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domingo, 24 de março de 2019

EUROPOLITIQUE: O Retorno à gastronomia e "à lampreia-marinha no rio Minho"



Das “pesqueiras”, locais fixos e sinalizados da pesca da lampreia, até aos "cais" ou “portos de pesca”- (Gondarém tinha dois: por exemplo, "cais da Mota", ou, "cais das Faias), - ancoradouros dos seus barcos, artefactos, utensílios ("redes específicas", segundo regulamento de 05.08.1880) para a captura deste ciclóstomo, convém referênciar que esta actividade ("arte piscatória") remonta ao ano de 1017. 



“O reino de Portugal era ainda um projecto embrionário quando em 1125 Teresa de Leão concedeu ao Bispo de Tui o exclusivo da pesca no rio Minho”. (Fortunato de Almeida, in Expresso).

Fazendo fé num censo da Capitania do Porto de Caminha do ano de 1995 existiriam  236 pesqueiras activas, ou seja, 41,8% de um universo de 565 locais de captura da lampreia. Este número de locais de pesca, a jusante do rio Minho, revela que importância deste recurso piscatório, era objecto de transmissão de heranças que envolvia os seus proprietários e descendentes. Era, não só a riqueza de recursos da sua actividade, como também, a expressão da abundância que hoje escasseia, bem visivel até aos anos 50 do século passado. 


Os honrados lavradores de Gondarém pagavam a Sisa e imposto de barco, às respectivas autoridades, e, orgulhavam-se dos seus conhecimentos empíricos nesta "arte piscatória". 

Se antigamente os impostos agrícolas se canalizavam para Santa Maria de Oia, posteriormente para o condado portucalense, realeza e finalmente República; as taxas e suas cadernetas piscatórias dependiam das autoridades eclesiásticas de Tui, junto ao rio (Capitania de Tui), ou, das autoridades marítimas junto à foz do Minho (Capitania do Porto de Caminha). 
[Aliás, do porto de Caminha partiam os barcos para Lisboa, antes da via férrea]. 

Os cais, ou, ancoradouros de Gondarém (2) eram zelosamente vigiados pela guarda fiscal, (fazendo relembrar a antiga alfândega de Vila Nova de Cerveira), sendo o seu número total de doze no rio Minho, em cujo universo de 347 pescadores licenciados para a pesca da lampreia-marinha se situam várias dezenas dos seus habitantes.

As mais importantes espécies migradoras no rio Minho eram a lampreia-marinha (Petromyzon marinus), sável, enguia, solha, e, muito raramente, o salmão.

A caracterização sócio-económica dos honrados lavradores de Gondarem é bem diferente das actuais condições. Numa economia agrícola e fechada,  cuidar dos campos na Primavera e Verão, pescar de Janeiro a Junho constituíam recursos e condições económicas de bem-estar e viver, (embora pagando os seus impostos), que se inscrevem até aos principios do século XX.

A poluição e as mudanças ecológicas desbarataram a riqueza piscícola de outrora, mas a tradicão gastronómica reclama que a lampreia-marinha retorne à sua degustação.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

EUROPOLITIQUE: ADSE.: Onde há milhões não se vêem os cifrões

 
Na luta entre a “Estrutura da ADSE” e os “Hospitais Privados”, quem perde são os utentes desta instituição, ou seja, os seus cotizados.
É fácil subtrair dinheiro ao “bolo” da ADSE!...
E, quem são "estes artistas" que rodopiam à volta do “bolo” que todos os meses cresce na sua magreza e diminuição.
São os médicos, farmacêuticas, hospitais privados, ou, por acaso, os agentes da própria ADSE.
A factura de 8.000 euros, registrada ou apresentada pela ADSE  não reflecte os gastos da “entidade privada”, ou, do “hospital privado” de uma “operação à prótese da anca”, cuja facturação somente registava metade do seu valor.
Portanto, andam à deriva 4.000 euros, (além dos gastos de mil e tal euros suportados pelo cliente).
Claro que pedir 38 milhões de euros parece um absurdo. Mas mais absurdo parece exibir uma facturação que é o dobro do “Hospital Privado”, sem justificação aparente de tal valor.
“Onde há milhões não se vêem os cifrões” porque o dinheiro que jorra para ADSE carece de um filtro afunilado e bem oleado nos seus gastos e no respeito de quem desconta para esta instituição.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

EUROPOLITIQUE: TWICE GERINGONÇA (A POSSÍVEL GERINGONÇA DOIS)


 
No campo dos prognósticos de uma futura e possível segunda geringonça levantam-se alguns obstáculos, quer de natureza partidária, quer de fundamentação eleitoral. E, se “o povo é quem mais ordena”, a previsão das estatísticas e sondagens ainda não clarificaram a rota, o rumo e andamento do barco.
A navegação à vista, repleta de cautelas e “caldos de galinha”, antídoto para um certo “enfermo moribundo” não tem facilitado o desenvolvimento do investimento público, que carece de revitalização nos seus sectores; desde a saúde até aos transportes, para não falar dos transportes, vias de comunicação e respectivo material ferroviário, cujo paradigma espanhol não é imitável. Adiamentos e atrasos que não obedecem a uma planificação nacional ou regional persistem num mercado periclitante de política de merceeiro. Um “pequeno País” e um “mercado exíguo”, sem gigantes ao seu lado, em nada favorecem o desenvolvimento económico externo, ou, mesmo interno,  quando as principais empresas nacionais foram desbaratadas.
A emergente contestação social caminha para uma legítima melhoria salarial, cujos ambições parecem subestimadas pela comparação estrangeira de que os baixos salários devem ser apanágio da terra lusitana.
Mas, a emergência da segunda geringonça tem de exibir mais ambição nos seus objectivos, mais realismo no confronto social e criar um suplemento de confiança na viabilidade de um País à beira mar plantado que não pode ficar somente na dependência da boa vontade dos estrangeiros e à sua mercê.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

EUROPOLITIQUE: 1.200 um algoritmo internacional à solta em Portugal




O andamento da conta bancária da Líbia em Portugal rodou e evaporou-se com idêntico fulgor na essência do valor da conta venezuelana; aliás, uma na Caixa Geral de Depósitos, outra no Novo Banco, por sendas que ninguém demonstrou, excepto por beneplácito do sacrossanto ME, que num caso quase confirmou o seu valor, na segunda porque desconhece o seu percurso.

E. se Paulo Portas, em reportagem jornalística, se exibia como um arauto de libertação da Líbia da mesma forma se deixava afundar no caos que se instalou em terras do Norte de África. Claro que um pequeno País pouco teria a fazer em relação à hegemonia gaulesa, com capacidade de destruição mas sem sentido de construção. (Aliás deitar a abaixo é fácil, difícil é construir!....)

Mas o mais intrigante é este algoritmo 1.200 que se repercute sonante quer na Líbia, quer na Venezuela. Algo intrigante se dilata e propaga neste algoritmo.
Por isso, haja quem bata na mesa com o 1200 que é um número bonito, mais bonito quando se trata de 1.200 milhões de dólares, que fariam a alegria de qualquer instituição, porque ultrapassa a barreira de qualquer cidadão.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

EUROPOLITIQUE: L'espoir en MACRON?

O idealismo de Macron desvaneceu-se ao fim de “ano e meio” de encantamento.
O “feitiço virou-se contra o feiticeiro” e aqueles que desencadearam um “terramoto político”, pelas terras gaulesas e seus partidários, surgem como as “novas vítimas” deste naufrágio.
Se aos políticos lhes é roubada a sua nobreza, a plebe enobrecida dificilmente alcançará este estatuto. Mas a escuridão popular requer alguns luzeiros ou lamparinas que iluminem o seu caminho, ou, o seu destino, sem que o discurso político seja totalmente uma mentira e falsidade.
As águas agitadas da Europa tornaram-se numa vaga de ondas de choque que surgem dos mais diversos pontos, latitudes e geografias.
O ”barco europeu” que metendo água tem necessidade de reparar as suas tábuas, em andamento, carece de encontrar as soluções, porque nele estamos todos incluídos. Ou seja, nesta linguagem do “euro” os processos económicos não são isolados e os seus buracos ressentem-se no seu conjunto e nas suas partes.
A época do Natal, que se aproxima, destapa o telhado de uma casa que de sua mensagem carece para conforto dos seus cidadãos.
A fé a esperança que orienta o curso e o movimentos dos homens não pode estar desprovida do olhar do outro – a caridade.

sábado, 1 de dezembro de 2018

EUROPOLITIQUE: Estados de Alma

Naquela ilha
um guerreiro, um marinheiro
escutava o canto das águas do rio
e, nada me dizia.

O silêncio comia as palavras!...
A amizade abafava no tumulto da multidão
cada um lutava na sua solidão.

Não era cotovia
nem ave insana da política
era o canto da revolta inocente
que tangia muita gente.

Era um grito silencioso
que ao silêncio pedia tempo
Como o desobrochar de uma rosa
que de espinhos agora rasgava
as mãos e o coração, sem dó, nem perdão.

Perdia-se a família, o lar, o chão
porque da água se erguia o corrimão
num salto internacional.


Pântano perdido na noite
somente o rio permitia
ver o fugaz dia desta carestia
que da dor e do sofrimento
se faz cada dia.

domingo, 25 de novembro de 2018

EUROPOLITIQUE: ANGOLA - Ao encontro de 300 princesas angolanas


Se os americanos não gostam de investir em África, porque razão os portugueses se aventuram em terras africanas?
A resposta não é simples, tal como a questão não é, em si mesma, evidente, por exclusão de partes, temos a CHEVRON.
As relações entre Portugal e Angola não se quedam pelas informações jornalísticas, já que a seiva ou o sangue nem sempre utilizam estes canais para o seu desenvolvimento, nem as representações protocolares exprimem a problemática subjacente às suas relações intrínsecas.
Estas misteriosas relações resultam de intrincados vínculos históricos, humanos, sociais, económicos e financeiros.
O imenso trabalho árduo passa pelas empresas e certas intituições, pelos trabalhadores no terreno, pelo "capital vigiado e empregado", e, pelo seu tempo de desenvolvimento, de maturação e de conhecimento.
Ir atrás de 600 mil milhões de dólares  é um ideal quixotesco de difícil cumprimento, mas poderá dar algum resultado palpável. É como encontrar 300 princesas angolanas, não num harém, mas no mundo obscuro dos negócios, em que pontifica a empresária Isabel dos Santos. E, neste campo da utopia, nem o idealismo da Unita consegue erguer tal bandeira de recuperação!...
Por exemplo, se a Sonangol é um "vespeiro" com mais de 100 empresas  à sua volta em rodopio empresarial e financeiro, em que não chegam 40 milhões de dólares para desmontar este imbróglio, mal desconfiava este autor que a sua divisão ou implosão atingisse tais valores.
"Magnífica e miserável" soa a um título livresco que a natureza espontânea recriou como símbolo africano - carente de revelação e afirmação,
 .
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EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...