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terça-feira, 19 de março de 2013
EURO POLITIQUE: A Sonangol e a Habitação.2

sexta-feira, 15 de março de 2013
EUROPOLITIQUE: A Sonangol e a Habitação
Com 5 milhões de prisioneiros, com um aumento de 25% das exportações no mês de Janeiro, a China soma e segue nesse mundo em crise.
Maior importador de petróleo a nível mundial tem em Angola o seu parceiro ideal da importação do crude. A Sonangol não carece de financiamento, já que a torneira chinesa debita um manancial financeiro suficiente e necessário às suas necessidades e ambições. De tal forma que não precisa dos préstimos da CGD para o financiamento do novo banco para os empréstimos à habitação, cujos créditos permanecem na sua sede. Mas oxalá não se transformem numa sede de exploração dos carenciados angolanos naquilo que se refere a uma habitação condigna. Certamente que os lucros ficarão em casa da Sonangol, que não tem mais do que recorrer à mão de obra chinesa sempre abundante, mesmo que sejam “prisioneiros”.
Com a compra de 20% da ENI, em Moçambique, a China procura explorar os novos e futuros recursos do gás moçambicano, de forma que estes países, são o alvo estratégico das carências chinesas em relação à energia.
Com dinheiro barato e mão de obra acessível, a Sonangol, não tem mais do que meter mãos à obra para fornecer habitações condignas aos cidadãos angolanos. Claro que não carece dos préstimos da CGD, já que, deste modo, fica dono e senhora dos créditos à habitação no sistema angolano.
Mas, dadas todas estas facilidades, o sistema de crédito à habitação em Angola está mergulhado na teia de interesses e burocracias que parece não poder desvencilhar-se das suas amarras.
Num país tão carente em habitação nada justifica tamanha teia de obstáculos ao seu desenvolvimento. Os cidadãos angolanos sempre acabarão por pagar o direito à habitação.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
EUROPOLITIQUE: PGR angolano. Encore?
HÁ OUTRA LINHA!...
“Le Parisien Liberé” português, ou seja, o « o Correio da Manhã” publica, timidamente, um pequeno título, nas páginas intermédias, em que titula “Jornal de Angola ataca o País”. Relembrando a velha imitação de tal matutino, e recordando certos actores angolanos, melhor seria construir o seguinte título: “Angola ataca a Sorbonne”, mas já vão alguns anos de fase estudantil.
Ora, o País com 10,5 milhões de portugueses no seu solo, mas a cuja identidade devem pertencer 15 milhões, é muito mais que as ditas “elites” tão apregoadas pelo Jornal de Angola. Felizmente ou infelizmente estas elites estão muito próximas do PGR angolano.
Isto, para dizer, que Angola e Portugal são um caso paradigmático de relacionamento.
Para além de todo o contexto político e social, permanece uma vaga de fundo, no contexto angolano, que dificilmente pode ser traduzida pelos jornais, pelos governantes, quer nacional, quer internacionalmente, já que as expectativas na campo das riquezas e das pessoas são bastante ambiciosas.
E, quando se fala nas pessoas, nos seus direitos e deveres, nas suas ansiedades e frustrações, é claro que se clama pela justiça.
Qualquer sociedade sem justiça está condenada ao fracasso, embora, nos tempos modernos, nem sempre seja fácil impor a sua condição de existência.
Para além de toda a espuma levantada por qualquer suspeita, aquilo que se ambiciona é uma transparência de águas, para fugir às “águas turvas” que podem ofuscar a sua nitidez.
Por isso, o “Correio da Manhã”, no seu tom de panfleto, faria melhor colocar uma foto de Jonas Savimbi, com o seu bastão e ladeado de dois “stuarts”, na cidade de Lisboa, já que “Angola ataca Paris”.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
EUROPOLITIQUE: A "Nova Lebre" do Expresso: PGR angolano

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
EUROPOLITIQUE. Nine/Ten/Nine

domingo, 17 de fevereiro de 2013
EUROPOLITIQUE: Energia africana
Somente 7% da população do Congo tem acesso à energia eléctrica, que ronda a média dos seus países vizinhos, incluindo Moçambique.
Se Angola dispõe de uma capacidade de construção de 150 pequenas e médias barragens, o que se pode dizer do imenso potencial hidroeléctrico das bacias do rio Zambeze e do rio Congo?
O potencial do conjunto das três barragens “Inga I, II e III ( por construir) no rio Congo será o dobro da maior barragem do mundo “Three Gorges”, na China, com uma potência de 22.500 MW; ou seja, dez vezes mais que Cahora Bassa, em Moçambique. (Aliás, somente África do Sul carece desta energia).
Todavia, esta barragem (Inga III), superando vinte vezes Cahora Bassa, com um custo aproximado de 80 mil milhões de dólares encontra-se adiada e em projecto. Por um lado, Moçambique planeia construir uma segunda barragem a 70 quilómetros de Cahora Bassa, denominada Mphanda Nkuma, com idêntica potência.
Sem dúvida que os recursos hidroeléctricos desta zona de África são imensos. Ao contrário da Europa que se debate com problemas com a factura da energia, nesta zona de África, os seus recursos são imensos e abundantes.
Face ao seu potencial por desenvolver deste sector, o carvão, ferro e cobre destas zonas são matérias voláteis na voragem manifesta por outros países consumidores, de modo que o seu desenvolvimento deve ser equacionado no seu devido tempo, e nas suas estratégias futuras.
Por um lado, o corredor de Lobito (com 100 novas locomotivas americanas, pelo preço de 20 milhões de dólares, pela G.E., com os "olhos postos no Soyo") será o caminho natural da expansão da extracção destes minérios, quer do Congo, quer da Zâmbia; bem como o aumento de consumo da energia eléctrica será a alavanca primordial para os novos impulsos de desenvolvimento.
Por isso, o equilíbrio do desenvolvimento do potencial hidroeléctrico deve conjugar-se com a extracção dos minérios, para que a sua sustentabilidade perdure como sinal de riqueza criada e adquirida.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
EUROPOLITIQUE: A China e o Mundo Ocidental
Com milhares de bulldozers a arrasar montanhas, com auto estradas de cinco vias, com comboios TGV ligando o seu tecido urbano, a China renasce para a construção civil e habitacional até ao ano de 2030, com um “boom” económico, que irá transfigurar o país.
Com uma moeda desvalorizada entre 30% a 40% em relação ao dólar, a força produtiva da China tornou-se na primeira potência económica em 2012, após a entrada para O.M.C. em 2001. (Sem “licença de residência”, aplicada aos seus habitantes, sem especulação financeira dos seus imóveis, mas com mais de 90% da população no sistema de segurança social, em 12 anos, guindou-se ao primeiro lugar mundial).
Com uma política externa que não interfere nos assuntos políticos, nem humanitários, com créditos repletos na sua avidez de matérias primas, com uma mão de obra de baixo custo, a China controla certos países emergentes que abastecem o país nas suas necessidades primárias, quer na indústria, quer no comércio.
Perante este cenário de desenvolvimento, a estagnação da Europa é uma miragem longínqua do êxito chinês, em que tanto a U.E. como os USA procuram construir um eixo atlântico comercial, face à incapacidade de responder às forças da globalização que carecem de ordem, organização e ética.
A replicação do modelo chinês no contexto africano, tal como as “cidades de fotocópia”, requerem uma reflexão na emergência das suas necessidades. Todavia, o impulso chinês e as necessidades da África austral podem desenvolver sinergias que rapidamente poderão romper com certas letargias.
Em 30 ou 40 anos, a China pretende alcançar aquilo que demorou 200 ou 300 anos ao mundo ocidental.
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