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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
EUROPOLITIQUE 1300 : Europa=1,3 de Merkel
ACHTUNG/ACHTUNG!...
“A chanceler alemã Angela Merkel prometeu lutar para que a Europa tenha a capacidade de travar orçamentos nacionais que não cumpram os requisitos de estabilidade e crescimento. Merkel falava esta quinta-feira perante o Parlamento alemão”.
A ilusão de um euro forte, para a rica Germany, ou seja, a realidade económica de um euro a valor 1,3 dólares, impulsiona a todo o gás a máquina alemã.
Aqueles que não estão na máquina alemã sofrem a justeza de um autêntico cilindro que a todos esmaga.
A Europa das várias velocidades, frente à hegemonia alemã, nada se compadece neste euro a valer 1,3!....
Força, Great Germany.
P.S. (QUEM NUNCA PECOU, QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!...)
Para Berlim, Bruxelas deverá ter um poder de veto sobre os orçamentos nacionais que se desviem dos limites europeus para o défice orçamental (3% do PIB) e da dívida pública (60% do PIB). "Temos feito bons progressos no reforço da disciplina orçamental (...) mas penso, e falo em nome da totalidade do Governo alemão, que temos de avançar mais um passo dando à Europa poderes reais de intervenção sobre os orçamentos nacionais", afirmou Merkel aos deputados.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
ANGOLA: A luta contra a Fome
Apesar de certos esforços do Executivo Angolano, ¼ da população de Angola debate-se com situações de sub-nutrição e fome. Após 10 anos de independência, da consagração do censo sobre a população angolana, nada menos de 5 milhões de angolanos não têm acesso a uma alimentação condigna. Apesar do desenvolvimento informático, da abundância de recursos naturais, o combate contra a fome ainda não surtiu o desenvolvimento necessário e suficiente para colmatar estas lacunas de carestia que assolam a sociedade angolana.
Se nos voltarmos para Moçambique, um país com recursos abundantes a nível da agricultura, nada menos de 9 milhões de moçambicanos estão na linha de emergência da falta de alimentos.
Todavia, o Brasil com um população 10 vezes maior que Angola, consegue com a implantação da “cesta básica” e outros meios situar-se na margem dos 13 milhões de pessoas carenciadas.
A nível mundial, 868 milhões de pessoas estão numa situação de carestia de bens alimentares, segundo relatório da FAO, no ano de 2012.
O continente africano, rico em recursos naturais, salvo o Norte de África, continua com um aumento de pessoas subnutridas, em que o seu número subiu de 175 para 239 milhões.
O Brasil conseguiu ultrapassar em mais de 50% o atendimento de pessoas necessitadas com os seus programas de assistência social.
Sendo dúvida, que este país se torna num exemplo paradigmático para que Angola e Moçambique atinjam um grau de desenvolvimento que seja capaz de colmatar as necessidades de bens alimentares que assolam as suas sociedades, já que os recursos naturais são abundantes.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
ALTERNATIVAS P'RA CRISE: 10% da Alemanha/Export
Em 2011, a Alemanha exportou para quatro países emergentes, mercadorias, sobretudo maquinaria, no valor de 121,2 mil milhões de euros, que representam, somente, 11,4% da totalidade das suas exportações.
Com juros negativos, consegue emitir dívida pública, que somente tem como referente o petróleo da Venezuela, a gasolina mais barata do mundo a 0,02 dólares; aliás, com o pagamento de um litro em Portugal, atesta-se um depósito naquele país. É, por isso, que na Venezuela se entrega as chaves do carro, e é só atestar!...
A Venezuela consegue ter o litro de gasolina mais barato do mundo, superando em valor inferior o Irão a 0,10 dólares, a Líbia, 0,17 dólares, e, o Qatar a 0,19 dólares.
Mas qual é a relação destes países coma Alemanha?
A Alemanha consegue emitir dívida a preços negativos, enquanto que estes países não conseguem ter mananciais de capital de idêntica forma. Mais, a percepção de alguns europeus, face a países detentores das riquezas do petróleo, são bastante negativas.
Por outro lado, enquanto que a Alemanha detém uma mão de obra qualificada e estável, nestes países emergentes são necessários 600 milhões de empregos.
Apesar de todos estes episódios de contradições da globalização e do comércio mundial, é de referir que somente 10% das exportações da Alemanha são suficientes para colmatar os azares e infortúnios da economia portuguesa.
A glória da Alemanha é ter juros ao preço da gasolina da Venezuela, que deixaria Portugal em estado catatónico!...
Será que ainda teremos força para permanecer na União Europeia?
P.S."Le traité oblige les 25 États signataires à ne pas dépasser, à moyen terme, un déficit «structurel», c'est-à-dire compte non tenu des aléas de la conjoncture, égal à 0,5% du PIB".• Règle d'or
L'article 3 du traité instaure «la règle d'équilibre budgétaire» qui fixe à 0,5 % du PIB la limite autorisée de déficit structurel. Ce «déficit structurel» - dont la définition stricte va donner lieu à de nombreuses discussions - s'explique traditionnellement comme ne tenant pas compte de l'impact de la conjoncture sur la situation budgétaire. Le calendrier «sera proposé par la Commission européenne». Dans le projet de loi de finances présenté vendredi, Paris vise 2015. Les États peuvent s'écarter de l'objectif en cas de «circonstances exceptionnelles» et ceux dont la dette publique est inférieure à 60 % du PIB sont autorisés à avoir un déficit structurel de 1 %.
ALORS?
60% de dívida externa (em Portugal é o dobro) e 0,5% de déficit. Quanto por cento em Portugal?!...5% a 7%!...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
ALTERNATIVAS P’RA CRISE: Do lixo ao luxo, pela Av. Brasil
Somente 1% do lixo, na Suécia, é desperdiçado, de tal forma que este país candidata-se a ser importador dos desperdiço dos outros.
A média europeia situa-se no aproveitamento máximo do lixo na ordem dos 62%, em cuja média se situa, também, Portugal. Quer dizer, mais de 38% do lixo é desperdiçado pelos europeus, excepto pela Suécia e talvez outros países nórdicos.
A selecção dos lixos e sua consequente reciclagem é um autêntico negócio, não só para as respectivas indústrias do metal, plástico e vidro, como também um bem salutar para a própria natureza.
Apesar das campanhas de sensibilização junto das comunidades escolares, ainda não se atingiram os objectivos necessários e suficientes para o aproveitamento desta moderna riqueza que são os desperdícios da própria sociedade.
As câmaras municipais tem um papel relevante na monitorização dos índices de aproveitamento dos seus resíduos que deviam exibir como metas de salutar desenvolvimento social e humano. Não basta somente cobrar as taxas municipais, quer através do IMI, quer através dos resíduos nas facturas mensais de consumo da água, é necessário e urgente transformar os resíduos numa bandeira de limpeza dos seus territórios. Além disso, as câmaras deviam exibir e demonstrar os seus contratos com as empresas de recolha de lixo.
O maior empenhamento das respectivas câmaras, com a sensibilização dos seus munícipes, deve resultar na transformação não só das mentalidades, como também no aproveitamento quase integral do lixo, tendo como paradigma o exemplo da Suécia.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
ANGOLA e o Sistema Educativo
A relação de Angola com a maior economia do mundo, ou seja, os USA é paradigmática. Enquanto Angola importou dos USA 786,8 milhões de dólares, no primeiro semestre de 2012, exportou nada menos de 6 mil milhões. Grosso modo, Angola exporta mercadorias para os USA entre 12 a 13 mil milhões de dólares, por ano. Para um país carente em infra-estruturas, barcos, aviões, maquinaria, tecnologia, e demais ambições materiais, este saldo a favor de Angola nada, ou, pouco reverte a seu favor. Embora com um crescimento na ordem dos 9,2 %, os seus indicadores macro-económicos carecem de um acompanhamento no desenvolvimento dos recursos humanos e de formação, que está muito longe, digamos de uma possível aproximação com a economia mais rica do mundo, nos seus vários sentidos. Claro que, não vale a pena aderir à energia eólica, se não existem técnicos para fazer a sua manutenção. Portanto, é neste campo de uma urgente formação e educação que se debate o sistema de ensino em Angola. O anúncio do programa de revisão do sistema educativo, além da formação de competências dos seus formadores, bem como da gestão das suas escolas, carece de uma “formação em linha” que rapidamente forneça os meios elementares para o acesso ao mercado de trabalho. Muitas vezes, a adaptação a certas actividades consegue-se quase num semestre, desde que existem as suas bases elementares. A inserção no mundo do trabalho, a abertura de carreiras profissionais, pode ser colmatadas por uma série de tarefas simples, até à sua maturidade e complexidade que exigem tempo e a especialização. Em vez de um ensino teórico, meramente académico e orgulhoso na exibição de diplomas, o ensino administrado por via prática, eficiente, relacionado com o tecido empresarial pode constituir uma primeira etapa para o acesso ao mundo do trabalho, e a uma profissão. O sistema de ensino deve reflectir a realidade angolana através dos seus manuais, quer a nível da geografia, quer a nível da sua história. Mas o fosso entre Angola e os USA, não é somente mercantil, é um fosso entre a natureza ( a sua riqueza) e a cultura técnica (a carência do seu desenvolvimento). Exprime diferenças entre recursos materiais e recursos humanos. Por isso, esta diferença e mediatização pode e deve ser colmatar pela procura e inserção de pessoal técnico e humano que certos países europeus podem fornecer, desde que Angola esteja mais aberta aos processos de cooperação.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Angola: A Luta pela Saúde. 2
A malária, ou, paludismo continua a ser a principal causa de morte em Angola.
Esta doença provém das fêmeas dos mosquitos e suas picadas, cuja prevenção inicial passa pelo uso de redes anti-mosquiteiras, já que a sua terapêutica ainda não tem antídotos absolutamente eficientes, embora os antibióticos ou antipalúdicos: como a mefloquina, doxiciclina, o atovaquone e o proguanil, o artemeter e a lumefantrina; e, a quinina em caso de febre, sejam bastante eficazes.
Ferver a água, antes de beber, é um dos conselhos elementares, apesar dos esforços governamentais de água (potável) para todos!...
Existem outros tipos de doenças transmissíveis, no quadro epidemiológico de Angola, como a diarreia aguda, doença do sono, tuberculose e doenças respiratórias agudas, já que o VIH é inferior a 5%; contrariamente a Moçambique e à África do Sul, com índices bem superiores.
“A OMS, por exemplo, estima que, dos 3 milhões de pessoas que morrem anualmente de diarreia ou das suas complicações, muitas poderiam ser salvas por uma receita extraordinariamente simples de terapia de reidratação: um punhado de sal e açúcar deissolvidos num jarro de água limpa”. (pg.114-5)
“A UNICEF estima que as centenas de milhares de crianças que ainda morrem de sarampo anualmente poderiam ser salvas por uma vacina que custa menos de 1 dólar por dose.” (pg.115).
(Existe)”uma organização sediada em Washington, D.C., a chamada Population Services International (PSI), (...) que vende preservativos, redes mosquiteiras, tratamento de purificação da água, tratamento para a malária e a diarreia, e esclarece as pessoas sobre o modo de usar estas coisa.” (pg.117).
O relacionamento de Angola com várias petrolíferas americanas implicaria uma maior contribuição no combate ao flagelo destas doenças, com programas bem definidos a nível da saúde.
Ainda que os contratos humanitários, situados na ordem dos 10% de ajuda social com Cabinda, (ainda, qua actualmente sejam retidos pela administração central) mereçam alguns estímulos, a extensão de cuidados médicos, a nível de informação e tratamento, e dos seus cuidados mais elementares e simples podem e devem ter um tratamento mais geral, porventura, nacional.
Anotações: “A vida que Podemos Salvar” de Peter Singer.
A Estrada do Soyo em 2015?

Os transportes aéreos, ferroviários e rodoviários tem sido uma bandeira do Executivo Angolano.
Mas, sem dúvida, que o sector rodoviário tem sido aquele que mais impacto tem produzido junto das suas populações.
Espera-se que até 2015, a auto-estrada entre o Soyo e Luanda esteja concluída, surgindo como a nova coqueluche do Executivo Angolano, em direcção à sua “ilha desprendida”, ou seja, a Cabinda; ainda que vários obstáculos tenham feito esmorecer este entusiasmo do Executivo Angolano.
Calculada em 500 Km de extensão, esta rodovia torna-se fundamental no acesso à cidade do gás e do petróleo, além dos acessos às zonas turísticas do Norte de Luanda, aos seus terrenos agrícolas e às suas fazendas de café. Deste modo, a capital do petróleo e do gás de Angola ficará a 4 horas de viagem da sua capital - Luanda.
A complexidade da obra implica ultrapassar sete rios, com mais de oito pontes de extensão, algumas mais extensas, que já se encontram em construção.
Nada menos de 5 mil milhões de dólares estão envolvidos neste projecto que visa colmatar as acessibilidades à cidade de Luanda, como constituir um corredor estratégico no desenvolvimento africano no domínio das rodovias.
O custo por quilómetro situa-se na ordem dos 10 milhões de dólares, relativamente inferior aos seus custos em países europeus. Entre as obras mais importantes destaca-se a ponte sobre o rio Mbridge, junto à cidade do Nzeto, com os seus 450 metros de comprimento, a cargo da empresa portuguesa Conduril, que terá seis faixas de rodagem, três em cada sentido, e ficará concluída provavelmente em 33 meses.
Outras empresas como a chinesa Sinohydro , a italiana CMC di Ravenna e a espanhola Carmon Rerestrutura estão envolvidas nestes trabalhos, com alguns milhares de trabalhadores. A imprensa local e nacional pouco destaque tem dado ao impacto promissor desta rodovia. Desconhece-se ainda o sistema de exploração desta rodovia, o valor do seu trafego, as implicações financeiras, ecológicas e sociais.
Todavia ela insere-se não só no contexto do desenvolvimento interno de Angola, como também nos projectos de índole africana do desenvolvimento de África Austral.
Oxalá, que até 2015, o projecto esteja concluído, sem desvios na sua conclusão.
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