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sábado, 28 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: À BEIRA TEJO, ESTÁ O MONTIJO.

Em 2016, a Espanha atingiu 230 milhões de passageiros nos seus aeroportos, de forma que o Governo tenciona baixar as taxas aeroportuárias em 11% às companhias aéreas.
Aém disso, empresas francesas tencionam construir centros comerciais junto aos seus aeroportos, denominados "open sky".
O aeroporto de Barcelona atinge a soma de mais de 44 milhões de passageiros, deixando Lisboa bastante longe desta "performance".
A Espanha tornou-se no primeiro país da União Europeia com o maior número de turistas, na ordem dos 74,5 milhões de visitantes, em 2016. (Spain is Spain).
Portugal procura seguir o rumo deste exponencial turístico.
Lisboa prepara-se para abrir uma extensão do seu aeroporto no Montijo, dadas as carências de um aeroporto, que se torna um "susto" para certos africanos.
Ombrear com a realidade de Espanha é uma meta difícil de atingir, mas o turismo português tem de estar atento às suas potencialidades internacionais, se ousar acompanhar o turismo hispânico.
 

domingo, 22 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: O excesso de presos no Brasil


Na baía de Maputo construía-se o edifício do Ministérios do Negócios Estrangeiros, quando alguém nos alertava que os seus trabalhadores não passavam de prisioneiros chineses. Verdadeiro ou falso, o argumento nada tem a ver com os chineses despejados em plena selva africana para a construção dos caminhos de ferro em Angola, que se não são prisioneiros, estavam lançados em "redutos" que evocam uma autêntica prisão.
“Um preso no Brasil custa 2,4 mil reais por mês. Um estudante do ensino médio custa 2,2 mil reais por ano. Alguma coisa está errada na nossa pátria amada”, refere a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lucia, como refere a Revista Expresso (21.01.2017).
Enquanto que um preso nos USA custa 274 dólares por dia (100.000 dólares/ano), em Portugal chega a 54 dólares por dia (19.749 dólares/ano), no Brasil atinge 25 dólares (9.129 dólares/ano), ou, provavelmente quase 12 mil dólares, segundo outra fonte, o que daria 33 dólares/dia.
Esta diferença de patamares justifica-se conforme a situação destes países, no entanto, comparativamente com o ensino médio, a situação inverte-se totalmente em Portugal.
A criminalidade brasileira é assustadora, cuja base resulta do processo educativo e das bases sócio económicas.
As razões e causas deste fenómeno brasileiro que encerra a sua criminalidade cabe aos peritos nas suas análises.
Mas, sair de um hotel no Brasil, em táxis expressamente confinados à sua jurisdição, contrata-se  por um livre passeio na baía de Maputo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A "TSU" uma medida internacionalmente correcta

A profusão de debates e comentários da imprensa nacional acerca da TSU faz com que naveguemos na mediocridade da análise provinciana, não conseguindo olhar para a vizinha Espanha. Qualquer entendido em Segurança Social pode verificar e comparar as várias situações, quer em Porugal, quer em Espanha,  para elaborar um juízo acerca dos benefícios ou malefícios desta taxa.
Por nós, estamos plenamente convencidos de que a sua aplicação temporária é correcta, apesar das muitas dúvidas da sua aplicação.
Olhemos para a alta velocidade espanhola, que é um êxito, e para a possível conexão com a Galiza através dos comboios inter-cidades, cujos projectos em Portugal demoram 10 anos e em Espanha somente 5 anos.
Apesar de todas as dúvidas emanadas da Europa rica e opulenta, a economia espanhola caminha em passos de desenvolvimento firme, em que a sua dívida pública deve baixar dos 100%, e, em que as exportações superam as importações.
O turismo e a indústria automóvel são os dois grandes motores deste desenvolvimento. Nada menos de 8.000 cruzeiros deambularam pelos portos espanhóis, que deram lucro ao Estado, com um movimento turístico que ascende aos 74,4 milhões, e com o aeroporto de Barcelona com 44,4 milhões de transeuntes. Lisboa, a cidade que deve rivalizar com Barcelona, queda-se a um terço do seu movimento aeroportuário.
Apesar de um certo “boom” turístico, a capital portuguesa carece de objectivos de planeamento que entravam o seu desenvolvimento.
A indústria automóvel em Espanha, com as suas dezassete fábricas de construção e montagem faz com que se guinde para o oitavo construtor mundial, superando o Brasil, e, somente atrás da China, USA, Alemanha,  Japão, Coreia do Sul, Índia e México.
Com uma indústria ferroviária em expansão, com vendas têxteis mundiais, com produção de bens agrícolas e alimentícios em escala, augura-se que o seu desenvolvimento tenha um crescimento de 3% ao ano.
Se a crise bancária foi de 70 mil milhões de euros, em Espanha, sem entrar com os peritos da Troika,  a crise portuguesa nos últimos quinze anos atinge 35,5 mil milhões de euros. Quer dizer, metade da problemática espanhola não corresponde ao peso e importância lusa, por isso os comboios em Espanha andam em alta velocidade e os “inter-cidades” portugueses não chegam a Espanha.

Perder tempo e energias sobre questiúnculas miúdas não ajuda as graúdas. No entanto, a contrução do túnel Sul de Vigo, 30 km de nova via, dispender 400 milhões de euros, requerem que o governo da Galiza encontre as plataformas da possível ligação do "intercidades" entre o Porto e esta cidade galega. (Viável?...Rentável!...)

P.S. - 370.000 (micro e pequenas empresas = 98%). Se a Alemanha tem uma inflação de 1,5% a 1,6%, aumenta o seu custo de vida e aumenta o custo da dívida portuesa, apesar de 1,2% de crescimento+0,7% de inflação (total 2%) em que os juros são de 3,5 % , ou seja, não são para pagar capital.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: O dinheiro em Espanha corre para a "força do rio" dos mais RICOS


Nos oito homens mais ricos do mundo, apresentados num painel da televisão brasileira Record, Amancio Ortega figurava em segundo lugar, após Bill Gates.
Apesar dos estudos das desigualdades sociais de Portugal não revelarem quantificações acerca dos mais ricos e as classes desfavorecidas, em Espanha um recente estudo demonstra que 14,2 milhões de espanhóis equivalem à riqueza acumulada dos seus três homens mais ricos: Amancio Ortega, dono da empresa Inditex, mais conhecidas em terras lusas pela Zara, e sua filha Sandra Ortega, e o presidente da comercial Mercadona Juan Roig, que se vai instalar em terras lusas.
A classe mais rica de Espanha, na ordem do 1%  arrecada mais de 27,4% da sua riqueza total.
(Em Portugal, apesar de 1339 novos milionários de um milhão de dólares em 2016, somente atinge os 0,006%, situando-se na fasquia de pouco mais de 54.000 afortunados).
Apesar de um crescimento na ordem dos 3% em Espanha, o dinheiro encaminha-se para a classe mais rica, de forma que a classe mais pobre espanhola, na ordem dos 30%, é equivalente à riqueza dos mais afortunados.
Restam outros contribuidores de 40% da riqueza total espanhola, que se diluem pela restante população; são estes que alimentam a máquina espanhola ao nível de impostos. Quase 10% dos espanhóis com maior património acumulam 56,2% da sua riqueza total.
Com um milhão de estrangeiros, numa população de 47,8 milhões de habitantes, e, uma média de 42 anos de geração, na qual se situa 66,8% dos seus habitantes na idade entre os 15 e 64 anos, a Espanha apresenta-se com uma taxa de alfabetização na ordem dos 98,3%, em que 79,6% habitam em cidades.
A tendência dos emigrantes espanhóis na procura de um apartamento reflecte-se na atracção pela cidade, em que  somente 20% da sua população vive no campo, ou, aldeias. O sucesso do combóio de alta velocidade está associado à conexão entre as cidades espanholas, onde pontifica o centralismo de Madrid.
Apesar de um crescimento de 3% em 2016, e, boas perspectivas para o ano seguinte, a repartição da riqueza espanhola reflecte um verdadeiro fosso entre os mais ricos e a classe mais pobre.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A China e o futuro da Globalização




A China apresenta um forte crescimento económico, uma sólida posição financeira (com grandes investimentos estrangeiros), e uma balança de transações com superavit, o que lhe permite amealhar milhões de dólares.
Como consegui fazer este milagre económico?
"Grosso modo", graças a uma economia planificada, com mão-de-obra barata, baixos salários, mas com 700 milhões chineses retirados da pobreza, que descontam 10% para os serviços sociais e de saúde; e, que exibe cidades modernas e a mais extensa rede de alta velocidade.
Viver na cidade é um sonho que se tornou realidade, onde alguns chineses poupam quase 50% das suas economias.
Com um regime político de partido único, (portanto, não democrático), sem liberdades políticas e cívicas, onde a componente económica é a estratégia do seu desenvolvimento, cujo slogan faz jus à frase de Marx: “o homem é um ser económico”.
A globalização é a janela aberta pela China ao mundo, mas esta janela está ancorada na sua casa. O livre comércio mundial funcionará, enquanto for favorável à China?
A tendência dos movimentos anti-globalização  e as políticas de defesa dos interesses nacionais manifesta-se cada vez mais contra a falta de regulamentação económica e comercial mundial. Sobretudo, pela falta uma ética da globalização, preconizada por vários pensadores teóricos.
Os chineses começam a sentir-se vítimas da globalização, aliás, que os têm favorecido. Por isso, o porta-voz das alfândegas chinesas Huang Songping afirma: «a tendência anti-globalização é cada vez mais evidente e a China é a sua maior vítima», segundo a agência Reuters.
Se, os anúncios públicos de Trump se confirmarem muito incertezas surgirão na economia mundial. Algumas já são evidentes no ano transacto.
Em 2016, as compras da China no exterior caíram 5,5%, cujo montante atinge quase 1,5 mil milhões de euros, segundo a agência Reuters. O intercâmbio entre a Europa e os USA diminui 6,8%, com um retrocesso de 3,47 mil milhões de euros. As exportações chinesas registaram uma queda de  7,7%, em 2016, no valor de 1,97 mil milhões de euros, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China. Acresce-se ainda as flutuações e credibilidade da sua moeda.
A política económica dos USA será uma condicionante do futuro e desenvolvimento da globalização.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: A carência de um Bem, outrora abundante - a carne em Angola


Nos velhos tempos da “Angola agrícola” contavam-se em cabaças a cabeças de gado, segundo consta a tradição. Os grãos de milho contabilizavam os rebanhos que se estendiam pelas suas pradarias, bosques ou  savanas.
Hoje, são as ditas “fazendas”, cuja origem se deve aos portugueses, as  quais recebem acordos com empresários brasileiros para devolver o esplendor e abundância de carne, com o beneplácito da esfera governamental, numa economia de cariz planificada.
O Brasil tem um tradição exportadora de carne que se situa em 500 vendedores certificados; por isso, o acordo de 2015 estabelecido nas terras do Cuando Cubango com 40 fazendas e uma área de 200.000 hectares, ainda não começou a dar frutos, ainda que recentemente o Banco Mundial tenha disponibilizado 230 milhões de dólares em apoios agrícolas.
Angola importa, nada menos, de 600 milhões de dólares em carne, a cujos gastos se ajusta um investimento de 571,9 milhões de dólares, para quedar-se nos 20% das suas importações.
Apesar dos apoios do Banco Mundial, Angola ficará a 50% dos seus objectivos programados, se o dinheiro for efectivamente investido.
O preço da carne em Angola atinge valores que são o oposto da abundância e fartura brasileira, de cujo expoente surge a “picanha”, espalhada pelos diversos rodízios e restaurantes; tornando-se no maior exportador mundial de carne.
As potencialidades agrícolas em Angola, com a sua rica bacia hidrográfica, reúnem condições únicas para a exploração da criação bovina. Apesar dos roubos, da adaptação de raças aos seus solos, das intempéries e das doenças, urge que Angola retome os “velhos tempos” em que as cabaças sejam substituídas por uma moderna comercialização da indústria da carne, numa economia de mercado aberto à produção nacional e à exportação internacional.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

EUROPOLITIQUE: O núcleo duro da "moeda única" - EURO (Alemanha, Holanda, Áustria e Finlândia)

Subjectivamente, gosto da moeda única, embora tenha inveja da “nota verde” – o dólar, idolatrado pelos sul americanos; e, confundido com certos africanos, quando querem pagar em dólares, pensando que vale mais que o euro.
Objectivamente, deixo aos economistas a solidez da “moeda única” que navega em ”maus lençóis”, quer internamente com o fardo da dívida portuguesa, quer no seu “uso” como instrumento do desenvolvimento económico lusitano.
Todavia, o “euro” deu-nos este conforto de solidez e irmandade que nos une como europeus; e, para além de ser um instrumento da economia europeia devia subornar-se às suas exigências de unificação, já que o número é somente medida da “coisa”, da “mercadoria”, do trabalho inscrito na matéria, e, por cima dele está a actividade humana.
Qual o valor e força desta actividade humana na construção europeia (nos seus valores, na sua política e nos seus ideais – estados sociais) deve permanecer como “tábua ou quilha mestra de um barco” a reconstruir-se?
As certezas económicas não podem ser a únicas a comandar a vida dos europeus, embora o “homem económico” seja um dos fundamentos do seu modo de existir.
Advogar um “núcleo duro” da “moeda única”, constituído pela Alemanha, Áustria, Holanda e Finlândia contra uma “periferia” da Espanha, Itália, França e Portugal (onde, a Grécia é excluída) faz me lembrar um psicólogo americano Sherif que dizia  que: quando uma criança introjecta o racismo em criança, nunca mais aceitará os negros como pessoas.
Ora, como afirma o alemão Meuthen: «o euro é uma semente de discórdia numa Europa com distintas culturas monetárias e diferentes níveis de competitividade», justificando a criação de duas moedas, uma para os ricos e outras para os mais desfavorecidos. Isto remete-nos para os "eternos preconceitos psicológicos" que um núcleo duro nunca é desmontado pelo seu periférico, quando as abrangências e constituições deste mesmo "núcleo  nuclear" tem divergências e fracturas na sua própria formação. Oxalá, que os "novos nacionalismos" arrefeçam nas suas intenções.
A economia deve estar ao serviço do homem, e não pode ser a sua única dimensão. Encontrar as formas de ultrapassar este impasse, torna-se em defender pessoas, e, em fortalecer o euro contra o dólar e yuan.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...