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sexta-feira, 9 de março de 2012

EURO POLITIQUE: 320 - EDP dá 250 milhões ao Estado.



Quem tem a oportunidade de consultar a imprensa portuguesa encontra-se com um discurso repleto da “moral católica e apostólica”, acerca da EDP.

Parece que os portugueses gostam de ver os lucros da Mercedes, BMW, ou, da Wolkswagen, já que povoam o imaginário português; mas, quando uma “empresa, de maioria nacional” tem algum sucesso desdenham e esconjuram as suas “performances”.

Gritam contra os chineses, evocando os dividendos dos 21,35% da “China Three Gorges”, quando se atinge um resultado positivo de 1,125 milhões de euros, apesar de uma dívida global total de 16,9 mil milhões de euros, ainda que se espere pelos 4 mil milhões dos chineses.

Na diferença entre as acções em bruto a 0,185 e as acções líquidas a 0,124 arrecada o Estado Português a linda soma de 255, 960 milhões de euros.

Portanto, todos os portugueses devem zelar para que numa situação de dificuldades não escapem ao erário público, pelo menos, 250 milhões de euros.

quarta-feira, 7 de março de 2012

EURO POLITIQUE 318 - Os 50.000 de Luanda.


“Luanda representa 88 por cento do consumo de energia total de Angola e os três projectos de produção de electricidade que servem a capital não chegam para satisfazer as necessidades de abastecimento”.

Apesar de uma bacia hidrográfica exuberante, a cidade de Luanda continua com o maior número de geradores eléctricos, à base do petróleo, no contexto mundial.

A disparidade de consumo eléctrico da capital vem demonstrar não só a aglutinação de uma enormidade de habitantes, como também a ineficiente cobertura de outras regiões, que podem beneficiar da produção hidrográfica.

Todavia, é interessante relacionar os 88% de consumo eléctrico, com as necessidades de bens alimentares que se situam na ordem dos 80%, segundo certas informações.

Ainda que, anualmente, nos circuitos bancários se transaccione quase dez por cento do Orçamento Geral do Estado, certos índices revelam uma insuficiente modernização, como, por exemplo, na televisão por cabo, na ordem dos 30.000 consumidores.

Para uma grande capital, com milhões e milhões de pessoas, o indicador de televisão por cabo, vem demonstrar que somente uma minoria muito e muito reduzida beneficia dos benefícios da sua riqueza.

Digamos que 50.000 pessoas se sentem privilegiados dentro da capital angolana - Luanda, ainda que um único factor fica por demonstrar nas leis da sociologia.

sábado, 3 de março de 2012

EURO POLITIQUE 315- Angola, um orçamento pouco ambicioso!...






Estima-se que as exportações angolanas, somente na indústria petroleo, são da ordem dos 50 mil milhões de dólares, em 2011, acrescidos dos "rendimentos das concessões petrolíferas" que atingem 18 mil milhões de dólares.

Ou seja, um montante na ordem dos 68 mil milhões de dólares, somente em receitas de petróleo.

Todavia, o petróleo representa 80% das exportações angolanas; e, portanto ainda restam 20% de outro tipo de exportações, por exemplo, os diamantes.

Com um orçamento para 2012 na ordem dos 46 mil milhões de dólares, ainda sobravam 22 mil milhões de dólares.

Mas, se somente forem aplicadas 68,7% da totalidade das receitas do petróleo, teremos o orçamento do Estado completamente preenchido pelas tais receitas da indústria petrolífera, ou seja, os tais 46.716 milhões de dólares, correspondentes ao orçamento para 2012.

Apesar de somente os rendimentos do petróleo serem suficientes para o orçamento geral ainda existem nesta contabilidade 26,7% que provém de impostos não petrolíferos, 1,9% de contribuições sociais e 3,3 de outras receitas, cujas receitas parecem que não entram no cômputo geral.

Quer dizer que estas contribuições não entram no orçamento geral de 2012?

A título paradigmático, em 2011, a factura de petróleo com a China corresponde a 40% das exportações de fuel, que renderam nada menos de 20 mil milhões de dólares.

Os peritos em contabilidade podem demonstrar a validade destes argumentos, mas parece que o “Orçamento Geral de Angola” é pouco ambicioso.

P.S. (Outra fonte)
“O volume total das exportações de petróleo bruto ultrapassou, até ao terceiro trimestre de 2011, os 430 milhões de barris, vendidos a um preço médio de 110,43 dólares por barril, ou seja, 47.484 milhões de dólares".
"A posteriori" - Luanda Digital:
Luanda – As exportações de Angola em 2011 atingiram os 60 mil milhões de dólares norte-americanos, anunciou esta terça-feira, 6 de Março, a Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Maria Luísa Abrantes.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 314 - Alqueva/Angolanos/Cristas


Recentemente Angola fez uma encomenda de 1000 milhões de dólares em material bélico a Israel. Isto quase nada tem a ver com as quantidades, propaladas pelo jornal Expresso, em certos negócios obscuros de alguns intervenientes bancários.


“Falar de Angola” é “falar de petróleo”, e do gigantismo desta empresa - Sonangol, que como “estrela de bandeira” institucional se afasta dos 50 000 micro empresas angolanas.

As somas do dinheiro angolano e do seu petróleo deviam expandir-se pelo seu tecido empresarial de forma a constituir um autêntico tecido económico e social de desenvolvimento humano, o que, digamos, por vezes, levanta sérias dúvidas e interrogações, nesta possível expressão e expansão. Por vezes, o "dinheiro fácil" é desbarato nos mais preciosos e copiosos caprichos, que a índole humana revela e ambiciona.

Aliás, como referência de certo estilo, o que acontece em redor deste país, noutras latitudes, expande-se na ânsia de um certa e nova mentalidade rica, que faz jus aos iates de Abramovich, para não relembrar os “ferrari” emoldurados em terras gaulesas, por causa das curvas e do pó da selva africana.

Claro que defender John Locke e “as riquezas que pertencem ao seu povo” é retroceder ao século XVII, e à “Carta da Tolerância”, que foi proibida em Portugal, quando os tempos actuais se desenvolvem, puramente, na dita “civilização da imagem”, na sua fugacidade e exibição.

Mas, o ícone de “ver angolanos a investir no Alqueva”, apesar da existência da plataforma de Sines e do aeroporto de Beja, embandeira-se num projecto de sonho, que qualquer quimera parece desvanecer!...

Certamente, que o tecido empresarial e agrícola carece de meios técnicos e recursos humanos que Portugal pode facilmente colmatar. Se, os meios financeiros apostarem devidamente nas pequenas e médias empresas angolanas, com o contributo dos portugueses, certamente daremos passos importantes nas parcerias económicas, tão do gosto das "autoridades de Angola".

P.S. (A partir de 27/02/2012).
De acordo com um instrutivo publicado no Diário da República no final de Janeiro, 50 mil kwanzas (400 euros) é o valor máximo que singulares residentes podem transportar de e para Angola.Esta deliberação pretende suprimir os problemas na alfândega com as autoridades aduaneiras, que geralmente tentam impedir a saída do país de indivíduos com a moeda nacional.
(1 euro= 125 kwanzas)

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE 314 - O gigantismo da Sonangol

“A companhia petrolífera estatal angolana Sonangol registou uma subida de 32% dos lucros para os 3,3 mil milhões de dólares (ou 2,44 mil milhões de euros) em 2011, face aos 2,52 mil milhões em 2010.”


Obviamente, surgem automaticamente duas questões:

 - Apesar de ser uma “empresa estatal”, quanto pagou a Sonangol ao Estado Angolano?

- E, quanto pagaram as restantes petrolíferas estrangeiras ao Estado Angolano?

O ministro da economia angolano designa como única empresa de registo a Sonangol, face ao universo das 50 mil micro empresas angolanas, em que 10% talvez mereçam o desígnio de possíveis exportadoras.

O gigantismo da Sonangol reflecte-se na ideia generalizada do “senso comum externo” de que “Angola é petróleo”.

O funcionamento empresarial deste gigante angolano deixa a opinião estrangeira numa identificação obscura com o seu regime político. Uma certa opacidade financeira no seu funcionamento interno, tem merecido certas advertências de “certas instituições” que advogam maior transparência e esclarecimento.

Reduzir o tecido empresarial angolano ao gigantismo da Sonangol até que ponto beneficia a própria sociedade angolana?

A área da energia, em que se inclui a Sonangol, não merecerá um desmantelamento empresarial para que surgem mais companhias dignas de registo na economia angolana?

Se os “mecanismos de impostos” em Angola começam a revelar os seus frutos, convém que a transparência de contas da gigante Sonangol seja revelada publicamente, porque manter uma única empresa como “bandeira nacional” é hipotecar a sua própria independência.

EURO POLITIQUE 313 - 3% de Representação Lusa.



O patronato alemão sente-se feliz com os resultados da economia germânica, e como simples exemplo justifica-se os lucros da Volkswagen.


Perante o júbilo alemão, a realidade portuguesa atravessa caminhos atribulados na sua debilidade congénita. Acresce-se que à "nulidade das questões europeias" no Parlamento Português, o Parlamento Alemão passa mais tempo a discutir a Europa que as questões internas.

Ora, cerca de um terço do PIB anual germânico chega para pagar totalmente todas as dívidas portuguesas, permitindo que o sol irradiasse em todo o seu esplendor!...

Se, por um lado um terço está relacionado com a deficiente realidade portuguesa, nada menos de 3% é efectivamente a “representação lusa” no chamado “parlamentarismo europeu”.

Antes de tudo, considerar os chamados “cidadãos europeus”, com direitos e sem deveres é uma contradição digna de registo. Ou seja, sem efectivamente um “cartão de cidadão europeu”, nada justifica este sentido da Europa. Esta contradição advém da falta de uma “autêntica política externa europeia” e da falta de uma “segurança europeia”, melhor dito da inexistência de uma “política de defesa”. Os europeus sentem-se solidários no estrangeiro, mas internamente são uma família desavinda.

O vendaval económico que parece varrer os pequenos países da Europa do Sul não deve soçobrar a outras realidades que certa "cegueira" política perante a representatividade desses países deve merecer ter em consideração.

Os espaços geo-estratégicos merecem uma melhor análise que a corrente económica pretende desvanecer. Estes espaços são tão válidos para a Grécia, como para Portugal, infelizmente os países mais atingidos pela crise económica.

A sub-representação de Portugal em relação ao seu papel estratégico apresenta-se como uma fraqueza que outros pretendem assumir, quer no domínio da parcelar “política externa” portuguesa, quer na responsabilidade de defesa que compete inerentemente à parcelar “política de defesa” lusa. Mas, apesar destas insuficiências e contradições são aqueles que mais beneficiam destes espaços geo-estratégicos que pretendem limitar a parcelar autonomia e democracia.

Após o “vendaval económico” urge repensar uma nova arquitectura europeia em que os seus cidadãos usufruem de “direitos e deveres”, e em que a dita “sociedade civil” conjuntamente com a “sociedade política” esgrima um leque de valores suficientemente esclarecidos para a ilustração da Europa.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

EURO POLITIQUE. 312 - Mega Ferreira e o Mago da Expo-Lisboa!...




Zt, descendeu a montanha, inquirindo o “criador” da Expo de Lisboa.


- Onde surgiu a ideia luminosa, tornada “conceito”?

- “Foi num jantar” , afirma Mega Frerreira (por volta de 26/12/08)!...

- Zt, acossado pelos ditirambos e as suas bacantes, inebriava-se num lauto jantar de criatividade!...

- Perdido na floresta da “Quinta dos Olivais”, a casuística jesuíta esconjurava a "mania" ou loucura dos deuses, cujo Prometeu incendiasse o segredo de tal ideia luminosa!...

- E, de repente o chão conspurcado de metálicos azedume inebriou-se em aromas e perfumes....

- Ilustre sugestão convém para não “evocar alguém (ou mago) em vão!”...



Nova versão actualizada, passados quatro anos!...



“Pudemos construir o conceito de uma exposição internacional com o laboratório a 500 quilómetros de distância. Em novembro de 1989, numa dessas viagens, perguntei a um dos responsáveis: “Onde está a habitação, o comércio, os hotéis” Não tinham planeado nada. Pensei. Quando acabar vai ser um fiasco! Esse alerta foi determinante na escolha da localização. A zona Oriental foi sugestão de Jorge Sampaio....

Hoje não se tem a noção, mas toda aquela zona estava completamente degradada, era uma floresta de 18 mil contentores abandonados. (Revista, Expresso, pg. 12) - 2012.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...