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sábado, 15 de janeiro de 2011

ARMADA AGUALUSA. 6 - MALA DIPLOMÁTICA


Evidentemente que existem regras diplomáticas que devem ser cumpridas.

O congelamento de contas bancárias da representação angolana nos USA, pela terceira vez consecutiva, não deve fugir a certas regras que envolvem a diplomacia.

Os canais diplomáticos, embora possuem as suas “malas diplomáticas” não devem servir para meios menos lícitos.

Até que ponto o Banco Central de Angola está envolvido nestas situações, isso cabe verdadeiramente às autoridades angolanas.

Qualquer analogia entre a pretensão angolana de reivindicar 1/3 da Petrogal, e a dívida soberana de 1/3 dos USA, financiada pelos chineses, não tem nenhum referente com a diplomacia.

As autoridades portuguesas estão obrigadas a prestar todo o apoio no funcionamento das “malas diplomáticas”, quando estas lesam os direitos e interesses angolanos. Todavia, os agentes federais dos USA estão obrigados a reestabelecer as regras diplomáticas quando qualquer instituição estrangeira ultrapassa os seus limites.

O governo de Angola, felizmente, detém uma “task force” que certamente zelará por certos interesses, se porventura resolver pôr em acção!...

Neste ponto específico não é qualquer “agência credível” que reunirá os elementos necessários para certa concertação.

A complexidade da máquina fiscal exige o contributo de altos e médios quadros, que além do saber técnico, devem reunir qualidades de dedicação ao serviço público.

E, o serviço público, deve estar atento às carências da população.

Confundir a empresa petrolífera “Chevron” (com vistos, a partir do Soyo) com a democracia dos USA, é verdadeiramente arriscar-se às leis do frigorífico.

Algoritmo do Kadafi.72. "Ça bouge" - Quai D'Orsay

"Ça bouge” – Quai d’Orsay




Indirectamente a polémica com o chefe protocolar da Líbia funcionou como rastilho da primeira revolução democrática na Tunísia.

As esperanças depositadas durante 23 anos nas mudanças sociais e políticas deste país do Magrebe esmoreceram de tal forma que o seu líder foi obrigado a procurar qualquer oásis, ainda que este território seja o refúgio mais emergente do turismo europeu.

A comunidade da Tunísia em França não merece o menosprezo, o silêncio ou a marginalização, já que detém uma capacidade de liderança, bem cimentada, em valores de irredutível validade.

A política externa francesa, sofreu, sem dúvida, um certo revés, apesar de todas as suas boas intenções.

Os fenómenos sociais, na época da informação digital, desencadeiam processos que as consagradas estruturas diplomáticas tem dificuldades em acompanhar.

Com 50% da população, numa faixa etária de menos de 30 anos, onde os problemas da juventude se acentuam, a emergência da explosão social na Tunísia, reserva algumas incógnitas que o mundo árabe acarreta.

Para nós, europeus, a Tunísia assume-se como o país mais próximo da cultura europeia.

Os seus processos de liberalização são uma chama de esperança na separação do mundo político e do mundo religioso.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ARMADA AGUALUSA. 5 - ANGOLA

ARMADA AGUALUSA. 5



As autoridades angolanas procuram desenvolver um maior intercâmbio com a lusa Lusitânia.

- Esperar "cinco meses" por um visto, é demasiado tempo!...

- Exigir sustentatibilidade aquém e além mar, ultrapassa certos limites!...

Colocam-se várias dúvidas em relação ao grande contingente que harmoniosamente deambulam nos vinte e tal voos semanais entre Luanda e Lisboa.

Até que ponto as autoridades angolanas desejam fortalecer os laços de irmandade entre povos levantam várias algumas questões de melindrosa diplomacia.

Em tempos de crise, o espaço angolano surge nos horizontes de muitas ambições e intenções particulares, mas que carecem de uma sustentação firme e corajosa nas suas várias instituições.

Os mais variados sectores da sociedade civil e política carecem de uma formatação de conhecimentos que muitos portugueses seriam capazes de fomentar.

Todavia este incremento implica certas alterações que porventura gerarão alterações de mudança que afectam interesses instalados.

O estudo de mercado, a planificação e “marketing” parece não fazer apanágio das empresas portuguesas, dadas também as incipientes condições angolanas.

O intercâmbio obedece a lógicas fechadas e enclausuradas. Não existem agências credíveis do mercado de emprego.

Em vez de funcionários exibicionistas de “Mercedes” na mão, aprendizagem lenta, e gastos hoteleiros prolongados, a criação de "agências credíveis" subtrairia os gastos em dispendiosos escritórios de advogados.

Embora, a nível institucional de altas esferas, as coisas funcionem, no intercâmbio da sociedade civil levantam-se enormes obstáculos.

"Portuguese Krugman". 2

A periferia europeia, sempre dominada pela “ideologia católica”, parece ficar, eternamente, dominada pela “ideologia protestante”, sobretudo alemã, já que se preocupa mais com os “voos celestiais” do que com as “realidades mundanas”; para não esquecer a tese de Max Weber de que um fenómeno nunca pode ser explicado por uma única variável, em sociologia, mas que em teoria económica parece reverter em seu favor.


A experiência empírica do senso comum procura demonstrar o contínuo atraso económico e mental desta periferia latina.

Historicamente, a supremacia germânica, quer técnica, quer ideológica, desde Kant a Hegel, e, demais pensadores procura vincar que o espírito alemão e a língua germânica detém a única capacidade fundamental de suster o “ser”, ou “dasein” objectal de Heidegger, do qual provém a produtividade económica.

A experiência empírica, eivada do senso comum, demonstra que a chegada de qualquer alemão aos USA nada tem a ver com o complexo europeu de dependência face ao seu poder económico, político e militar; embora os franceses mantenham a elegância nuclear.

A periferia alegre e tonitruante que enriquece a supremacia alemã, sistematicamente, continua refém dos seus empréstimos e dádivas, já que não consegue emancipar-se e libertar das garras do seu senhor, evocando a dialéctica do senhor e do escravo, no tratamento do objecto, do velho Hegel.

A experiência empírica, protagonizada no mais alto senso comum, lamenta-se na sobrecarga de impostos em caridade católica que escapam ao espirito protestante alemão.

A periferia, amiga do sol e da praia, distrai-se nas suas areias atlânticas, esquecendo-se que o espaço de conquista territorial corre noutras direcções, e, que a “ideologia protestante e rica não está para sustentar povos indolentes e marginais, cujas ambições não correspondem ao espírito alemão.

A experiência empírica e humana demonstra continuamente o atraso económico e mental que se situa para lá dos Pirinéus.

A periferia mantém-se numa lenta escravidão face aos enlaces do senhor no espaço e no tempo, já que a propriedade é sinónimo de poder e moeda.

A experiência empírica que amordaça os latinos, serão sempre latinos, "pobres e incultos", incapazes de ombrear com as forças telúricas que o vulcão alemão projecta na cena mundial, e, que o tempo e espaço jogam a seu favor.

"Portuguese Krugman"

“Portuguese Krugman ”. 1



É salutar ter um “prémio nobel” de economia a falar sobre 1% da economia europeia, ainda que as necessidades financeiras se situem na ordem do 80 mil milhões de euros, para o ano de 2011.

É salutar que o País salte para a ribalta internacional, quando nos velhos tempos se lamentava qualquer notícia, sobretudo, antes do 25 de Abril, na imprensa estrangeira ou europeia, ou mesmo, mundial.

É salutar que os “Certificados do Tesouro” tenham encontrado 44 mil investidores, com uma média de 15 660 euros, apesar dos prognósticos aqui lançados. Ainda bem que existe “classe média”, sem lamentações de ricos ou pobres.

É salutar que apesar da crise, das lamentações, das saudades antigas ainda se ponha em causa os avanços da democracia, apesar dos seus custos.

É salutar que apesar de termos vendido metade das reservas de ouro, ainda consigamos estar no “top” com estas barras reluzentes.

É salutar que o BCE nos acene com 100 mil milhões de euros para garantia da nossa manutenção na moeda europeia.

É salutar ter somente 9% dos portugueses, verdadeiramente preocupados com a sua viatura ou automóvel, quando durante muitos anos este veículo era um luxo.

É salutar que os portugueses possuem casa para “dar e vender” que causa tanto espanto aos alemães e seus vizinhos.

É salutar que os ricos alemães fiquem espantados com os pobres portugueses que conseguem ter carro, casa e alimentar-se.

É salutar que um pequeno País, pela terceira vez consecutiva, permaneça durante dois anos, no Conselho de Segurança.

É salutar ter o “melhor treinador” do Mundo, falando e puxando pelo “ego” lusitano, como outros emigrantes, dizendo:

“Esta ditosa Pátria amada!..”

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A bela economia.8 - "L' Espoir"


Apesar de cada português tem de pagar 3 900 euros de encargos, para o ano de 2011, chegam boas notícias, segundo o “Financial Times Deutschland” , que a Comissão Europeia estaria disposta a emprestar, nada menos de 100 mil milhões de euros, mas cujas condições não foram reveladas. No entanto, esta ajuda pode ser desbloqueada rapidamente.


Convenhamos que a simples alta de 0,1% do euro acarreta para a “Airbus”, um exponente de mil milhões de euros!...

A proclamada “queda da periferia” de Krugman ainda reúne condições de sustentação, já que o “porta-aviões” sustenta-se nas conturbadas ondas da navegação.

Mas o verdadeiro teste surgirá na Primavera, sobretudo em Março com a necessidade de 4,5 mil milhões de euros, e, no mês de Abril com 6,3 mil milhões de euros.

Serão os tempos políticos mais árduos para a governação.

Nessa altura, os poderes presidenciais estão constituídos, e, os prognósticos surgirão com o tempo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EURO POLITIQUE 61 - "De olhos em Bico"


Não sei se os chineses ficaram de “olhos em bico”, quando se aventou um pedido "desinteressado" de
10 000 000 000 de euros, equivalente a 1 000 euros por habitante português.

Para quem detém 1/3 de reserva, em títulos, da dívida americana, talvez não seja muito, apesar de um rendimento “per capite” de 470 euros, nas zonas rurais, e, de um terço das suas cidades se situar nos 1 410 euros; ainda que 36 milhões de chineses vivam com menos de 72 cêntimos, por dia; ou seja 2,7% da sua população, excepção feita claro, aos 120 euros de salário mínimo em Xangai. 

Ora, a China arrecada 1 540 milhões de euros, por dia, o que se torna equivalente a uma semana de trabalho, para a população chinesa, num empréstimo para satisfazer as necessidades portuguesas em ¼ para o ano de 2011. Apesar de certas garantias da EDP, e, de parcerias com a China Power, augurar a expectativa de uma “grande fábrica” não encaixa no desenvolvimento tecnológico chinês!...

Por ano, sete milhões de chineses compram o seu primeiro carro, cujas vendas se situam em 46.500 carros/dia; ou seja, numa semana os asiáticos compram aquilo que os portugueses despendem num ano.

Garantir uma dívida de 150 000 000 000 de euros, ou seja, de 15 000 por cada português não é tarefa fácil, apesar dos empréstimos bancários de     37 900 000 000 de euros pelo BCE., ainda que a uma taxa atractiva de 1%.

A “fábrica do mundo” detinha em finais de Setembro uma reserva de 1,92 biliões de euros, com a previsão de um crescimento de 10,5% ao ano.

"Grosso modo", o excedente comercial da China, em três meses, resolveria os problemas portugueses para o ano de 2011.

Ora, o superavit comercial da China de 12. 300 milhões, no mês de Setembro, seria praticamente para o empréstimo necessário a Portugal , o que convenhamos, colocou os chineses de “olhos em bico”.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...