Seguidores

domingo, 17 de agosto de 2014

EUROPOLITIQUE: "O avião consular" aguarda descolagem




Ainda que os 300 vistos diários, pedidos no Consulado Português, encham um "avião consular" de angolanos, uma série de projectos aguardam pela sua descolagem.
Apesar das boas intenções como: «o incremento da ‘angolanização’ do sector petrolífero do país é igualmente uma prioridade apontada pelo executivo, com o ministro Botelho de Vasconcelos, citado pelo Jornal de Angola, a destacar o reconhecimento, que já acontece, de empresas nacionais nos diferentes segmentos bem como a colocação de quadros nacionais em cargos de topo, em todas os operadores da indústria petrolífera angolana»,  a fábrica de LNG, no Soyo, só abrirá, provavelmente em 2015, e, a refinaria do Lobito, em 2017.
Certamente que o processo de “angonalização” sobre os seus países vizinhos, no sector da indústria petrolífera, encontra, presentemente, na procura desenfreada de certos consumidores da Namíbia, a demonstração concreta de preços acessíveis que Angola pode proporcionar a estes países, sobretudo, quando o transporte do caminho de ferro se estender pelo seu território.
Todavia, as recentes notícias de 350 milhões de dólares, sob a tutela da Sonangol, que estão destinados à formação de técnicos na indústria petrolífera, certamente, que são bem necessários para colmatar as carências das empresas citadas.

Se, nos dois próximos anos, a famosa “angolanização”, e, a sua real influência nos seus vizinhos, tiver como objectivos a entrada em funcionamento da estrada do Soyo, a extensão ferroviária até à Namíbia, a plena laboração do LNG e refinaria do Lobito, a influência ferroviária do caminho de ferro de Benguela, estradas de acesso às fronteiras, certamente se passará da utopia à concretização de um sonho.
É preciso descolar!...

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

EUROPOLITIQUE: Angola e o Petróleo do Sudoeste Asiático



Enquanto a Galp Energia espera pelos furos em alto mar ou no pré-sal angolano, assim como novas tarifas, a Total Francesa arrecada 10% do seu petróleo mundial em Angola.
A China, na sua constante procura de matérias primas vai investir, nada menos, de 20 mil milhões de dólares em África.
Ultimamente, os habitantes da fronteira da Namíbia, à semelhança dos portugueses com a Espanha, procuram encher os seus depósitos de gasolina e gasóleo na vizinha Angola, já que os "preços do litro de gasolina e gasóleo atingem os EUR 90 cêntimos (cerca de Kz 117), enquanto em Angola o valor, tabelado pelo Estado, está fixado desde Setembro de 2010 nos Kz 60 por cada litro de gasolina e Kz 40 pelo gasóleo".

Que dizer, quando a refinaria do Lobito começar a funcionar?
Diariamente 40% do petróleo navega para o Sudoeste Asiático, com 50% de receitas chinesas.

P.S.

A informação, a que a agência Lusa teve ontem acesso, consta do relatório sobre os resultados da petrolífera no segundo trimestre de 2014. No mesmo relatório, de 30 de Julho, a empresa refere o início desta exploração, em águas profundas angolanas, como o principal destaque deste período.
Em causa está uma produção com potencial para 20 anos e que integra o denominado Bloco 17, localizado 140 quilómetros ao largo de Luanda, cuja operação se iniciou a 12 de Junho último.
Envolve a operação em quatro campos petrolíferos, em águas de profundidade entre os 1.100 e os 1.400 metros, na Bacia do Baixo Congo. Segundo a Total, atingirá uma capacidade diária de produção de 160 mil barris de petróleo ainda este ano, através de 34 poços e oito coletores ligados por 180 quilómetros de tubagens submarinas a uma Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga de petróleo bruto.

















terça-feira, 8 de julho de 2014

EUROPOLITIQUE: Perfil de Embaixador: M. S. Tavares (Expresso)


É evidente que Miguel Sousa Tavares usufrui de credenciais suficientes para ser eleito “embaixador”, ao estilo de Eça de Queiroz, em qualquer representação diplomática.  Conhecedor exímio de alta diplomacia, da média diplomacia, da baixa diplomacia, e, sobretudo do “underground diplomacia”, os seus “respectivos backgrounds” permitem-lhe uma radiologia neurológica daquilo que positiva e negativamente emerge dos factos nacionais. Claro que dirimir argumentos de 2% de produção vinícola mundial, com um país que exporta um milhão de garrafas por dia é tarefa ingrata. Mais ingrata seria a sua assunção de tarefas diplomáticas em qualquer 3.º andar do Palácio Cor de Rosa, com uma metralhadora de trás dos arbustos dos seus jardins, que infelizmente faz lembrar a “narrativa socrática”.
Qualquer “argumentação diplomática” pressupõe “pesos pesados” que alimentem o seu discurso.
Certamente que o “ilustre embaixador” não lerá esta “tralha” de comentário contraditório. Pessoalmente, também me ergo no muro das lamentações. Os grandes passos estão condicionados pelos passos pequeninos, e , mesmos estes temos dificuldade em dá-los.
Todavia de Eça de Queiroz a Miguel Sousa Tavares, revirou-se o mundo e os seus papéis. A inscrição, seja como escritor, comentador, ou, simplesmente leitor, inscreve-se numa identidade que se envergonha em si mesma, dada a dimensão do cidadão, do seu espaço de cidadania, ou, da sua ilusão de nação.
P.S. Reconhecimento pela "poetisa", que do seu "Panteão", me faz lembrar "S. Panthéon", onde aprendi a escutá-la no "meu deserto".

sexta-feira, 4 de julho de 2014

EUROPOLITQUE: "A França não está no coração da Europa"



Infelizmente temos implantado no coração da Europa um país que não reluz como farol que orienta os ideais da Europa, aliás, sem descer à pequena mentalidade “cigana” que corrói o imediatismo social, político e informativo, cuja base é de origem provinciana.
(Os jornalistas franceses costumam dizer: “na província tudo acontece...”).    Este obscurantismo de origem ideológica e religiosa contrasta com a pragmática germânica, revoltada em si mesma contra a supremacia de um certo poder, cujas origens remontam a Lutero. Os laivos da história permanecem escondidos na mentalidade francesa ou alemã, e as teses de Max Weber mantêm a sua constância. A evocação de um Deus deixou de ser apanágio alemão para centrar e centralizar todas as suas forças na sua base antropológica.
Esta nebulosa intelectual, moral e política francesa está corroída pela “paixão germânica”. Uma paixão telúrica que arranca forças do seu mais recôndito âmago. Força instintiva e racional, material e fabricadora que alia o “homo sapiens” ao homo faber”, exibindo-se tecnologicamente nos seus objectos de atracção mundial. À sofisticação francesa que rara e escassamente se manifesta, surge a tenacidade germânica que galopa do mais escondido elemento ao mais reluzente objecto de sedução. Se, o campo militar lhe escapa, somente a imposição histórica diminuiu o as sua supremacia tecnológica. A “alegre” tecnologia francesa debate-se com a persistente tenacidade alemã que continua, historicamente,  a marcar desde a era do carvão à era do carbono.
Certamente que os países do Sul, alegres satélites da influência francesa,  criaram a ilusão de uma “alegre Europa”, rica de ideias e património, que no mundo da globalização não encontra as forças da sua intrusão. Ideologicamente divida em si mesma, a sua inscrição no mundo da globalização rodopia ao encontro de escolhos que não lhe permitem a sua navegação, sobretudo quando os mestres do comando da embarcação não encontram as linhas da sua progressão. 

EUROPOLITIQUE: "Allô... Quai d'Orsay"






Qual a relação entre Sarkozy e o antigo porta-voz do governo líbio?
Aparentemente nenhuma. Mas na realidade da imagem é idêntica, se me é permitido falar na "primeira pessoa".
A diplomacia francesa não exibe os pergaminhos da sua antiga língua, como símbolo e imagem de comunicação de embaixadores.
O pragmatismo inglês impõe-se com o seu poder. Entre o idealismo gaulês de sabre escondido e a eficácia do pragmatismo saxónico de interesses, digamos que a diplomacia francesa ainda não encontrou o equilíbrio necessário e suficiente da sua afirmação. Neste vaivém surgem certos escândalos que demonstram uma conivência de contradições atrozes, sobretudo, com o mundo árabe. Certamente que a mentalidade cartesiana  releva-se pouco afoita no relacionamento imaginético e corâmico.
Se a “galaxie d’affairs”  se revela nebulosa, devolvendo uma imagem policial, que mescla a quinta essência do poder, as suas contradições devolvem outras relações de protocolo que somente escaparam aos menos atentos da diplomacia francesa.
Embora, certos arquétipos sejam referência de certa estrutura nacional, não quer dizer, que nosso envolvimento atingia o poder das galáxias. Todavia, o seu rasto deixa referências que antigamente eram permitidas ao “Rei sol”, mas modernamente não escapam ao poder da imagem e informação.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

EUROPOLITIQUE: «La petite économie portuguaise, selon les Français »



A perspectiva dos franceses, olhando para Portugal é de que é um “pays pauvre”. Esta perspectiva perpassa na mentalidade de luso-descendentes e na mentalidade dos políticos franceses, na sua generalidade.
Embora, o conceito de pobreza seja muito relativo, “absolutamente” Portugal é um país com fracos recursos materiais e espirituais, neste universo financeiro e tecnológico, que rodopia na esfera da globalização.
Todavia, esta condição de “país pobre”, condicionada a todos os estratos da sociedade portuguesa, releva de uma arrogância atroz; sobretudo, quando se trata de “instituições” em pé de igualdade frente à comunidade europeia, em que infelizmente não se consegue um certo equilíbrio de peso e influência. Nesta situação, o prejuízo acentua-se, não só, para as próprias instituições, mas também, para os próprios indivíduos, a quem são sonegados direitos porque não são franceses. A condição de “país pobre”, embora mantendo a sua identidade, também não se pode render à supremacia diplomática, que a arrogância francesa pretende exibir. A identidade portuguesa, reafirmada pela língua, não pode, nem deve  deixar que os espaços da sua influência sejam comandados pela arrogância mental e supremacia tecnológica francesa.
Historicamente, a existência de Portugal, como nação, foi acaso de um milagre, sustido por forças inconformadas. Este inconformismo, ditou que uma parcela de terreno exibisse uma identidade própria, como símbolo de resistência. Uma identidade grande e generosa no seu processo de constituição, mais parecida com um leão de "pés de barro". Com uma força espiritual, insuflada por qualquer espírito que a condicionou na sua existência; porventura, por uma fé cristã, crente no seu Deus, que a tornou serva do seu destino.
Se o inconformismo se ergue como bandeira, somente se pode exibir uma teoria da resistência. A teoria da resistência é a arma dos oprimidos contra os opressores. Esta consciencialização de oprimido deve ser assumida por todos os actores políticos e sociais de forma a encontrar os processos de libertação.
Em quarenta anos não encontrámos o caminho e os processos de libertação. Além de muitos erros, o essencial é a identificação com o opressor.


EUROPOLITIQUE: O SISTEMA BANCÁRIO EM ANGOLA





Apesar do crédito em Angola passar de 600 milhões de dólares, em 2007, para 1.430 milhões de dólares, em 2013, a economia angolana revela-se numa fase de iniciação no seu sistema bancário, apesar da proliferação da sua rede bancária. Para um país, com as potencialidades económicas de Angola, quer dizer, que ainda não atingiu a “fase de formação ou constituição”  ao nível do crédito bancário. Até que ponto, os depósitos bancários em Angola atingem uma “massa monetária” estável e credível, são questões pouco clarividentes. A estabilidade monetária, a inflação e desvalorização da moeda, os juros, os depósitos, o funcionamento da economia, ainda não atingiram os patamares de uma autêntica economia em desenvolvimento. Por outro lado, o funcionamento de bancarização dos salários, a garantia de depósitos, o funcionamento e uso do sistema  bancário, está aquém das expectativas desejadas. Acresce-se que Angola está no oitavo posto do sistema bancário, a nível da rede e expansão bancária, dos países do Sudoeste Africano, onde pontifica a África do Sul, em primeiro lugar. Todavia, esta expansão, sobretudo no litoral angolano, revela que o tecido económico e empresarial é demasiado frágil, pois a constituição de empresas é bastante incipiente. Ainda que o sistema bancário se revele demasiado forte no sector petrolífero, a nível das receitas e firmeza de contratos, onde pontifica soberanamente a Sonangol, cuja hegemonia cria uma dependência do sistema bancário, nos sectores intermédios e empresariais, tanto individual como privado, existe lacunas que urge ultrapassar. A constituição de um tecido empresarial, com mais autonomia e independência, com recursos financeiros severamente estipulados e avalizados, implica que os seus gestores se afirmem no seu comando e na sua relação com os bancos.
Flutuar economicamente como um barco, ao nível do sistema bancário, significa que as âncoras ainda não encontraram os alicerces e a fundamentação da sua credibilidade.  As estacas do tecido empresarial carecem de afirmação e autonomia, já que Angola detém recursos necessários e suficientes para não ser um simples barco que navega nas águas do crude angolano.  

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...