Seguidores

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Algoritmo de Kadafi.32 - Temos mais ambições, Kadafi

Temos mais ambições, Kadafi.




Rugi em África a voz contra o apartheid.


Parecia uma voz fraca da diplomacia portuguesa, mas o tempo rapidamente lhe deu razão.

Os “velhos do Restelo do Estrangeiro” vaticinaram o descalabro do mundo lusófono. Enganaram-se!...

Hoje, estamos com uma comunidade de relações intensas a todos os níveis.

A Comunidade Europeia recrimina-nos, mas tem confiança em nós.

Apesar das nossas deficiências e debilidades continuámos confiantes no nosso futuro.

Pouco precisámos dos avisos europeus que os árabes compram tudo.

Continuámos, um pouco, pobres neste mudo global, mas com a nossa dignidade!...

Todavia, a Europa tem de contar connosco.

Somos suficientemente ambiciosos para exigir certos pergaminhos, que outros procuram exibir.

Somos suficientes hábeis e capazes de minar o terreno da Itália e da França na sua hegemonia diplomática.

Reunimos factos e provas disso.

Por isso, as nossas exigências causarão certo alarme.

Quando um país sabe atacar nos seus objectivos, e tem a certeza que alcançará os seus planos, pouco o sustém nas suas ambições!...

Como se diz na gíria militar é “tiro e queda livre”.

Temos mais ambições, Kadafi!...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Algoritmo de Kadafi.31 - A ilusão de Kadafi

A ilusão de Kadafi




Voando sobre a ilha Terceira dos Açores, relembrei-me das ambições de Kadafi na sua requisição da ilha da Madeira, outrora povoada por coelhos!...

E, de coelhos, repentinamente relembrei-me de “coelhos na cartola”.

É que nas ambições de Kadafi reluz, por vezes, o mundo lusófono, como algo de utopia. Não por estar contente com algumas ofertas para a Guiné Equatorial, ou, até para Cabo Verde.

A varinha mágica desferiu alguns golpes de sedução sobre a Galp.

Ora, comprar 33,5% desta empresa portuguesa, sem dúvida, é melhor negócio que comprar 100 aviões a Marcel Dessault, já que o sr. Ronald Reagen, os pôs à prova, independentemente de uns gloriosos lusos de helicópteros, mas isso são tempos passados.

Eram tempos de insalutar embaixada e pseudo embaixador, apesar de voto unânime da Assembleia da República..

Portanto, num passe de mágica advém para quem tem pretensões a comprar 10% da ENI, nada mais audaz seria voltar-se para a Galp.

Todavia as credenciais de tal negócio envolvem uma conjectura estratégia e política digna de um audaz embaixador.

Comprar uma embaixada é anátema de qualquer compatriota.

Impor um embaixador é sinal de prepotência.

Comprar 10% da Eni, ou, 33.5% da Galp é desafiar o mundo lusófono, sem a necessidade de 100 aviões, mesmo aquele outro que voa sobre a ilha Terceira!...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Algoritmo de Kadafi.28. - Angola 4 - Armada Agualusa

Armada Agualusa




Em vésperas da abertura das embaixadas entre a Líbia e Angola, eis que o algoritmo do Kadafi redobra nas suas emergências..

É o que o movimento da “armada Agualusa” rodopia em esforços de reconversão epistémica.

Um movimento encantado pelo feitiço angolano que reprova “patologias mentais”, mas reacende firme nos seus ideais democráticos. Sem fins lucrativos, nem mercenários, afirma-se com um conteúdo humanitário que engloba princípios donativos.

Longe das querelas miúdas da política esvoaça com pássaro detendo na sua origem um certo símbolo da paz. Todavia não é um pássaro dormente, nem insolente, viaja pacificamente no Atlântico Sul. Longe dos terríveis ataque do triângulo das Bermudas, mas distintamente deambula numa audácia de atribulada mira telescóspia.

Não se deixar embriagar pelos saborosos vinhos da “Barca Velha”, nem pelos seus distintos archeiros militares de eterna segurança. Longe, muito longe dos arquivos de secretas mafiosas, ou, supostamente nacionalistas.

Este voo de pássaro, encantado de feitiço angolano, reserva-se numa certa ousadia de ideais, todavia longe de lirismos poéticos.

A sua ousadia é grandiosa. Talvez seja quixotesca. Todavia está demasiado consciente que Luanda não pode ser única e exclusivamente de mercenários.

É o movimento da “Armada Agualusa”

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Gunderedo: Staff presidencial. 85 - Onde andas justiça?

Gunderedo: Staff presidencial. 85 - Onde andas justiça?

Staff presidencial. 85 - Onde andas justiça?


Toda a gente brada pela justiça em Portugal.


Que o diga o “primeiro governante” deste país, tão apaziguado com os ritmos que lhe devem ser impostos, segundo, também afirmações do seu “presidente”.

A justiça em Portugal parece estar do lado dos ricos, o que também pode acontecer noutros países, mas a cultura democrática do direito está bem longe de muitas noções e consciências de outros países.

Todavia, a justiça dos casos mediáticos é um reflexo da fraca cultura que deve impregnar os seus cidadãos. E, aliás, se por acaso, tiver as mais elementares noções de direito , e esbarrar com a esperteza saloia de “bimbos” arrisca-se nas engrenagens da criminologia.

Por vezes, viver neste país é um risco que se corre, não tanto pela falta de segurança, mas pela sua falta de direito.

A culpa não é só da engrenagem jurídica, nem dos beneficiários das suas instituições, quer Ministério Público, e, quer toda a série de tribunais.

Toda uma teia, habilmente, montada confere direitos, sem os elementares valores de ética e moral, que aliados a determinadas consciências detentoras de poder exibem nas suas garras!...

Mas, sobretudo o tempo da justiça é aquele que confere mais injustiça à própria justiça.

É quase dizer que o homem mede o tempo, e, o tempo nos mede a nós; aliás, como sabiamente afirma um ditado italiano.

Os portugueses clamam pela justiça, mas a própria justiça engole o seu clamor!...

PS. "Eu sei quais são as regras e o direito", mas vou ser o mais esperto, e, astuto na sua manipulação.
        Todavia, a esperteza, sem ética, nem moral, nem clarividência, na sua "força instintiva", desligada da inteligência,  mantém-se inconformista porque surge sempre outro esperto. O círculo vicioso continua porque a razão do direito não encontrou o fiel da balança do que é, ou, deve ser o "justo e o injusto".

domingo, 1 de agosto de 2010

Algoritmo do Kadafi.27 - Angola 3 - Armada Agualusa



Fica bem ouvir dizer um presidente que conhece outro presidente há vinte e três anos.


Deste relacionamento recíproco pouco há a dizer sobre Angola!...

Os negócios prosperam de vento em popa, e, os vistos relançam as vias em altos voos dada a voltagem dos seus aviões.

Nunca pus os pés em Angola.

Acalento a esperança de beijar o seu solo.

Os meus amigos são aqueles incógnitos que se lembravam das suas irmãs de espingarda às costas, ou, daqueles que não ousavam falar com 500 anos de colonialismo.

Todavia, apesar de convite paterno para terras angolanas, e, porventura, também convite pessoal, deixei o tempo em longínquas demonstrações de colonialismo em plena sala da Sorbonne, por autóctones angolanos.

Como já ouvi dizer, por petulância francesa, que Angola nos passaria ao lado. O que é inversamente o contrário, nos dias de hoje.

Contudo não sou alheio às controvérsias diplomáticas, a certos percursos de hesitação e de hegemonia, que qualquer algoritmo do Kadafi não pode passar despercebido, sem a petulância de um bom relacionamento entre estes dois países, com a abertura das suas embaixadas.

Mas algoritmo que se preze, luta e tenta, que alguns ideais do 25 de Abril floresçam em terras angolanas.

Exportar a democracia, só países como os USA exibem estes pergaminhos de direitos humanos, mas o nosso "legado histórico" não pode ficar alheio com aqueles que devem ter direitos aos benefícios e riqueza das suas terras.

Angola, que sempre detestou alguma paternidade portuguesa, talvez tenha de aprender com o modelo brasileiro, implementado por Lula da Silva, em relação aos mais pobres.

A saudosa Angola não tem somente mercenários, que fazem de Luanda a cidade mais cara do mundo.

Se calhar tem mais!...

Talvez tenha um feitiço angolano demasiado forte, que o romancista "Agualusa" tão bem retracta nas entrelinhas do seu pensamento. Aqui o feitiço entrecruza-se entre terras americanas e portuguesas, num país sem "patologias mentais"!...

Somos "netos americanos", por isso o feitiço encanta-nos!...

E, nessa aventura, estaremos com Angola.


P.S. (actualizado em 06.08.10)
Alguns directores da Mota-Engil planeiam construir casas para rendimentos entre o 5.000 e 8.000 dólares, enquanto o governo promete fazer habitação social a 60.000 (45.000 euros)!....

domingo, 18 de julho de 2010

Algoritmo do Kadafi.26 - Angola.2

Legado
Somos detentores de um legado cultural e institucional que deve orientar o nosso relacionamento diplomático.


Angola é fruto do 25 de Abril, e, deve acarretar certos ideais do “dia da liberdade”.

Não nos devemos imiscuir nas relações internas de um país.

Não queremos exportar a democracia, como talvez façam os USA.

Mas temos o dever de zelar para que as suas regas fundamentais sejam respeitadas.

Estabelecer relações bilaterais, única e exclusivamente na perspectiva económica é trair o legado da nação portuguesa, e, o relacionamento entre povos.

Aqueles que lutaram, tanto de um lado como de outro merecem melhor condições de vida.

Ora, o fosso entre a população e a classe rica, faz com que um hambúrguer custe 14 euros. Com o mesmo dinheiro é bem servido num restaurante de Moçambique.

O déficit democrático, ou seja, o peso extremamente reduzido da oposição (Unita), não consegue esgrimir argumentos contra um poder estabelecido. A falta de informação isenta e credível parece ser um dado que surge com toda a evidência.

Falar sobre Angola sem conhecer a sua realidade interna é um contra-senso.

Todavia basta comparar um pouco Angola com Moçambique, para detectar uma série de contradições que necessitam de ser resolvidas.

Existem organizações independentes que podem e devem dar o feed-back destas contradições angolanas.

E, neste sentido, temos o dever de escutá-las, de entender as suas preocupações, de construir um relacionamento mais positivo.

Não queremos exportar a democracia, mas desejamos que ela floresça com certos ideais que derivam de Abril.

EUROPOLITIQUE: Recordando "Platero y Yo" ....Juan Ramón Jiménez

  Na minha tenra idade escutava os poemas de “ Platero y yo” , com uma avidez e candura própria da inocente e singela juventude, que era o ...