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terça-feira, 2 de abril de 2013

EUROPOLITIQUE: Os Fundos de Angola.

Com um valor de exportações na ordem dos 62 mil milhões de dólares, em 2012, e, com um Fundo Soberano na ordem dos 5 mil milhões de dólares, Angola detém um superavit digno de registo na sua balança de pagamentos. Nada menos de 70% dos africanos vivem em situação de precariedade de emprego, situação que em Angola pode e deve ser ultrapassada dada a sua pujança económica. Se a nível das importações, em 2012, os cinco maiores fornecedores da economia angolana atingiram, somente, a fasquia de 12 mil milhões de dólares; quer dizer, que grande parte da despesa do Orçamento se situa a nível interno. Por isso, a qualificação do povo angolano deve crescer exponencialmente, face à sua massa monetária aplicada no país, de tal forma que a estabilidade da política de emprego se afaste dos tais 70% da precariedade africana. A criação de emprego é geradora de renda, de impostos e de cidadania. Claro que em Angola existem alguns epifenómenos. Num espaço de dez anos ressurge no palco africano a mulher mais rica de Africa, apesar do enorme jeito e façanha para os negócios. Na totalidade encapotada 2, 3088 mil milhões de dólares: 267,3 milhões de dólares no BPI, 293, 2 milhões de dólares na ZON, e, conjuntamente com a empresa Esperanza e Sonangol, nada menos de 2,17483 mil milhões de dólares. É um êxito de inovação e marketing!... Ou seja, aplicando a "técnica do petróleo" metade do Fundo Soberano de Angola.

sábado, 30 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: "A Mão detrás do Arbusto"

“...logo se esconderam do Senhor Deus, por entre o arvoredo” (Génesis 3.8) “A mão detrás do arbusto”, sinónimo de pecado, é uma originalidade de narrativa religiosa, em que nos momentos de criação se procura pelo pecado e pelos pecadores. “E quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, como sói dizer a Bíblia!... A psicanálise remete-nos para uma simbologia narrativa extremamente densa, talvez, para o “voyeurismo”, sexismo, e coisas quejandas, porventura para a imagem de mestre ausente e presente na narrativa activa e passiva. Mas “a mão detrás do arbusto” é a procura da inteligência dos factos, da realidade que escapa aos seus autores. Pecou-se!... (Só o Senhor Deus sabe!...), pois nestas questões do poder, só os deuses se escondem nos seus desígnios e no seu éden. Admitir a culpa, ou, mais grave ainda o pecado, é passar do elemento espiritual para o elemento material e vice-versa, onde a ignorância do pecado pontifica como ausência. "Fenómeno da imagem moderna, volátil como o fumo", nada se incrusta no momento instantâneo, diluindo-se no passado, presente e futuro. “O rei vai nu"...(ou bem vestido!...) e o povo está "pelado"!.... Ao lançar para o outro o esconderijo, somente alguém se esconde no seu arvoredo, na sua floresta, cada vez mais verdejante, para alimentar pastagens de "alimentação peregrina", para quem foi expulso do paraíso e do poder. "Que o homem tem mão, ah!... isso tem!..." Nunca se esqueçam da "mão detrás do arbusto", porque isso é bíblico.

quinta-feira, 28 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: A Maior Barragem do Mundo

Embora o conceito e estatuto de classe média nos BRICS seja bastante emergente, quer dizer, entre «pessoas que “ganham ou gastam” entre 10 a 100 dólares por dia e por pessoa», cuja aplicação deste conceito colocaria o Brasil com 4/5 da sua população, não haja dúvidas que os seus países reúnem condições económicas de enorme potencial. Por isso, a reunião dos chefes de Estado dos BRICS, em Durban, na África do Sul, determinou a criação do Banco de Desenvolvimento, com um capital de 50 mil milhões de dólares, como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Nas ambições deste projecto financeiro reaparece a construção da maior barragem do mundo, Inga III, no rio Congo, cuja produção de energia hidroeléctrica aumentará em 30% as futuras necessidades africanas, na sua totalidade de continente. Além disso, o Banco Central do Brasil e seu similar chinês criaram um acordo financeiro no valor de 30 mil milhões de dólares, que representa 50% das suas trocas comerciais em 2012, para evitar as flutuações do dólar. Enquanto a Europa navega de crise em crise, de angústia em angústia, face ao eminente colapso europeu, os BRICS demonstram pujança económica e relançam-se em alguns projectos africanos. Aos presidentes Dilma Roussef do Brasil, Vladimir Putin da Rússia, Xi Jinping da China, Manmohan Singh da Índia (primeiro-ministro) e Jacob Zuma da África do Sul e aos anfitriões, presidentes de Angola e Moçambique, juntaram-se alguns convidados africanos entre os quais, o economista da Sonangol, Afonso Chipepe deste país, que lentamente caminha para certos patamares de desenvolvimento. Aliás, a contrução de Inga III, terá grande impacto na industrialização do Norte de Angola e da sua capital. A energia destes países emergentes contrasta com a ausência de segurança que é a causa mais importante da instabilidade da sociedade do nosso mundo ocidental, aliada à sonegação dos direitos mais essenciais.

segunda-feira, 25 de março de 2013

EURIPOLITIQUE: O Brasil e o seu Casulo


Primeiro produtor mundial de café, de frango (colocava este produto mais barato que o frango moçambicano ou angolano!…), de sumo de laranja e carne de vaca, o Brasil ressurge como a “grande quinta do mundo”, apesar de ser o terceiro exportador mundial. Grande produtor de soja, embora superado pela Argentina, o Brasil tem certas dificuldades na logística dos seus produtos. Por isso, somente contribui na ordem de 1,4% para o comércio mundial. As infra estruturas rodoviárias deixam muito a desejar em segurança e modernidade, os portos e aeroportos carecem de agilidade e modernização, encontrando-se numa certa letargia. A burocracia e a carga fiscal entravam o comércio e um maior desenvolvimento. Ainda que detenha um consumo interno bastante activo, o Brasil investe pouco e poupa menos. Com grande tradição de luta contra a pobreza, quase 100 milhões de brasileiros entram na faixa de 1 500 dólares de rendimento, ávidos de viajar, ainda que uma reduzida faixa auferiram rendimentos fabulosos. Todavia, os níveis de poupança são fracos, dada a sua antiga faceta de desvalorização, apesar das reservas do Governo. Rico em petróleo, metanol, energia hidroeléctrica, o Brasil tem as suas necessidades energéticas satisfeitas a nível interno, contrariamente a Portugal que gasta 40% das suas despesas. Com bens alimentares auto suficientes, e com energia de forma idêntica, os empresários brasileiros, apesar do seu “jogo de cintura”, ainda não encontraram a confiança suficiente para se lançarem no mundo. A sua competitividade queda-se a 48.º nível mundial, inferior, portanto, a Portugal.. A investigação e o desenvolvimento, associadas a nível de ensino, muitas vezes, de nível particular, ainda permanecem longe das fasquias mais desenvolvidas. A educação e a saúde navegam numa situação muito específica e desigual. O desenvolvimento ferroviário é bastante fraco a nível de mercadorias, para manter certos níveis de competitividade, de tal forma que seja inconcebível não existir alta velocidade entre o Rio de Janeiro e S. Paulo. Além destas metrópoles de atracção de imensas falanges de trabalhadores, com os seus problemas habitacionais, as desigualdades de desenvolvimento económico e social noutras metrópoles são bastante desfasadas. O entrosamento de empresas brasileiras e portugueses é muito insuficiente. A Vale em Moçambique é o único exemplo, digno de registo. Em Angola pontifica a Odebercht na construção civil. Mas a massa crítica portuguesa,conjuntamente com maior abertura do Governo brasileiro, podem gerar frutos salutares. Marketing, modernidade, investimento externo, audácia empresarial a nível exterior devem fazer que o Brasil saia do seu próprio casulo, para não se manter como um "bicho da seda". O cliente mundial é rei,e "Deus" é brasileiro.

quinta-feira, 21 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: USA ausculta ANGOLA

Em breve tempo, Angola e Moçambique tornar-se-ão fornecedores essenciais de soja à principal máquina económica – a China. Apesar de Argentina deter o recorde mundial de soja, o Brasil manifesta grandes problemas no fornecimento deste produto agrícola aos seus compradores chineses. De forma que, estes países emergentes na produção agrícola reúnem condições suficientes para colmatar as necessidades destes produtos básicos para a população chinesa e sua alimentação. Todavia, o comércio de Angola com os USA, apesar de resultar num saldo positivo de 13 mil milhões de dólares, denota que, ainda a indústria angolana não despontou para a modernidade necessária e suficiente de um país em desenvolvimento. Angola importa, somente, 2 mil milhões de dólares dos USA, talvez se quede pelos aviões!... A tarefa do embaixador americano, em Luanda, Cristopher J. McMullen, reveste-se de um carácter democrático que o governo de Angola deve auscultar com mais premência. É, sobretudo, “o povo angolano que nos interessa e não qualquer partido”. Por isso, a convocação dos vários partidos representados na Assembleia da República visa auscultar as várias opiniões dos mais diversos representantes da Nação Angolana. As ilações das várias convocatórias e entrevistas realizadas pelo embaixador americano requerem uma auscultação mais profunda da realidade angolana, que, por vezes, os meios de informação não revelam com a devida exactidão. A democracia é um processo lento que carece do seu tempo, mas, cada vez mais é necessário que a cidadania se estenda pelo solo angolano.

terça-feira, 19 de março de 2013

EURO POLITIQUE: A Sonangol e a Habitação.2


Se as expectativas para a América Central, onde a gasolina na Venezuela é da ordem de 0,011 euros por litro, assim como para a América do Sul, sobretudo o Brasil, se concretizarem, em 2030, o conjunto destes países, a nível mundial, terá 10% das estruturas sociais, na dita e chamada classe média. Contrariamente ao Sul de África, se exceptuarmos a África do Sul, continuará nos próximos 15 anos com expectativas extremamente baixas, incluindo Angola. Ainda que 40% da população da África do Sul se encontre com grandes problemas a nível do emprego; Angola, com um território equivalente à Europa, carece de um nível populacional, para o seu reduzido número de habitantes, na ordem dos 20 milhões. Apesar da inauguração do caminho de ferro de Benguela, a frequência de comboios limita-se a uma ou duas viagens por semana. A experiência e o êxito do Brasil no combate à pobreza, e a passagem de milhões de brasileiros à dita e chamada classe média, ainda não floresceu nos seus ideais na progressiva Angola. Se as estruturas sociais, a nível da saúde, do ensino e da segurança social, começam a ser implementadas, nada justifica que uma classe emergente não apareça no tecido social angolano. Além disso, o aumento das receitas do Estado advém das classes trabalhadoras e dos quadros médios e superiores. Portanto, os salários justos pelas competências sociais implicam que uma classe média se afirme no contexto social angolano. O acesso à habitação, sobretudo em Luanda, demonstra que as estruturas sociais ainda não encontraram um conjunto de pessoas com capacidade económica para usufruírem de tais benefícios. A Sonangol, com os seus 8 mil milhões de dólares, emprestados pelo chineses, a longo ou curto prazo, tem de encontrar nas suas empresas subsidiárias a forma de expandir os empréstimos concedidos ao parque habitacional. Se o O.G.E. moçambicano é da ordem dos 20 mil milhões de dólares, quer dizer que 50% deste orçamento reside nos planos da Sonangol. Comprar casas nos Emiratos árabes, sem saber onde ficam, não é conselho que convenha aos angolanos!...

sexta-feira, 15 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: A Sonangol e a Habitação

Com 5 milhões de prisioneiros, com um aumento de 25% das exportações no mês de Janeiro, a China soma e segue nesse mundo em crise. Maior importador de petróleo a nível mundial tem em Angola o seu parceiro ideal da importação do crude. A Sonangol não carece de financiamento, já que a torneira chinesa debita um manancial financeiro suficiente e necessário às suas necessidades e ambições. De tal forma que não precisa dos préstimos da CGD para o financiamento do novo banco para os empréstimos à habitação, cujos créditos permanecem na sua sede. Mas oxalá não se transformem numa sede de exploração dos carenciados angolanos naquilo que se refere a uma habitação condigna. Certamente que os lucros ficarão em casa da Sonangol, que não tem mais do que recorrer à mão de obra chinesa sempre abundante, mesmo que sejam “prisioneiros”. Com a compra de 20% da ENI, em Moçambique, a China procura explorar os novos e futuros recursos do gás moçambicano, de forma que estes países, são o alvo estratégico das carências chinesas em relação à energia. Com dinheiro barato e mão de obra acessível, a Sonangol, não tem mais do que meter mãos à obra para fornecer habitações condignas aos cidadãos angolanos. Claro que não carece dos préstimos da CGD, já que, deste modo, fica dono e senhora dos créditos à habitação no sistema angolano. Mas, dadas todas estas facilidades, o sistema de crédito à habitação em Angola está mergulhado na teia de interesses e burocracias que parece não poder desvencilhar-se das suas amarras. Num país tão carente em habitação nada justifica tamanha teia de obstáculos ao seu desenvolvimento. Os cidadãos angolanos sempre acabarão por pagar o direito à habitação.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...