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terça-feira, 31 de maio de 2016

EUROPOLITIQUE: "A Saga Viking" de José Rodrigues dos Santos

Quase batia com o tabuleiro em Rodrigues dos Santos, tal era a distracção do transeunte e do escritor. Não é primeira vez, que me cruzo com tal ilustre personagem, lá vão quatro vezes, sem dizer palavra; e, nem será, pressuponho, a última.
Como leitor, enredei-me, um pouco, nesta trilogia da sua saga, que me deixa desconfortável no seu percurso. Por isso, deixei parada a minha leitura.
A polémica desencadeada pelo “jornal Público” vem demonstrar o meu “desconforto nesta leitura”.
A “escrita a metro”, para gáudio do seu autor, e, pelo êxito das suas tiragens, revela uma “cultura de massas”, cujos pergaminhos literários deixam muito a desejar.
Mas, a sua ousadia pelos percursos da “filosofia moral e política” carecem de uma fundamentação filosófica, que se reduz à simples expressão jornalística; e, por isso, cai na simples “venda de papel”.
Esta "pretensa incursão filosófica" conduz a uma “banalização” do pensamento filosófico, que emoldurado nas suas personagens tramam, com simples pinceladas, factos e acontecimentos, cuja profundidade não pode nem deve ficar reduzida à sua inócua superficialidade.
O exemplo não é único. Já, certos jornalistas em França, correram pelas mesmas esteiras; mas, em Portugal, é novidade. Por isso, mais que "saga fundamentada", trata-se de uma simples “novela”, não brasileira, mas "pretensamente portuguesa".
Aliás, parece ter todos os ingredientes de uma "saga viking". (Nem Marx, nem Jesus).   

segunda-feira, 25 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: O "25 de Abril" (42 anos) com Frei Bento... and underground church (DN)


No dia de hoje, o “Jornal de Notícias” publica uma entrevista a Frei Bento.

As tímidas estruturas religiosas sempre se refugiaram numa paupérrima vergonha de enfrentar os problemas sociais do País, já que a “doutrina social da Igreja” , após o 25 de Abril, se sentia ultrapassada pelas correntes mais progressistas e revolucionárias da época.

Mas, esta “igreja subterrânea" (underground church) paulatinamente desafiou as “estruturas políticas vigentes”, não por actos revolucionários ou selvagens, mas sob uma camuflada acção, que através de camuflados panfletos surgiam debaixo dos portões das academias militares. É evidente, que Frei Bento não menciona estes factos, nem o célebre congresso de juventude católica, junto do cardeal patriarca de Lisboa, exigindo o fim da guerra do Ultramar.

Se, a “doutrina social da Igreja” foi vítima de si mesma, isso  deve-se mais à falta de ousadia e impulso dos seus ideais, que deviam ter despertado nas consciências católicas, não deixando, somente,  ao campo meramente político e partidário, a sua acção.

Esta lacuna ainda se ressente na presente “sociedade civil”, que incapaz de encontrar um certo caminho humanista, deambula por actos de altruísmo, caridade e “deixa andar” que não favorecem uma dinâmica social e humana.

É que por debaixo desta “igreja subterrânea" (underground church) existiam agentes que davam o “corpo ao manifesto”, arriscavam a “sua pele”, ou, eram vítimas de “perseguição e ostracismo”.

Mas, a voz de Frei Bento, com os seus 84 anos de idade, continua sempre sonante, até que os seus objectivos sejam alcançados, como o alvo que urgia atingir no cerne das suas questões.
Bem haja, Frei Bento.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "BADAJOZ à vista" na janela do AVE, com ou sem "bitola europeia"? ( 60% de financiamento europeu)


Investimento hispânico na Alta Velocidade Ferroviária (Clique na imagem)

A Espanha é o país da Europa com a maior rede de Alta Velocidade. Além disso, desenvolveu e detém uma tecnologia ferroviária que se expande pelo mundo, com créditos firmados na Arábia Saudita.
Vem a propósito, o Programa Nacional de Reformas (PNR), em que serão gastos vários mihões de euros, na contrução e modernização de 1.200 km de ferrovia, dando, como certos 907 km, até ao ano de 2020.
O "Jornal de Notícias" intitula que 85% deste plano geral será concretizado com ajudas, ou, financiamento da Europa; ou seja, dos 25 mil milhões, o Estado gastará, anualmente, 6,7 mil milhões de euros
Com grande êxito económico, Felipe Gonzalez lançou a Alta Velocidade, defendendo o centralismo espanhol, entre Sevilha e Madrid. Nessa época, as garantias do seu embaixador em Lisboa elucidava que o financiamento europeu  atingia mais de 80% do seu custo; e, a obra está feira.
Ainda que Portugal não tenha a mesma estragégia de Espanha, nem os mesmos utentes, nem a mesma ambição, os custos estimados em relação aos espanhóis apresentam grandes diferenças, que se situavam, outrora, na ordem de 20% a 30% de ajudas comunitárias, e, que presentemente com estudos técnicos e económicos concretizados se quedam ainda a 25%  do financiamento espanhol.
Claro que os créditos da CE ajudaram muito a Espanha, e os espanhóis souberam aproveitá-los.
Se, na totalidade, Portugal recebeu ajudas da CE, no valor de 100 mil milhões, a empresa espanhola ADIF gastou em infra estruturas, nada menos, de 36.576 milhões de euros, nos últimos 10 anos; enquanto que Portugal desbaratou "rios de dinheiro" (faz lembrar a auto-estrada do Alentejo) em estudos técnicos.
E, a grande questão da rentabilidade?
No mês de Agosto de 2015, a cifra de passageiros em "Alta Velocidade" e "Grande Distância" atinge a cifra de 20,48 milhões de passageiros, com um crescimento da ordem dos 6,4% anual, apesar das críticas europeias.
Ao contrário, Portugal continua e fica a "ver os combóios a passar" em Badajoz, ou,  até em Marrocos, já que a diferença de financimento mantém uma constância de 25% em relação a Espanha, apesar das notícias do "Jornal de Notícias".
Conclusão: até nova demonstração, a ferrovia portuguesa será financiada a 60% pela Europa.










 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "Jogada de Mestre" em Angola

Com a “moeda nacional” – kwanza – com uma cotação no “mercado paralelo” em 450 kz’s  face a um dólar, e, com a cotação no “mercado oficial” nos 170 kz’s; apesar de uma “inflação normal” nos empréstimos e seus juros a 17% ao ano, (ainda que a anormalidade da inflação, num mês, seja superior a 10%); Angola acaba de pedir um “reforço de cooperação” ao FMI, em que os "1.721 milhões de euros" atingem somente os 1,5%  ao ano, e, os outros "2.272 milhões de euros" rondam os 3,5 % ao ano.
Aparentemente, é uma “jogada de mestre”, emboras as aparências iludam.
O dinheiro de Angola, à solta e no estrangeiro, ronda os 28 mil milhões de dólares; e, a classe dos ricos angolanos não arrisca nas “pescas, agricultura e minas”, porque não é “dinheiro fácil”. Esta falta de visão e confiança é a demonstração do atraso empresarial e social angolano, que apesar de tempo suficiente e necessário não ousou construir os fundamentos do seu desenvolvimento económico. Os cidadãos e as pessoas são o fundamento da riqueza de um país, e, não uma elite de "mercenários ou golpistas", especializados no “dinheiro fácil”.
Face a esta desconfiança e medo de risco dos empresários angolanos, habituados ao “dinheiro fácil”, a estratégia desenvolvida e dirigida ao FMI visa incrementar o investimento nestas áreas, tão carecidas e carentes.
Detendo alguns direitos de colaboração com o FMI, sem depender do Brasil com os seus "10 mil milhões de dólares" investidos nesta instituição, Angola coloca um desafio a si mesma, e aos “possíveis tubarões” da “nota verde e fresca”.
O executivo angolano, certamente, manterá uma vigilância pela chegada da famosa “nota verde”, já que os "6.000 milhões de dólares" dos chineses estão encobertos numa certa neblina, modernizando uma sociedade ansiosa pelo trabalho, pela dignificação humana, e, pelo grito de uma autêntica cidadania, expressa em milhões, daqueles que constituem o povo angolano.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

EUROPOLITIQUE: "Panama Papers" + ANGOLA

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ANGOLA, país produtor de petróleo, com reminiscências arábicas, não podia fugir aos "Panama Papers". Para ilustração dos "ricos angolanos", na sua riqueza acumulativa,  um dos decanos do petróleo e da Sonangol pontificam como marcos desta lista.
 
Bibliografia hispânica: 
 
«José Maria Botelho de Vasconcelos es ministro de Petróleo de Angola desde 2008.
Ingeniero de formación, Botelho de Vasconcelos trabajó durante años con la empresa estatal de petróleo de Angola Sonangol.
Botelho de Vasconcelos fue ministro de Petróleo por primera vez entre 1999 y 2002, antes de convertirse en ministro de Energía y Aguas.
Repitió en el cargo de ministro de Petróleo en 2008 y fue presidente de la Organización de los Países Exportadores de Petróleo (OPEC) en 2009».
 

EUROPOLITIQUE: "QUATRO MINUTOS DE SONHO"


-         “Puta madre, qu’estas muy macho”.

-         “Calla-te forcado, que yo soy torero”.

-         “Olè es en Madrid...”

-         “Pero que diez es en tu tIerra”

-         “Rico, bonito y jueven – es el tío de las pampas”

-         “Mi hermana te dirà”
 
-         “Adiòs, torero..............

quinta-feira, 31 de março de 2016

EUROPOLITIQUE: A CRISE em ESPANHA

 
 
Sem governo constituído,  a Espanha continua numa lenta marcha  para sair da crise.
 Somente, as Comunidades Autónomas de Madrid e Baleares encontraram uma saída airosa desta crise, que se arrasta desde 2008.
 

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...