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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Salários Mínimos na Europa, comandada por Bruxelas




Desde os 4.050 euros mensais, necessários para viver na Suiça, com os devidos impostos, até aos 194 euros mensais para sobreviver na Bulgária; eis aqui, o panorama  dos salários minimos ("bruts" - à la française) nesta Europa (28 países), comandada por Bruxelas e pelas contingências económicas, que impedem a sua progressão, sobretudo, nos países ibéricos.

1 – SUIÇA - 4.050 euros (fora da CE)
2 – LUXEMBURGO – 1.923 euros
3 – REINO UNIDO – 1.510 euros
4 – HOLANDA – 1.508  euros
5 – BELGICA – 1.502 euros
6 – ALEMANHA – 1.473 euros
7 – IRLANDA – 1.462 euros
8 – FRANÇA – 1.458 euros (brut) = 1.123 euros (net)
9 – ESLOVÉNIA – 791 euros
10 – ESPANHA – 757 euros
11- MALTA – 720 euros
12 - GRÉCIA - 684 euros ......(x14)....... (-28% = 877 euros)
13 – PORTUGAL – 530 euros = 618 (x14 - Janeiro de 2016 - universo 650 mil)
               00-  DINAMARCA –  não tem
               01-  ITÁLIA – não tem....(hora 6,5/7 euros)
               02-  CHIPRE – não tem
               03-  FINLÂNDIA – não tem
               04-  SUÉCIA – não tem
14 – POLÓNIA – 418 euros
15 – CROÁCIA – 399 euros
16 – ESTÓNIA – 390 euros
17 – ESLOVÁQUIA – 380 euros
18 – LETÓNIA – 360  euros
19 – LETÓNIA – 360 euros
20 – REPÚBLICA CHECA – 338 euros
21– HUNGRIA – 330 euros
22 – LITUÂNIA – 325 euros
23 – ROMÉNIA – 235 euros
24 – BULGÁRIA – 194 euros

domingo, 13 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A indústria do Granito

Exportação brasileira de granito para a Galiza. (Clique na imagem)

O porto do Douro, anunciado como a "coroa" de exportação do granito das zonas fronteiriças e transmontanas, aguarda pela sua plenitude de realização, quanto o Porto de Sines desespera pela exportação dos mármores alentejanos de Vila Viçosa e arredores.  Aliás, o tão propalado porto de Sines,  representa, unica e exclusivamente 20% do seu potencial dedicado às exportações portuguesas, erigindo-se como "pura ilusão" de muito comentadores políticos e "candidatos a «presidentes da república»".
Carece de um autêntico "player" marítimo, que potencie as suas virtualidades de porto de "águas profundas".
Embora, Portugal exporte 16,5% do seu granito para Espanha, a Galiza reacende o seu comércio desta rocha ornamental com importações massivas do Brasil.
Em 2003, Portugal ocupava o 9.ºlugar no ranking dos países produtores desta pedra natutal, conjuntamente, com o mármore. O valor total deste negócio ascendia aos 628,2 milhões de euros.
A emblemática calçada portuguesa encontra-se ameaçada com o aparecimento de novos produtores, como a Índia e a grande China, com preços bem mais atractivos.
Mas, a Galiza, com os seus montes escalpelizados que se avistam de Portugal, já não se contenta com a sua produção interna, como também conquista, navega e transporta a pedra do Brasil para a sua zona, com 17 mil toneladas de pedra brasileira, importadas.
O músculo financeiro e empresarial galego constrata com a reduzida dimensão das empresas portuguesas, e, com a sua falta de visão estratégia.
Os avanços tecnológicos de tranformação permite que a "pedra bruta" seja trabalhada e lapidada na Galiza, afirmando-se como uma importante fonte de industrialização. 
Além disso, aliam-se formas de promoção de novos produtos, que certamente inundarão Portugal, tão apreciador da "pedra brasileira".
A Galiza estende-se para além da sua concentração geográfica, já que desde a sua zona marítima desenvolve seus caminhos até às regiões de Orense, sede desta indústria transformadora, bastante recente neste território.
O paradigma galego deve suscitar a atenção dos empresários portugueses, para que a transmissão de conhecimentos não esmoreça, e, a incorporação de "design" renasça em novos canais de distribuição e comércio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: BRASIL à deriva na economia, no emprego e na corrupção.



      CID, “el campeón”, é o inverso do ideal brasileiro que navega nas águas da “corrupção, inflação e desemprego” - CID. Deste modo, o consumo que durante 11 anos consecutivos se afirmou, teve uma rápida queda.
    Influência de ventos que já varreram outros países, a crise despontou no Brasil.
    Com uma inflação que vai ultrapassar os 10%, com um desemprego na ordem dos 7%, e, com uma corrupção que mina as instâncias do Estado, a economia junta-se à política neste descalabro brasileiro, em que, no ano de 2015, o real perdeu 70% do seu valor face ao dólar, segundo algumas informações.
    O deficit brasileiro, país rico por natureza, maior criador de gado do mundo, repleto de matérias primas, era de 14 mil milhões de dólares, em 2014, e para lá continua nesta “senda desorientada”.
    A ilusão de uma classe média desafogada está em crise, ainda que o Brasil detenha o maior número de milionários no "top ten" mundial, classe que desfruta da sua pujança. 
    A subida de preços no consumo, aproxima-se dos anos de 2003.
    A fraca industrialização e a falta de investimentos esmorece o sonho brasileiro.
    O crédito fácil desapareceu e a crise demonstra as suas garras.

    A imprensa portuguesa centraliza a sua discussão sobre os “jogos políticos” do poder brasileiro, já que nele também rodopia a roleta da economia, mas os problemas são mais estruturais de um modelo de sociedade que ainda não encontrou a "esquadria adequada" de um modelo social e económico.
    O fenómeno das "igrejas evangélicas", agarradas às rádios e televisões", demonstra muito o sonho dos brasileiros, em que os pobres desejam ser ricos, e, os ricos serem abastados americanos. A onda de violência espelha a segregação entre os condomínios fechados e as favelas. Mas, o Brasil "sonha grande", já que se afirma como a sétima economia mundial. 
    País, enclausurado, na cintura sul americana, mais que um país é um continente, tendo na nota americana o seu escoramento, segundo certos analistas, o Brasil deve ultrapassar esta crise com eficácia e rapidez, já que aquilo que o mundo precisa está no seu território.  


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Alta Velocidade em Espanha

Investimento hispânico na Alta Velocidade Ferroviária (Clique na imagem)

      A "alta velocidade" cresce em Espanha, apesar de "algumas críticas" da Comissão Europeia, entre as quais um "fraco investimento nos comboios de mercadorias e suas conexões", e, "alguns dados significativos das novas linhas que não geram receitas suficientes para cobrir os seus custos".
     Ainda que Espanha tenha pedido emprestados 40 mil milhões de euros, (empréstimo à sua banca), nada arrefece o estímulo à alta velocidade, cujos frutos de desenvolvimento já são exportados para o seu exterior (por exemplo, Arábia Saudita).
     Madrid, como pólo centralizador e dominador da política espanhola, é o ponto de partida destes "cruzamentos velocistas", no qual a Galiza aguarda, brevemente, a sua junção.
     Ao redor de Portugal, os projectos vão se confirmando, com as linhas entre Badajoz e Plasência em franco desenvolvimento, ficando Lisboa à mercê dos seus imponderáveis desígnios, já que não são rentáveis.
    Barcelona encontra-se ligada ao Sul de França, mas as ligações com Bordéus e com o território francês do lado do Atlântico, aguardam, algum tempo, pela sua concretização.
     "Adelante" é o lema espanhol, melhor dito "hispânico", que se afirma como a economia "five ever" europeia, que comanda o primeiro lugar na ferrovia da "alta velocidade" na Europa, atrás da China. Até 2018, a "alta velocidade" chegará à Galiza, já que Zamora e Madrid estão conectadas, neste momento, seguindo-se Burgos, Granada, Castellón e Murcia. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: A Fuga da Catalunha


Na vizinha Galiza, continuação do Condado Portucalense, nada menos de 96 empresas, durante os anos de 2012 a 2015, com sede na Catunha, deslocaram-se para este território, cuja totalidade abrange 3.286 negócios empresariais. 
Neste universo, cerca de 200 empresas catalãs gravitam e rodopiam ao redor de Portugal, na emergência de uma autonomia política que atemoriza certos empresários.
Desconhece-se o impacto em Portugal deste "debandar catalão", que de certo modo pode favorecer o tecido industruial e comercial português.

domingo, 6 de dezembro de 2015

EUROPOLITIQUE: Investimento chinês em Angola e Moçambique


Com uma previsão de 5 anos no preço baixo de petróleo, Angola procura apoio financeiro  no seu parceiro chinês. A China procura investir nada menos de 60 mil milhões de dólares em África.
Calcula-se que 200 mil chineses estejam ligados à cooperação entre Angola e a China, nos mais intrincados processos financeiros e empresariais, cujas parcerias funcionam numa roleta que gira dos grandes projectos até à venda de camiões de cimento angolano pela fronteira do Luvo.
O combate à fome e pobreza é a bandeira diária do Jornal de Angola.
O universo da CPLP, com os seus 270 milhões de cidadãos, caracteriza-se por territórios com abundância de terras aráveis e água, excepto Cabo Verde, onde predominam 30 milhões de pessoas que passam fome. Se, nos últimos 15 anos, o Brasil reduziu este flagelo da fome em 50%, Timor Leste em 45%, S. Tomé e Príncipe e Angola em 70%, as questões da pobreza e seus limiares estão muito longe de serem ultrapassados.
Claro que os empréstimos chineses são benéficos para o crescimento dos países africanos, mas a política do desenvolvimento das condições de vida não pode depender somente do dinheiro dos chineses. As instituições, a sociedade civil e as organizações estatais devem implementar instrumentos e ferramentas de desenvolvimento social que incrementam uma dinâmica de sustentação destas políticas. A “consciência cívica” e a “consciência social” estão ainda num processo rudimentar no desenvolvimento da cidadania, em que se permite desbaratar 2 milhões de dólares num cartão de crédito, como 800 milhões numa empresa de pesca, para citar Moçambique, deixando os angolanos em estrelas de esbanjamento.
Pedir aos chineses para erradicar a fome ou a pobreza é substituir-se a um plano de trabalho que compete aos nacionais, tal como o desperdício do gás angolano depende da sua inércia ou incapacidade de saber usá-lo.
Se, o Brasil desencadeou o “movimento sem terras”, Angola e Moçambique debatem-se com a “distribuição de terras”,  com a “deslocação de povoações”,  com a “imigração para as cidades”, com a “desertificação dos campos” , com o “desenraízamento social” com a luta entre “autoridades tradicionais” e “autoridades legais”, com “tradições e costumes” e a “implementação do direito”, sobretudo com a “terra legal”  - essa que pertence à população e a “terra nacional ou nacionalizada”, já que a toda a terra pertence ao Estado. Ou seja, a passagem da subordinação a um “regime marxista”, onde o poderoso Estado pontifica, para o regime de economia aberta em que o Estado regula, ainda está longe dos passos que deviam ter sido dados.
As condicionantes que implicam que Timor Leste detenha 70% da sua população dedicada à agricultura, não são as mesmas que se aplicam a Angola e Moçambique, onde o mapeamento de terras e a aplicação de técnicas agrícolas carecem de informatização e de regulamentação jurídica.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...