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quarta-feira, 28 de maio de 2014

EUROPOLITIQUE: A Segurança Social em Angola




Com uma população calculada nos 20 milhões de habitantes, o sistema de Segurança Social, em Angola, está muito distante dos seus objectivos. Ainda, me recordo, da minha experiência, em países europeus, quando fazia qualquer trabalho, me pediam o número de Segurança Social. De forma que, esta exigência devia ser o contributo de qualquer cidadão, neste caso de qualquer angolano, para a sua inscrição no sistema de Segurança Social. Após, o censo da população angolana, da sua identificação, urge que a obrigatoriedade de contribuição  para a Segurança Social se torne um dever, uma realidade e se constitua um direito futuro das suas benesses e regalias.
Somente 0,08% da população angolana beneficia ainda deste sistema que abrange somente 1,6 milhões de pessoas, nas suas 79 mil empresas. Apesar das recentes desconfianças em relação aos Sistemas de Seguranças Sociais, ainda, presentemente, em todo o mundo continua com a sua credibilidade, confiança e esperança de um futuro melhor. Angola, tem condições únicas de constituição de um fundo social que beneficie a sua população. Não só como angariação de capital, como também como modelo de sustentabilidade, graças à sua população jovem. 
Claro que somente em 1990 foi instituído o Sistema Nacional de Segurança Social assente nos princípios da sua universalidade, em Angola.
Num país que reúne condições suficientes para integrar os seus cidadãos neste sistema, a informatização deve dar passos largos para que , cada vez mais, a inscrição dos cidadãos angolanos se torne numa realidade efectiva e que a consciencialização destes deveres se inscreve na mentalidade angolana, já que neste momento 90 mil pensionistas beneficiam das suas regalias.
Neste momento, o número de pensionistas em Angola tem um peso ínfimo, um valor de 0,05625%, em relação aos seus contribuintes. Quer dizer que um pensionista representa um peso para quase 18 contribuintes que contrasta, abissalmente, com a realidade europeia.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

EUROPOLITIQUE: Contribuição europeia


Os franceses, como país central da Europa, é certamente aquele que mais beneficia com os fundos europeus.
Além da economia visível aproveita-se bem do trabalho dos outros, não só dos "indefesos portugueses" que trabalharam e trabalham em França, como também das "instituições portuguesas" que lavam as mãos de um "país poderoso" na União Europeia que nas suas relações internacionais não percebem os prejuízos que lhes causam!...



La France reste néanmoins un important bénéficiaire. En volume, elle est le troisième pays qui reçoit le plus d'argent de l'Union européenne (13,1 milliard d'euros), derrière l'Espagne et la Pologne. C'est aussi le pays qui reçoit le plus de subventions en volume au niveau de la Politique agricole commune (8,7 milliards d'euros).


quarta-feira, 21 de maio de 2014

EUROPOLITIQUE: Uma certa arrogância francesa




Ultimamente debato-me com aqueles célebres ideais franceses de "liberdade, igualdade e fraternidade", atraiçoados por uma mesquinhez desbravante.
Aliás, nesta confusão daquilo que é a Europa, subjaz uma certa mentalidade francesa em que a razão de ser é a própria Europa que se submete à supremacia da legislação francesa.
Ainda que outro cidadão não esteja directamente submetido à legislação francesa, em caso de discórdia, o terreno do duelo tem de ser em terras francesas, como se não existisse Europa.
Parece que certos franceses querem nacionalizar aquilo que não é nacionalizável, ou seja, a livre opção de identidade de um certo cidadão. Por coincidência ou acaso, a exigência identitária francesa, nunca foi requerida, embora esteja sempre presente numa possível anuência. Se, nem a oferta de asilo político reverteu em algum favor, nem o pedido de nacionalidade se revestiu de alguma exigência. Mas, estabelecer tribunais na sua própria terra requer a mesma petulância de exigir o cumprimento da legislação francesa, quando os próprios negligenciam a europeia.
Subverter os próprios princípios jurídicos por uma exigência moral de "lei e senhor" reverte-me para a moral formal de Kant, e neste sentido só um "cogito" cartesiano pode fundamentar esta coerência. Todavia, o problema não é meramente existencial ou moralista. É uma questão ética e política que colectivamente encerra o aspecto individual, ou seja, não é somente o próprio indíviduo que está em causa, mas também a própria sociedade em que este indivíduo permanece, age, vive e mora.

EUROPOLITIQUE: A Virose dos deputados europeus





Grande parte dos portugueses detestam esta “virose” provinciana e mesquinha da dita elite europeia que se candidata aos postos bem remunerados, como uma sábia inteligência bafejasse os ditos eleitos.
Certamente que não irão dormir em camas de dormitório como aconteceu aos primeiros deputados europeus do dito rectângulo, mas certamente que estarão bem longe da argúcia dos deputados e peritos dos países poderosos, hábeis na manipulação das leis e dos seus interesses.
Por isso, na limitada mundivência a que serão remetidos, ergue-se a mais nobre tarefa que é a emigração. Nada menos de 30% da população luta por terras ditas europeias. Certamente que não terão forças para bater aos cofres da Suiça reclamando parte dos 4 mil milhões de euros, que jazem nas suas contas de segurança social, e  que pertencem a muitos emigrantes. Certamente que não terão forças para reclamar os direitos de mais de 50 mil portugueses que nunca lutaram pelas parcas economias deixadas na segurança social francesa. Certamente que não terão forças para lutar de igual com igual através das instituições portuguesas com as suas congéneres estrangeiras. Certamente que não terão forças para sabiamente canalizar as várias centenas de milhões de euros que são enviados pelos emigrantes. Certamente que não terão capacidade para lutar contra e a favor das centenas de emigrantes, quer no Canadá, USA e na dita Europa.
Este nobre filão “dourado” da emigração, sustento dos vencimentos destes deputados, é sangue que jorra silenciosamente, sem encontrar um fio condutor. Esta chama “perdida” no silêncio e na amargura, de  uma vida dura, desesperada e sem esperança, carece de uma aurora que desponte num dia mais luminoso.
Agarrem o povo,
porque no povo 
estará a vossa vitória,
a vossa nobreza,
a vossa glória!...

quarta-feira, 14 de maio de 2014

EUROPOLITIQUE: O Peso da Guilhotina - Europa





Na entrevista a José Sócrates, José Rodrigues dos Santos lamentava o pedido de 50 mil milhões de euros , que Manuel Valls exigia aos contribuintes franceses.
Dadas as garantias que havia um novo “bolo” a esmifrar logo os mercados se sentiram um pouco confortados, e, talvez, saciados na sua avidez, fazendo que os heróicos espanhóis conseguissem empréstimos ao nível dos USA, ou seja, a menos de 3% em 10 anos.
Aquilo que, à primeira vista, parecia uma catástrofe, torna-se  num lenitivo de esperança para outros. Porventura, estes suaves ventos acariciem as águas turbulentas portuguesas, a longo prazo..
Quem redige estas linhas, pouco percebe de economia: e, nem é nenhum “agente político”, mas sempre  contestou a exorbitância de juros e lucros, esmifrados à catadupa ou guilhotina nas cabeças inocentes.
Mas a ameaça da “guilhotina” em França, em que novos mártires se erguem com mãos piedosas, fez com que os encapotados  “carrascos” olhassem com certa piedade para os seus mártires.
Do martírio e das cruzes salvou-se a “gana” espanhola, dando aos bancos o prejuízo que lhes era devido, salvaguardando  a sua autonomia e soberania. Aliás, certos europeus não temem a “fúria espanhola”, mas receiam o seu impacto, numa palavra “Espanha c’est Spain”.
«La pétite économie portugaise », como dizem os franceses, ficará amordaçada  por longos anos da ditadura económica, sem autonomia política, social e humana.
A guilhotina continuará a pairar sobre as cabeças portuguesas até que surja o “dia da libertação”.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

EUROPOLITIQUE: A Ilusão europeia




Tens a mania que és político
Sofres dessa “doença e loucura”
Domesticado racional ou cidadão
Animal selvagem ou ilusão
Preso na comum servidão
Escravo ou cidadão.
Servil, consciente ou crítico
Rodopias na luz e na escuridão
Na penumbra das sombras
Dos simulacros ou imagens
Que te servem e que te dão.
A ilusão de ser cidadão
Pertença de uma nação
De um terra ou ilhéu
Extenso no europeu
De uma Europa
Que te põe fora da porta.
Porque tens a mania que és político
Que sofres dessa "doença e loucura"
Que te corrói, dói e perdura
Na tua vida dura.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...