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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE:Portugal abandona la melancolía y se abona a la confianza
Se o fado é uma música melancólica, em que o destino marca
a hora, o Jornal ABC transborda de confiança nos PIGS da Europa do Sul, com a
Espanha, um País “demasiado grande para cair” e que segue na linha de
crescimento da ordem dos 3% ao ano, reafirmando que até a Grécia cresce a 1,5%
ao seu ritmo.
Digno de ser lido este artigo, em que as fotografias
portuguesas surgem no seu conteúdo, não desperdice a ocasião de se serpentear
pelos meandros, já que o rio é sempre o mesmo – estrutura -, mas as suas águas,
não. Como dizia Heráclito : “não é possível banhar-se no mesmo rio “twice” .
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE: Um crescimento de 2,5% até 2020?
À espera das agências de rating, como prenda de Natal para Portugal, o governo de Madrid anuncia um crescimento de 2,5% anual, pelo menos, até ao ano de 2020.
Nesta previsão espanhola, cujo desemprego rondará os 11% da sua população. espera-se que Portugal encaixe nesta onda positiva do seu vizinho e parceiro económico, já que se a Espanha cresce, o "pequeno rectângulo" deve segui-la.
Enquanto que a Alemanha caminha incólume à crise, a Grécia patina e aspira pela sua saída. No seu todo, a dívida portuguesa caminha dos 4,82% para os 3%, esperando-se pela Fitch.
Melhores ventos, melhores casamentos!...
Enquanto que a Alemanha caminha incólume à crise, a Grécia patina e aspira pela sua saída. No seu todo, a dívida portuguesa caminha dos 4,82% para os 3%, esperando-se pela Fitch.
Melhores ventos, melhores casamentos!...

domingo, 10 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE: Em 2018, 17% de inflação em Angola?
“O Produto
Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, vai
crescer 3,4 por cento no próximo ano e chegar aos 21.168,8 mil milhões de
dólares, de acordo com os dados do quadro macroeconómico para 2018”. (Jornal de Angola)
Não chega a mil
dólares por habitante e por ano, em Angola, quando um engenheiro de visita a
Sines, dizia que ganhava 9.000 dólares, por mês.
O P.I.B. angolano
é demasiado pequeno e baixo para a grandeza de Angola e para o número dos seus
habitantes, 26 milhões de angolanos. Mas, há mais. “A taxa de inflação prevista
é de 17%”, ao ano, num País que carece de divisas, em que a empresa Riberalves (import) dos seus 60 empregados, somente tem 10, por causa das divisas. A abundância de
kwanzas, quer no Congo, Namíbia ou África do Sul, amontoa-se como um valor de
troca de prejuízos avultados, sem correspondência cambial.
O contributo do
sector petrolífero é da ordem dos 4.010, 7 mil milhões de dólares, que se
situa, “grosso modo”, nos 20% do seu orçamento. Ora, um País que estava habituado a viver nos 80% a 90% da contribuição do sector petrolífero tem uma margem de
manobra extremamente limitada.
Apesar das boas
intenções do “ ministro das Finanças, Archer Mangueira, (que) disse,
em Outubro, durante a apresentação do cronograma de elaboração do OGE, que o
documento contém “ações viradas para a melhoria da qualidade da
despesa e da arrecadação fiscal”, a sistemática continuidade da “economia
informal” e da falta de produtividade agrícola, são dois grandes obstáculos à
economia angolana.
Somente menos de
10% da sua terra fértil e arável é aproveitada, (5 dos 35 milhões de hectares) e, apesar da sistemática
procura de acordos com entidades do Brasil, Israel, Coreia do Sul, Japão, China,
Vietnam, ou, até Portugal (salvo, raras excepções particulares), ainda não se encontraram os meios para devolver aos
angolanos a riqueza do seu solo. Claro que, neste sector agrícola, as empresas americanas e os
milionários angolanos partilham a mesma desconfiança.
Mas, a esperança
é aquilo que se espera para melhores dias em Angola, porque recursos não lhe
faltam.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE: A "Belmira" angolana privatiza o capital dos seus Bancos
Enquanto o Governo Angolano acerta agulhas com os novos
investidores que chegam da China, Israel, Coreia do Sul, Emiratos Árabes, a
nova “Belmira” de Angola, Isabel dos Santos inaugura o seu terceiro
hipermercado, em Viana, em cuja lista estão dez. Mas, a argúcia do negócio
caminha pela procura de novos acionistas, onde desponta o seu capital
investido. A emergência da economia de mercado, à qual o Governo parece alheio,
desenvolve-se pela iniciativa privada, fazendo fé no desenvolvimento
capitalista, contrária à planificação estatal, em que dos 35 milhões de
hectares de terra arável e fértil para a agricultura, somente 5 milhões de
hectares encontram alguma saída, ou, produtividade. Ou seja, menos de 10% da terra fértil e arável de Angola é aproveitada para os seus 26 milhões de habitantes, com grande escassez de produtos agrícolas.
A famosa refinaria de Lobito, por quem os congoleses e
vizinhos anseiam, encontra-se no ideal da sua concretização, para não falar da
refinaria de Luanda, que obriga a gastar 180 milhões mensais de dólares em produtos
refinados. Se, o negócio do contrabando de gasolina e gasóleo é uma realidade com
os negociantes do Congo, repletos de kwanzas, a “economia formal” carece de
receitas que lhe são sonegadas por esta atividade.
Mas, este duelo entre a iniciativa governamental, presa nas
suas amarras, contrasta com a rapidez de mudança de estratégia que se desenha
na atividade privada.
O tempo urge, os acordos são complicados, mas a falta
definição daquilo que é privado, e, daquilo que é público; melhor dito, o
excessivo peso do Estado arrasta-se com o principal obstáculo de
desenvolvimento económico angolano.
P.S. "Creio que chegou a hora de abrir o capital e receber novos accionistas”, concluiu. ("Ipsis verbis" In Egipto, 13-12-2017)
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE: "O olho vivo da imprensa galega" - Faro de Vigo e Voz da Galiza
A “impressa galega” está sempre atenta àquilo que se passa
do lado português, e, no sector económico está sempre ávida de notícias e
comparações com o seu sector. Por isso, chega a destacar que o “sector (da construção
vai ter de procurar mão de obra estrangeira porque os emigrantes não estão
interessados em voltar”.
Lamentando a perda de 6.000 empresas galegas, aponta para a
necessidade de 250.000 portugueses que deixaram o sector da construção. A
reconstrução portuguesa é também uma alavanca para o sector da Galiza.
A Galiza tem bons exemplos no sector florestal que podiam
ser reproduzidos em Portugal. Mas é sempre este olho fixo “no burro e no cigano”
que apostam os bons olheiros galegos.
Olhar para o País, sobre várias perspetivas que incentivam o
seu desenvolvimento, implicam estar sempre atento àquilo que se faz também de
bom na Galiza.
O crescimento económico de Portugal está sempre dependente
do bom andamento da Espanha que é da ordem de 2,5% no seu conjunto, aliás,
superior ao português.
P.S. A título exemplar: A empresa "Técnicas Reunidas" responsável pela fábrica da Petrogal em Sines, contraiu um contrato no valor de 3.550 milhões de euros com o Bahrein.
P.S. A título exemplar: A empresa "Técnicas Reunidas" responsável pela fábrica da Petrogal em Sines, contraiu um contrato no valor de 3.550 milhões de euros com o Bahrein.
domingo, 3 de dezembro de 2017
EUROPOLITIQUE: LUANDEX..2 : Angola e a esperança nos seus milionários
A famosa “acumulação primitiva de capital” em Angola permitiu
a ascensão de quase 7.000 milionários angolanos, onde 320 são multimilionários.
Se, a “terra é do Estado”, a noção de propriedade privada, somente,
agora, começa a ganhar sentido. (O primeiro e grande obstáculo da economia
angolana, na nossa opinião).
Aliás, a passagem de um “estado socialista” para o “capitalismo
de Estado” navega à vista, e, deu origem a uma economia, onde quase tudo depende
do Estado. “Haja dinheiro, que eu me encarrego de distribuí-lo” – dizia Felipe
González, mas é aquilo que parece não haver em Angola, por causa do petróleo.
Mas, surgiram muitos milionários!... Estarão dispostos a
aplicar os seus capitais numa economia moderna e doméstica? Dará o Estado
espaço à emergência de empresas dependentes do papel destes milionários? Ou,
gravitarão, estes milionários, à sombra do Estado?
Fala-se em “despartidarização do Estado,
desgovernamentalização da economia, desenvolvimento do sector privado,
separação do político do económico, do partido do governo, dos interesses
partidários dos interesses económicos”, etc...; mas, existem, coisas mais
simples e banais que começam pela predomínio da “economia informal”, pela
ausência de “taxa automobilística”, pelos descontos para a Segurança Social,
pela “informatização cívica”, pela aplicação do “IVA” , que podem ser diminuição
de poder de compra da população, mas são essências para as suas estruturas
sociais e despesa do Estado.
Angola carece de uma alteração económica e social, que
compete aos angolanos. País rico em recursos, e, talvez, pobre em recursos
humanos, detém quadros para uma mudança para um novo paradigma, que lhes
compete organizar.
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