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terça-feira, 23 de agosto de 2016

EUROPOLITIQUE: A confiança nos "MEDIA" na União Europeia

Tendo, como base, a notícia do Jornal Público de 13.08.216,  desenvolvemos uma pequena análise sobre o assunto, tendo em conta os dados fornecidos:
1) ...55% da população confia na rádio
2)... 48% confia na televisão
3)... 43% confia na imprensa
4)... 35% confia na internet
5)... 20% confia nas redes sociais. (Dados fornecidos por Maria Lopes)
Segundo, certas regras jornalísticas, a posição 3 devia ser a posição 1, a posição 1 devia ser a posição 2, a posição 2 devia ser a posição 3.
A falta de confiança na “imprensa escrita” deve-se a dois factores: iletracia ou falta de credibilidade deste meio de comunicação, quando devia dispor de todos os meios de afirmação e convicção.
No caso português, colocar rádio e televisão no mesmo patamar revela iletracia; embora segundo o Jornal Público “os 24 pontos de confiança na imprensa fazem de Portugal o quarto país que mais consideração tem por este meio de comunicação social”.
As razões da credibilidade da rádio estão associados à “logosfera”, à parte mais racional do cérebro, contrariamente às razões expostas.
Colocar “televisão” e rádio” no mesmo patamar indica que a racionalidade dos portugueses se confunde com a sua emotividade, com o seu “ar latino”, emotivo e pouco racional.
Aliás, o título de que “os portugueses confiam mais na rádio e televisão do que na imprensa” significa que a ordem dos factores é invertida, tendo em conta ainda o “atraso cultural” em que mergulha o país.
Se, os “media” variam de país para país, segundo as circunstâncias, percursos ou credibilidade, o seu público não se deve deixar manipular por meios, a quem imperativos éticos e deontológicos devem ser exigidos.

P.S. Parece que a jornalista, em causa, não concordou com estas interpretações. Coimbra é Coimbra e Paris é Paris!...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

EUROPOLITIQUE: Valdemar Bastos, "persona non grata" em Angola?

Engalfinhado com diatribes sociais, e, angustiado pela falta de soluções à vista, em grito de desespero se ergueu numa voz considerando-se “persona non grata”, a cujo lamento se prontificaram camuflados apoios diplomáticos, a título pessoal.
A pessoa de Valdemar Bastos brilha e cintila como um diamante na sua voz. Este dom que encanta  e enfeitiça multidões, que à música deve o seu estro, não pode confundir o seu brilho com a arte da política, ou, de qualquer regime político.
O autentico artista supera qualquer tipo de “arte nobre da governação”, ou seja, de qualquer tipo de política.
Mas parece que a ilusão dos “fantasmas políticos” obscurece esta “arte divina” que atravessa mundialmente o coração das pessoas.
Quem não gosta de música?
F. Nietzsche queria ser músico, foi filósofo. A filosofia política e qualquer política não consegue destronar a música, ou esta “arte divina”. Este dom, aos deuses roubado,  reaparece na voz de Valdemar Bastos.
A esconjuração de fantasmas, quer internos, quer externos, reverte-se na clarificação de patologias de censuras que ensombram, quer,  psiquicamente o artista, quer, qualquer anátema de proscrição, ou, sobrescrito de qualquer tipo de sociedade política.
Deixem cantar os artistas.
Deixem falar os poetas.
Não considerem “persona non grata”, aqueles que difundem a beatitude, a potência que arrasta a espiritualidade, a força da palavra que canta, encanta, ou, descanta.
Este típico feitiço que pertence ao feiticeiro, que os africanos adoram e temem como realidade e ilusão,  faz parte da sua tradição.
E, quando o medo invade o personagem que os arautos se ergam e digam:
“Alea jacta est” – O caminho está aberto.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

EUROPOLITIQUE: A FÉ NO "EURO" DA DESCRENÇA


Face à descrença, os incentivos chegaram de longe, tão carinhosos, como aquelas imagens de Dili. O “Euro Foot” 2016, veio preencher uma lacuna, que remontava a 2004. À descrença de muitos portugueses, sobressaiu a “fé” e a crença de um treinador que previu algo inédito, tal como o “golo” de um “herói improvável”.
Parece que este “Euro Foot” 2016 teve algo de mistério, “religioso”, que somente uma promessa em Pau de uma “velinha acesa”, junto do “Sanctuaire de Notre-Dame de Lourdes”, acalentou a “chama lusa”.
Ainda bem, e, sobretudo, para os milhares de emigrantes que lutaram por terras gauleses. Para eles, foi a nossa esperança de conforto de um êxito que se prolongou por terras lusitanas.
«É um espaço de lacuna, no incumprimento de certos ideais, que na profundeza da ambição de uma estrutura se esconde.
Mas, tal como a “fotografia” de António Barreto que não retrata o autêntico “lodaçal” que era o “bidonville”de Champigny , acalenta-se que outra imagem floresça com novas “armas e ferramentas” que nos forneça a esperança de “novas elites”, capazes de imprimir o movimento do “bidonville” para “cidade” (civitas), como do “ghetto” em que estamos para um novo “espaço de cidadania”.
A certeza das nossas crenças continua firme». Gunderedo, em 12-06-2016.
Não sei se os franceses alcunharam mal a palavra “girassol” por “tournesol” deixando escapar por “um olho”, ou, por um “golo”; melhor seria traduzir a palavra por “hélianthe”, mas o “fruto do carinho” desta instituição deu-nos o “herói” mais improvável da nossa selecção.
Se , a Côte d’Ivoire” , ou, a Costa do Marfim, é desdita pelos maus amados franceses, em relação à sua selecção, o perfume africano que bafejou Timor até à costa africana, inebriou os ares atlânticos, com a saudade de vitórias que antes fugiram à bandeira lusa..
Que o júbilo nos acompanhe nas horas mais sombrias.
Parabéns “selecção” pelo “Euro Foot” 2016.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: A Questão do Gás em Angola


A notícia do “Diário de Notícias”,  (22.06.2016) com o título de que a “Sonangol vai explorar poço de gás com 813 milhões de barris” contrasta com a “empresa Angola LNG, maior produtor de Gás Natural Liquefeito, a operar em território angolano”.
A Sonangol parece um “estado dentro do Estado” que ensombra a sua congénere.
A LNG angolana, lançada em 2007, coloca-se entre um  “projecto” e uma “empresa”, que é detida em 36,4% pela Chevron, 22,8% pela Sonangol, 13,6 pela BP Exploration, 13,6% pela ENI,e 13,6 pela Total.
Apesar dos avultados investimentos , a paralisação deste consórcio, em Abril de 2014, foi retomada, em 6 de Junho de 2016.
Além das respectivas instalações, no Soyo, esta empresa detém uma frota de sete navios. Mas, dois anos de paragem são um rombo bastante forte nas suas ambições. Por isso, a Sonangol, como “rainha das empresas angolanas” justifica o título publicado pelo “Diário de Notícias”.
No campo empresarial, na independência, autonomia e afirmação das respectivas empresas, parece que reina a confusão. Ou seja, apesar do domínio e supremacia da Sonangol impõe-se uma “separação de águas”. O negócio do gás deve estar dependente da LNG angolana, e, neste caso, em segundo plano, como parceira ou concessionária deve surgir a Sonangol.
A constituição de reais empresas angolanas não pode depender do monopólio da Sonangol, que retira a emancipação de outras empresas, colocando-se como um autêntico “chaparro”, à sombra da qual ninguém cresce.
A reestruturação da Sonangol implica que a independência de outras empresas seja consagrada, e, neste caso, a LNG angolana. Aliás, outras empresas, susceptíiveis de receitas e despesas, a nível da electricidade, águas, transporte, recolha de lixo carecem de autonomia e afirmação.

terça-feira, 14 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: L' “AGENCE FRANCE TRÉSOR” e a “DGCI” portuguesa


Como não estou incluído naquilo que caracteriza certas elites; ou seja, “o acesso à informação privilegiada, aos estudos, e o acesso aos centro de poder” , todavia não posso ficar calmo e sereno, quando no slogan :  “A França é a França”, certas instituições francesas tratam os portugueses, como cidadãos gauleses.
(É que as elites, ou, conjunto de indivíduos influentes, estão ligados directa ou indirectamente a instituições, lobby's, cartéis ou "igrejas" que influenciem, manipulam ou utilizam. Qualquer indivíduo isolado, sem o apoio de instituições não consegue atingir determinados objectivos).
Nesta arrogância francesa defende-se que “cumprem as regras comunitárias”, quando efectivamente não as cumprem; ou, se as cumprem é a seu bel-prazer, digamos “à la française” para gáudio europeu.
Tratar um “português por francês”, porque se conseguiu alguns direitos em França, ultrapassa as “normas europeias”, na medida em que qualquer “cidadão europeu” deve ser tratado como tal, neste espaço de cidadania.
Esta simples e cruel polémica implica a “Agence France Trésor” e a “DGCI portuguesa”, sobre a questão dos impostos.
Exemplifiquemos: a falta de um “número fiscal” francês implica o seu pedido à “Direction Générale du Trésor” (Trésor Public) por causa do “impôt sur le revenu 2016”, aliás, “número” que a Segurança Social francesa não fornece, porque camufla ou cria a sua ilusão inexistente. Poder-se-á dizer, até que ponto esta instituição francesa comunica as suas despesas à “Agence France Trésor”, ou seja, o montante das pensões estrangeiras, o seu número, e , até os  direitos sociais inerentes. Mas, esta problemática pertence aos franceses, e , às suas instituições; sem dúvida especialistas nestes assuntos.
Os milhares de portugueses que se relacionam com as instituições deste País, que são “contribuintes ou não” (residentes e não residentes) em Portugal, certamente que esperam que a “DGCI” portuguesa e a “Agence France Trésor” tecem “relações informáticas” sobre os impostos destes contribuintes.
Já que os portugueses são obrigados a um “número de contribuinte”, por que não exigir aos franceses, acerca dos emigrantes portugueses, um “numero fiscal” francês”?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: "Irradiar" a "mentalidade parasita" na emigração


Os casos de sucesso de alguns emigrantes portugueses em França numa comunidade “invisível e silenciosa”, segundo o sociólogo Albano Cordeiro, que salta para a ribalta com  a “mala de cartão”, ou, com o "estro" de Tony Carrera, timidamente acompanhada por alguns expoentes ou artísticos, não pode desconhecer os 30% de lusitanos, que em território francês, estão no limiar da pobreza.
A Santa Casa de Misericórdia de Paris presta alguma atenção a estas situações. Faltam algumas análises sociais, quer em relação aos problemas de pobreza, quer em relação à comunidade portuguesa em geral.
Nem todos são emigrantes de sucesso, mas alguns pagam na ordem de 4.000 euros de IMI francês.
Nem a todos o sucesso sorriu, porque a falta de competências não lhes forneceu “armas e ferramentas” para atingir certos patamares.
Parece, por vezes, subsistir na emigração portuguesa uma certa “mentalidade parasita”.
Exemplifiquemos, “eu não falo francês ou inglês, porque o meu filho fala por mim”. São situações, em que as pessoas, com certas “bases de francês ou inglês” não utilizam, nem desenvolvem as suas competências. Acomodam-se a uma certa preguiça mental.
Esta “mentalidade parasita” que conduz a situações de “gheto”, ou, de redução  aos “espaços portugueses no estrangeiro” em nada favorecem a inserção nos países de acolhimento, nem o seu conhecimento .
A esta « mentalidade parasita” junta-se a “aversão a greves”, à luta pelos “direitos sociais”, já que o imperativo do dinheiro rápido causa uma certa ilusão de futuro.
A “mentalidade parasita” expressa-se no símbolo da “santa terrinha”, no apego exagerado a certas raízes tradicionais que impedem um verdadeiro crescimento.
A “mentalidade parasita” não permite a passagem do “estado de natureza” para a “sociedade civil”, quer junto dos países de acolhimento, quer em relação ao território português.

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 12 de junho de 2016

EUROPOLITIQUE: Um "povo trabalhador" o que precisa é de "armas e ferramentas"


 
O Jornal “Diário de Notícias”  (12-06-2016) publica uma fotografia de António Barreto do mais famoso “bidonville” em França.
Estive lá duas vezes.
Uma primeira vez para entregar uma “carta”. Aliás, a fotografia publicada está muito longe da realidade desse “bairro de lata”, desse “lodaçal”; ou seja, era simplesmente um lugar lúgubre de cabanas e paliçadas, onde era impossível encontrar alguém.
Uma segunda vez, para “jantar”, com um dos vultos da crítica da literatura portuguesa, cujo estro é Fernando Pessoa. Grupo de amigos, encantados com o “bacalhau”, num restaurante português.
Com “armas e ferramentas”, muitos emigrantes portugueses saíram daquele “bidonville” ou lodaçal para se tornarem condignos cidadãos, quer de França, quer de Portugal.
E, com “armas e ferramentas” de qualquer tipo, o combate às “elites”, que nunca foram aquilo que deveriam ter sido, erguer-se-á, com a mesma firmeza, para ocupar o seu lugar.
O tempo e a história irão determinar o tempo e espaço que cabe às novas elites, porque a renovação será o seu destino.
Isto é a nossa crença, a nossa esperança; surjam elas donde for.
Certamente que determinada “elite”, ou, o “espírito que a ele subjaz”,  sobretudo, na profundeza da dinâmica  das Forças Armadas Portuguesas não represente, nem satisfaça o do real valor das elites portuguesas. Porventura, sentimento que perspassa por outras entidades. É um espaço de lacuna, no incumprimento de certos ideais, que na profundeza da ambição de uma estrutura se esconde.
Mas, tal como a “fotografia” de António Barreto que não retracta o autêntico “lodaçal” que era o “bidonville” de Champigny , acalenta-se que outra imagem floresça com novas “armas e ferramentas” que nos forneça a esperança de “novas elites”, capazes de imprimir o movimento do “bidonville” para  “cidade” (civitas), como do “ghetto” em que estamos para um novo “espaço de cidadania”.
A certeza das nossas crenças continua firme.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...