- É a voz de (Frei Bento Domingues, dominicano), que sem procurar o ditado popular "entre marido e mulher, não metas a colher" - neste caso, ("vox populi, vox Dei"), - que teologicamente exorciza o anátema do Cardeal Patriarca de Lisboa.
- Dos sete sacramentos da Igreja Católica (Baptismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimónio), os dois principais e essenciais sacramentos são: o BAPTISMO e a EUCARISTIA.
- O Baptismo é a entrada dentro da comunidade cristã, que demorava dois anos na sua catequese; e, após a sua passagem participava-se no sacramento essencial: a Eucaristia (comunhão entre os seus membros).
- Ao longo da história católica foram associados outros, sendo a Penitência, (ligado à Confissão e ao seu confessionário), aquele que começou de forma mais escandalosa.
- Se, os divorciados recasados, sem serem libertos do vínculo canónico, tem de cumprir uma “vida de continência”, a sua respectiva restrição acantona-se à diocese de Lisboa, pelo seu Patriarca D. Manuel Clemente, na interpretação da “Familiaris Consortio” (1981); mas, pouco adequado, às orientações do Papa Francisco; já que destoam do Bispo de Évora, e, da frase do Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que afirma: “o casamento é um sacramento e as relações sexuais são um bem”.
- A sexualidade para a Igreja Católica sempre foi um “assunto tabu”, um "problema mal resolvido", uma "contínua pedra no sapato",de tal forma que houve monges vivendo anos em cima de colunas para fugir à tentação do demo, ou, das mulheres, ou, fugindo para o deserto. E, o demónio vinha sempre associado ao sexo, à sexualidade, às mulheres ("as mulheres são o diabo"). O celibato, ao contrário, da Igreja Ortodoxa, ainda é o alvo símbolo desta consagração do homem a Deus.
- De D.Manuel Clemente esperava-se mais, e, somente faz relembrar outro Patriarca de Lisboa, de nome de D. António, que perante uma assembleia de 5.000 jovens, não ousou tomar uma palavra acerca da guerra do ultramar. Este regresso ao passado, esta interpretação retrógrada, somente merece protesto, e possivelmente, comiseração. E, este protesto não advém só de gente do País, mas também, de muitos portugueses e estrangeiros que seguem as notícias do País.
- E, quando se acertava no alvo, a "pancada na mesa" de Frei Bento Domingues, erguia-se de forma cabal: "é, isso mesmo".
- Aos 83 anos - Grande Mestre.
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sábado, 10 de fevereiro de 2018
EUROPOLITIQUE: Frei Bento Domingues "dá pancada na mesa" contra o emérito Cardeal Patriarca de Lisboa: D.Manuel Clemente
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
EUROPOLITIQUE: MARIO CENTENO (sem palha, nem feno, quase arde no "inferno (da Luz)"), o Chefe do " Euro grupo europeu" e o "glorioso" Benfica
Mário CENTENO, fervoroso adepto do Benfica, inebriado na sua paixão, que remonta ao tempo de Camões, incendiou a imprensa e os portugueses, com achas na fogueira do futebol, às quais se mantém alheio. Se, a Bola era a Bíblia, a linguagem da paixão do futebol arrasta os seus pecadores para o Inferno, onde o Diabo gosta de tecê-las.
Esta fogueira do futebol envolve dirigentes do Benfica, familiares, e, parece que o lugar de ministro baloiça como um barco tremido, face à agitação mediática e futebolística. “Ser Presidente do Benfica é ser mais que ministro”, dizia Pimenta Machado , nos seus tempos áureos, a quem se atribui a seguinte frase: “no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”
Os dotes filosóficos de Pimenta Machado, formado em Direito, para mim são desconhecidos, (embora tivéssemos sido, quase colegas, da “charla”).
Mas, seguindo estes dois princípios de um possível silogismo jurídico: “ser Presidente do Benfica” e “verdade/mentira no futebol”, Mário CENTENO, (sem palha, nem feno) arrisca-se, na arena da “paixão do futebol”, ao "circo romano" das feras.
sábado, 27 de janeiro de 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
EUROPOLITIQUE: O "Jornal de Angola" nas teses de um advogado
O “Jornal de Angola” não é insensível a certos “artigos de opinião” que ousam dizer que João Lourenço vestiu a “pele e figura de advogado do diabo”. É uma figura de estilo, embora como dizia Bossuet: o estilo é o homem (Le style c'est l'homme).
(Talvez, fosse melhor optar pela posição de António Costa: "à justiça o que é da justiça" (caso Sócrates), e, à política o que é da política, respeitando as suas personalidades e agentes.)
Neste, aprofundamento cultural, a voz de um advogado merece nas suas colunas a citação seguinte:
«Entre Angola e Portugal, Convenção de Auxílio Judiciário Entre os Estados Membros da CPLP, a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção e outros, e que impõem a cooperação e troca de informações entre os Estados membros, na base de respeito mútuo, o que contraria os fundamentos que sustentam a decisão proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa que recusou a remessa do processo em causa a Angola»
(Resumindo: factos são factos, e, a imunidade estende-se a 2022).
Se qualquer “guião invisível” de aprofundamento cultural ou jurídico existe, é necessário substituí-lo da “artilharia pesada” pela exibição de Mercedes nas suas investigações, pela substituição temporária de um mês por uma semana. (Claro que estavam em causa 10 milhões de dólares).
Os delitos angolanos praticados por pessoas de fraca notoriedade, levam-se à exaustão, enquanto que as “personalidades jurídicas e políticas” usufruem de um estatuto condigno com a sua condição.
O senso comum, tanto para portugueses como para angolanos, tem a ideia que há uma “justiça para ricos” e “ uma “justiça para pobres”, mas esta diferenciação é praticada em Portugal por angolanos.
EUROPOLITIQUE: As estradas e os "4 mil milhões de impostos do sector automóvel"
Apesar do bom momento das contas públicas, surgem algumas críticas à simples gestão da “coisa publica” sem visão de futuro. Navegar à vista parece aquela técnica romana de navegação, (optada um pouco pelo governo), ainda que os romanos fossem peritos na construção de estradas e famosos pelas suas vias.
Os rendimentos do Estado com o sector dos automóveis rendeu, nada menos, de 4 .000 milhões de euros.
Aplicar algum deste dinheiro nas obras por concluir (“autêntico escândalo de obras”) na Auto-estrada de Beja a Sines, não esquecendo a continuação da auto-estrada de Bensafrim (Lagos) a Sines é um desiderato que não é utópico, mas possível.
Claro que as vias de comunicação em Portugal parecem um luxo, mas são necessárias, e no tempo de Cavaco Silva “escavacou-se” bastante, devidos às ajudas da U.E. (Aliás, os espanhóis pela batuta de Felipe Gonzalez montaram os comboios de alta velocidade e criaram um forte indústria ferroviária) .
Se Bensafrim a Sines não avançar, pelos que o acabamento da auto-estrada Beja a Sines se torne uma urgência e realidade para os planos estatais.
Ainda que falar de auto-estradas, e, da sua rentabilidade seja quase tabu em Portugal, o Alentejo por falta de “voz política” tem sido delegado com região de segunda face ao vozeirão que campeia no Norte do País.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
EUROPOLITIQUER: João Lourenço na "pele e figura" do advogado do diabo
Tudo decorre normalmente com uma excepção : não haver visitas ao mais alto nível aos respectivos países” (António Costa, P.M.)
Existem excepções à lei, ou, à regra, de forma que esta excepção é de “alto nível”.
Quando existe cooperação há benefício entre as partes. Mas, se existem conflitos e traumas gera-se a vingança e a agressão. A cooperação implica “capacidade de entender o outro lado”, tendo na sua base a harmonia e a empatia. Dado que a cooperação a “alto nível”, (a tal excepção à regra ou lei) carece de fundamentação nas suas bases é necessário procurar a conciliação e a resolução que a “alto nível” parece não existir, porque no fundo das questões falta um “guião invisível de acção”, que deriva de um aprofundamento cultural.
(A nível dos povos existe cooperação, (empatia e harmonia), expresso na canção “vou levar-te comigo”, ou, “a voz do povo é a voz de Deus”. Só os pequenos deuses não se entendem!...). ...
Esta excepção à regra é grave. Implica choque de personalidades. João Lourenço tem toda a legitimidade de se colocar na “pele e figura” de “advogado do diabo”. (Sem o delfim do “ancien régime” não teria chegado a Presidente, todavia está “prisioneiro dele).
Vamos simplificar a questão:
Houve um tempo que os angolanos pensavam que compravam tudo, e compraram muito. Compraram, talvez pessoas, bens, empresas, e outras coisas mais.
O que é que os angolanos não compraram?
Aquilo que os angolanos não compraram, (no passado), foi precisamente aquele “guião invisível de acção”, que a nível jurídico lhes faz falta, por intransigência de um aprofundamento cultural e democrático.
Presumo
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
EUROPOLITIQUE: Manuel Vicente – Um Homem do tamanho de um País – ANGOLA.
O actual Presidente de Angola, João Lourenço, muito deve à figura pública que defende, ou seja, a Manuel Vicente, já que sendo o “delfim” encaminhado para ser o sucessor de José Eduardo dos Santos, “queimou-se” por muita imprensa, jogos e interesses.
Não sei se a posição de João Lourenço é uma espécie de “advogado do diabo”, ou, a pretensa afirmação de um cidadão cujo estatuto é do tamanho de Angola.
Todavia, resulta destas posições uma afirmação do tamanho de Angola, da qual ele é Presidente.
Defender os seus cidadãos com “unha e dentes” costumam fazer os americanos, mas aqui trata-se de angolanos, que demarcam o seu território de jurisdição, onde o elemento de territorialidade lhes pertence.
A cidadania europeia é de direitos e não deveres, (parece animalesca), e, por isso, nesta Europa em que estamos, o melhor que faz João Lourenço é imprimir e impor o seu direito, seja como “figura do diabo”, seja na defesa de “um homem do tamanho de um país”, que, neste caso, é Manuel Vicente.
Mas, como "advogado do diabo", na figura deste articulista, o tamanho de Angola é de João Lourenco.
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