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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

EUROPOLITIQUE: O Preço das casas em Angola, fora de Luanda


Se, em 1975, Angola somente produzia 173 mil barris de petróleo, hoje em dia, multiplicou por 10 a sua produtividade. Deste modo, 97% das suas exportações são efectuadas pelo rendimento deste produto, embora importe os seus derivados, por causa da refinaria de Luanda e falta da mesma no Lobito.

O restante sector das exportações angolanas queda-se entre os 2,6 a 3%  dos seus activos. Os tímidos passos da exportação da banana de Benguela associam-se aos produtos de rochas ornamentas, diamantes, madeiras, peixe, ferro, e, café. Com zonas riquíssimas para agricultura, os produtos escasseiam, quer para consumo interno, quer para o sector de exportações.
Estes 3% reflectem uma realidade confrangedora dentro da realidade social, cujo reflexo para um País, (tão rico, por natureza), denota a espiral em que estão os angolanos, quando o petróleo diminui no seu valor.
Mas, vejamos o sector da habitação:
As novas casas construídas obedecem ao seguinte esquema:

Distribuição

50% - função pública
20% - empresas
30% - público

Preços:

-arrendamento
- venda resolúvel
-pronto pagamento?....
As casas estão:
(na renda, em que 20% está destinado ao arrendamento, neste caso, um T3 custa 58 dólares, por mês, uma vivenda geminada, 77 dólares; e, uma vivenda isolada, 87 dólares). Este é o sistema mais simples, mais fácil, mas que implica direitos à sua concessão.

A venda resolúvel implica para um T3, uma entrada de 43.450 dólares e um pagamento mensal de 183,3 dólares, de 20 a 30 anos, para as vivendas geminadas de 48.228 dólares e 217 dólares mensais e vivendas isoladas, uma entrada de 53.052 dólares, por 237 dólares mensais. (A venda resolúvel torna-se num bom negócio para o estado Angolano)
E, pronto pagamento?
Segundo cálculos aproximativos seria para uma vivenda na ordem dos 132.632 dólares. Se, no Kilamba, os preços oficiais variam entre os 100.000 e 200.000 dólares, quer dizer, que adquirir casa própria em Angola é um verdadeiro problema para a dita classe média.
Conclusão: com menos de 100.000 dólares é quase impossível adquirir uma habitação, para a dita classe média angolana.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

EUROPOLITIQUE: Um futuro mais risonho para o centro do Alentejo


Em época de crise de tráfego, alguém do estrangeiro dizia, ao menos, “as autoestradas estão feitas”, e, elogiava-se a sua concretização. Eis, que a Brisa retorna aos lucros com mais de 100 milhões de euros.
Se, o aeroporto de Beja, num investimento de 50 milhões espera por melhores dias, e, novas funções, a ligação por autoestrada a esta zona é um “escândalo a céu aberto”.
Claro que a sua rentabilidade pode estar em causa, mas, as obras inacabadas são a demonstração de uma calamidade que pode ter solução, quer pelos investimentos possíveis da Brisa, quer pelos 4.000 milhões que o sector automóvel rende ao Estado. É, que o Estado tem uma palavra a dizer sobre estas “obras de Santa Engrácia”. Os mecanismos de compensação podem abrir um futuro mais risonho para o centro do Alentejo.

Se, o investimento público não é produtivo, ou, rentável, no curto prazo, sê-lo-á a longo prazo, quando existam estratégias para aquilo que aparentemente não parece razoável. 

E, a voz estrangeira tinha razão, “ao menos, estão feitas”, e “dão lucro” (à Brisa).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

EUROPOLITIQUE: Frei Bento Domingues "dá pancada na mesa" contra o emérito Cardeal Patriarca de Lisboa: D.Manuel Clemente


  • É a voz de (Frei Bento Domingues, dominicano), que sem procurar o ditado popular "entre marido e mulher, não metas a colher" - neste caso, ("vox populi, vox Dei"), - que teologicamente exorciza o anátema do Cardeal Patriarca de Lisboa.
  • Dos sete sacramentos da Igreja Católica (Baptismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimónio), os dois principais e essenciais sacramentos são: o BAPTISMO e a EUCARISTIA.
  • O Baptismo é a entrada dentro da comunidade cristã, que demorava dois anos na sua catequese; e, após a sua passagem participava-se no sacramento essencial: a Eucaristia (comunhão entre os seus membros).
  • Ao longo da história católica foram associados outros, sendo a Penitência, (ligado à Confissão e ao seu confessionário), aquele que começou de forma mais escandalosa.
  • Se, os divorciados recasados, sem serem libertos do vínculo canónico, tem de cumprir uma “vida de continência”, a sua respectiva restrição acantona-se à diocese de Lisboa, pelo seu Patriarca D. Manuel Clemente, na interpretação da “Familiaris Consortio” (1981); mas, pouco adequado, às orientações do Papa Francisco; já que destoam do Bispo de Évora, e, da frase do Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que afirma: “o casamento é um sacramento e as relações sexuais são um bem”.
  • A sexualidade para a Igreja Católica sempre foi um “assunto tabu”, um "problema mal resolvido", uma "contínua pedra no sapato",de tal forma que houve monges vivendo anos em cima de colunas para fugir à tentação do demo, ou, das mulheres, ou, fugindo para o deserto. E, o demónio vinha sempre associado ao sexo, à sexualidade, às mulheres ("as mulheres são o diabo"). O celibato, ao contrário, da Igreja Ortodoxa, ainda é o alvo símbolo desta consagração do homem a Deus.
  • De D.Manuel Clemente esperava-se mais, e, somente faz relembrar outro Patriarca de Lisboa, de nome de D. António, que perante uma assembleia de 5.000 jovens, não ousou tomar uma palavra acerca da guerra do ultramar. Este regresso ao passado, esta interpretação retrógrada, somente merece protesto, e possivelmente, comiseração. E, este protesto não advém só de gente do País, mas também, de muitos portugueses e estrangeiros que seguem as notícias do País.
  • E, quando se acertava no alvo, a "pancada na mesa" de Frei Bento Domingues, erguia-se de forma cabal: "é, isso mesmo".
  • Aos 83 anos - Grande Mestre.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

EUROPOLITIQUE: MARIO CENTENO (sem palha, nem feno, quase arde no "inferno (da Luz)"), o Chefe do " Euro grupo europeu" e o "glorioso" Benfica

Mário CENTENO, fervoroso adepto do Benfica, inebriado na sua paixão, que remonta ao tempo de Camões, incendiou a imprensa e os portugueses, com achas na fogueira do futebol, às quais se mantém alheio. Se, a Bola era a Bíblia, a linguagem da paixão do futebol arrasta os seus pecadores para o Inferno, onde o Diabo gosta de tecê-las.

Esta fogueira do futebol envolve dirigentes do Benfica, familiares, e, parece que o lugar de ministro baloiça como um barco tremido, face à agitação mediática e futebolística.  “Ser Presidente do Benfica é ser mais que ministro”, dizia Pimenta Machado , nos seus tempos áureos, a quem se atribui a seguinte frase: “no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”

Os dotes filosóficos de Pimenta Machado, formado em Direito, para mim são desconhecidos, (embora tivéssemos sido, quase colegas, da “charla”).

Mas, seguindo estes dois princípios de um possível silogismo jurídico:  “ser Presidente do Benfica” e “verdade/mentira no futebol”, Mário CENTENO, (sem palha, nem feno) arrisca-se, na arena da “paixão do futebol”, ao "circo romano" das feras.


 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

EUROPOLITIQUE: O "Jornal de Angola" nas teses de um advogado


O “Jornal de Angola” não é insensível a certos “artigos de opinião” que ousam dizer que João Lourenço vestiu a “pele e figura de  advogado do diabo”. É uma figura de estilo, embora como dizia Bossuet: o estilo é o homem (Le style c'est l'homme).
(Talvez, fosse melhor optar pela posição de António Costa: "à justiça o que é da justiça" (caso Sócrates), e, à política o que é da política, respeitando as suas personalidades e agentes.) 

Neste, aprofundamento cultural, a voz de um advogado merece nas suas colunas a citação seguinte:

«Entre Angola e Portugal, Convenção de Auxílio Judiciário Entre os Estados Membros da CPLP, a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção e outros, e que impõem a cooperação e troca de informações entre os Estados membros, na base de respeito mútuo, o que contraria os fundamentos que sustentam a decisão proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa que recusou a remessa do processo em causa a Angola»
(Resumindo: factos são factos, e, a imunidade estende-se a 2022).
Se qualquer “guião invisível” de aprofundamento cultural ou jurídico existe, é necessário substituí-lo da “artilharia pesada” pela exibição de Mercedes nas suas investigações, pela substituição temporária de um mês por uma semana. (Claro que estavam em causa 10 milhões de dólares).
Os delitos angolanos praticados por pessoas de fraca notoriedade, levam-se à exaustão, enquanto que as “personalidades jurídicas e políticas” usufruem de um estatuto condigno com a sua condição.
O senso comum, tanto para portugueses como para angolanos, tem a ideia que há uma “justiça para ricos” e “ uma “justiça para pobres”, mas esta diferenciação é praticada em Portugal por angolanos.

EUROPOLITIQUE: As estradas e os "4 mil milhões de impostos do sector automóvel"

 
Apesar do bom momento das contas públicas, surgem algumas críticas à simples gestão da “coisa publica” sem visão de futuro. Navegar à vista parece aquela técnica romana de navegação, (optada um pouco pelo governo), ainda que os romanos fossem peritos na construção de estradas e famosos pelas suas vias.
Os rendimentos do Estado com o sector dos automóveis rendeu, nada menos, de 4 .000 milhões de euros.
Aplicar algum deste dinheiro nas obras por concluir (“autêntico escândalo de obras”) na Auto-estrada de Beja a Sines, não esquecendo  a continuação da auto-estrada de Bensafrim (Lagos) a Sines é um desiderato que não é utópico, mas possível.
Claro que as vias de comunicação em Portugal parecem um luxo, mas são necessárias, e no tempo de Cavaco Silva “escavacou-se” bastante, devidos às ajudas da U.E. (Aliás, os espanhóis pela batuta de Felipe Gonzalez montaram os comboios de alta velocidade e criaram um forte indústria ferroviária) .
Se Bensafrim a Sines não avançar, pelos que o acabamento da auto-estrada Beja a Sines se torne uma urgência e realidade para os planos estatais.
Ainda que falar de auto-estradas, e, da sua rentabilidade seja quase tabu em Portugal, o Alentejo por falta de “voz política” tem sido delegado com região de segunda face ao vozeirão que campeia no Norte do País.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...