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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

EUROPOLITIQUE: A Inquisição Espanhola e a Catalunha


Embora o senso comum europeu, e, os políticos europeus não concordem com a independência da Catalunha, a expressão da sua vontade pode ser legítima, embora não legitimada, quer dizer, não merecendo o apoio do resto da Espanha,e não só. É, a manifestação de um sentido de afirmação, que carecendo dos seus apoios necessários, quer nacionais, quer internacionais, tem uma força interna que funciona como barómetro de uma temperatura social que se manifesta e percorre certo tecido social catalão. Apagar este fogo, esta chama de nacionalismo, acalentado por várias décadas, somente faz renascer outros fogos em que se consome a Catalunha.
Bastava ao poder político o decreto de eleições, respeitando as várias vontades catalãs para se exprimirem livremente, com a sua imposição de datas e organização. Ou seja, o poder de Madrid já exerceu suficientemente as suas prerrogativas condicionando os catalães, as eleições.
Tudo o que ultrapassa, a decisão madrilena de eleições, é um exercício semelhante à famosa Inquisição Espanhola, que mandava para a fogueira os seus descrentes. Ou seja, tiremos a roupa a esses dirigentes que eles ficarão inocentes como Adão estava no Paraíso. Decapitar, economicamente os seus membros, faz lembrar as pobres viúvas ricas, que eram acusadas de pacto com o diabo.
A teia diabólica, que o direito impõe à política, só merece que os seus dirigentes deixem de ser cidadãos espanhóis para se tornarem apátridas. "Estes mal nascidos em Espanha", dizia um político espanhol, não merecem usufruir do solo espanhol, porque a sua força se não vem da velha Inquisição, não está muito longe dela.

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domingo, 22 de outubro de 2017

EUROPOLITIQUE: A Racionalização da Floresta


Calcula-se que 20% do território português seja do Estado, onde pontifica a floresta.
A separação entre o mundo urbano e o mundo rural é uma contradição do sistema interno português.
A perspectiva estrangeira, a nível do fabrico da pasta de papel, tece elogios à qualidade deste produto. Ou seja, aquilo que é uma riqueza na perspectiva dc outros, é vista, pelos portugueses como uma pobreza. 
Quando atravessei a zona de Lisboa até Aveiro, o meu receio era a extinção da massa verde que bordejava a auto-estrada.
Gosto de eucaliptos, gosto de pinheiros, gosto do verde que cobre o território português. 
Mas, esta riqueza verdejante, que pulula naturalmente, carece de ser afagada e protegida com carinho, com esmero, e, com trabalho, quer pelos municípios que recebem a suas rendas, quer pelos proprietários que tiram dela os seus lucros, quer pelo omnipotente Estado, que desconhecendo os seus reais 20% de território de floresta ou outros, se deixa enredar nas teias dos vários interesses implantados e se torna impotente em relaçãoe aos fenómenos da natureza.
Antigamente, o pastoreio, o mato, carqueija, e, a madeira era a riqueza e sustento dos lavradores. 
A mudança de paradima impõ-se.
Hoje, são as máquinas, o plantio, a recta ordenação do território com a variedade legítima de espécies que deve ordenar a floresta. 
A racionalidade tem de imperar contra a espontaneidade. 
A natureza espontânea deve conciliar-se com a industrialização, com o aproveitamento integrado das várias espécies que o território feliz e abundamente permite obter.
Se, aos olhos dos estrangeiros, a floresta portuguesa é uma riqueza, relançá-la na pobreza é desconhecer as suas potencialidades; e, fazer daquilo que parece pobre uma parte da economia que se pode tornar rica. 
"Rica é a floresta portuguesa", pelo menos, aos olhos de jornalistas franceses, (há mais de 40 anos).

EUROPOLITIQUE: Um "Novo Mónaco" na Catalunha?


"Que me interessa conhecer todo o sistema se não me encontro lá", dizia Soren Kierkegaard acerca do sistema filosófico de Hegel. A mesma questão se coloca àquela catalã que em terras do tio Sam deambulava nas profundezas do pensamento do filósofo dinamarquês. 
Como apaixonado dos vikings estou bem longe da realidade da Catalunha, do sistema político de Hegel, ou, do existencialismo religioso de Kierkegaard, mas unido nesta problemática de "nuestros hermanos", que também nos afecta, quer economicamente, quer socialmente. 
Parece que o sufrágio europeu, a nível dos seus líderes, e a opinião dos seus filiais sul-americanos olha de lado para esta pretensão independista da Catalunha.
 Se a sua pujança económica corresponde somente ao seu desejo de independência, será o puro egoísmo que sobe de tom. Porventura, a Catalunha aspira a torna-se um novo Mónaco, ou, a suavidade de uma pequena Andorra?
As profundezas do seu "Volksgeist" imprimem um tal movimento interno que faça explodir as circunstâncias externas, quer nacionais, quer internacionais?
A unidade de Espanha, um desiderato de um Caudilho testamentário, parece explodir na força democrática de quem se sente amordaçado por correntes de gerações que sempre aspiraram a uma autonomia própria. E, que espécie de autonomia?
Desde a inquisição que o sistema de autoridade em Espanha não é o mais benigno. Por isso, as reacções do poder e a revolta dos seus cidadãos irão fazer correr muita tinta nos jornais e, talvez, outra tinta, nas ruas.
Nada menos, de 300.000 funcionários estão na calha de mudanças!...

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O rigor da Segurança Social em Moçambique?



A crença na Segurança Social, nos países africanos de origem portuguesa, não acompanha os anseios de muitos jovens.
Com um pirâmide social equilibrada, com a existência de muitos jovens no mundo do trabalho, a rentabilidade dos fundos sociais é desbaratada na criação de bancos, cujo destino é a falência, em dois casos, que aconteceram em Moçambique, segundo rezam certas informações.
Em casos mais concretos, nega-se o direito a um pequeno bónus de 150 meticais, ou seja, dois dólares, porque a pessoa em causa é proprietária de uma casa, como uma habitação desse direito à alimentação.
Ou seja, a possível repartição mínima de alguma riqueza nacional esfuma-se em donativos que sendo de três meses se reduzem a um ou dois meses, para facilitar as contas!...
Se, o mercado informal se debate com o mercado formal, a contabilidade financeira a nível de impostos esfuma-se na sua organização, originando a descrença e a falta de rigor na repartição de alguma riqueza que deriva do fruto do trabalho.
Esta situação caricata acarreta a descrença dos jovens moçambicanos na sua Segurança Social, apesar de um pirâmide social no seu sentido perfeita. Ou seja, muitos jovens a contribuir para o bolo social. A palavra de ordem de luta contra a corrupção merece que as instâncias internacionais estejam vigilantes na distribuição de riqueza que afecta a sociedade moçambicana.
O "salve-se quem puder" parece ser o lema de uma organização social, cujos olhos somente estão postos na miragem do gás moçambicano, para os seus dirigentes políticos. Os restantes meios de planificação social e angariação de dinheiro não resistem à avidez e voracidade de certos dirigentes da causa social. 
Parece que os fundos sociais angariados são investidos em bancos cujo fim é a sua falência sistemática. A justiça fiscal e social devem prevalecer sobre intuitos que desvirtuam a sociedade no seu todo.
Se, os sonhos do gás alimentam a classe dirigente, o seu substracto social deve ter leis e princípios que fomentem a dignidade das pessoas que trabalham para que o seu futuro seja mais risonho, afugentando a desc rença nas suas expectativas.
Desbaratar os "fundos sociais" na roleta bancária é tirar a esperança no futuro destes jovens, apesar da apregoada luta contra a corrupção.
O "dinheiro sagrado" da Segurança Social carece de princípios sociais que alimentem e dinamizam a sociedade moçambicana.



Milionários espanhóis superam duas vezes a dívida portuguesa.


A nossa vizinha Espanha ocupa o décimo quarto posto 

mundial, (sétimo a nível europeu) no nível dos milionários, ou 

seja, cidadãos com mais de um milhão de euros, em activos.



Se, no ano de 2008, antes da crise, o seu número rondava os 

127.100 indivíduos, em 2016, nada menos de 202.200 

cidadãos alcançaram o patamar de milionários, aliás, uma 

subida da ordem dos 60%, que relativamente ao ano de 2015 

se situa numa ascensão de 5%. desta classe de indivíduos, 

nestes 8 anos pós crise.

O património destes milionários ascende a 495.510 milhões 

de .euros, cuja ascensão é de 54 % em cinco anos.

A distribuição da riqueza aspira-se num espiral para cima, 

cujos contornos criam desfasamentos sociais e económicos.

Comparativamente com Portugal, os milionários espanhóis 

são quatro vezes o número de milionários portugueses. 


Pouco mais de 50 mil portugueses atingem este patamar que 

se cifra na ordem dos 54.233 pessoas.

Parece que um para quatro foi sempre este estigma de 

diferença entre portugueses e espanhóis.

A Catalunha, com 20% do P.I.B. espanhol, e os seus 7,5 de 

catalães, está longe do expoente de um galego, patrão da 

Inditex, capaz de arcar com 50% da dívida portuguesa.


Todavia, a Catalunha tem um P.I.B., na ordem dos 224 mil 

milhões de euros, superior ao português, que perfaz, quase 
.
metade dos milionários espanhóis. O falso ou verdadeiro 

argumento da sua possível independência, se não é 

económico com o centralismo de Madrid, arrisca-se a tornar-

se numa "ilha isolada" no contexto europeu.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Portugal - um "caso de sucesso"?



Relata um jornal da Galiza, que talvez Portugal seja um "caso de sucesso". 
Todavia, na medida em que o porto de Barcelona subiu a 30% nas suas cargas de contentores, que, em Espanha, os funcionários públicos terão um aummento de 1,5% ao ano, que a economia espanhola cresce a 3%, o rectângulo português acompanha o seu bom desempenho, cuja origem, em parte, deriva da influência da sua vizinha ibérica.
Embora, o jornal. "Voz da Galicia" saliente os "900 milhões de investimento" nos parques industriais, não haja dúvidas, que os galegos estão sempre de olho no Norte de Portugal.
Oxalá, o "sucesso português" não se torne em retrocesso sem ajuda espanhola.
O caso, mais surpreendente chega-nos através da Inditex, mais conhecida pela Zara, que cresce ao ritmo de 11% ao ano,  com 337 lojas em Portugal, ocupando o sexto lugar mundial, em que pontifica a Espanha com as suas 1.752 lojas (na China com 638). Aliás, os países com mais de 50 lojas são, nada menos, de 25 nações, de forma que esta "marca global" é o expoente máxima, cuja origem é. galega, mas cujo símbolo é espanhol.
Ou seja, os bons exemplos de Espanha são um incentivo para os portugueses, para não citar a "indústria ferroviária" que contrasta com a decadente portuguesa. O caminho faz-se caminhando, de forma que nos.temos de aproximar de "nuestros hermanos".
.../...

domingo, 18 de junho de 2017

EUROPOLITIQUE: 43 GRAUS, MORTES E FLORESTA


Percorria-se a A8, a dita auto estrada do Oeste, em direcção a Aveiro, bordejante de um verde encantador, que alguém exaltava na sua natureza.
A natureza do verde pino casava-se com o eucaliptal, cuja riqueza engrandece as fábricas de celulose.
Mas, nestes dias, de 43 graus na zona de Lisboa, o despontar da verdura que irradia sobre a auto-estrada recomenda que a "poda" atempada dos eucaliptos seja uma. necessidade urgente. Se a resina é estofa, o eucalipto é chama que ateia o fogo. O corte atempado, as demarcações sinalizadas, a prevenção atenta, implica que a fiscalização sobre o particular e o colectivo seja uma constante.
.Gastar 100 milhões de contos sem pedir aos particulares que estejam prevenidos e vigilantes é sinal de desleixo, incúria e desprezo por cada cidadão que é obrigado a gastar 10 euros, sem resultados evidentes.
 Perdem dinheiro os particulares e perde dinheiro o Estado quando não actua no corte  atempado de árvores, cujo destino é a celulose. 
As câmaras municipais não devem somente virar-se para as receitas, mas também para os seus deveres como autarquias, já que o Estado não pode estar omnipresente em tudo...
Alugar, vigiar, tratar da floresta é ganhar dinheiro, a longo prazo. A indústria do lixo em Espanha rende 4.000 milhões de euros, em Portugal só pensam em subir as taxas, quando esta indústria é bastante rentável.
Rentável é a floresta. Já que não temos bananas, temos .madeira suficiente para pasta de paspel, que, por vezes, não chega para as encomendas. 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...