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domingo, 26 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: O Projecto Europeu é um "Jogo de Cenários"

Como dizia, um escritor russo, «a vida é um teatro, onde a natureza sofre metamorfoses».
O projecto  europeu é um “jogo de cenários”- A entrevista de Santos Silva, ao Diário de Notícias e TSF, traça cinco cenários, somente, compreensíveis numa lógica política. Os três primeiros cenários são: exclusão, retrocesso e continuidade na exclusão e no insucesso. Os três seguintes, (que não são cinco), são: integração (todos ao mesmo tempo), todos mais alguns, e, alguns mais todos.  Na nossa análise, a carência duma autêntica lógica, caracteriza a fundamentação do projecto europeu, que atinge os Estados e os cidadãos. Se, aliarmos este “jogo de cenários”, não devemos ficar admirados com os “actores holandeses ou alemães” que saltam para a ribalta como legítimos interpretes do projecto europeu, cujo fundo é exclusivamente económico.
Santo Silva, refere que a história e a geografia fazem parte deste cenário. A relação de Portugal com África e com o Brasil não pode escapar aos “comandos europeus”. Portanto, a clarificação de cenários possíveis deste projecto europeu não podem navegar à deriva, traduzindo a “desconfiança dos seus cidadãos” e a” incerteza dos seus Estados”.  A continuidade num avançar (+) ou (-), integração (+) ou (-), soberania (+) ou (-), carecendo de uma fundamentação mais ou menos sólida, cabe aos "actores políticos" e aos anseios da população, "cidadãos euroeus".
Aquilo que determina a condução dos homens, como dizia Wittgenstein, é a certeza.
Enquanto estas certezas não estiverem clarificadas estamos muito longe do projecto europeu.


quinta-feira, 23 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: “Fake News” (Notícias falsas ou forjar notícias)


Como observador externo, dentro dos USA, admirava a ousadia de uma alemã no seu relacionamento com os americanos, ou seja, sem qualquer complexo, e, com o orgulho típico de ser da Alemanha.
A Chanceler Alemã  encontrou um Presidente Americano (mais parecido com um “menino mimado e birrento”, que não quis apertar-lhe as mãos), que, em  imagens de televisão, diplomaticamente, é deplorável.
No dia 25 de Maio, o Presidente Americano virá discutir com os seus parceiros europeus, a Nato (exigindo, os tais 2% de contribuição militar).
Por mais que se discorde com o novo Presidente Americano, o seu desejo de pôr as coisas em ordem, tem algum cabimento, nesta Europa esquecida da sua defesa.
Claro que estão em jogo os interesses da indústria militar e a defesa dos vários Estados Europeus que carecem de clarificação nos seus compromissos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: "GREAT" pirata: COPOS E MULHERES = GLASS AND WOMEN (...USA)


Desde que exportámos Baruk Spinoza para a Holanda, parece que os holandeses nos olham com desconfiança e menosprezo. Claro que as suas “sociedades de navegação”,  consideradas pelos portugueses de pirataria, concorriam com os "reais navegantes lusos". Mas, os holandeses conseguiram enriquecer e estabelecer uma "praça financeira" muito importante e forte, graças, também, aos exilados judeus de origem portuguesa.
“Atribuo uma grande importância à solidariedade”, afirma Jeroen Dijsselbloem; no entanto “não posso gastar o meu dinheiro todo em bebida e mulheres e depois ir pedir a vossa ajuda”.  E, continua : "este princípio vale para o nível pessoal, local, nacional e também europeu"
Ora, este articulista, acrescenta “internacional e americano”
O grupo de investigação, em que estávamos envolvidos, compunha-se por pessoas oriundas da Inglaterra, Espanha, Holanda, Alemanha, USA, Portugal, e de um país da América latina.
“Não sei por quê, e, quais as suas razões”, mas o senhor “holandês”, que lé estava, pegando nos seus "galões",  começa a implicar com o “português”, querendo estabelecer regras e suas vontades. (O "Zé Povo", quase estalava).
O “pano de fundo” da mentalidade holandesa revela-nos surpresas, que a história demonstra. A Holanda, que conquistou metade da sua terra ao mar, e, se protege sob o manto da Alemanha, nunca consegui nos mares suplantar os portugueses.
 Portanto, não sei se é algum profundo complexo de inferioridade ou superioridade, mas está muito longe da solidariedade.

N,B. - Guindos já disse que a Espanha pagará os 40.000 milhões de euros, não carecendo de Amancio Ortega com os seus 67.000 milhões de dólares

domingo, 19 de março de 2017

EUROPOLITIQUE. A cidade de Lisboa está a 15% do turismo em Barcelona

“Tão felizes que nós éramos” e “tão infelizes que nós estamos”
A mudança política em Portugal não aconteceu em 1959. Alguns dos seus eleitores foram espoliados dos seus direitos, por exemplo, da sua reforma, ou, excomungados pela Igreja, que habilmente pactuava com o velho regime..
Em 1961 estalam as guerras ultramarinas, numa África maioritariamente independente após 1953, cujo País não acedeu aos ventos americanos, e, ao impulso de Kennedy.
O retracto sociológico de Clara Ferreira Alves, publicado na Revista Expresso,  retracta bem o “filme a preto e branco”, que tantas angústias causou, em que muitos estiveram envolvidos, e, que noutros se limitava a “orgulhosamente sós”.
Da janela “a preto e branco” com que observávamos o mundo, abrimo-nos na “paisagem colorida” que nos observa e pela qual somos observados.
Hoje, em dia está em voga o turismo.
Lisboa, capital e metrópole com potencialidades extraordinárias queda-se a uns humildes 15% da avalanche turística de Barcelona.
O País, na sua totalidade, fica a 55% do total turístico de Barcelona.
Ou seja, uma cidade espanhola consegue ultrapassar o “preto e branco” e as cores coloridas deste País.
As suas cores floridas ainda não despontaram em muitas estruturas intermédias, que infelizmente, grassam pelo País, que afectam instituições e que corrompem bens e liberdades, por falta de consciência moral e cívica. A mudança de mentalidade é lenta, e, as estruturas cognitivas são retardadas, ou, despontam particularmente em certas camadas sociais.
Mas, a Lisboa que devia ser a "Barcelona Portuguesa", como porta do Atlântico e convivência do mundo, é efeito de uma causa que remonta a 1959.

sexta-feira, 17 de março de 2017

EUROPOLITIQUE. A Filosofia de Hegel pelo mestre José Sócrates no livro "Dom Profano"



    Dizia Hélène Védrine (especialista em Hegel) que este filósofo tinha uma grande admiração por Napoleão Bonaparte (particularmente e epistolarmente), o que é diferente da exaltação do Grande Homem.
  Habilmente, José Sócrates, em "O Dom Profano", faz esta passagem através de outro autor - Carlyle. Esta justificação encaminha-se para pressupostos que se pretendem defender.
  A filosofia política de Hegel é extremamente densa e de consequências incalculáveis. Soren Kierkegaaard dizia: " que me interessa conhecer todo o sistema se não me encontro lá".  (Desta oposição, tem início o chamado existencialismo, cujo autor mais conhecido é Jean Paul Sartre). Por isso, a oposição a Hegel tem os seus filósofos, que não surgem mencionados. 
   Embora José Sócrates revele algumas linhas interessantes, as linhas genéricas, denotam falta de profundidade filosófica, típica de um "iniciante" em filosofia, cujo título de "maitre", somente se justifica em "sciences po".


sábado, 11 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: A ferrovia espanhola na Árabia Saudita


A indústria ferroviária espanhola estende-se pela Árabia Saudita. A Espanha, além de possuir a maior rede de alta velocidade ena Europa, as suas duas principais empresas, especializadas, quer em ferrovia, quer na construção de comboios - Talgo - completam um êxito de exportação.
As duas cidades sagradas do Islão - Meca e Medina - ficarão ligadas por alta velocidade, facilitando o caminho e peregrinação dos seus fiéis.
Além de um certo êxito comercial e turístico, abrem-se as portas ao culto das cidades sagradas do profeta Maomé.
Apesar da modernidade dos comboios de alta velocidade, a separação entre homens e mulheres será apanágio da cultura islâmica.
Com a devida vénia a Expansión, o mapa fornecido é de realçar (é só apontar)

quinta-feira, 9 de março de 2017

EUROPOLITIQUE: Angola - País exportador de Gás (LNG)


Finalmente surgem notícias de que Angola se torna auto suficiente na produção de gás, não só, para nível interno, como também, para nível externo, como país exportador.
Se, a empresa portuguesa Galp teve “problemas técnicos”, na sua refinaria de Sines; o projecto Angola LNG arrastou-se por anos, que causaram danos à economia angolana.
Com 57 carregamentos previstos augura-se que a sua produção seja positiva economicamente, enquanto que os “gemidos” lamentosos da refinaria do Lobito anseiem por uma libertação.
Os angolanos têm legitimidade para “pensar em grande”, ao “estilo brasileiro”, contrariamente com a “falta de auto estima dos portugueses”, mas colocar a empresa petrolífera Sonangol, quase, com sede em Houston, é uma ambição que só faz pensar no “american dream”.
A legitima pretensão da empresa Sonangol, apesar dos seus créditos e privilégios, bem vincados no seu território, ainda tem de caminhar muito para chegar ao nível da Chevron, cuja sede está no Texas.
Em terras africanas, o pretenso jornalista tentava ridicularizar a sua estadia em Portugal. A única solução possível foi virar-lhe as costas.
Mas, atentos ao movimento das costas angolanas, sem qualquer pretensão “professoral”, assistimos que as suas bases carecem de um ritmo, que não somente pode ser pedido aos intervenientes estrangeiros, como aos próprios actores angolanos, que aparecem implicados no seu processo de desenvolvimento.
- “Time is money”-

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...