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quinta-feira, 12 de março de 2020
(2) - Pelos caminhos do Hotel Boega - A quinta do Cónego - século XVIII - (Um papagaio e duas cotovias)
“por mor de aprender o vira
(Mas por fim sei hoje que é mentira) - diz o poeta.
"Fui enganado..."- saga do Cónego da Sé de Braga.
Por mor de bem casar a sobrinha, o cónego da Sé de Braga, João Crisóstomo
Guerreiro de Amorim Pereira, engenhou comprar uma quinta, como dote. O cónego
de Braga tinha conhecimento de que um rico “brasileiro” de São Mamede de
Ferreira, Paredes de Coura, carecia de uma esposa prendada. Assim, unindo a
sabedoria à astúcia, acalentou a melhor forma de constituir um “sacrossanto
casamento”, prendado e ornamentado, que de mundano pouco tinha de consagrado.
Movia-o, evidentemente, o comum interesse dos mortais, que nos últimos da sua
vida, alguém cuida-se de si.
O retorno do
Cónego da Sé de Braga, homem da Igreja e do poder eclesiástico, às suas terras não se
resumiu a uma "reforma dourada", como tinha habilmente planeado, mas
a um exílio penoso. Um "triste papagaio, preso na sua gaiola", ou,
melhor dito, vítima da sua ambição. Sem a sua rica propriedade e seus recursos,
foi amigavelmente acolhido pelas suas duas irmãs, que por caridade e compaixão,
lhe deram guarida, na vizinha freguesia de Loivo.
domingo, 8 de março de 2020
(1) - Pelos caminhos do Hotel BOEGA - O "Couto de Mangoeiro" ou a Quinta do Outeiral
Os contornos históricos desta propriedade,
aliás, como da constituição da própria freguesia, advêm das demarcações do seu
espaço e território, objeto de disputas entre terras da Galiza e o Condado de Portugal. Antes da criação da
fronteira política do século XII, com o nascimento de Portugal, até ao século
XIV, o Couto de Mangoeiro, ou seja, a atual Quinta do Outeiral, que mais tarde vai
dar origem a Gondarém, pagava os seus “impostos ou taxas” ao mosteiro de Santa
Maria de Oia. O exercício do poder e o
sentido de propriedade era objeto de disputa entre o poder régio e o poder
eclesiástico, por vezes, sob tutela do bispado de Tui. Ao longo da história, o poder civil, após o reinado de D. Dinis, começa a emancipar-se da tutela
religiosa, apesar de grandes dificuldades e confrontos. No início do Condado
Portucalense, esta união salutar com a Igreja tinha vários objetivos políticos.
Os coutos eram áreas privilegiadas, “consentidas”
pelo rei, a mosteiros ou igrejas. Na esteira e independência da esfera civil, no
reinado de D. Dinis (1279-1325), aplica-se uma taxa de 75 libras à Igreja de S.
Pedro de Mangoeiro, que atinge os 70 mil reis, em 1546, com exclusão do
seu "couto". A terra dos Cerveiras, originários de Coimbra, que se tornou “Vila
Nova” por Carta Foral de Dinis, no ano de 1321, demonstra ter alguma pretensão ao
senhorio do Couto de Mangoeiro, mas esta propriedade continua dependente do
Mosteiro de Oia.
As terras, cuja administração era entregue aos clérigos, com a cancela de couto, advêm da iniciativa de D. Teresa e D. Henrique, desde o ano de 1097. O primeiro rei de Portugal continuou esta tarefa de registo de terras, ou, forais. Os amores de D. Afonso Henrique com Châmoa Gomes do Condado de Toronho e a sua ligação ao Mosteiro de Oia, onde perdeu dois barcos, permitem afirmar que a “segunda carta de couto” possa ser referenciada a esta propriedade, já que a primeira foi concedida à diocese de Braga. O seu romance terminou aos 39 anos de idade, mas as querelas sobre estas terras duraram até ao reinado de Afonso IV.
Atualmente, a freguesia de Gondarém tem um lugar, chamado de Couto, precisamente, ao lado da dita Quinta do Outeiral. Sem menção de infanções ou conde, é possível que este lugar, onde existia uma antiga construção, cujos muros são de grossas paredes, permanecesse isenta de qualquer imposição régia. Os caminhos de Santiago desenvolvem-se um século após o luzeiro de 813. Alvitra-se que a dita Quinta do Outeiral detenha uma função de "albergaria" ou "pousada de peregrinos", com os seus privilégios inerentes, ou, seja terreno reservado a um couto. A dádiva (no valor de 12.000 libras), do abade da paróquia de Mangoeiro para a renovação do "hospital de peregrinos" em Cerveira, nos finais do ano de 1473, deixa algumas lacunas.
Na Idade Média era normal os senhores leigos, ou, as autoridades eclesiásticas nomearem os seus vassalos, caseiros ou camponeses; aliás, tradição que esta quinta conservou até ao século XX. Todavia, é, no século X, com a introdução do moinho e novos cereais, que se dá o desenvolvimento das quintas, e, o aumento das populações. As alfaias agrícolas, juntamente com o celeiro, o forno, a adega, o estábulo, em que pontificava o paço e a capela, tinham ao seu redor, os casais, que cultivavam as quintas. Um contingente de servos ou pessoas desbravam a terra sob olhar atento de um senhor, abade, ou, homem-bom. No ano de 1320 surge o arcediago de Vila Nova de Cerveira.
No início do ano de 1318, D. Dinis, com os seus
39 anos, ruma em peregrinação a Santiago de Compostela, em cuja passagem se
situava a albergaria. Ora, fazia parte da intenção do seu médico Mestre Pedro
construir uma capela em honra de Santa Ana para seu eterno repouso. (Em 1 de
Março de 1320 surge um grande conflito sobre a extensão das paróquia entre
Lisboa e a Ordem de Santiago). Após a sua morte constitui-se o morgado de
Mestre Pedro, que mais tarde fica sob administração de D. Afonso Nogueira, por
volta de 1453, cujos bens projetaram estes famílias, ou, os viscondes de Vila
Nova, cujo primeiro título surge a 4 de Março de 1476. Os bens deste padroado
incluíam propriedades, rendas, foros, privilégios, bulas e alvarás dos
morgados, segundo a sua relação. Ora, seja por herança ou testamento de alguns
bens de Mestre Pedro, ora, seja pela apropriação dos bens pertencentes ao
Mosteiro de Santa Maria de Oia; esta exibição de riqueza de familiares junto
dos viscondes de Cerveira revela alguns indícios de acumulação incerta.
Se, por um lado, já em 1296, se referencia que
Mestre Pedro fundava na colegiada de São Lourenço uma capela dedicada a Santa Ana;
por outro lado, na história
administrativa, relata-se que “o morgado
de Santa Ana ou de São Lourenço foi instituído por Mestre Pedro Nogueira.
Entrou na casa dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira pelo casamento de D. Inês
de Lima, filha do 5.º Visconde...» (Torre do Tombo, Viscondes de VNC). Ainda
que se fosse criada uma colegiada, alguns bens de Mestre Pedro entram na posse
dos senhores de Vila Nova, mantendo-se a dedicação a Santa Ana- orago desta
propriedade.
A partir do reinado D. Dinis, “os bens de Mestre Pedro”, ou, o dito “Couto de Mangoeiro”, associam-se ao senhorio da família dos Pereira. Na sua peregrinação a Santiago, na Primavera de 1385, apesar do alcaide de Vila Nova de Cerveira ser a favor de Castela, o Condestável Nuno Álvares Pereira encetou negociações com este senhor, através de “homens-bons” do Baixo Minho , obtendo a sua submissão e demais terras e castelos ao rei D. João I (1385-1433). A crise de 1383 a 1385 marca uma lenta passagem do Couto de Mangoeiro dos senhores eclesiásticos para os senhores leigos, através da família Pereira.
Fazendo fé na inscrição de "caza dobrigação para passageiros e mendigos que nela quiser dormir", que se inscreve nas famosas albergarias dos Caminhos de Santiago, com referência ao ano de 1592, segundo Carlos A. Brochado de Almeida; no entanto, as suas ameias remetem para algum castelo desmoronado, que ao longo do tempo foi recurso para novas construções. Quis o destino, ou, a tradição oral que o seu vizinho território mantenha o nome de lugar do "couto", na toponímia da freguesia Tal como consta, no século XIX, que D.Afonso Henriques "coutou" um povoado de origem normanda, junto a um estuário de um rio.
quinta-feira, 5 de março de 2020
Pelos caminhos do Hotel Boega - Apêndice - 1 - "Navegando na ilha da Boega"
A ILHA DA BOEGA
Boega - há quem
associe às ervas daninhas e à morraça que espontaneamente desponta nesta ilha, o
nome de “Morraceira do Cónego”, este espaço plano em forma de barco. Com um
comprimento da ordem dos 1400 metros, cuja largura no seu bojo é de 400
metros, encontra-se bordejado de árvores e arbustos ao seu redor. Popularmente
dita e chamada - a ilha da Boega - confirmada também, em documentos oficiais, tornou-se
“propriedade privada” em 5 de Fevereiro de 1952, por iniciativa, aquisição ou provável
compra da família Almeida Braga, segundo reza o “Diário da República de 18 de
Março de 1952”
Até à
construção das barragens da Galiza, anualmente, as águas do rio Minho transbordavam as suas
margens, nos invernos rigorosos, originando um imenso lago. Nesses tempos, uma “larga
barca” recolhia o contingente de animais da ilha, para não se afogarem. Tal,
como outrora, uma antiga barca servia no cais de Ligo de passagem para a outra margem,
ou seja, para a anterior “ilha do povo”, já que os seus “talhões de terra” estavam
distribuídos por vários agricultores. Ainda, sem qualquer registo de
propriedade, somente em 1952 surge a sua reivindicação. Após a sua compra e com
o pagamento de taxas, no registo predial, a ilha beneficia de um regime especial
de “propriedade privada” entre o domínio público e privado, ou seja, segundo certas
regras estatais.
“A barca do povo”, que morreu afogada no seu
lugar, jazia no lugar do Ligo, em linha reta com a atual rua Coutinho, que parte
da E.N. 13 em direção ao rio. Os cabos ou tirantes permitiam à chamada “barca
do povo”, que fosse puxada por arrastamento, nos seus quase cinquenta metros de
largura. Durante anos ficaram visíveis os vestígios ferrugentos deste andarilho, autentica
geringonça que se perdeu com os anos. O seu afundamento e desinteresse coletivo
originaram o interesse particular. Deste modo, os pequenos lotes da rendilhada
ilha foram vendidos à família Almeida Braga.
É, a
partir de 1952, que se inicia o aproveitamento agrícola da ilha, através de um
moderna mecanização da lavoura. A construção de um grande estábulo para criação
de gado e uma nova agricultura dão uso aos tratores, aos silos, às ceifeiras
mecânicas, aos serviços de rega, contrastando com o antiquado aproveitamento da
terra, de economia doméstica.
Boega - há quem
associe às ervas daninhas e à morraça que espontaneamente desponta nesta ilha, o
nome de “Morraceira do Cónego”, este espaço plano em forma de barco. Com um
comprimento da ordem dos 1400 metros, cuja largura no seu bojo é de 400
metros, encontra-se bordejado de árvores e arbustos ao seu redor. Popularmente
dita e chamada - a ilha da Boega - confirmada também, em documentos oficiais, tornou-se
“propriedade privada” em 5 de Fevereiro de 1952, por iniciativa, aquisição ou provável
compra da família Almeida Braga, segundo reza o “Diário da República de 18 de
Março de 1952”
Até à
construção das barragens da Galiza, anualmente, as águas do rio Minho transbordavam as suas
margens, nos invernos rigorosos, originando um imenso lago. Nesses tempos, uma “larga
barca” recolhia o contingente de animais da ilha, para não se afogarem. Tal,
como outrora, uma antiga barca servia no cais de Ligo de passagem para a outra margem,
ou seja, para a anterior “ilha do povo”, já que os seus “talhões de terra” estavam
distribuídos por vários agricultores. Ainda, sem qualquer registo de
propriedade, somente em 1952 surge a sua reivindicação. Após a sua compra e com
o pagamento de taxas, no registo predial, a ilha beneficia de um regime especial
de “propriedade privada” entre o domínio público e privado, ou seja, segundo certas
regras estatais.
“A barca do povo”, que morreu afogada no seu
lugar, jazia no lugar do Ligo, em linha reta com a atual rua Coutinho, que parte
da E.N. 13 em direção ao rio. Os cabos ou tirantes permitiam à chamada “barca
do povo”, que fosse puxada por arrastamento, nos seus quase cinquenta metros de
largura. Durante anos ficaram visíveis os vestígios ferrugentos deste andarilho, autentica
geringonça que se perdeu com os anos. O seu afundamento e desinteresse coletivo
originaram o interesse particular. Deste modo, os pequenos lotes da rendilhada
ilha foram vendidos à família Almeida Braga.
É, a
partir de 1952, que se inicia o aproveitamento agrícola da ilha, através de um
moderna mecanização da lavoura. A construção de um grande estábulo para criação
de gado e uma nova agricultura dão uso aos tratores, aos silos, às ceifeiras
mecânicas, aos serviços de rega, contrastando com o antiquado aproveitamento da
terra, de economia doméstica.
Entre os anos de 1950 a 1970, a ilustre família Almeida Braga, como legítimos proprietários de uma ilha em domínio público, nunca proibiram o seu acesso. A parte sul da ilha funcionava como praia fluvial popular com o seu areal verdejante; enquanto no extremo norte, corvejam os mensageiros de Odin com o seu poder e magia, anunciando que o território - bold - e os ovos - eggs - desta ilha, grasnam "Boega".
terça-feira, 3 de março de 2020
Pelos caminhos do Hotel da Boega - Apêndice - 2 - A capela Santa Ana - Orago ou padroeira da Quinta do Outeiral
Incrustada na estreita parede da capela, encontra-se uma estrutura em madeira policromada ou retábulo de um altar-mor, em cujo nicho central se ergue uma peça escultórica que representa a mãe de Jesus – Santa Ana - orago da propriedade.
A peça de arte no altar-mor em talha dourada, com o seu retábulo e quatro colunas, alberga dois pequenos nichos laterais, que acompanham a estátua central de Dona Ana. As duas figuras bíblicas, de menor dimensão, embelezam e ressaltam esta peça de altar, cuja escultura é Santa Ana.
Nas paredes laterais, carregadas de um profundo e forte azul, ressaltam as peças cerâmicas nas paredes laterais, em cujos azulejos aparece a seguinte inscrição: «esta capela foi benzida no dia primeiro de Setembro do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil novecentos e cincoenta e três, por Sua Excelência Reverendissima , o Senhor Dom António Bento Martins, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas”.
Esta data simboliza a passagem do primaz de Braga por estas paragens e por esta capela, presumivelemente em algum casamento dos seus proprietários, cujo ano de 1953 não se enquadra, nem com a construção da capela, nem com o estilo do retábulo. O retábulo do altar-mor enquadra-se no estilo barroco entre 1580-1750.
Alvitra-se, que na renovação da igreja paroquial, outrora abadia de Gondarém, por causa de um incêndio ou obras de restauro do seu telhado, se tenha dado a origem da saída deste rico retábulo dourado, que se encontra nesta capela, que segundo fontes populares aconteceu por volta de 1945. Os azulejos de "forte azul escuro" que preenchem totalmente as paredes laterais, são da Fabrica da Viúva de Lamego. A sua fabricação que remetem-nos para o século XVII ou XVIII, condizendo com a construção da capela, enquanto que o retábulo e a peça do altar remetem para o século XVI.
A devoção à mãe de Jesus tornou-se símbolo
de fecundidade e riqueza que sempre caracterizou este lugar, onde reina como padroeira. O bucolismo e a sua beleza
natural emergem como dádiva da natureza que requer este símbolo religioso, como orago –
Santa Ana – que as pessoas da família prolongaram através do seu nome.
sábado, 22 de fevereiro de 2020
EUROPOLITIQUE: Estamos órfãos com a morte do Pai da Geringonça
Morreu o “Pai da geringonça” e o “Pai” dizia que não era o pai, era filho. Por sua vez, o "Filho" dizia, que o pai era o autor e criador da geringonça. Assim, o "Filho" anunciava e demonstrava que o “meio é a mensagem” e a mensagem não tem mais valor do que o “meio”. (Paulo Portas na Assembleia da República anunciava McLuhan através de Vasco Pulido Valente).
Valente era Vasco nas suas mensagens críticas, habilmente escritas e pensadas, que zurzia com subtil acutilância, contra este pequeno porta-aviões, que quase três vezes naufragou nas costas atlânticas.
Desde, o célebre pântano de Guterres, que por ironia do destino ascendeu ao supremo cargo da ONU, que a ousadia dos portugueses não atingiu a internacionalização das suas empresas, e optou pela sua decadência, sem nunca conseguir qualquer apogeu.
A crise de 2008 é a mais sintomática machadada nos ideais e interesses dos jovens portugueses. Qualquer idealista dos tempos de Abril, apesar de algumas melhorias, fica com o sabor amargo de que fracassamos coletivamente.
Já que não fomos bafejados pela ciência nem pela matemática, mas somente ilustrados pela poesia, oxalá os pequenos louros reluzem na cabeça daqueles que poderão fazer qualquer coisa pelo pequeno porta-aviões que conduz os portugueses, com ou sem geringonça.
EUROPOLITIQUE: BRISA - Um negócio da China nas barbas do Estado Português
Até dói ver os ferros enferrujados da estrada de
Beja a Grândola, por falta da conclusão das suas obras.
Mas, ainda dói mais, quando se anuncia a venda da
Brisa a um grupo chinês.
Ora, vejamos:
Ora, vejamos:
A Brisa
assegura ou tem uma “rede viária” de mais de 1 600 km, em Portugal, que inclui
17 autoestradas», ou seja, em território que pertence aos portugueses; e, em
que qualquer pequeno acionista, certamente que não quer vender a sua pequena
quota de ações.
Segundo é
anunciado um grupo chinês, liderado pela China State Construction Engineering ( CSCEC ), talvez, a maior empresa de construção do mundo, estará interessada
na compra da Brisa, conforme fontes citadas pela Bloomberg.
Qual é a razão deste interesse económico?
«Entre abril de 2013, mês em que saiu da bolsa, e abril de 2019, a Brisa entregou aos acionistas mais de 2,5 mil milhões de euros, segundo “Jornal de Negócios”».
Quer dizer que os chineses estão dispostos a comprar por 3 mil milhões de euros uma empresa, que em 6 anos atinge 2,5 mil milhões de lucros?
Entre 7 a 10 anos, os chineses recuperam e ficam donos em território nacional de uma empresa que dá lucros.
É mesmo um negócio da China.
Pena é que não invista das estradas que estão
delineadas, que estão a apodrecer !...
Será que o Estado Português se deixa encantar pelas inocentes notícias do maior negócio da Europa.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
EUROPOLITIQUE: na ideia de uma CAPICUA: 20.02
Hoje, quando acordei pensei na capicua, relembrando
das « 20 horas e 02 minutos do dia 20 de fevereiro do
ano 2002 ,
ou, da possível marcação digital: 20:02. 20/02. 2002» que não corresponde
ao dia de hoje de 20.02 de 2020. Ou seja, a minha progressão geométrica
destoava de um feliz crescimento linear que me permitiu chegar até este dia.
Este dia de sol titubeante, de vento volante e de
terna temperatura viandante, que anima qualquer caminhante, desfazendo-se da
numeração que o cerca de algoritmos, aliás que se escondem nas mais esconsas
profundezas da natureza.
Caminhar ainda é um dom salutar que preenche o sabor
da vida, quando atravessamos o parque em que os patos e pombos se debatem por
uma grama de erva a cada instante, em que o instinto de sobrevivência supera
qualquer cadência geométrica, que o nosso relógio da vida contém.
As gotas do orvalho já se esgotaram da minha memória
em que o manto de verdura bordejava com o cantar da fria água nas suas térreas caleiras,
cujos cristalinos regos serpenteavam pelos doces raios de sol cadente, como
borboletas ondulantes.
A cidade e a moeda que o dinheiro encharca desfizeram
a brancura do sorriso do vento dos canaviais, da limpidez da água dos ribeiros,
da simplicidade das fogueiras que trepidavam ao sabor do frio do inverno.
A era capicua
da progressão geométrica salta de 2 a 4, de 4 a 8, deixando à partida este dois
mundos em que campo e cidade, trabalho e dinheiro, férias e descanso se erguem
juntos como um manto, que somente se ergue como pranto. Adeus, capicua.
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