanda
Uma cidade em explosão
demográfica, com um trânsito caótico, carências urgentes e diárias de água e
electricidade, obras em catadupa que impedem o trabalho atempado de técnicos
para a resolução dos seus problemas, não pode pactuar com tempos proibitivos de
“emissão de vistos de trabalho”.
Se algumas empresas, por
acaso, fazem recurso a “vistos de
trabalho falsos” , desembolsando entre 3.700 a 9.100 euros, para colmatar
urgências de obras, quer dizer que, por vezes, a ilegalidade compensa a
legalidade, já que os “vistos de trabalho” demoram quase oito meses a ser
obtidos.
As empresas “credíveis” e com
“créditos formados” deveriam ter uma “quota de vistos de trabalho” que
justificasse as suas urgentes necessidades. Aqui deve residir uma “dose de
confiança” entre as empresas e as autoridades angolanas, devidamente
certificadas por uma fiscalização.
Claro que, a pena incorrida na
falsificação de “vistos de trabalho” implica a proibição de entrada durante 5 anos
em Angola, situação em que incorreram recentemente 200 portugueses. Aliás,
segundo dados recentes e oficiais, a quota de portugueses em Angola, quase
duplicou, passando de 72.706 em 2008
para 115.595 em 2013. Porém, o número de cidadãos portugueses ultrapassam de longe estes números. Se a burocracia oficial se torna, por vezes, um obstáculo sério à resolução da legalidade, o recurso à "burocracia informal" advém como um expediente, digno de registo, coadjuvado pelas inerências típicas de um país africano, em que "a dose de milagres enfeitiça qualquer milagreiro".
A construção civil, a banca e as
telecomunicações são áreas que procuram mais quadros, mas, é sobretudo na
indústria da água e electricidade, que residem os maiores problemas, numa
cidade, como Luanda, que caminha dos 6 para os 7 milhões de habitantes. Apesar
dos planos urbanísticos, das zonas administrativas que vão ser implementadas,
aquilo que é urgência só tem uma palavra - rapidez.
Por isso, já que a cidade está em explosão, a urgência requer rapidez,
somente com a emissão de vistos de trabalho, atempadamente, se encontrará as
soluções para os seus problemas.sábado, 27 de setembro de 2014
EUROPOLITIQUE: A carência de engenheiros em ANGOLA
Desesperado com a sua licenciatura de engenharia, o jovem nortenho que se procurava, a título informativo, rumara para Angola. Ao contrário, do que "dizem e pensam os franceses", as relações de Portugal e Angola são umbilicais, embora a Total se apresente como seu expoente máximo. Certamente, os americanos reconhecem melhor o papel de Portugal.
Desde 2011 a 2014, estima-se que
nestes três anos, nada menos de 548 engenheiros portugueses rumaram em direcção
de Angola.
“Neste momento, a Ordem dos
Engenheiros de Angola tem registo de 611 engenheiros portugueses, a trabalhar
no país”, segundo relata José Dias, o seu bastonário. Claro que os dados oficiais não elucidam totalmente a realidade dos engenheiros actuais em Angola.
Certamente que as contingências profissionais estão sujeitas a processos de
mobilidade, embora os seus salários iniciais se situem entre os 3 e 3,5 mil
dólares mensais, atingindo graus superiores na ordem dos 5 a 6 mil dólares
mensais.
Angola debate-se com uma grande
escassez na formação de engenheiros, nas mais diversas áreas, e, somente 80
profissionais se formam anualmente, tendo em conta os dados da Universidade
Agostinho Neto, que parece não corresponder à realidade actual das universidades angolanas.
Angola tem grande carência de
engenheiros nas áreas da construção civil, do sector petrolífero e das
energias. A cidade de Luanda, com os seus 6 a 7 milhões de habitantes,
debate-se com graves problemas a nível da água e da electricidade. Alia-se ao
grau de necessidades básicas, a escassez de formação de engenheiros, e,
sobretudo, profissionais com experiência. Por isso, Angola carece de
engenheiros com “experiência e conhecimento”.
Segundo relata José Dias,
bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola, o papel da engenharia portuguesa
no contributo para o crescimento de Angola “permite ao país
ter capacidade técnica para fazer face ao investimento necessário em
infraestruturas”.
Se, por um lado este contributo
da engenharia portuguesa se torna precioso no crescimento angolano, por outro
lado a concorrência das empresas de exploração de petróleo deixa certas lacunas
de intercâmbio, de relacionamento e contribuição que, por vezes, molesta o
labor profissional de alguns engenheiros, sobretudo, em questões salariais e, sobretudo, de
reconhecimento social e técnico. O diálogo com as multinacionais nem sempre é fácil!...
Este contingente de profissionais carece de certos estímulos oficiais e
sociais, de possível integração nacional, a que as autoridades angolanas e
portuguesas não devem ficar alheias.
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