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quinta-feira, 21 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: USA ausculta ANGOLA

Em breve tempo, Angola e Moçambique tornar-se-ão fornecedores essenciais de soja à principal máquina económica – a China. Apesar de Argentina deter o recorde mundial de soja, o Brasil manifesta grandes problemas no fornecimento deste produto agrícola aos seus compradores chineses. De forma que, estes países emergentes na produção agrícola reúnem condições suficientes para colmatar as necessidades destes produtos básicos para a população chinesa e sua alimentação. Todavia, o comércio de Angola com os USA, apesar de resultar num saldo positivo de 13 mil milhões de dólares, denota que, ainda a indústria angolana não despontou para a modernidade necessária e suficiente de um país em desenvolvimento. Angola importa, somente, 2 mil milhões de dólares dos USA, talvez se quede pelos aviões!... A tarefa do embaixador americano, em Luanda, Cristopher J. McMullen, reveste-se de um carácter democrático que o governo de Angola deve auscultar com mais premência. É, sobretudo, “o povo angolano que nos interessa e não qualquer partido”. Por isso, a convocação dos vários partidos representados na Assembleia da República visa auscultar as várias opiniões dos mais diversos representantes da Nação Angolana. As ilações das várias convocatórias e entrevistas realizadas pelo embaixador americano requerem uma auscultação mais profunda da realidade angolana, que, por vezes, os meios de informação não revelam com a devida exactidão. A democracia é um processo lento que carece do seu tempo, mas, cada vez mais é necessário que a cidadania se estenda pelo solo angolano.

terça-feira, 19 de março de 2013

EURO POLITIQUE: A Sonangol e a Habitação.2


Se as expectativas para a América Central, onde a gasolina na Venezuela é da ordem de 0,011 euros por litro, assim como para a América do Sul, sobretudo o Brasil, se concretizarem, em 2030, o conjunto destes países, a nível mundial, terá 10% das estruturas sociais, na dita e chamada classe média. Contrariamente ao Sul de África, se exceptuarmos a África do Sul, continuará nos próximos 15 anos com expectativas extremamente baixas, incluindo Angola. Ainda que 40% da população da África do Sul se encontre com grandes problemas a nível do emprego; Angola, com um território equivalente à Europa, carece de um nível populacional, para o seu reduzido número de habitantes, na ordem dos 20 milhões. Apesar da inauguração do caminho de ferro de Benguela, a frequência de comboios limita-se a uma ou duas viagens por semana. A experiência e o êxito do Brasil no combate à pobreza, e a passagem de milhões de brasileiros à dita e chamada classe média, ainda não floresceu nos seus ideais na progressiva Angola. Se as estruturas sociais, a nível da saúde, do ensino e da segurança social, começam a ser implementadas, nada justifica que uma classe emergente não apareça no tecido social angolano. Além disso, o aumento das receitas do Estado advém das classes trabalhadoras e dos quadros médios e superiores. Portanto, os salários justos pelas competências sociais implicam que uma classe média se afirme no contexto social angolano. O acesso à habitação, sobretudo em Luanda, demonstra que as estruturas sociais ainda não encontraram um conjunto de pessoas com capacidade económica para usufruírem de tais benefícios. A Sonangol, com os seus 8 mil milhões de dólares, emprestados pelo chineses, a longo ou curto prazo, tem de encontrar nas suas empresas subsidiárias a forma de expandir os empréstimos concedidos ao parque habitacional. Se o O.G.E. moçambicano é da ordem dos 20 mil milhões de dólares, quer dizer que 50% deste orçamento reside nos planos da Sonangol. Comprar casas nos Emiratos árabes, sem saber onde ficam, não é conselho que convenha aos angolanos!...

sexta-feira, 15 de março de 2013

EUROPOLITIQUE: A Sonangol e a Habitação

Com 5 milhões de prisioneiros, com um aumento de 25% das exportações no mês de Janeiro, a China soma e segue nesse mundo em crise. Maior importador de petróleo a nível mundial tem em Angola o seu parceiro ideal da importação do crude. A Sonangol não carece de financiamento, já que a torneira chinesa debita um manancial financeiro suficiente e necessário às suas necessidades e ambições. De tal forma que não precisa dos préstimos da CGD para o financiamento do novo banco para os empréstimos à habitação, cujos créditos permanecem na sua sede. Mas oxalá não se transformem numa sede de exploração dos carenciados angolanos naquilo que se refere a uma habitação condigna. Certamente que os lucros ficarão em casa da Sonangol, que não tem mais do que recorrer à mão de obra chinesa sempre abundante, mesmo que sejam “prisioneiros”. Com a compra de 20% da ENI, em Moçambique, a China procura explorar os novos e futuros recursos do gás moçambicano, de forma que estes países, são o alvo estratégico das carências chinesas em relação à energia. Com dinheiro barato e mão de obra acessível, a Sonangol, não tem mais do que meter mãos à obra para fornecer habitações condignas aos cidadãos angolanos. Claro que não carece dos préstimos da CGD, já que, deste modo, fica dono e senhora dos créditos à habitação no sistema angolano. Mas, dadas todas estas facilidades, o sistema de crédito à habitação em Angola está mergulhado na teia de interesses e burocracias que parece não poder desvencilhar-se das suas amarras. Num país tão carente em habitação nada justifica tamanha teia de obstáculos ao seu desenvolvimento. Os cidadãos angolanos sempre acabarão por pagar o direito à habitação.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: PGR angolano. Encore?

HÁ OUTRA LINHA!... “Le Parisien Liberé” português, ou seja, o « o Correio da Manhã” publica, timidamente, um pequeno título, nas páginas intermédias, em que titula “Jornal de Angola ataca o País”. Relembrando a velha imitação de tal matutino, e recordando certos actores angolanos, melhor seria construir o seguinte título: “Angola ataca a Sorbonne”, mas já vão alguns anos de fase estudantil. Ora, o País com 10,5 milhões de portugueses no seu solo, mas a cuja identidade devem pertencer 15 milhões, é muito mais que as ditas “elites” tão apregoadas pelo Jornal de Angola. Felizmente ou infelizmente estas elites estão muito próximas do PGR angolano. Isto, para dizer, que Angola e Portugal são um caso paradigmático de relacionamento. Para além de todo o contexto político e social, permanece uma vaga de fundo, no contexto angolano, que dificilmente pode ser traduzida pelos jornais, pelos governantes, quer nacional, quer internacionalmente, já que as expectativas na campo das riquezas e das pessoas são bastante ambiciosas. E, quando se fala nas pessoas, nos seus direitos e deveres, nas suas ansiedades e frustrações, é claro que se clama pela justiça. Qualquer sociedade sem justiça está condenada ao fracasso, embora, nos tempos modernos, nem sempre seja fácil impor a sua condição de existência. Para além de toda a espuma levantada por qualquer suspeita, aquilo que se ambiciona é uma transparência de águas, para fugir às “águas turvas” que podem ofuscar a sua nitidez. Por isso, o “Correio da Manhã”, no seu tom de panfleto, faria melhor colocar uma foto de Jonas Savimbi, com o seu bastão e ladeado de dois “stuarts”, na cidade de Lisboa, já que “Angola ataca Paris”.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: A "Nova Lebre" do Expresso: PGR angolano


Raros são os dirigentes africanos que têm o estatuto moral e político de “Mandiba”, como raros são os dirigentes africanos que são impolutos. Após o “apartheid” certos dirigentes do “ANC” reclamavam o direito a “une maison” de 5 milhões de dólares, com carro e garrafeira, bem ao estilo ocidental, já que se sentiam com méritos para a sua nova democracia. A passagem de uma “democracia musculada” africana para a “real democracia ocidental” demora o seu tempo e tem as suas exigências, até que a “sociedade civil” usufrua dos seus devidos direitos!... E, neste sentido, a “sociedade civil” angolana carece de todo o apoio jornalístico, como também do “Jornal Expresso”. Portanto, se “João Maria de Sousa, general e militante do MPLA que está à frente da Procuradoria desde 2007”, (como relata o Expresso), teve os seus pecadilhos, já que “o procurador-geral não fazia parte dos corpos sociais da empresa”, desde 2008, existem, todavia, prioridades de governação que são extremamente importantes para a justiça angolana, que são dignos de coadjuvação. A primeira página do Expresso vem levantar uma lebre que certamente está demasiado atrasada, quando há mais de dois anos circulam certos boatos que nunca, presumivelmente, serão investigados. “Paulo Portas tem dado especial atenção às investigações sobre Angola, para evitar o reacender de conflitos diplomáticos, (como refere o Expresso), aliás, a atenção deve ser acrescida, sobretudo, quando se trate de “fraude fiscal e branqueamento de capitais” que afectem as exportações portuguesas. Como estes processos costumam morrer na praia, e, como as notícias são velhas e desactualizadas, o melhor é deixar para as calendas gregas certos deslizes que nada tem a ver com a diplomacia portuguesa. Os epifenómenos são interessantes às “revistas cor de rosa”, ainda que a ética e o direito mereçam a nossa maior estima, como o dito caso não tem fugido à nossa atenção.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE. Nine/Ten/Nine


Desde Frankfurt até Lisboa, viajava-se na Lufthansa, que presentemente quer renovar a sua frota, do país do tio Sam até ao pequeno rectângulo à beira-mar plantado. Ora, o país do tio Sam com uma dívida externa de 100% do seu PIB continua no seu sonho americano em que 1% da sua população detém 40% da riqueza nacional, e 99% dos seus habitantes flutuam na amálgama do “nine/ten/nine” , ou seja, na abolição absoluta da chamada classe média. Todavia o gigante ferido detém sempre forças para resolver a problemática situação. Ao invés, o pequeno rectângulo com uma dívida externa de 203,4 mil milhões de euros, em 2012, acima dos 122,5% do seu PIB depende de um sistema financeiro, bem longe e afastado da rotativa americana. Dentro deste cenário rectangular coexiste um sistema de reformas que atinge um valor total de 13,2 mil milhões de euros, em 2012, que difere um pouco do sistema americano, com o seu subsistema de saúde. Mas aqueles que usufruem de mais de 1 500 euros de reforma, nada menos de 160 mil na CGA e 110 mil na CNP, (total de 270 mil reformados) terão os seus dias contados. Ainda que as fábricas de aviões funcionem, estas não se encontram no país rectangular. Ainda que o sistema financeiro europeu tenha meios de colmatar as deficiências portuguesas, elas não surgem. Portanto, aqueles que contribuíram para o sistema de reformas, quer a nível particular, quer a "nível de compensação" do Estado, terão dias amargos nas suas expectativas já que a crise é uma arma apontada às suas reformas. Aliás, olhando do exterior para o interior do rectângulo causa espanto que os portugueses auferiram de um sistema de reformas, em que mais de 50% do sistema francês não atinge o número mencionado e que está em causa, ainda que este número seja autenticamente ilusório. Se, por acaso, esta ilusória “casta de privilegiados” parece evidente aparentemente, ela caminha a grandes passos para se desfazer da sua pretensão à dita “classe média” para se afunda no “nine/ten/nine”. P.S. Reforma: Média dos professores (b+s)2.032 euros (2013). 1,8 milhões de pobres (2009) 385 euros. (Fonte Expresso)Rendimento mensal por nível de formação: todos os níveis: 846 euros básico: 649 euros secundário: 797 euros superior: 1365 euros

domingo, 17 de fevereiro de 2013

EUROPOLITIQUE: Energia africana

Somente 7% da população do Congo tem acesso à energia eléctrica, que ronda a média dos seus países vizinhos, incluindo Moçambique. Se Angola dispõe de uma capacidade de construção de 150 pequenas e médias barragens, o que se pode dizer do imenso potencial hidroeléctrico das bacias do rio Zambeze e do rio Congo? O potencial do conjunto das três barragens “Inga I, II e III ( por construir) no rio Congo será o dobro da maior barragem do mundo “Three Gorges”, na China, com uma potência de 22.500 MW; ou seja, dez vezes mais que Cahora Bassa, em Moçambique. (Aliás, somente África do Sul carece desta energia). Todavia, esta barragem (Inga III), superando vinte vezes Cahora Bassa, com um custo aproximado de 80 mil milhões de dólares encontra-se adiada e em projecto. Por um lado, Moçambique planeia construir uma segunda barragem a 70 quilómetros de Cahora Bassa, denominada Mphanda Nkuma, com idêntica potência. Sem dúvida que os recursos hidroeléctricos desta zona de África são imensos. Ao contrário da Europa que se debate com problemas com a factura da energia, nesta zona de África, os seus recursos são imensos e abundantes. Face ao seu potencial por desenvolver deste sector, o carvão, ferro e cobre destas zonas são matérias voláteis na voragem manifesta por outros países consumidores, de modo que o seu desenvolvimento deve ser equacionado no seu devido tempo, e nas suas estratégias futuras. Por um lado, o corredor de Lobito (com 100 novas locomotivas americanas, pelo preço de 20 milhões de dólares, pela G.E., com os "olhos postos no Soyo") será o caminho natural da expansão da extracção destes minérios, quer do Congo, quer da Zâmbia; bem como o aumento de consumo da energia eléctrica será a alavanca primordial para os novos impulsos de desenvolvimento. Por isso, o equilíbrio do desenvolvimento do potencial hidroeléctrico deve conjugar-se com a extracção dos minérios, para que a sua sustentabilidade perdure como sinal de riqueza criada e adquirida.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...