Seguidores

terça-feira, 29 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: El "AVE" dos peregrinos de Medina a Meca (made in Spain)


 

Enquanto que em Portugal se olha para Badajoz, na esperança de uma ligação em alta velocidade, a Espanha exporta os seus primeiros comboios para a Arábia Saudita.
São, nada menos, de 450 quilómetros, em alta velocidade, que ligarão a cidade de Medina até à capital do Islão sagrado  – Meca.
        Prevê-se que, em Dezembro de 2017, os peregrinos islâmicos tenham à sua disposição, este novo e moderno transporte, que a indústria ferroviária espanhola, coloca em marcha, através das suas empresas públicas Ineco, Renfe e Adif e empresas privadas como: OHL, Cobra (ACS), Indra, Consultrans, Copasa, Dimetronic, Imathia, Inabensa e Talgo) . Esta última empresa acaba de ganhar o concurso de 30 novos comboios, apesar da contestação dos franceses. Talgo encaixa 2.642 milhões de euros, ao mesmo tempo que coloca o seu primeiro combóio, na Arábia Saudita. 
        Uma vez, finalizada a obra, compete às empresas Adif e Renfe assumir a manutenção e exploração desta via, durante 12 anos.
        A aposta de Felipe Gonzalez, na ligação em alta velocidade entre as cidades de Sevilha e Madrid, originou o desenvolvimento e implementação de uma indústria ferroviária, que  começa a dar os seus frutos, não só, internamente na aproximação das suas urbes e regiões, mas também, externamente, pelo êxito e nível das suas exportações.

EUROPOLITIQUE: O "Fair Play" de BOB DYLAN e a rusticidade de "Mil Lagos" (Duluth+Minnesota)


 Embora o “fair play” esteja ligado à ética desportiva, ou, genericamente ao modo leal de agir ou jogar segundo as regras, de modo a não prejudicar de forma propositada o adversário, as suas atitudes e determinações também se aplicam ao campo musical, quando duas entidades distintas se confrontam na atribuição de um prémio e na sua respectiva aceitação, merecendo cada uma o seu devido respeito.
Pouco diligente, Bob Dylan aceitou o Nobel da Academia Sueca, embora de forma tardia, já que se trata de uma instituição de craveira internacional; todavia, fê-lo como forma de “fair play”.
Mas, da mesma forma que não foi diligente também fez um certo “fair play”, alegando que por "compromissos de trabalho", talvez, não estaria na atribuição do prémio, nem determinou a forma como recebê-lo.
Ao seu estilo, tanto faz mais um milhão de dólares, como a honra na recepção do prémio, podia-se dizer que  se “está nas tintas”, embora a sua poesia e os  seus poemas venham destas cores e dos seus traços.
Um dia, em terras próximas de Bob Dylan, reclamei com o bagageiro, por causa de uma mala atirada sem precaução. A resposta do bagageiro foi muito simples: “coloque-a, você”.
Esta falta de “fair play” que nos causa alguma perplexidade, a nós europeus, parece inscrita nesta espontaneidade e franqueza, que esconde alguma “rusticidade”.
Este “estado rústico” da região dos “mil lagos” contrasta com o “estado ou tom polido” da Academia Sueca, que julgando receber um certo “fair play”, mais condigno de tal celebridade, foi surpreendida pela rusticidade de um Bob Dylan, que de “pessoa culta e urbana” que parece ser, se deixa contaminar por uma rebeldia que se arrasta numa certa rusticidade, própria da zona dos “mil lagos”.

 

 

EUROPOLITIQUE: O "Fair Play" de BOB DYLAN e a rusticidade de "Mil Lagos"


 Embora o “fair play” esteja ligado à ética desportiva, ou, genericamente ao modo leal de agir ou jogar segundo as regras, de modo a não prejudicar de forma propositada o adversário, as suas atitudes e determinações também se aplicam ao campo musical, quando duas entidades distintas se confrontam na atribuição de um prémio e na sua respectiva aceitação, merecendo cada uma o seu devido respeito.
Pouco diligente, Bob Dylan aceitou o Nobel da Academia Sueca, embora de forma tardia, já que se trata de uma instituição de craveira internacional; todavia, fê-lo como forma de “fair play”.
Mas, da mesma forma que não foi diligente também fez um certo “fair play”, alegando que por "compromissos de trabalho", talvez, não estaria na atribuição do prémio, nem determinou a forma como recebê-lo.
Ao seu estilo, tanto faz mais um milhão de dólares, como a honra na recepção do prémio, podia-se dizer que  se “está nas tintas”, embora a sua poesia e os  seus poemas venham destas cores e dos seus traços.
Um dia, em terras próximas de Bob Dylan, reclamei com o bagageiro, por causa de uma mala atirada sem precaução. A resposta do bagageiro foi muito simples: “coloque-a, você”.
Esta falta de “fair play” que nos causa alguma perplexidade, a nós europeus, parece inscrita nesta espontaneidade e franqueza, que esconde alguma “rusticidade”.
Este “estado rústico” da região dos “mil lagos” contrasta com o “estado ou tom polido” da Academia Sueca, que julgando receber um certo “fair play”, mais condigno de tal celebridade, foi surpreendida pela rusticidade de um Bob Dylan, que de “pessoa culta e urbana” que parece ser, se deixa contaminar por uma rebeldia que se arrasta numa certa rusticidade, própria da zona dos “mil lagos”.

 

 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: AS CENAS DO FILME CHINÊS COM UM LUCRO ANUAL DE 500.000.000.000 DE DÓLARES


Segundo informações, veiculadas pelo Correio da Manhã de 28.11.2016, a empresa estatal chinesa vai construir um parque temático, dedicado ao cinema, com estúdios e infra estruturas turísticas, no valor de 2, 18 mil milhões de dólares, no município de Chongging. Claro que são esperadas parcerias estrangeiras para tão emblemático parque temático, dedicado à sétima arte, que visa fazer propaganda da cultura chinesa.
Com um superavit anual, na ordem dos 500.000.000.000 de dólares, que inclui exportações, remessas de emigrantes e lucros das empresas chinesas, esta ambição chinesa é totalmente realizável, ou seja,  0,004% do seu lucro anual. Digamos que a soma que os USA gastam com as sua forças armadas, durante um ano, é o equivalente àquilo que a China embolsa anualmente.
Perante,  acumulação de divisas e dinheiro, as "finanças chinesas" lançam-se na compras de empresas de valor económico acrescentado e tecnologia, não admitindo que a Alemanha imponha restrições ao assalto chinês, e fazendo que a segunda figura do Estado Espanhol estenda a sua mão, através de contacto, nas ilhas Canárias. Somente as trocas comerciais, no ano de 2014, entre a China e a União Europeia, atingiram a linda soma de 620 mil milhões de dólares.
Ao ritmo de 500 mil milhões de dólares, por ano de lucro, a economia chinesa, supervisionada pelo Estado Chinês, começa a posicionar-se em “número um” no poder económico e financeiro, e, consequentemente a fazer valer a sua política. A trilogia do poder económico, poder político e do poder militar que consagram a hegemonia de qualquer potência, começa a ser atingido por um dos seus vértices que domina os outros. A nível militar, ainda está longe de uma real afirmação, mas tarde ou cedo caminhará para o alcançar, já que habitantes não lhe faltam.
Se o poder político implica qualquer ideologia, a China desbarata-o com a imposição do poder económico nas suas relações internacionais, deixando aos actores menores uma liberdade limitada, que depende do dinheiro injectado nas suas economias. É uma espécie de “tábua rasa”, onde o dinheiro se inscreve como forma de desenvolvimento e conhecimento que depende da "governação chinesa". Os “gurus” da economia chinesa, quer estatais, quer individuais, caminham silenciosamente nas sendas de um mundo, envolto em certo mistério ideológico. No entanto, o lucro anual chinês  é de 500.000.000.000 dólares.

domingo, 27 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: Quanto deve cada cidadão a nível mundial?

Carregue sobre a imagem
Para muitos cidadãos, como para aquele que escreve estas linhas, a dívida pública é um  conceito abstracto, ou, uma fórmula económica, que escapa , muitas vezes, ao nosso entendimento, num país cujo valor atinge os 130% do seu PIB interno, em 2016.
No entanto, a dívida pública, é um peso, quase invisível, que recai sobre as nossas cabeças, ou, sobre o futuro de outros vindouros, que tanto por ser já paga, (se os portugueses quiserem ficar totalmente lisos, isto é, sem dinheiro) e se houver recursos; ou,  será paga pelas gerações futuras, através de impostos em encargos adiados e futuros.
Este esquema, fornecido pela “VisualCapilalist”, dá-nos uma ideia, de que não são só os portugueses estão endividados, como outros acarretam igual fardo, a nível individual.
Neste ranking, a nível individual, em que a dívida pública recai sobre cada cidadão pontifica o Japão. Eis, a classificação apresentada:
Japão – 85.694 dólares
Irlanda – 67.147 dólares
Singapura – 56.112 dólares
Bélgica – 44.202 dólares
USA – 42.503 dólares
Canadá – 42.142 dólares
Itália – 40.461 dólares
Islândia – 39.731 dólares
Austrália -  39.731 dólares
Espanha - 26.800 dólares.
Portugal -  25.700 dólares.
Nem a China, nem a Rússia entram no clube dos países mais devedores, que são: Japão, Chipre, Grécia, Barbados, Irlândia, Singapura, Bélgica, Itália, Libano, USA, Granada e Portugal.
Todavia, esta classificação da "VisualCapitalist" não terá algumas contradições, já que a Espanha tem uma dívida em 100% do seu P.I.B., e Portugal a ultrapassa em 130% em relação ao seu P.I.B.?
Todavia, os portugueses estão na zona vermelha, enquanto que a Espanha escapa ao número dos mais endividados; ou seja, acima dos 100%.

P.S. Ainda que alguém aponte para uma dívida de 69.300 euros por cidadão português, no ano de 2013, sendo que na ajuda financeira a Portugal cabem 7.520 euros por habitante.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: De Espanha, "bons ventos e bons casamentos"?


Muitos portugueses ficaram admirados com o crescimento económico em Espanha, que com um governo à deriva, parecia caminhar sem sobressaltos.
O poder das suas regiões autónomas faz com que a Catalunha preveja um crescimento na ordem dos 3,4% ao ano, para 2017, relativamente ao conjunto espanhol que se fica na média de 2,9% ao ano, para 2017.
Estas previsões são, sem dúvida, um estímulo para a economia portuguesa, já que está um pouco ligada com a vizinha espanhola.
Talvez se inverta o ditado de que “de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos”.
Todavia a previsão de crescimento económico na zona europeia para o ano de 2017 situa-se entre os 1,5% e 1,7%.
Por isso, ao lado de Espanha espera-se pelos menos que sejam atingidos os objectivos mínimos da zona europeia. Ainda que , os efeitos das relações e da  evolução da economia mundial, sobretudo, nas relações económicas entre os USA e a China não estejam definidas, com os seus sobressaltos na estrutura financeira, nos bancos, nas dívidas e nas moedas.
Se as implicações económicas entre Portugal e Espanha forem mais intensas, por arrastamento do crescimento económico espanhol, talvez surjam alguns benefícios desta evolução de crescimento da economia.
A previsão do FMI, em relação ao petróleo, para o ano de 2017, é de uma ligeira subida, que ao contrário de algumas crenças europeias somente vem favorecer o mais rápido crescimento da economia em geral.
Mas, as boas previsões para o crescimento espanhol somente merecem que o seu País vizinho corra pelo mesmo caminho, apesar das incertezas da economia americana.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

EUROPOLITIQUE: O tigre asiático (China) e o leopardo americano (USA)

O pêndulo da economia mundial oscila entre os USA e a China, num PIB  abrangente e total que se reflecte em 285% de endividamento global; e, em que 10% da população mundial reside na pobreza.
 Em pleno século XXI, os progressos e retrocessos da humanidade são enormes.
Todavia, a oscilação económica entre USA e a China, ainda não começou. Os seus efeitos permanecem incógnitos
No entanto, os efeitos Trump já são visíveis em muitas economias mundiais.
O México, com 70% das suas exportações para os USA, sofreu uma desvalorização da sua moeda em 11% e a bolsa mexicana perdeu 8,5% do seu valor. Se, Donald Trump ainda não construiu o muro, as suas pedras começam a desmoronar a economia mexicana.
Donal Trump terá razão de dizer que os USA gastaram 6 mil milhões de dólares, no Médio Oriente, se não foram alcançados alguns benefícios?
Igualmente, terá razão de dizer em taxar em 45% os produtos chineses com um peso de 500 mil milhões de relações económicas, em favor da China?
Se, 35 milhões de brasileiros saíram da pobreza, na China, nada menos de 700 milhões deixaram esta condição, além de milhares de africanos.
Os efeitos da globalização encerram aspectos negativos e positivos. Há quem reclame uma ética da globalização.
A China talvez seja a maior economia do mundo, segundo alguns americanos, desenvolve um sistema financeiro que começa a minar muitos países, com aquilo que alguns dizem de um disfarçado «capitalismo autoritário de “valores asiáticos”».  Até onde vai caminhar este sistema?
A força do dinheiro, e da sua movimentação, instala-se no sistema financeiro mundial, com objectivos, pressupostos e valores que se desconhecem na sua orientação. Será, simplesmente, a troca de matérias primas?
A China tem a maior população mundial, seguida da Índia, e numa terceira posição os USA. São os maiores consumidores de petróleo e automóveis, mas as suas orientações ideológicas caminham em sentidos opostos. Por um lado, a economia liberal dos USA, por outro lado a economia estatal (ou, dependente das orientações governamentais) da China. Estes dois modelos parecem dois “icebergs titânicos” que podem coligir, fundir-se ou fragmentar-se. Os restantes parceiros (Europa, Rússia e outros) são espectadores desta luta titânica.

 

 

 

 

 

 

 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...