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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

EUROPOLITIQUE: Manuel Vicente – Um Homem do tamanho de um País – ANGOLA.




O actual Presidente de Angola, João Lourenço, muito deve à figura pública que defende, ou seja, a Manuel Vicente, já que sendo o “delfim” encaminhado para ser o sucessor de José Eduardo dos Santos, “queimou-se” por muita imprensa, jogos e  interesses.
Não sei  se a posição de João Lourenço é uma espécie de “advogado do diabo”, ou, a pretensa afirmação de um cidadão cujo estatuto é do tamanho de Angola.
Todavia, resulta destas posições uma afirmação do tamanho de Angola, da qual ele é Presidente.
Defender os seus cidadãos com “unha e dentes” costumam fazer os americanos, mas aqui trata-se de angolanos, que demarcam o seu território de jurisdição, onde o elemento de territorialidade lhes pertence.
A cidadania europeia é de direitos e não deveres, (parece animalesca), e, por isso, nesta Europa em que estamos, o melhor que faz João Lourenço é imprimir e impor o seu direito, seja como “figura do diabo”, seja na defesa de “um homem do tamanho de um país”, que, neste caso, é Manuel Vicente.
Mas, como "advogado do diabo", na figura deste articulista, o tamanho de Angola é de João Lourenco.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

EUROPOLITIQUE: Uma saga na AT e na Clara F. Alves (Expresso) - "Dá-te, por feliz, se somente pagas impostos!..."


«O postal das Finanças era o equivalente do papão das crianças, o monstro desalojado que espreita a sua oportunidade para invadir a propriedade alheia e instalar-se no coração dos meninos maus».

Esta frase de Clara Ferreira Alves, publicada no Expresso, denota como estamos cercados e manietados pelas Finanças.

Presumo, que a colunista nunca viu a sua casa, propriedade privada, invadida por outrem, que nela se domiciliou; e, perante esta caricata situação, certos funcionários “jocosamente” dizem que é da família, ou, pertence ao mesmo clã, sendo, por isso, uma amistosa invasão. Claro, que à família muitas coisas se perdoam, sobretudo quando o “domiciliado” é despojado da sua casa, que tanto adorava como propriedade sua, mas sem registo evidente, todavia consagrada em tribunais, e, popularmente consignada; mas, por obra do destino e de mãozinhas habilidosas, é colocado na propriedade de outrem.

“Invasão de “propriedade privada”?

“Deslocamento informático”?

“Desterro improvável”, para pagamento de impostos?

É que, os “meninos maus” (aqueles que ficam mal na fita) e, que se insurgem contra estas “trapalhadas” são obrigados a aceitar a sabedoria e habilidades de outros, cuja jactância se improvisa na eloquente frase: “chego, ali, às Finanças.... e, pimba”. Mas, esta mestria, cuja raia jaz a corrupção, tem como objetivo instalar “novos inquilinos” na casa desalojada, já que o seu dono, não certificado, foi “gloriosamente” posto a invadir uma propriedade privada.

Desaloja-se uma senhora indefesa, instala-se novos inquilinos, e, invada-se a “propriedade privada” de outrem, com grande mestria e sabedoria.

A saga desta história, que se arrasta no tempo e no espaço, corrói mentalidades, que qualquer imposto não devolve. É, o prolongamento de uma doença que corrompe corpos e mentes, num processo hereditário, cuja genealogia não obedece à tradição familiar, mas as “mãos habilidosas” que se intrometem com a sua sabedoria e mestria na exaltação de um absolutismo, que faz lembrar o fascismo.

Por isso, “o Estado está a ver-te” recai mais sobre aqueles que procuram ter uma “consciência cívica”, que pugnam por “justiça fiscal e social”, e, que não ficam imunes às contradições do próprio sistema, e, de “mãos habilidosas”, que se escondem debaixo das suas máquinas.

EUROPOLITIQUE: "A casa fantasma" de BOB DYLAN


Algures, em Vila Nova de Cerveira, jaz imponente a "casa fantasma" ou a "casa dos americanos", cujos sortilégios e mistérios revelavam uma clausura monástica, de fraco convívio com a população local. O latir do "fiel amigo do homem" denunciava uma presença humana, que se escondia debaixo de uma "cama de dólares", vulgarmente associada, que suscitava a curiosidade humana.
À sua origem americana adicionava-se a "terra dos mil lagos", ou, Minnesota, cujos confins rematam com a fronteira do Canadá, onde pontifica a lenda mundial de Bob Dylan.
Os arcanos mistérios não recontam qualquer passagem de Bob Dylan, por estas paragens, já que o seu estro não passaria despercebido. Todavia, os habitantes da "casa fantasma" não apregoam qualquer "duende", mas simplesmente que eram amigos de Bob Dylan.
Brevemente, este laureado e famoso músico pisará as terras e palcos portugueses, e, nunca se sabe se terá coragem de afugentar os fantasmas, ou, revelar o arcano mistério que uma velha amizada deixou enterrada na "casa dos americanos"

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

EUROPOLITIQUE: João Lourenço e o Hércules angolano



A FRASE LAPIDAR DE JOÃO LOURENÇO


“Agostinho Neto deu a independência a Angola, Eduardo dos Santos trouxe-nos a paz (2002). 
Eu (João Lourenço) tenho de melhorar a economia do país”.

Tarefa hercúlea; mas , na savana, junto ao rio,  o mercado do Luvo floresce: "ver árvore, mas não ver a floresta" -  eis a questão.
Angola podia dar e vender “produtos petrolíferos”, mas importou, no ano de 2016, quase 5 mil milhões de dólares, já que a refinaria de Luanda é insuficiente; e, a refinaria do Lobito, apesar das suas 15 propostas, aguarda pelo seu processo de iniciação.
Com uma inflação de 42% no ano de 2016, em que a sua moeda se troca nos meios bancários com o valor de um dólar por 166 kwanzas, e, no “mercado paralelo” ou “informal” por 400 kwanzas; espera-se que o seu crescimento angolano seja de 3,4% a 4% para o ano de 2018, para comatar a anterior letargia.
Se, quase 70% dos angolanos vivem com menos de 2 dólares por dia, com uma média ideal de P.I.B. “per capita” que ultrapassa os 100 dólares mensais, como se justifica que 25% da sua população esteja no desemprego, (todavia, inferior àquilo que se verifica na África do Sul).
Ora, desde a chegada da paz, no ano de 2002 até ao ano de 2015, calcula-se que mais de 170 mil milhões de dólares tenham saído de Angola para o exterior, de forma que há “ideias” e “sonhos” de fazê-lo retornar à Pátria.
A “economia informal” e a “economia formal ou legal” somente permite que 30% das empresas paguem impostos; isto é IRC, enquanto que o IVA espera implantar-se, e, o IRS se vai pagando, de vez enquanto. 
Sem estas fontes de receita, as despesas não são compensadas.
Portanto, isto parece um deserto, seco e frio do Namibe, onde navega a economia angolana, mas existem oásis.
No meio da selva floresce o mercado do Luvo que obriga a companhia de bandeira angolana Macron a reforçar as suas carreiras, com mais quatro autocarros, com tarifas na ordem dos cinco mil kwanzas, porque o negócio extrapola-se entre angolanos e congoleses.
A este santuário do “comércio formal e informal” juntam-se outros percursos abertos e concorridos para Windhoeck, capital da Namíbia, Congo Brazaville e República Democrática do Congo.
Ou seja, a vida popular está pujante, cheia de vida, regurgita forte e espontânea como a floresta, e, cada árvore cresce e floresce conforme o seu combustível natural, mas o “mundo e produto petrolífero” que caminha nas suas condutas, pouco ilumina o dia a dia dos angolanos. 

Somente, um Hércules pode demonstrar força para virar este estado de coisas. Será João Lourenço?



P.S.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

EUROPOLITIQUE: “A acumulação primitiva do tecido empresarial e comercial, em Angola”.

À famosa “acumulação primitiva do capital” em Angola, que gerou quase 7.000 milionários, onde pontificam 320 super milionários; e, em que uma multimilionária, muito especial, representa, nada menos, de um potencial equivalente a 10% do Orçamento do Estado Angolano, urge transpor para a “acumulação do tecido empresarial e comercial , o dinheiro que paira pelo e no estrangeiro. A Unita fala em 130 mil milhões de dólares que navegam ao sabor do vento, e, das águas fora do Galo Negro, mas, o Governo Angolano demonstra que são somente 30 mil milhões de dólares, dos quais metade está consagrada através de instituições angolanas. Quer dizer que o Governo de Angola facilmente fará recurso, ou obterá, os 15 mil milhões de dólares; mas, a outra metade depende da boa vontade e colaboração dos milionários angolanos. Tarefa que não será fácil, dado o sentido de propriedade do capital em causa, que não passará facilmente para as mãos do Estado Angolano. A forma de convencer os milionários angolanos será abrir a “acumulação primitiva do tecido empresarial e comercial”, em que algumas empresas estatais devem passar para a iniciativa privada. O caso, mais paradigmático é a holding da Sonangol que controla e dirige várias empresas. O arrendamento de terrenos ,nos 35 mil milhões de terras arável e fértil em Angola, o chamado leasing, já que a “terra é do Estado” será também uma prerrogativa desta “acumulação primitiva do tecido empresarial e comercial”, dirigida aos milionários angolanos.


Ora se “por defeito” a refinaria do Lobito não arranca, mas “por virtude” surgem 15 propostas para o seu arranque, somente dando volta à “contabilidade analítica e estatal de Angola” se encontrará saída para tal problema. A base informática para uma maior justiça social e fiscal requer que as suas potencialidades sejam instauradas para uma equação na base de 1 para 15 - "ideal de uma refinaria", ainda que refinar açúcar em Angola seja uma tarefa deficiente. Se, as receitas fiscais do petróleo susterem 50% do Orçamento Angolano, numa quota ideal, aliás, atualmente nos 9 mil milhões de dólares, o concurso do dinheiro dos milionários será um lenitivo para o desenvolvimento social e económico de Angola.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

EUROPOLITIQUE:Portugal abandona la melancolía y se abona a la confianza




Se o fado é uma música melancólica, em que o destino marca a hora, o Jornal ABC transborda de confiança nos PIGS da Europa do Sul, com a Espanha, um País “demasiado grande para cair” e que segue na linha de crescimento da ordem dos 3% ao ano, reafirmando que até a Grécia cresce a 1,5% ao seu ritmo.


Digno de ser lido este artigo, em que as fotografias portuguesas surgem no seu conteúdo, não desperdice a ocasião de se serpentear pelos meandros, já que o rio é sempre o mesmo – estrutura -, mas as suas águas, não. Como dizia Heráclito : “não é possível banhar-se no mesmo rio “twice” .

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

EUROPOLITIQUE: Um crescimento de 2,5% até 2020?

À espera das agências de rating, como prenda de Natal para Portugal, o governo de Madrid anuncia um crescimento de 2,5%  anual, pelo menos, até ao ano de 2020.
Nesta previsão espanhola, cujo desemprego rondará os 11% da sua população. espera-se que Portugal encaixe nesta onda positiva do seu vizinho e parceiro económico, já que se a Espanha cresce, o "pequeno rectângulo" deve segui-la.
Enquanto que a Alemanha caminha incólume à crise, a Grécia patina e aspira pela sua saída. No seu todo, a dívida portuguesa caminha dos 4,82% para os 3%, esperando-se pela Fitch.
Melhores ventos, melhores casamentos!...

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...