Ao aventureiro agrícola
Os contratos com a Inglaterra desnaveciam no seu intercâmbio.
A sua paixão era a agricultura.
As relações políticas ensombravam os negócios.
Eis que uma nova paixão se acende na sua ansiedade.
Deixa tudo de lado, e, de armas e bagagens, ele ruma ao solo angolano.
Hectares são disponibilizados para refazer a sua paixão agrícola e o seu engenho comercial.
Admiro a aventura de certos portugueses!...
Espero, brevemente, encontrar-te!...
Oxalá, a tua determinação dê um contributo para o povo angolano!...
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Portugal-Angola.4
"Sôdade"
Elegante na forma, destemido no carácter, renasceu a saudação amigável, após instrução militar.
- Então, quais são os teus projectos em Portugal?
Rapidamente, retorquiu, na sua determinação angolana.
- "Como posso ficar aqui, quando a minha irmã caminha de arma às costas"?
Nunca mais, nos saúdamos, nos vimos, nos recordámos!...
O destino marcou rotas confusas e indeterminadas.
Joaquim Malongo. Onde estás?!...
Aquele refractário, de letras vermelhas, vagueava nos aviões da "Air France", quando lhe era possível atravessar as fronteiras, ainda avesso às tropas portuguesas em Angola.
Se um dia me releres através desta "rede social", cumpriremos aquela "saudade!...
Elegante na forma, destemido no carácter, renasceu a saudação amigável, após instrução militar.
- Então, quais são os teus projectos em Portugal?
Rapidamente, retorquiu, na sua determinação angolana.
- "Como posso ficar aqui, quando a minha irmã caminha de arma às costas"?
Nunca mais, nos saúdamos, nos vimos, nos recordámos!...
O destino marcou rotas confusas e indeterminadas.
Joaquim Malongo. Onde estás?!...
Aquele refractário, de letras vermelhas, vagueava nos aviões da "Air France", quando lhe era possível atravessar as fronteiras, ainda avesso às tropas portuguesas em Angola.
Se um dia me releres através desta "rede social", cumpriremos aquela "saudade!...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Portugal-Angola.3
MUXIMA, MAMA MUXIMA!..
O grito sonoro timbrava nas mãos erguidas no "néon" citadino, prolongando-se nas suas brumas das águas do Tejo.
- Muxima!....Muxima!...
O eco estremecia como cântico interior em oração, enternecido pelas tágidas musas camonianas
- Muxima!...Muxima!...
Lá, longe destas águas ribeirinhas encontrava-se outro rio, irmanado pelo mar salgado que refluía em sobressalto!...
- Muxima!...Muxima!...
Revejo-te na calma e doçura da tua paisagem, como miragem. Ícon que se reconstrói no reflexo do eco, em abraço de perfeito amplexo.
- Muxima!...Muxima!...
E o teu cantor sofria em actor
- Muxima!...Muxima!...
O "Valdemar", envolvido, no teu mar
dizia-me a sussurrar
uma vez, lançado ao ar
é só dizer um "Ah!... Ai!...Ah!...Ai!..."
Vai!...Vai!...Vai!....
Muxima!...MUXIMA!...
espalhar a concórdia
no amor de filho e pai.
Muxima!....
O grito sonoro timbrava nas mãos erguidas no "néon" citadino, prolongando-se nas suas brumas das águas do Tejo.
- Muxima!....Muxima!...
O eco estremecia como cântico interior em oração, enternecido pelas tágidas musas camonianas
- Muxima!...Muxima!...
Lá, longe destas águas ribeirinhas encontrava-se outro rio, irmanado pelo mar salgado que refluía em sobressalto!...
- Muxima!...Muxima!...
Revejo-te na calma e doçura da tua paisagem, como miragem. Ícon que se reconstrói no reflexo do eco, em abraço de perfeito amplexo.
- Muxima!...Muxima!...
E o teu cantor sofria em actor
- Muxima!...Muxima!...
O "Valdemar", envolvido, no teu mar
dizia-me a sussurrar
uma vez, lançado ao ar
é só dizer um "Ah!... Ai!...Ah!...Ai!..."
Vai!...Vai!...Vai!....
Muxima!...MUXIMA!...
espalhar a concórdia
no amor de filho e pai.
Muxima!....
Angola.2
"Palancas negras"
Enfatuados à parisiense, os "palancas negras" exibem o sorriso de modelos africanos.
O brilho do Ocidente contrasta com o azeviche encaracolado.
O "leader" anuncia que o esforço ferroviário, é aquele que mantém o combóio nos trilhos. E a máquina carece do óleo que desenferruga os músculos. Nem o joelho de Mantorras deve ser um óbice ao desempenho desportivo. O treino é o hábito do trabalho e da "performance". Mantorras, ou seja, mãos torradas na queima do trabalho tornam-se o lema do "manager".
Ao brilho do azeviche acresce-se o fulgor do "11 de Novembro", recém recinto do espectáculo. O sorriso contido do jogador "Edu" acalentava a esperança de um dia ver luzir a "palanca".
"Avança, avança" - veloz como uma lança, como uma seta na ponta esquerda, aquele que escondia de Angola um enigma da sua pujança!...
Aliando o dueto do brilho, na tese e na antítese, aguarda-se com fulgor a síntese, do "avança, avança", com a tua força e a tua pujança!...
Avante, "palancas negras", com recordação
de um futuro cheio de esperança!....
P.S. Os pinheiros bordegavam o campo pelado do trio angolano na "riva-gauche" do Douro, antes do tapete do verdejante campo universitario lisbonense.
O enigma angolano manifestava-se pesaroso!...
O orgulho angolano escondia a máscara do colonialismo!...
E o silêncio acalentava suavemente a voz do tempo!...
"L'important c'est la rose!... L'important...!..
Enfatuados à parisiense, os "palancas negras" exibem o sorriso de modelos africanos.
O brilho do Ocidente contrasta com o azeviche encaracolado.
O "leader" anuncia que o esforço ferroviário, é aquele que mantém o combóio nos trilhos. E a máquina carece do óleo que desenferruga os músculos. Nem o joelho de Mantorras deve ser um óbice ao desempenho desportivo. O treino é o hábito do trabalho e da "performance". Mantorras, ou seja, mãos torradas na queima do trabalho tornam-se o lema do "manager".
Ao brilho do azeviche acresce-se o fulgor do "11 de Novembro", recém recinto do espectáculo. O sorriso contido do jogador "Edu" acalentava a esperança de um dia ver luzir a "palanca".
"Avança, avança" - veloz como uma lança, como uma seta na ponta esquerda, aquele que escondia de Angola um enigma da sua pujança!...
Aliando o dueto do brilho, na tese e na antítese, aguarda-se com fulgor a síntese, do "avança, avança", com a tua força e a tua pujança!...
Avante, "palancas negras", com recordação
de um futuro cheio de esperança!....
P.S. Os pinheiros bordegavam o campo pelado do trio angolano na "riva-gauche" do Douro, antes do tapete do verdejante campo universitario lisbonense.
O enigma angolano manifestava-se pesaroso!...
O orgulho angolano escondia a máscara do colonialismo!...
E o silêncio acalentava suavemente a voz do tempo!...
"L'important c'est la rose!... L'important...!..
sábado, 26 de dezembro de 2009
Portugal-Angola.1
Reli o ponto 2 do artigo de Miguel Sousa Tavares no "Expresso".
Em Paris asssisti a um documentário sobre o "colonialismo português", exibido por angolanos.
Em Portugal, estudei com angolanos que diziam "como posso falar, com 500 anos de colonialismo".
Foi também lá que descobri uma poetisa - Sofia Melo Breyner.
Somente não compreendo a sua aversão às "redes sociais"!....
Partilho da sua ideia, ou de "John Locke", que "a riqueza de um país pertence a todo o seu povo".
Aquele a quem chamo de "Edu" - ou seja, o "rei do Congo", deve ter alguma ancoragem em escritores como Luandino Vieira!...
Por mais críticos que sejámos, a nau precisa sempre de um timoneiro.
Construir um país não é tarefa fácil.
Admiro os professores portugueses em Angola, e, aqueles que arriscaram a sua riqueza intelectual e material em Angola.
Os nossos laços afectivos devem criar os ideiais por que, muitas vezes, sonhámos.
Por isso, no nosso imaginário, fica sempre a nostalgia de Angola!...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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