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domingo, 3 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Paris-Dakar em Angola

     



     
     Segundo o “Jornal Notícias” revela-se que Lavigne, director do Paris-Dakar, já encetou negociações com o governo angolano para colocar esta prova mítica e automobilística no lado ocidental do Sudoeste Africano.


    A nível informativo e de adesão do público mundial, de certo modo, o Paris Dakar tem perdido o seu entusiasmo de massas desde que rumou à América do Sul; e, por isso, pretende regressar às suas origens africanas, embora tenha de deixar as áreas desérticas do Norte de África, por razões de segurança.
     Todavia, as condições naturais do Sul de Angola, conjuntamente com a Namíbia e outros países associados, reúnem as condições ideais para esta mítica prova automobilística.
     Angola dispõe de uma oportunidade única de projecção a nível mundial na concretização e efectivação deste novo Paris-Dakar, em terras africanas.
     Se o projecto turístico do Okavango-Zambeze, com os seus 87 mil quilómetros quadrados carece de projecção mundial, a realização desta prova irá projectar os vários empreendimentos em causa que envolvem Angola, Zâmbia, Botswana e Zimbabwe e Namíbia. 
      Além disso, a província de Benguela reúne condições óptimas, equivalentes ao deserto do Norte de África, através das regiões desérticas da  Baía Farte e Namibe, que fazem lembrar, para os nostálgicos,  a “terra do degredo” e  do antigo deserto de Moçamedes.
     Apesar das contingências económicas que grassam em território angolano, o seu solo somente carece de despertar para que este sonho se concretize, com as maiores valias de projecção turística a nível mundial, que esta prova mítica acarreta nos meios de comunicação.

sábado, 2 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: Carga fiscal dos combustíveis em Angola

Preços europeus em Angola?
Para um país, carregado de petróleo, os preços de combustíveis em Angola regressam, paulatinamente,  às tabelas europeias. A máquina fiscal aperta o cinto aos angolanos, longe dos tempos graciosos das vacas gordas e dos "tempos divinos" da Venezuela.
Claro que a máquina fiscal começa a mostrar as suas garras no consumo, no registo predial e nos salários, enquanto que o "estado entre o estado", ou seja, a Sonangol usufrui de uma fiscalidade que causa atritos ao Ministério de Petróleos e às Finanças.
Causa espanto a "venda de lotes de petróleo", efectuados pela Sonangol, quando este direito pertence ao Estado, como, aliás, é feito no Brasil.
O emergente tecido empresarial caminha para uma cotação em bolsa que retarda na sua concretização. Embora a inserção das empresas no sistema financeiro seja a introdução, por vezes, num sistema de casino, ou seja, no seu aspecto negativo; positivamente, a angariação de capital torna-se numa necessidade urgente para o seu desenvolvimento.
As potencialidades angolanas são mais que evidentes. Se a bolsa da África do Sul cresceu 59% em 2015, a sua vizinha Angola tem credenciais para se inserir no contexto bolsista, com as devidas regras e ajustamentos.
Por isso, o preço dos combustíveis são óleo para a máquina fiscal, como as empresas angolanas são um factor de desenvolvimento e enriquecimento em que a fiscalidade também deve operar com juros e dividendos.



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

EUROPOLITIQUE: A tourada de Ronaldo ao jornal Figaro


 

          Que Ronaldo diga: “eu  não sou a pessoa mais humilde do mundo”, e,  que tenha uma frota de carros que ultrapassa os 5 milhões de euros, desde este Ferrari 599 GTO de 320 mil euros até aos outros Lamborghini, Bentley Rolls Royce e Bugatti, pagando mais de 100.000 euros de seguro, está dentro do estatuto pessoal de um amante de carros, que pouco tem de humildade.
Mas tenhamos caridade pela traição do discurso, já que “Deus é brasileiro”, e, pessoalmente preferia o Ronaldo "Fenómeno", ao Ronaldo "toureiro português".
Quando Ronaldo afirma: “mesmo Deus não agrada a todo o mundo”, não está a comparar-se indirectamente ou infelizmente a Deus, ou, ou a trair o seu próprio discurso, como pretende afirmar o “jornal Figaro”. (Indirectamente, teríamos uma pequena “jalousie”).
Infelizmente, a comparação  é duplamente infeliz na semântica francesa.
Digamos que, certamente, esta semântica encaixa perfeitamente na linguagem e léxico francês. Quando os franceses lamentam que as coisas não correm bem, suspiram: “Mon Dieu...Mon Dieu...”
Portanto, este suspiro francês faz parte da vida quotidiana gaulesa, e retira qualquer forma comparativa a Deus.

“A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, já dizia o famoso J.C.

             Por mais que o “ego” de Ronaldo seja forte, a humildade do seu percurso não permite que as veleidades e semânticas francesas o atraiçoem, porque elas estão inscritas na própria linguagem francesa.
Como dizem os franceses: “le discours c'est toujours une trahison du discours”.
Por isso, não quero tratar o “Figaro” por “jaloux”, já que, por várias vezes, fui confrontado com este "discours carré".
Bonne Année 2016.

EUROPOLITIQUE: O perigo amarelo em Angola


 
      A estrada do Soyo/Luanda encontra-se dependente da boa vontade dos chineses para resolver o “atolamento” dos camiões, na ordem das 500 viaturas, por dia, que circulam nesta via.
     Enquanto outros 50 camiões traficam o cimento nas fronteiras angolanas com a República do Congo, a boa vontade reverte num lucro, digno de divisas americanas.
     Conceder aos chineses 15 mil hectares para plantação de arroz, quando se encontra um terreno pejado de diamantes e ouro é uma dádiva celestial.    
     Apesar do beneplácito de 6 mil milhões de dólares, concedidos em troca de petróleo parece que os angolanos vão pagar caro esta invasão chinesa, que se tornou na primeira colónia emigrante. Consta-se que Samora Machel desdenhava fazer negócios com os chineses. Apesar das contingência económicas, parece que o controlo deste “perigo amarelo” escapa um pouco às autoridades angolanas.
     O mercado paralelo de divisas cresce e faz lembrar as lojas de câmbio dos indianos em Maputo que decidem da subida ou descida do metical.
      Nesta invasão territorial escapa, por agora, a Sonangol na sua estrutura comercial, na sua estrutura política e na sua estrutura fiscal, que representa 80% da riqueza angolana, enquanto que o resto está dependente do engenho e avidez chinesa, desde o comércio até ao nível financeiro.
     Oxalá, o ano de 2016 seja mais promissor para Angola.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Salários Mínimos na Europa, comandada por Bruxelas




Desde os 4.050 euros mensais, necessários para viver na Suiça, com os devidos impostos, até aos 194 euros mensais para sobreviver na Bulgária; eis aqui, o panorama  dos salários minimos ("bruts" - à la française) nesta Europa (28 países), comandada por Bruxelas e pelas contingências económicas, que impedem a sua progressão, sobretudo, nos países ibéricos.

1 – SUIÇA - 4.050 euros (fora da CE)
2 – LUXEMBURGO – 1.923 euros
3 – REINO UNIDO – 1.510 euros
4 – HOLANDA – 1.508  euros
5 – BELGICA – 1.502 euros
6 – ALEMANHA – 1.473 euros
7 – IRLANDA – 1.462 euros
8 – FRANÇA – 1.458 euros (brut) = 1.123 euros (net)
9 – ESLOVÉNIA – 791 euros
10 – ESPANHA – 757 euros
11- MALTA – 720 euros
12 - GRÉCIA - 684 euros ......(x14)....... (-28% = 877 euros)
13 – PORTUGAL – 530 euros = 618 (x14 - Janeiro de 2016 - universo 650 mil)
               00-  DINAMARCA –  não tem
               01-  ITÁLIA – não tem....(hora 6,5/7 euros)
               02-  CHIPRE – não tem
               03-  FINLÂNDIA – não tem
               04-  SUÉCIA – não tem
14 – POLÓNIA – 418 euros
15 – CROÁCIA – 399 euros
16 – ESTÓNIA – 390 euros
17 – ESLOVÁQUIA – 380 euros
18 – LETÓNIA – 360  euros
19 – LETÓNIA – 360 euros
20 – REPÚBLICA CHECA – 338 euros
21– HUNGRIA – 330 euros
22 – LITUÂNIA – 325 euros
23 – ROMÉNIA – 235 euros
24 – BULGÁRIA – 194 euros

domingo, 13 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A indústria do Granito

Exportação brasileira de granito para a Galiza. (Clique na imagem)

O porto do Douro, anunciado como a "coroa" de exportação do granito das zonas fronteiriças e transmontanas, aguarda pela sua plenitude de realização, quanto o Porto de Sines desespera pela exportação dos mármores alentejanos de Vila Viçosa e arredores.  Aliás, o tão propalado porto de Sines,  representa, unica e exclusivamente 20% do seu potencial dedicado às exportações portuguesas, erigindo-se como "pura ilusão" de muito comentadores políticos e "candidatos a «presidentes da república»".
Carece de um autêntico "player" marítimo, que potencie as suas virtualidades de porto de "águas profundas".
Embora, Portugal exporte 16,5% do seu granito para Espanha, a Galiza reacende o seu comércio desta rocha ornamental com importações massivas do Brasil.
Em 2003, Portugal ocupava o 9.ºlugar no ranking dos países produtores desta pedra natutal, conjuntamente, com o mármore. O valor total deste negócio ascendia aos 628,2 milhões de euros.
A emblemática calçada portuguesa encontra-se ameaçada com o aparecimento de novos produtores, como a Índia e a grande China, com preços bem mais atractivos.
Mas, a Galiza, com os seus montes escalpelizados que se avistam de Portugal, já não se contenta com a sua produção interna, como também conquista, navega e transporta a pedra do Brasil para a sua zona, com 17 mil toneladas de pedra brasileira, importadas.
O músculo financeiro e empresarial galego constrata com a reduzida dimensão das empresas portuguesas, e, com a sua falta de visão estratégia.
Os avanços tecnológicos de tranformação permite que a "pedra bruta" seja trabalhada e lapidada na Galiza, afirmando-se como uma importante fonte de industrialização. 
Além disso, aliam-se formas de promoção de novos produtos, que certamente inundarão Portugal, tão apreciador da "pedra brasileira".
A Galiza estende-se para além da sua concentração geográfica, já que desde a sua zona marítima desenvolve seus caminhos até às regiões de Orense, sede desta indústria transformadora, bastante recente neste território.
O paradigma galego deve suscitar a atenção dos empresários portugueses, para que a transmissão de conhecimentos não esmoreça, e, a incorporação de "design" renasça em novos canais de distribuição e comércio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: BRASIL à deriva na economia, no emprego e na corrupção.



      CID, “el campeón”, é o inverso do ideal brasileiro que navega nas águas da “corrupção, inflação e desemprego” - CID. Deste modo, o consumo que durante 11 anos consecutivos se afirmou, teve uma rápida queda.
    Influência de ventos que já varreram outros países, a crise despontou no Brasil.
    Com uma inflação que vai ultrapassar os 10%, com um desemprego na ordem dos 7%, e, com uma corrupção que mina as instâncias do Estado, a economia junta-se à política neste descalabro brasileiro, em que, no ano de 2015, o real perdeu 70% do seu valor face ao dólar, segundo algumas informações.
    O deficit brasileiro, país rico por natureza, maior criador de gado do mundo, repleto de matérias primas, era de 14 mil milhões de dólares, em 2014, e para lá continua nesta “senda desorientada”.
    A ilusão de uma classe média desafogada está em crise, ainda que o Brasil detenha o maior número de milionários no "top ten" mundial, classe que desfruta da sua pujança. 
    A subida de preços no consumo, aproxima-se dos anos de 2003.
    A fraca industrialização e a falta de investimentos esmorece o sonho brasileiro.
    O crédito fácil desapareceu e a crise demonstra as suas garras.

    A imprensa portuguesa centraliza a sua discussão sobre os “jogos políticos” do poder brasileiro, já que nele também rodopia a roleta da economia, mas os problemas são mais estruturais de um modelo de sociedade que ainda não encontrou a "esquadria adequada" de um modelo social e económico.
    O fenómeno das "igrejas evangélicas", agarradas às rádios e televisões", demonstra muito o sonho dos brasileiros, em que os pobres desejam ser ricos, e, os ricos serem abastados americanos. A onda de violência espelha a segregação entre os condomínios fechados e as favelas. Mas, o Brasil "sonha grande", já que se afirma como a sétima economia mundial. 
    País, enclausurado, na cintura sul americana, mais que um país é um continente, tendo na nota americana o seu escoramento, segundo certos analistas, o Brasil deve ultrapassar esta crise com eficácia e rapidez, já que aquilo que o mundo precisa está no seu território.  


EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...