Seguidores

quarta-feira, 6 de julho de 2011

EURO POLITIQUE 105 . Kadafi e a "Rainha de Inglaterra"

O famoso “guru”, guia e orientador da revolução da Líbia desmentia que não tinha qualquer poder na sua pátria, reassumindo o papel da Rainha de Inglaterra. ("Ipsis verbis", no começo do conflito).

Os factos desmentem que verdadeiramente o poder de Tripoli reside sobre o Coronel Kadafi, o seu séquito ou clã, e a sua resistência reveste contornos políticos, estragégicos e diplomáticos.

Os pragmatistas franceses, "de algibeira bem fornecida",  da diplomacia diplomática e estrangeira exibem argumentos que sustentam uma autêntica panóplia de direitos ocidentais que aflige qualquer tipo de visão, não fosse ela repleta de etnocentricismo ocidental.

Ultimamente o “guru” da Revolução Líbia reclama o direito, não só a uma existência tranquila no seu território, como também o acesso às contas monetárias do seu clã.
(Ideia velha velha, gasta e fora de uso!...)
Fica pendente a exigência permanente de um dos seus filhos de gerir um autêntico partido à medida e figura do grande líder da Revolução Líbia.
("Ideia velha, gasta e fora de uso!... )

“Pas d’accord” - diz logo, o Conselho de Transição Líbio.

Infelizmente, Portugal pouco tem a dizer neste intercâmbio de interesses financeiros e políticos. A diplomacia não é simplesmente representação simbólica!...É algo mais que isso!..

Aliás, Portugal sempre comprou petróleo aos líbios, e, nesta altura, fica "a ver navios", ou, a "caravana a passar" no deserto (das ideias e do pragmatismo), pagando, pesadamente, os “demandos” e extravios de tal condução, por um "prato de lentilhas".

Os interesses financeiros e os lucros do petróleo ultrapassam qualquer tipo de direitos e soberania, de forma que a população continua à deriva, face às estratégias menos condizentes. E que dizer do papel da China?!...

Certamente que a perspectiva europeia, ou seja, a sua visão etnocêntrica tem todo o interesse em dialogar com a perspectiva africana, e de outros povos, se quiser encontrar um sentido de direcção.

Até lá, enquanto os cifrões perduraram, Tripoli continuará impávida e serena, se os mantimentos não escassearem. A "guerra do dinheiro" ultrapassa qualquer tipo de valores!...

Entretanto:
"La rébellion avait affirmé dimanche qu'elle se préparait à une double offensive pour reprendre des secteurs perdus et se rapprocher de Tripoli. "Dans les deux prochains jours, de nouveaux développements auront lieu sur cette ligne de front", avait déclaré, le 3 juillet, le porte-parole rebelle, Ahmed Omar Bani, en expliquant qu'ils avaient l'intention de pousser la ligne de front vers le nord, en direction de Tripoli."

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Episódios angolanos.4. "Ícaro em prisão"



Reluziam os Mercedes prateados conjuntamente com os fatos acetinados de encontro ao edifício envidraçado em plena rua curvilínea, já que tão nobre “embaixada” se vangloriava na sua fachada.

A “task force” policial exibia no colar branco da negritude dos pescoços as elegantes gravatas italianas de recentes quadros, avidamente encaixados na sua arte e ofício.

“Affair” que é “affair” requer tempo e emoção, estudo e caução, quando o “money” é da nação. (Parece, "maning nice".)

A estadia prolongou-se pelo mês em frente, tal era a exaustão e profundidade da problemática envolvente, não fosse a eficácia reduzir a uma semana este imbróglio, cujo novelos entreteciam a sua urdidura.

Ocasionalmente, os desvios tornavam-se uma certa constante, dada a profusão monetária do jorro de petróleo que inundava e ensopava em terra africana.

Existiam algumas somas que dadas a sua exorbitância planeavam pelas folhas dos jornais esfumando-se como nuvens de tabaco, ou, recaíam na alçada de uma esmerada justiça, todavia, este pequeno “affair” tornara-se um verdadeiro “case study”.

Toda a aquisição de aprendizagem nos meandros da sua engrenagem despertava o interesse desta “task force” policial, deslocada propositadamente de uma capital africana para outra capital europeia.

Por isso, o prolongamento da sua estadia não se devia tanto à vil soma monetária, mas tanto à argúcia do seu mentor. Como foi possível que um simples amanuense tivesse a ousadia de disparar, em catadupa, alguns milhões de dólares das contas do erário público?!...

A conta hoteleira dependia da habilidade do sistema de ratoeira. Deste modo, a vileza de tal acto devia-se superar pela nobreza dos fatos acetinados, condizentes com os Mercedes prateados.

Quando a soma é pequena torna-se um roubo; e casa roubada implica trancas na porta, quando a soma é grande torna-se desvio, sumiço ou feitiço.

Várias vezes, Demóstenes consultou o curandeiro, célebre pelas suas “macunbas” no bairro “Roque Santeiro”, na periferia de Luanda. Aspergiu os documentos com uma cândida benzedura para que o seu voo até Lisboa levasse um verdadeiro sumiço e feitiço. Mas como a mercadoria era demasiado pesada, este incauto Ícaro não previu o sol reluzente destes agentes, e, tornou-se num osso e um quebra-cabeças para a “task force” policial que transformou uma semana num mês de aturada e criteriosa investigação.
Mas quem rouba a ladrão, tem sempre cem anos de perdão!...

Copyright - Luságua.

domingo, 3 de julho de 2011

Episódios angolanos.3. "Os cem dólares da Mariquinhas"



O uniforme escolar é uma tradição inglesa que se mantém nos colégios lusitanos, mas que normalmente soa como eco tradicionalista nos países africanos de origem cultural portuguesa.

Todavia mantém-se como princípio de identificação e de segurança das “teenagers.”

O mealheiro familiar ocultava 100 dólares, já que a moeda nacional sofre continuamente as flutuações e variações de câmbios, e, torna-se “chique” o recurso ao papel internacional das terras do tio Sam, a não ser que se exibia um autêntico punhado ou "monte" de notas nacionais superiores, como sinónimo da “moeda mais forte do mundo”.

O fetiche da “nota verde” é mundial, apesar do Irão ter fabricado milhões de exemplares desta moeda, aliás o seu encanto torna-se realidade quando a sua paridade se mantém com o famoso “ouro negro”.

O sumiço dos 100 dólares consumia a paciência da dona de casa, que alvitrava de desconfiança em relação à empregada de serviço, vulgo, de criada.

Várias vezes questionada sobre o desaparecimento do brilho e calor das notas verdes, retorquia negativamente que tal ousadia não se podia imputar aos seus préstimos. Como é normal, o elo mais fraco é sempre alvo de questionamento, inquirição e acusação, de forma que todas as dúvidas pairavam sobre a humilde doméstica. Mas como sem provas, não há acusação, o benefício da dúvida continuava do seu lado, perante a peremptória negação de tal facto.

Densa nuvem pairou sobre o voo dos famosos cem dólares. Aliás, as pardacentas nuvens encobriam um raio de luz e esperança sobre o céu e a terra. Para o céu certamente não voaram, porque as "notas verdes", famosas mundialmente, ainda não tem asas. Para a terra, era o mais provável, porque o seu movimento tinha de ser na horizontal, e não na vertical. Embora, para destampar o famoso bule, ou mealheiro, alguém lhe desse sumiço, sem qualquer magia ou feitiço.

Embora o feitiço seja um elemento cultural da civilização africana nesta questão de moeda conta é o seu peso, a sua materialidade, e, também o seu alcance.

Se as indagações não surtiram efeito na classe empregadora, os alvos recaíam sobre duas “teenagers” que alegremente percorriam os passos da sua juventude em idade escolar.

Tornara-se hábito e tradição, infelizmente, uma certa chantagem da classe de alguns professores na exigência de certos favores, por parte dos discentes em matérias de difícil negociação. Se o meio socio-económico não permitia veleidades na troca de favores de “bens da natureza”, o recurso à “nota verde”, de fama mundial, tornou-se num álibi de recompensa.

Mariquinhas negou à primeira e segunda vez. Mas perante a insistência destemida da mãe resolveu confessar.

“Fui eu, mamã!...” Por quê, insistiu, amarguradamente.
“Foi para passar de ano”.

Copyright - Luságua.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Episódios Angolanos.2 - "O Tapete Voador"




O azeviche acre dos seus cabelos recaía sobre os seios rubicundos que uma pele acetinada de cobre debruava em negritude fugidia. Florêncio Silva deambulava, um pouco atónito, pelos cadeirões do salão de beleza e seus espelhos, que exibiam a recente e esbelta empregada, ciosa e cuidadosa do seu ofício.


Embora sem grande experiência no seu ofício, a sua presença e “glamour” enchiam e preenchiam os requisitos necessários e suficientes para tal função. Se, por acaso, a inveja, a intriga ou o ciúme despontassem no seu alvoroço dentro do meio feminino, certamente que rapidamente seriam abafados pela cortesia e elegância que naturalmente despontavam de tal presença.

Florêncio Silva não andava nas nuvens, simplesmente planava num “tapete voador”. E, para desviar a imagem do seu sonho que saltitava na sua imaginação, lançou-se às encomendas dos produtos de beleza que encomendava de uma capital europeia. Estar na vanguarda do progresso e da inovação na arte dos cabelos e sua estética, impunha-se como sinónimo de ser pioneiro em terras africanas. Nunca, consigo, certo tipo de anátemas de atraso funcionariam por força de estar em África. Sistematicamente ligado aos salões de beleza de Lisboa, encomendava os produtos, perfumes e bálsamo mais modernos e adequados às exigentes clientes africanas. Aliás, a importação dos produtos estéticos sofriam de uma taxa penalizadora que habilmente era amortecida pela troca de remessa e câmbios mais caseiros, oportunos e pessoais.


O salão de beleza regurgitava de uma clientela bastante razoável. Corria de boca em boca que Florêncio vivia confortavelmente, embora esse conforto não se vislumbrasse na simplicidade que o caracterizava. Avesso à política, às questões sociais, somente o seu pequeno negócio reluzia na sua mente como símbolo de bem-estar e tranquilidade pessoal. Convivia tranquilamente com qualquer tipo de pessoas, sem exibir grandes luxos externos. Os lucros do negócio eram aplicados no contínuo melhoramento do seu espaço. Território limpo, asseado e cheiroso, ainda mais quando a mais recente funcionária ilustrava, como um quadro, a paisagem que harmoniosamente compunha o seu ideal de salão de beleza.

Contudo, Florêncio Silva não escapava ao olhar matreiro de certos artistas, amigos do alheio. Como, externamente não exibia grandes traços de luxo, presumia-se que internamente escondia algo de mais precioso. A vigilância entre o espaço comercial e o rumo habitual para sua casa foi marcada e remarcada pela força e urgência de malévolas circunstâncias.

Florêncio Silva acordou, despertou do sono e sonho que continuamente martelava a sua imaginação por causa da recente imagem da nova funcionária, porque empregada é um termo de menor condição, mas sentiu uma linha horizontal que se prolongava um palmo acima da sua cabeça. A cama e o seu complemento, ou seja, o estrado, tinham desaparecido, encontrando-se simplesmente deitado no colchão, ele, Florêncio Silva e a sua ilusão.

“Roubaram-me a cama” – Rosnou, placidamente com a tranquiladade que o caracterizava. Olhou em redor, e, reparou que alguns objectos, também tinham desaparecido.

Levantou-se com tantas outras histórias que já tinha ouvido, e pelas quais passara incólume, mas que nesse dia, recaíram sobre si. Mas toda esta desgraça caseira, que uma certa nudez desvendara, toda ela era preenchida com a beleza que deslumbrava nos seus olhos quando se concentrava no salão de beleza. E, logo de manhã cedo estava a abrir as portas do salão de beleza às suas empregadas, ou melhor dito, às suas funcionárias.

“Dormiu bem, patrão” – questionaram, docemente as empregadas.

“Ora, se dormi. Nem dei conta de acordar, sem a minha a cama” – retorquiu, secamente, Florêncio Silva.

“Não diga que foi roubado, patrão!...” - indagaram, de novo, as empregadas.

“Sim, a cama fugiu!...” – Anui, quase sorridente, Florêncio Silva.

“Se calhar não era cama, era um tapete voador” – Ripostou, uma das empregadas, a quem o entusiasmo e encantamento pela nova funcionária não escapara.
“Tapete voador”.

Copyright - Luságua.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Episódios angolanos.1 - "Olha o fato do morto"



O casamento de mano Joaquim Salavisa impunha uma indumentária condigna perante os mais variados convidados para gáudio da boda: festa garrida e multicolor, com sons de batuque e tambores.


A cerimónia matrimonial estava agenciada para uma pequena e verdejante quinta que Diogo Salomão, hábil comerciante, mandara reconstruir e verdejar, do seu antigo feitiço, após benzedura e aspersão, contra o espantalho de antigos mortos moradores que deambulavam mentalmente na imaginação popular. Mas desde que o ruído frenético dos tambores e batuques ecoava pelo seu verde capim e relvado, a quietude tornou-se apanágio daquele espaço, avidamente disputado para festas casamenteiras. O moderno “green” encantava e deslumbrava com o seu tom florido de acácias, palmeiras e coqueiros, tornando-se num bálsamo para os suaves e delicados pés das noivas ardentes pelo consumo de uma relação oficial.

Na sua simplicidade de recente negociante Diogo Salomão, exclamava:
“não tem preço, este doce chão”.

Ora no chão, na terra está o condimento da nossa condição.

Fortunato Salavisa engendrava um meio de representação condizente com o casamento de seu mano Joaquim, arrais de embarcação e senhor de certas posses. Por isso, sistematicamente sonhava com o velório e enterro daquele “homem branco”, rico benfeitor da terra, e, também muito admirado pelas suas gentes. Recordava-se, continuamente da sua pose hirta, dentro de um caixão, que causava calafrio. Mas, sobretudo rodopiava na sua mente aquele lindo fato que brilhava com esplendor e cor, em contraste com a sumida pele moribunda. Embalsamado em tão rica indumentária a seus olhos, o “homem branco” foi coberto pela terra vermelha, sem tecto nem telha; ou seja, numa simples campa rasa.

Assim, Fortunato, convidado fraterno de Joaquim Salavisa, não podia apresentar-se sem a dignidade que a cerimónia matrimonial impunha. Por isso, após hesitações e decisões, destemidamente enfrentou a rua do cemitério, escavou fundo até ao caixão, pediu graças e perdões, e, retirando a indumentária do “homem branco”, esbracejou de satisfação com o lindo fato, porque "a um morto tudo se perdoa".

A festa de casamento decorria nas suas variadas cerimónias e rituais, enquanto Fortunato se aconchegava ao seu novo fato, que tinha sido alvo de encómios e elogios, tão era bela a sua indumentária!...
Fortunato acalentava um sorriso interior de gozo e satisfação, quando as belas donzelas sorriam nos seus dentes de marfim, ousando, por sua vez, fazer frente ao orgulho da beleza angolana. Já não prestava atenção à variedade de manjares da lauta mesa de casamento, repentinamente para se concentrar nos passos seguintes que a música desenhava nas suas formas de galanteio feminino. E, sem rodeios desata aos convites às belas damas presentes, sem qualquer sucesso ou recompensa. Face a tal vexame e humilhação, humildemente, dirige-se à sua antiga amiga Dina, e desafa:
“Ninguém quer dançar comigo”
Com uma sonora gargalhada, Dina retorquiu:
“Tem macumba, tem macumba, tem...”
Fortunato Salavisa largou rapidamente o espaço da cerimónia, antes que ouvisse qualquer voz  infortuna: “Olha o fato do morto”.

Copyright: Luságua

domingo, 26 de junho de 2011

EURO POLITIQUE 103 - "Salazar às voltas no seu Túmulo".



O Salazar deve estar às voltas no seu túmulo, quando a maioria dos ilustres economistas deste País dizem que este País é ingovernável. (Sem recordações do seu sistema.)


E que dizer de um Presidente da República disposto a ajudar nos momentos mais difíceis da Nação!...

A Margareth Tchater não sabia nada de economia, mas sabia governar a casa.

Se andámos a ser enganados por economistas, quando entrámos no euro, ao menos que apareçam políticos que saibam governar. Aliás, desde 2009, que o alerta soou!...(a sair do euro, ou, desde 2009, ou, para as "kalendas gregas", com a Grécia, na sua tragédia!...).

Se temos de pagar 5% ao ano, quando crescemos a 1% , nunca lá chegaremos. (Se necessário, aplica-se uma metodologia argentina!...). Mas tem de haver uma metodologia do simples ao complexo e vice-versa.

Se temos de sair do euro, que seja já, imediatamente.

Soluções alternativas existem, mas continuar de "corda ao pescoço" ao sabor de uma Europa que não sabe de "onde vem" e "para onde vai", não interessa, excepção à Alemanha!...

Se a política externa serve somente os franceses e os alemães ou ingleses, então deixem-nos continuar sozinhos, que existe futuro para os portugueses.

Se a política de defesa, (que não existe), também, interessa aos franceses e aos alemães ou ingleses, nós podemos aliar-nos com outros parceiros.

Se a política cambial visa somente os interesses alemães e franceses ou ingleses, face aos americanos, então deixem-nos com os espanhóis – “nuestros hermanos”, pois temos mais “barras de ouro” do que eles.

Segundo o Departamento de Comércio dos USA, os chineses fornecem 78% dos sapatos importados, 71% das gravatas, 55% das luvas, cerca de 50% dos vestidos e roupas de bebé, e, 90% das sandálias.

Todavia, esta produção barata e a bom preço começa a mudar, já que as exigências dos recentes trabalhadores urbanos reclama melhores salários e condições de vida.

As “grandes marcas” começam a encomendar mais à indústria portuguesa, segundo relata alguma imprensa lusa.

Portanto, se for preciso, seremos os chineses da Europa, já que os milionários chineses não param de aumentar.

Sempre tive uma ideia muito simples em relação à Europa, "com ou sem euro". Seríamos o último patamar da escala da economia europeia. (Estes "gajos" - "europeus" - querem-nos para o turismo, e, nada mais!...).
Mas "meter água" (desde, 2009) até nos afundarmos, isso não!...

P.S. Entre a ficção e a realidade.

EURO POLITIQUE.102 - "A Baía dos Porcos" e Kadafi.





Sem dúvida que 1500 homens chegam para encurralar Kadafi no deslumbrante deserto líbio!...

E, sem dúvida, que estes 1.500 “rangers” estariam dispostos a largar a “Baía de Cascais” para se instalarem no oásis de “Sierra Maestra”, tal era a ousadia destes destemidos guerreiros de sopro lusitano!...

Infelizmente a U.E. demonstra que nem tem capacidade militar (dependente dos U.S.A, para certo tipo de mísseis), nem política estrangeira (de consenso entre os seus parceiros) para lidar com o dilema líbio, deixando os seus “belos ofícios” para países terceiros, como a China, a Rússia, sem falar na conivência dos países africanos.

Ainda que a chefia da potência média nuclear europeia lance anátemas contra tal liderança, até os próprios rebeldes líbios admitem uma porta de saída.

Em tempos concedia-se dormida na “Penha Longa” para visita das terras do tio Sam.

Todavia, já se sabia que a analogia entre Marcel Dassault a distribuir notas de cem francos pela comuna de Beauvais, e “mister” Kadafi a comprar cem aviões “Mirage” era equivalente a dispersar dinheiro!...

A guerra de “dinheiro” equivalia em Portugal a comprar os “belos ofícios” que qualquer “ilustre desconhecido” por terras gaulesas descortinava a hipocrisia latente, mas que teria “armas e bagagem” para discutir a detenção do “chefe do protocolo” da Líbia, apesar dos seus diplomatas , tribunais ou polícia, ainda que o chefe da política nuclear europeia fosse aos arames. (15.12.2010). A partir daí o "Quai d'Orsay" não foi o mesmo!...

Quem paga a guerra com a Líbia?

Os franceses já tenham o dinheiro no bolso de forma que pouca diferença lhes faz. Os americanos não têm amigos, mas aliados, de forma que obterão sempre os seus lucros.

Os portugueses têm de reunir 1.500 “rangers” da “Baía de Cascais” para demonstrar a sua coerência e eficiência.


N.B. Artigo entre a ficção e a realidade!...

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...