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sábado, 22 de janeiro de 2011

Algoritmo do Kadafi. 76 - A REVOLUÇÃO DO JASMIM.2




Com 40 mil turistas portugueses na Tunísia, e, com 10 mil turistas tunisinos em Portugal, o intercâmbio social e cultural fica, muitas vezes, reduzidos às limitações do turismo “low cost”.

Por isso, a percepção dos portugueses das realidades políticas e sociais da Tunísia desvanece-se nos “raios solares” das praias, e, das “águas quentes” das solarengas praias da Tunísia, acrescida, dos passeios turísticos, devidamente, demarcados e programados.

Acresce-se, que o tecido empresarial português, embora débil, tem alguma repercussão económica, quer na Tunísia, quer em Portugal, neste sentido, não nos podemos equiparar à França e à Itália..

No contexto político, somente, a França, Itália e a Espanha têm manifestado algum apoio ou alguma expectativa, falta ao “desaire” da U.E. , e, da sua política externa, que se reverte em alguma predominância de “aceno económico”.

Nem sempre, os vizinhos são os melhores conselheiros. Apesar de certos alertas, o País à beira-mar plantado resigna-se a um certo silêncio, talvez pela similitude com a “Revolução dos Cravos” em Portugal.

É natural que as nossas estruturas diplomáticas não alvejam determinados voos, dada a dimensão reduzida da nossa projecção na Europa, e , à falta de ambição na cena política internacional.

Por isso, toda a manutenção de um certo silêncio, talvez nos acautele das possíveis reacções da explosão democrática na Tunísia.

Mas um certo empenho, compromisso e atenção aos anseios da população da Tunísia, deveria preocupar certos agentes políticos.

Certamente que a juventude árabe manifestará certos tipos de reacções políticas que não são típicas da cultura ocidental, dado o seu contexto de politização. Todavia, o seu acompanhamento deve prosseguir nas sendas que o futuro, de forma incerta, continuará a desenhar.

Oxalá, os bons ventos fortaleçam a “nova democracia” da Tunísia.







quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Algoritmo do Kadafi.76 - A Internet de Kadafi


"L'histoire avance souvent plus vite que la diplomatie", a invoqué le chef du gouvernement. C'est le Premier ministre, François Fillon, qui lui a répondu, assurant sa ministre, figée sur son banc, de "toute (sa) confiance".

Por pura coincidência, em 15 de Janeiro, já tínhamos escrito:

“Os fenómenos sociais, na época da informação digital, desencadeiam processos que as consagradas estruturas diplomáticas tem dificuldade em acompanhar”.

Portanto, partilhámos completamente as ideias de Gadhafi sobre a Internet!...

Aliás, já comunicámos a “certas instâncias”, a nossa estratégia, e, a supremacia do Norte de África e suas estruturas diplomáticas na Comunidade Europeia.

Dado que ainda estamos naqueles 6% de portugueses que acreditam na política, desenvolvemos as nossas crenças para o imaginário da política. Portanto, não perdemos a nossa confiança, nem a vergonha, nem o medo, nos impede de afirmar os nossos ideais.

Acreditamos, também, que a suspeita do fenómeno “dominó” está muito longe de acontecer em território líbio, como o afirma o seu líder:“Nós decidimos o nosso destino com base em factos e nas nossas necessidades”

Todavia, neste mundo global, todos somos incendiados pelos diversos acontecimentos, e, pela crise económica que a todos atravessa.

Certamente que a Líbia não quer ser a “Nova Cuba”, até à luta final.

Mas que os ventos sopram trazendo novas informações, implica estar atento às novas mudanças que acontecem nos nossos vizinhos.

Portanto, a analogia entre os franceses e certos portugueses parece conservar o mesmo referente.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Algoritmo do Kadafi.72. A Revolução do "Jasmim"?

Contrariamente às reacções de Mouammar Kadhafi, que lamenta a queda do presidente Ben Ali, afirmando que “será sempre o presidente legal da Tunísia”, a dita revolução do “jasmim” (o apelido não é consensual!...), começa a despontar na velha cidade de Cartago!...


Também chamada de “revolução popular ou da Tunísia” , a evocação de Kadafi parece ressoar a um “requiem” ou “canto fúnebre” dada a sua esperança de que “ele fique, não só até 2014, mas também toda a vida”.

Não paira, ainda o efeito dominó, dado o silêncio da Liga árabe, e, dada uma certa letargia europeia.

As estruturas diplomáticas europeias continuam à espera de um autêntico Representante para a Política Estrangeira.

Apesar das 79 mortes, espera-se que os ventos democráticos afastem o terror de revoltas sem sentido.

«Que viva a Tunísia livre e democrática” -  como afirma Ségolène Royal.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Staff presidencial.91 - Expresso - Na praia da Coelha e do Tamariz

Na praia da Coelha




Por vezes, alucinadamente, confundo a “praia da Coelha” com a “praia do Tamariz”.

Embora a praia do Tamariz fique pela zona rica do Estoril anunciava-se, “in illo tempore” (com viagem na agenda de Paris, saboreando os voos da "Air France") que o presidente seria um tal general Eanes, que desconhecia (off record).

Naquela época, a presidência não usufruía de qualquer orçamento, que agora atinge os 16 milhões de euros, que prontamente se argumentava que Macau poderia ser “a árvore das patacas”, como veio a acontecer.

Confesso que desconheço efectivamente a praia da Coelha, e pouco me interessa as interpretações de um tal Coelho. Habituado a pisar os pés em Albufeira, nunca saltei qualquer barranco para a nova ou velha vivenda “Mariani”.

Acho tão natural que um cidadão médio, neste país, tenha uma casa de habitação e de campo, que qualquer comentário não merece estas linhas.

Aquilo que me interessa é que existindo um orçamento, uma instituição a funcionar, que os seus elementos demonstrem, efectivamente, os valores em causa.

Este orçamento não sei se chega para pagar uma "elite", uma "classe de mérito profissional" ou "clube de amizades".

Queixar-se que não existe orçamento é dizer-lhes: “tens Macau”

Presentemente se existe “uma árvore das patacas” é necessário, simplesmente dizer-lhes: “queremos ver-lhes os frutos”.

A bela economia.10 - Política de classes - Economia

A política de classes




Aqueles que não beneficiaram com o crescimento económico continuarão no estado em que estavam, aqueles que enriqueceram com o crescimento económico, continuarão com os seus privilégios.

Entre a “classe dos pobres” e a “classe dos ricos”, quem paga, duplamente, a crise é a “chamada classe média”.

Pagar duplamente, quer dizer, durante e depois da austeridade.

Acresce-se ainda que, além disso, a globalização concedeu aos países emergentes uma saudável recuperação que interfere com os chamados cidadãos dos ditos países ricos, e , que os cidadãos europeus terão alguns dos seus privilégios condicionados.

A fractura da “classe média” obriga a que alguns passem para a classe dos pobres; e, outros consigam manter o seu “status”.

O empolamento de dois triliões de dólares, em 2008, no sistema financeiro mundial, nada tem a ver com o caso especifico de um banco português, ou, é precisamente, um caso exemplar, de compreensão desta situação?

Se um país, praticamente, nunca teve uma classe média, quais são os resultados deste processo de austeridade.

Continuará a eterna marginalização de uma classe média com uma certa élite a aproximar-se da classe rica.

A classe média é a classe mais presa do sistema político e financeiro. Não quer entrar na violência, nem na marginalidade, depende do Estado. Além disso está dependente e amarrada ao sistema financeiro. Como os bancos não querem perder, quem perde é a classe média.

E, que dizer de um país, sem classe média?

E, que dizer que dos países, mais débeis, em relação aos mais ricos?

sábado, 15 de janeiro de 2011

ARMADA AGUALUSA. 8 - VISTOS


“Confundir a empresa petrolífera “Chevron” (com vistos, a partir do Soyo) com a democracia dos USA , é verdadeiramente arriscar-se às leis do frigorífico”.


Que haja cidadãos portugueses a contribuir para instituições de solidariedade social angolana, quando milhões de dólares esvoaçam “sem lei, nem roque” por terras lusas é algo que causa revolta à boa vontade de qualquer benemérito.

Isto não quer dizer que não estejamos habituados às contradições dos sistema políticos, e, que todas as sociedades reservam as suas fraquezas e virtudes, e, que as sociedades são constituídas por indivíduos.

Certamente que a democracia americana defende outro tipo de valores que uma simples companhia petrolífera, e que a diplomacia angolana compreende que estas diferenças são de real valor, sem a vã razão de conflitos diplomáticos.

De forma idêntica compreendemos o esvoaçar “sem lei nem roque” de alguns milhões, lamentando que as riquezas de um povo não sejam aplicadas em seu benefício.

Se os USA tem capacidade de efectuar congelamentos de contas bancárias não quer dizer que Portugal, país pequeno, não tenha de respeitar regras comunitárias, já que pertence à Comunidade Europeia.

As relações entre Estados pressupõem regras e normas que não devem ser ultrapassadas por simples desejos individuais que não respeitam uma certa legalidade, ainda que os americanos partam do Soyo, com visto na mão, e, em Portugal, somente, ao fim de cinco meses se possa obter um “visto”.

Felizmente que há cidadãos portugueses que mereciam um "Visto Chevron".

ARMADA AGUALUSA. 7 - RAFALE - "Quai d'Orsay"


A ”diplomacia do silêncio” está habituada a passar os corredores dos palácios franceses na capital lisboeta, escutando as pausas musicais de não intervenção, dada que os conflitos se escondem debaixo dos tapetes diplomáticos.


Pouco interessa interferir nas “coutadas” diplomáticas, já que a “reserva de caça” está reservada aos seus caçadores, ainda que ultrapasse os  limites dos famosos “direitos humanos”.

Quer dizer, pouco nos interessa se os trabalhadores consulares tenham os seus direitos garantidos, já que a famosa democracia, das Luzes e dos Pensadores, nada tem a ver com questiúnculas de ínfima relevância. Além disso, existem organismos para manterem tais direitos, mas que passados pelos “crivos franceses” relevam o silêncio.

Os mais altos políticos, diplomatas e empresários franceses estão mais interessados em vender a “coqueluche da aviação” ao Brasil.

Ainda que “a diplomacia do silêncio” se veja confusa nas suas “ideias claras e distintas” de René Descartes, ou, indo “do simples ao complexo, e , vice-versa” aludindo ao seu método, augura-se no seu espírito qualquer ideia semelhante, de tipo racional.

Não seria possível exigir ao “Quai d’Orsay”, um exemplar idêntico àquele que querem vender ao Brasil.

Dirão, logo: “se comprares”.

E, se a “diplomacia do silêncio” descobrir fundos suficientes para arrancar com a “coqueluche da aviação” francesa.

Até lá, esperaremos!...

Será que existe, penso, capacidade de rafar um “Rafale”.

Recordem-se da frase:“Olhe que não!...  Olhe que não!..."

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...