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domingo, 18 de junho de 2017

EUROPOLITIQUE: 43 GRAUS, MORTES E FLORESTA


Percorria-se a A8, a dita auto estrada do Oeste, em direcção a Aveiro, bordejante de um verde encantador, que alguém exaltava na sua natureza.
A natureza do verde pino casava-se com o eucaliptal, cuja riqueza engrandece as fábricas de celulose.
Mas, nestes dias, de 43 graus na zona de Lisboa, o despontar da verdura que irradia sobre a auto-estrada recomenda que a "poda" atempada dos eucaliptos seja uma. necessidade urgente. Se a resina é estofa, o eucalipto é chama que ateia o fogo. O corte atempado, as demarcações sinalizadas, a prevenção atenta, implica que a fiscalização sobre o particular e o colectivo seja uma constante.
.Gastar 100 milhões de contos sem pedir aos particulares que estejam prevenidos e vigilantes é sinal de desleixo, incúria e desprezo por cada cidadão que é obrigado a gastar 10 euros, sem resultados evidentes.
 Perdem dinheiro os particulares e perde dinheiro o Estado quando não actua no corte  atempado de árvores, cujo destino é a celulose. 
As câmaras municipais não devem somente virar-se para as receitas, mas também para os seus deveres como autarquias, já que o Estado não pode estar omnipresente em tudo...
Alugar, vigiar, tratar da floresta é ganhar dinheiro, a longo prazo. A indústria do lixo em Espanha rende 4.000 milhões de euros, em Portugal só pensam em subir as taxas, quando esta indústria é bastante rentável.
Rentável é a floresta. Já que não temos bananas, temos .madeira suficiente para pasta de paspel, que, por vezes, não chega para as encomendas. 

sábado, 17 de junho de 2017

EUROPOLITIQUE: A indústria ferroviária, um paradigma para português ver!....



Bastaram 25 anos para que e indústria ferroviária espanhola se afirmassem a nível mundial.
Quando era jovem, preferia as "couchettes" de Vigo a Hendaye, do que o lento combóio de Lisboa à fronteira francesa. Além de mais barato, ficava embalado pelo deus Morfeu e por um doce café pela manhã. Além disso, estava. proscrito da realidade social portuguesa, como hoje parece que a distância ferroviária portuguesa se encontra no mesmo paralelismo...
A seguir à China é a Espanha que detém a segunda mais extensa rede ferroviária de alta velocidade, atingindo os 3.100 quilómetros.
Não só, nos combóios, como mas carruagens de metro, a indústria ferroviária se afirma. Se Meca e Medina são a óbvia correlação deste processo, outros estão na calha com idêntica projecção.
A Mafex, um conglomerado de 70 empresas ligadas a este ramo, é responsável por 80% das suas expor.tações, onde se inscreve um valor de 75.000 milhões de euros. 
O meu gosto por combóios segue à distância uma realidade portuguesa complexa, cuja audácia esbarra em poemas de saudade.
P.S.Espanha, segundo País a seguir à China detém 2.920 km de alta velocidade para 4% de utilizadores (mas 90% da sua população utiliza os combóios urbanos e suburbanos, ou, média distância, entre os 160 a 220 km), Japão 2.765, França 2.696.

EUROPOLITIQUE: "Na sociedade dos sonha...edores involuntários de José Eduardo AGUALUSA


O sonho, a realidade e a ficção misturam-se em devaneios no recente livro de José Eduardo Águalusa, intitulado a "Sociedade dos Sonhadores Involuntários". Conciliar uma traineira à deriva de Luanda até Olhão em Portugal, é uma realidade tornada ficção, como tratar a realidade de Angola num conto ficcional. Somente no capítulo XV nos apercebemos do centro da ficção.de Agualusa. Escritor, nato na cidade de Huambo, em 1960, esconde-se do mundo na sua casa em Lisboa, mas gosta de visitar a costa alentejana, onde diz que Portugal é grande. É, no Alentejo, que sente a grandeza de Portugal, como a amplitude de Angola nos seus escritos. 
Ficcionar os "traumas angolanos", através de sonhos, recorrer ao aspecto onírico. freudiano da questão, talvez, seja a melhor forma de tornar real um sonho adiado, não concretizado, numa democracia, que demora a despontar.
A recente democracia em Portugal ainda não chegou a muitas mentes portuguesas, que fazem do seu comportamento e experiência pessoal, um percurso cujo denominador comum é o dinheiro e o seu exibicionismo. Os"princípios e valores" de uma democracia são lentos no seu crescimento, e não só somente as leis que mudam as pessoas. São os "usos e costumes" que se entranham no seu interior e no processo democrático. As "atitudes fascistas" persistem em Portugal atingindo o reduto mais elementar da personalidade jurídica de certos indivíduos, que ultrapassando as "chamadas desigualdade económicas e desigualdades políticas" incorrem numa ".espiral negativa", caindo numa espécie de "buraco negro".
A escrita de Agualusa é uma luta contra esta espécie de "espiral negativa" que arrasta para o "buraco negro" os idealismos de uma democracia saudável que obriga os cidadãos incautos,. ao recurso de uma traineira que vagueia, por excesso. e defeito, entre a cidade de Luanda e a cidade de Olhão, que embora factual se torna ficcional, numa realidade traumática de portugueses e angolanos"
É difícil curar traumas!....6 anos ou 60 anos?
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

EUROPOLITIQUE: "Voz da GalIcia" não perdoa na indústria automóvel

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O Jornal da Galiza queixa-se, que dez multinacionais da indústria automóvel, se instalaram no Norte de Portugal.
A grande fábrica de automóveis de Vigo, que começou com a montagem de 17 carros, e, hoje alimenta esta cidade galega, através da criação de emprego, sente-se desconfortável com a concorrência que as indústrias adjacentes ao automóvel, escolham a região portuguesa.
A Galiza, terra de emigrantes como. a região nortenha de Portugal devia orientar-se por laços de solidariedade, mas as questões de concorrência são bem expostas por "Voz da Galicia"
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terça-feira, 23 de maio de 2017

EUROPOLITIQUE: "UM OLHO NO BURRO, OUTRO NO CIGANO" - .«as boas notícias económicas, em Portugal» - " à boleia de Espanha"

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Se, por um lado, a saída do déficit excessivo em Portugal é salutar, as exportações espanholas no primeiro trimestre deste ano subiram 14,1%, em relação a 2016, atingindo o montante de 69.741 milhões de euros.
Ainda que, Espanha tenha alguns problemas em baixar o déficit de 3,2% em relação ao seu P.I.B., a caminhar, neste sentido, o seu lado exportador, atingirá os 280 mil milhões de euros.
Mas, o jornal "Voz da Galicia" lamenta-se que os empresários  culpam a burocracia da fuga de empresas para Portugal, para quem Portugal exporta tanto como a Itália. É que, as exportações espanholas, dirigem-se para a C. E., com os seus 67,1%, onde Portugal está incluído.
Se, os bons ventos sopram... na vizinha Espanha, bafezam, também, a economia portuguesa. Por isso, a política de um "olho no burro" e "outro no cigano" é a mais apropriada para dar o salto em frente do qual o País tanto carece.
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terça-feira, 2 de maio de 2017

EUROPOLITIQUE: INDITEX - A Fábrica... dos texteis e dos dólares (10% de crescimento)

Com 9.596 novos empregos criados em 2016, Inditex atinge o número total de 162.450 trabalhadores, em todo o mundo.
O patrão e fundador Ortega, com uma participação accionista na ordem dos 59,294%, a que correspondem 1.848 milhões de acções, aufere 628 milhões de euros; enquanto que, a sua filha Sandra Ortega, (investidora em Portugal), que possui 5,053% de acções, recebe 107 milhões de euros, que supomos serem “em bruto”, ou seja, sem impostos; mas, somente, na primeira fase de distribuição de dividendos.
Por cada acção, o dividendo atinge os 0,34 euros, porém, no dia 2 de Novembro, idêntico valor será pago, já que o crescimento desta “holding” atinge os 10% de crescimento.
Especialista em vendas e marketing, a sua produção depende, em parte, da contribuição das fábricas portuguesas. A quantificação do "valor acrescentado" em Portugal, de difícil contabilização, merece que certas "contabilidades analíticas" sejam efectuadas, para que o contributo destas empresas se reveja valorizado no espaço comercial da "holding" Inditex.
Com a Galiza tão perto, o contributo do Norte de Portugal não é alheio ao progresso desta "holding", que parece debitar, cada vez mais, e, mais dólares.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

EUROPOLITIQUE: O investimento público em Espanha não pára!


Para não "descolar-se" da União Europeia, Espanha projecta gastar em investimento público, nada menos, de 103. 783 milhões de euros, nos próximos cinco anos, onde os transportes, caminho de ferro e auto estradas citadinas ocupam lugar de destaque.
Não descurando sectores como a água e meio ambiente, a concretização das vias ferroviárias continua o seu sentido de devenvolvimento e de comunicação entre as suas cidades.
Este investimento público, em que o Estado, as Províncias e comunidades actuam deve superar os 20.000 milhões por ano.
Enquanto que o tímido investimento público em Portugal caminha pela procura de caminhos de actuação, os espanhóis não descuram as ajudas comunitárias que se situam na ordem dos quase 50% de financiamento.
Sempre de "olho fixo" na União Europeia, os espanhóis não perdem uma oportunidade para alavancar os seus investimentos.
Deste modo, já que a "fixidez de olhar" parece que não atinge a centralidade dos fundos europeus em Portugal, pelo menos, que a nossa "incapacidade de ver" e investir se reveja naquilo que acontece ao nosso vizinho - Spain is Spain.


 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...