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domingo, 5 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: As "cruzadas" com José Rodrigues dos Santos


Eu cruzo-me com JRS, no dia 1 de Maio, “Dia da Mãe”, quase à noite, sem dizer palavra. O autor da “Chave de Salomão”, que na minha modesta opinião, “melhor trabalhado”,  podia ser um “best-seller” mundial, faz parte das minhas leituras.
Como um “senhor da televisão” e “autor consagrado” no País, recordista de vendas, em nada convinha despertar a sua atenção, porque estava virado para o telemóvel.
Além disso, como pessoa com “dinheiro” e “influência social”, qualquer página do “jornal Expresso” está à disposição das suas teses.
Por isso, decidiu desafiar os “académicos” deste país, cujo nome “de araújo”, parece quase meu primo, além dos 9.000 licenciados em Filosofia no País.
Bastariam, cinco minutos de conversa para esclarecer um assunto que se arrasta pelos jornais “Público” e “Expresso”.
Mas, qual é a sua tese:
“O que afirmei e mantenho é que as origens do fascismo estão no marxismo” (Jornal Expresso/04.06.2016).
Novamente, eu cruzo-me com JRS, como leitor, no “Jornal Expresso” com uma tese, de origem italiana, que procura “branquear” o fascismo, o que é bastante grave para a democracia. Faz-me lembrar aquele slogan: “ Avanti o popolo, alla riscossa, Bandiera rossa, Bandiera rossa", cujo objectivo era “cantar e fazer trabalhar mais”, iludindo os trabalhadores. O fascismo não foi um “bandeira colorida italiana”, foi muito grave e causou muitas mortes. A sua génese não está na Itália.
Aqui não se trata de ilusões, mas questões demasiado sérias, para serem levadas com superficialidade. (Aliás, eu vi as ruínas, os cemitérios e pessoas machucadas).
A “ética profissional” obriga à sua desmontagem.
E, tal como este hino, JRS tem de “trabalhar mais para não cair na tentação” de defender tal tese, que naquele 1 de Maio podia estar resolvida, sem grandes pretensões.

EUROPOLITIQUE: "A atitude trágica" de José Rodrigues dos Santos (jornal EXPRESSO)

A minha amiga alemã lia “Alberto Moravia”, autor italiano, o que me causava admiração.
Ainda mais admirado fiquei com a divulgação da “obra filosófica” de F. Nietzsche feita por um tradutor italiano (Colli), em que um “académico português” fazia a defesa da “pretensa obra” do tradutor em desfavor do próprio F. Nietzsche.
Por via italiana, o escritor José Rodrigues dos Santos defende que : “o fascismo tem mesmo origem no marxismo”. Ironia ou cinismo entre "facho" e fascismo.
Os franceses defendiam que “o fascismo é uma ideologia sem sentido”. E, como “ideologia sem sentido” falhou.
Se, Rodrigues dos Santos indaga o “facho”, então, se calhar, é italiano. Mas confundir "fascismo" com "facho" é trágico.
A origem do fascismo alemão tem pressupostos e fundamentos alemães. Quer na música, quer em certo tipo de pensamento, não abertamente filosófico, que poderiamos fundamentar. As suas raízes da exaltação da força (macht), da raça e da cega autoridade levaram a Alemanha ao fracasso.
Esta “ideologia sem sentido” foi arduamente combatida.
Portanto, resta saber de que “fascismo” José Rodrigues fala, demonstra e comenta, apesar do seu dinheiro e da sua influência social.
Parece que estamos na “origem de uma tragédia”. E, a atitude de José Rodrigues dos Santos é trágica, embora isto seja um planfeto.

sábado, 4 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: "A falta de autoridade e visão", em Marcelo (staff presidencial)


Confesso, que por razões atlânticas e europeias, sou um adepto fiel do semi-presidencialismo para Portugal, o que me retira, um pouco, do sistema político vigente no País.
Acho que o “MNE” e as “Forças Armadas” deviam depender directamente do Presidente da República.
Todavia é o "sistema político" que temos, e nele convivemos e nos encaixámos.
Acho que Bossuet, dizia, o seguinte: « le style, c’est l’homme»
Vasco Pulido Valente, como cronista e historiador, afirma que : “A Marcelo falta autoridade e visão”
Recorre ao sentido de “gravitas”, de peso, de báculo, de firmeza, de constância, que impregna qualquer personagem que se avista ou contempla. Imagem que imprime respeito, admiração, altivez de cargo, e, que nos deixa a impressão de autoridade. Um tom de voz, capaz de intimidar, quando somos "apanhados de surpresa". Ou seja, se existe o “pathos”, o “logos”, profusamente em Marcelo, o cargo implica qualquer coisa que é mais importante, ou seja, o “ethos” – a "palavra e o conselho de quem vem". Talvez, por natureza, surja esta lacuna, mas quem reúne determinadas credenciais, e, traquejo político pode ser ultrapassada.
Comparar Cavaco a Marcelo, é uma diferença do "dia para a noite". O jornalista diz: “Cavaco pensa alguma coisa, porque se pensa, não diz nada, pois Cavaco não falava”.
Alguém dizia de Descartes: “ele pensa o que diz, mas não diz o que pensa”. A “gravitas” de Cavaco, assemelhava-se à “gravitas” de Eanes. Ambos tinham uma exacta visão do poder e incarnavam-na. De tal forma que Eanes "metia medo", quando era uma pessoa humana e afável, mas com o sentido de chefia.
No campo da “visão” e da "estratégia", aparentemente é qualquer coisa que não deve faltar a um político. Demasiado tempo agarrado ao comentário, a acção planificada carece de algum rumo que o tempo, espaço e lugar poderão confirmar.
Confesso que não votei Marcelo, por certas razões e porque antecipadamente previa a sua eleição.
Mas, esperemos, já que o “estilo é o homem”.  

sexta-feira, 3 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: “IN EXTREMIS”, acontece o seguinte: “se tens dinheiro - safaste”; se és pobre – sofres com “processos de incriminação”, humilhação, etc...”.

No seu ponto de vista, (artigo do espanhol no “Jornal de Notícias) a defesa de que o “socialismo” tem uma “visão estatista”, em que aquilo que se pedia a ”Deus” na Idade Média, modernamente se transferiue e “pede” ao Estado, tem a sua razão de ser.
Mas, mais intimamente na profundeza “estatizante” do Estado socialista, está a filosofia de Hegel, que ainda comanda muitos pressupostos desta visão, incarnada pelo socialismo, ou, outros modelos sócio-democratas (para não dizer, a "filosofia política" alemã).
Não haja dúvidas, que o “modelo de Estado” em que a ligação entre “direitos e os deveres” dos cidadãos tende a desaparecer. Esta lacuna deve-se à falta de “autonomia do cidadão” (de dizer até ao próprio Estado, que opta por outro), e, ao exercício do “monopólio do Estado” (autoridade, monopólio da violência,  impostos, máquina fiscal), conceitos que exprimem a dialéctica de Hegel entre a falta de identidade entre “senhor” e “escravo”.
“IN EXTREMIS”, acontece o seguinte: “se tens dinheiro -  safaste”; se és pobre – sofres com “processos de incriminação”, humilhação, etc...”.
É que nesta lógica, de um Estado a quem o “grosso dos cidadãos” reivindicam “bens materiais", tendo esse mesmo Estado uma “máquina fiscal” para exercer a sua "autoridade materialmente", esquece, por vezes,  outros “aspectos sociais, cívicos, ou, mesmo espirituais”, com a invasão da privacidade desse mesmo cidadão ou contribuinte, procurando roubar-lhe a sua "autonomia, independência, ou seja, o uso da sua propriedade".
Se, no seu ponto de  vista, (deste autor espanhol) este “modelo de Estado” conduz à "bancarrota do próprio Estado", ao seu "endividamento crónico", na medida em que os cidadãos "fazem fé em promessas das quais pensam ser credores," porventura, o real e verdadeiro problema reside na falta de “capacidade e autonomia dos indivíduos”; ou seja, em assumir em consciência e plenamente os seus direitos e deveres, face ao Estado e, sobretudo, face a si mesmos.
A sociedade é composta por um conjunto de indivíduos.
Poderão existir indivíduos que usufruindo de “possíveis credenciais de outro Estado”, ousem dizer que são vítimas de “processo de incriminação” do seu próprio Estado, já que as sociedades são, hoje, mais complexas e, infelizmente, compostas de “homens bons” e “homens maléficos”.
Enquanto não dermos aos “cidadãos” as ferramentas “materiais e cívicas” (com ou sem isenções fiscais, que são “boas e más”); os aspectos de riqueza social e espiritual caminharão para o abismo.

EUROPOLITIQUE: Bom e mau funcionamento da "máquina fiscal" do Estado


 
O Estado Português tem todo o direito de exigir impostos, a quem deve pagá-los.
Mas, na sua função de “autoridade cobradora” deve fazê-lo sobre os cidadãos, a quem cabe essa obrigação, essa relação de “cobrador” – “pagador”.
A transferência desses “direitos e deveres” para terceiros, incorre na invasão de “privacidade, autonomia e propriedade” de qualquer outro contribuinte.
Se, o Estado se arroga esse “direito de transferência”, por razões de sentimentalismo, ou, quaisquer outras, presume-se que não está a cumprir devidamente as suas funções de “entidade cobradora”; ainda mais, quando o “pagador” exibe recursos suficientes para cumprir essa obrigação.
Se, essa relação de “cobrador” – “pagador”  não é satisfeita cabalmente, porventura, existem “mecanismos de manipulação”, que o próprio Fisco “conhece, ou, desconhece”, para “imputar a terceiros” uma obrigação que cabe a esta dualidade.
Os direitos e os deveres fiscais de cada contribuinte não podem ser imputados a “terceiros”, porque isso implica a falta de “função do Estado” e a “aniquilação dos direitos fiscais” de qualquer outro contribuinte.
Aqui, ou, desaparece a “função da máquina fiscal do Estado”, ou, desaparece a “autonomia e os direitos” do indivíduo e contribuinte, com a invasão do Estado na sua privacidade e na sua propriedade.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: A Segurança Social e os Latifundiários


 Vem a propósito, o comentário do empregado da SS, que dizia: ”as pessoas pensam que o milho está no caniço, mas ele não está”.
Vem a propósito o comentário, quase incrível, de que o “Orçamento de Estado” da Guiné Bissau, não chegava para pagar as pensões, porque incluía pais , netos e avós.
Vem a propósito, o comentário de um técnico português, que dizia que apesar de uma “boa pirâmide social” em Moçambique, se preparavam para meter as mãos no bolo.
Vem a propósito o comentário de um jovem angolano que não precisava de estudar porque o cartão de crédito de um militar aposentado lhe cobria todos os gastos no “shopping”, (já era!...)
Mas voltemos à história do caniço, meio cheio, meio vazio, completamente vazio, ou, em equilíbrio geométrico.
Claro que as regras da Segurança Social não são simplesmente aritméticas. São de uma geometria variável, em que a pirâmide social, (no caso português desequilibrada), enquanto que nos países africanos é estável, ou, quase perfeita, (mas não funciona bem).
É necessário que haja um caniço, onde se colocam as espigas. Mas, atenção aos roedores de espigas, sobretudo, esses "latifundiários", cuja avidez, desfaz qualquer forma de entesouramento.
Os latifundiários surgirão de qualquer forma, tempo ou modo. Além da atenção dos políticos, dos pensionistas, dos contribuintes urge que funcionários credíveis saibam gerir as “poucas espigas” que se vão recolhendo, porque a "seara" depende das condições de tempo e da natureza (economia).

EUROPOLITIQUE: Os Latifundiários do sistema mundial ou nacional" e a Segurança Social


Com o título de “Marcelo pressiona acordo que salve contas da Segurança Social”, o Jornal “Diário de Notícias” reforça o sentido de uma “base de sustentabilidade da nossa segurança social”, fazendo apelo ao percurso do “tempo” e dos “partidos”.
Este país é pobre de recursos, como diz Águalusa: “Portugal, somente é grande no Alentejo”.
Como País, parco em recursos naturais, mas grande em generosidade social, não quer dizer que as contas da Segurança Social” sejam devidamente equacionadas, não só pelos técnicos, como pelos partidos (decisores  das questões políticas, ou, da organização social, que pertence à “pólis”).
Mas este País, à beira-mar plantado é objecto de “espanto” pelos franceses em questões de Segurança Social. Quer dizer pobre, mas minimamente organizado, face aos ricos e poderosos de França, que se debatem com estas questões.
O "rico sistema social francês" que podia ter uma “dívida externa” de 50%, infelizmente  está no seu máximo de 100%.
Voltámos ao Alentejo. Antigamente na “praça pública”, o latifundiário alentejano escolhia quem queria trabalhar.
Tanto em França (questões laborais, direito de trabalho), como em Portugal, assistimos ao “senhor latifundiário do sistema financeiro mundial ou nacional” determinando quem quer trabalhar, porque o trabalho é "simplesmente mais uma mercadoria" ao dispor do capital.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...